Sábado, Novembro 21, 2009
TAPEÇARIA DE BAYEAUX
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É como uma comemoração da histórica batalha de Hastings (1066).
Concebido no século XI, utilizando rudimentares agulhas e extrema paciência, o mesmo é composto de 9 cenas principais que reflectem momentos precisos e de importância, na épica batalha e estende-se por quase 70 metros pesando cerca de 150 Kg de linho puro.
Se bem que seja incerta a história real que está por detrás da criação da tapeçaria, em França acredita-se que esta foi criada por Matilda, a mulher de Guillaume – algo apoiado pelo facto de ser relevante e notável, na tapeçaria, uma mão amadora (no bordado da peça) e, sem dúvida, com um profundo conhecimento dos acontecimentos históricos e detalhes da campanha.
Na obra podemos ver 626 seres humanos, 202 equinos, 55 cães, 505 animais e bestas de carga de outros tipos, 37 fortificações e 41 embarcações.
Um total de 1515 temas variados fornecem uma riqueza de informações sobre o século XI.
Nele podemos ver uma representação do Cometa Halley que nessa altura era visível em Inglaterra.
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Sexta-feira, Novembro 20, 2009
PROMESSAS
Embora não ligue patavina e supostamente não despreze ninguém, devo confessar que entre os meus benévolos amigos não abundam os que se dedicam à sublime tarefa da política, mas mesmo assim ainda tenho alguns.
Pois bem, não sei se há alguém que se sinta especialmente afectado de modo especial pela proibição de não poder comungar, no caso de serem relativamente partidários dessa aberta maneira de encarar as uniões que existem, mas que alguns querem teimosa e cretinamente esconder.
As ameaças mais eficazes são as que se cumprem sem aviso prévio.
É a velha questão.
Já os gregos diziam que é preciso cuidado com as ameaças deixadas por “palavras loucas” e refrear os ânimos, já que convém acomodar-nos aos novos tempos.
“Ferir não é bom, mas ameaçar, nem é bom, nem é prudente”.
Os que não são partidários dos casamento homossexuais, já que lhes soa mal as palavras, que sejam partidários de que as nuances e a questão não podem ser debatidas colectivamente, nem muito menos de maneira dogmática.
No ano de 2012, os habitantes deste desavindo planeta suburbano, seremos sete mil milhões (7.000.000.000) e em “2050, “seremos” 9000 milhões.
Agora não nos podemos nem ver, mas por essas alturas não poderemos deixar de tropeçar uns nos outros.
A prática da masturbação que agora alguma comunidade recomenda – “sabe Onan coisas que ignora Don Juan”(*) - tem a desvantagem de que se não conhece gente.
Ninguém pode dizer a ninguém isto: “fui muito feliz”.
(*)
...Aunque a veces sabe Onán
mucho que ignora Don Juan
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Quinta-feira, Novembro 19, 2009
FUZILARIA

Ao grito de “Alá é grande!”, um militar muçulmano já conseguiu diminuir o número de seus companheiros, assassinando treze deles.
O louco era psiquiatra, condição que não o eximiu de perder a cabeça.
Além disso negava-se a ir combater para o Afeganistão, onde continua a morrer muita gente.
É provável que o assassino múltiplo de camaradas, fosse para escolher, como Rike, a sua própria morte e não aquela que dão os médicos ou os generais.
Ninguém pode saber agora o que se passou pela sua perturbada cabeça quando empreendeu o tiroteio, mas podemos suspeitar o que passou por ela anteriormente.

Estava persuadido, “alcorânicamente”, de que depois de morrer se ia encontrar com as huries do profeta.
Umas belíssimas criaturas que lhe ofereceriam, entre outros confortáveis conchegos, hidromel.
Um cocktail sublime, talvez um pouco melífluo e enjoativo, que não sei como se serve, se como o “dry-martini”, com uma azeitona no …, digo com a mesma cor dos olhos das citadas huries.
Não sei se será verdade que um fanático é alguém que tenta compensar uma dúvida secreta, mas o que sei, é que, os fanáticos são muito mais perigosos que os cépticos.
Além disso, contagiam muito.

Depois da fuzilaria protagonizada pelo médico demente, na base militar do Texas, já se produziu outra.
Quando se divulga um final espectacular é como uma pandemia.
Depois do suicídio de Marylin Monroe, esgotou-se o Nembutal nas farmácias.
Algumas sopranos, loiras apócrifas, decidiram plagiá-la.
Possivelmente o exemplo do médico assassino será seguido por outros.
Ter-se-ia que encerrar o grande manicómio em que se transformou o Afeganistão.
E quanto antes.
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Quarta-feira, Novembro 18, 2009
Mas é que não dá para colocar mais pequeno.
A minha "secretária" escreveu assim.
(bem, talvez tenha sido eu. Mas não consegui modificar a anomalia)
DESEJO SEXUAL
Trata-se do conjunto da experiência de atracção que se integra no nosso encéfalo e para o qual, todavia, não se conhecem os registos fisiológicos específicos.
Enquanto experimentamos evidências físicas do nosso crescente desejo (erecção do pénis, lubrificação vaginal, aceleração do pulso, erecção dos pêlos corporais, transpiração excessiva, ruborização de partes mais ou menos extensas da nossa pele, intumescimento dos peitos …) passamos a falar da fase de excitação sexual – abreviadamente excitação - .
Em boa parte das ocasiões, permitindo o fluir da excitação, chega-se à fase do orgasmo, com a ejaculação, o sinal externo evidente no caso dos homens.
Se bem que o desejo sexual se mantenha até ao orgasmo, quando falamos da fase do desejo, geralmente referimo-nos ao início da resposta sexual de homens (quase sempre) e mulheres (nem sempre).
Algumas mulheres descobrem, ao longo do processo de terapia sexual, um profundo e arreigado medo ao seu próprio desejo.
É uma variação menos habitual no homem.
Os valores tradicionais do nosso ambiente sociocultural, quando observados pouco a pouco, revelam como se educa para conter o desejo – nelas – ou para incentivá-lo – neles - .
O medo de se deixar levar pelo desejo chega nalgumas mulheres a agudizar-se até ao extremo de nem sequer o deixarem fluir quando estão com a “pessoa adequada e desejada”.
Bloqueado o desejo, é evidente que se torna mais difícil enredar-se numa actividade sexual.
Não obstante, quando, apesar desta permissão, podem ver-se surpreendidas pela sua crescente excitação sexual, de maneira que acabam por viver o seu desejo a partir da consciência da sua excitação.
É claro que, no caso dos homens, o ciclo tende a seguir o caminho inverso: deixando-se levar pelo desejo, acrescenta-se a excitação.
Mais evidente todavia é o facto de que as mulheres, especialmente quando convivem mais tempo com um parceiro, implicam-se nas relações, mais por um desejo de intimidade do que por um impulso de atracção sexual, que muitas vezes é o detonante das relações para a maioria dos homens.
Quando é o desejo de intimidade o que mobiliza, as mulheres, muitas vezes começam a receber cada vez mais sinais físicos das suas próprias emoções, o que vai suscitar os crescentes níveis de desejo sexual.
De facto, duas investigadoras em sexualidade, Rosemary Basson e Beverly, Whipple, enfocam o essencial por modelos circulares para explicar a resposta sexual feminina, diferente do processo linear masculino – desejo, excitação e orgasmo - .
Assim, a mulher segue um padrão circular, no qual se pode extrair por diferentes pontos: intimidade, estimulação sexual, excitação, avaliação adequada da excitação, desejo, experiência sexual satisfatória, intimidade …
Se bem que, o suscitar o desejo agrada a todos, mulheres e homens, ás vezes a possibilidade de cruzar a fronteira até à excitação do outro, solta o próprio medo.
O fantasma da má mulher que vai provocando os homens activa-se facilmente numa sociedade impregnada de um ancestral machismo.
Recentemente li, como se justificava a actriz Sheila Kelley, promotora do baile erótico, “S Factor”, que está a ficar na moda nos EUA, como uma novidade da actividade física que tonifica o corpo ao combinar o striptease e o baile de barra, o Pilates, yoga e ballet: “há sempre a desaprovação de gente muito conservadora, de direita, que pensa que a técnica está desenhada para excitar os homens, quando na realidade está feita para que a mulher exalte o seu próprio corpo”.
Medo de falar, há sempre, claro: as mulheres também aprendem com o curso a desfrutar do sentirem-se desejadas.
Sem culpa, sem vergonha.
Para tua introspecção:
- Desfrutas ou melhor, incomoda-te sentires desejo sexual?
– E sentires-te objecto de desejo, agrada-te ou incomoda-te?
– Parecer-te-ia melhor um mundo sem desejo sexual?
(*)
PILATES
É um método inovador, que actua como fitness, wellness e reabilitação. Recomendado para quem procura um exercício físico seguro, pois todas as aulas são conduzidas por fisioterapeutas especializados. Ideal para quem sofre de dor nas costas e que tem dificuldade em melhorar o condicionamento físico. A recuperação da qualidade de vida é alcançada através da combinação de exercícios de alongamento, fortalecimento, reeducação da postura e do movimento em um ambiente calmo e tranquilo.
Vê também este VÍDEO.
Terça-feira, Novembro 17, 2009
“para descansar, morrer”
Sabe-se por Manuel Machado, que (deixou a receita), “para descansar, morrer” (*).
Não há outra receita mais eficiente, mas geralmente desejamos que não se aplique até ao último dia da nossa vida.
Até então preferimos duas coisas: estar preocupados ou deitarmos as nossas preocupações para trás das costas.
Quem as enfrenta confessa que, a asquerosa conduta genérica da chamada classe política, que de classe não tem nada, preocupa-os mais que quase tudo no mundo, inclusive o desemprego e o terrorismo.
Muita gente está convencida de que o primeiro poder-se-ia atenuar, se os nossos políticos desfrutassem de um ano sabático, extensivo a um ou dois lustros.
Enquanto para o segundo problema, são de opinião que já desceu a uma divisão inferior: o pessoal normal confunde terrorismo organizado, com algumas terroríficas organizações amparadas por pomposas siglas.
Por isso mesmo é que meio Portugal não ganha para viver e a outra metade não ganha para as preocupações.
Em vista disto, a muitos (poucos?, muitos?) deu-lhes para poupar e decidiram não gastar o que não têm.
O medo do dia de amanhã, que por certo é quarta–feira, está amargando o dia de hoje, como dizia um poeta que não recordo o nome.
As agitadas cabeças duras de caixas e bancos, estimam que as famílias guardarão, este ano, mais 50 % que no ano anterior.
Como explicar isto sem medo do futuro imperfeito?
Aquele que tiver um euro, guarde-o.
Parece que a nossa preocupação principal é que não cumpra a sua vocação nómada.
Os pródigos, não os que regressam mas os que não estamos equipados para guardar nada, salvo as formas, estamos lixados, (ia saindo um palavrão!).
Deus providenciará se tiver tempo.
(*)
Morir, dormir
- Hijo, para descansar,
es necesario dormir,
no pensar,
no sentir,
no soñar…
- Madre, para descansar,
morir
(Manuel Machado)
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