No passado dia 1 de Maio, fez um ano que Delara Darabi, uma jovem iraniana de 22 anos, (29SET1986–01MAI2009), foi enforcada.
Era pintora e amava a vida.
Até ao último momento esperou uma salvação que não veio.
O seu advogado dizia ter em seu poder resultados periciais que ilibavam Delara.
Tanto o advogado como as organizações internacionais dos direitos humanos garantem ter sido provado por pareceres periciais oficiais que Delara Darabi era inocente.
Os peritos afirmaram que a punhalada fatal só podia ter sido desferida por uma pessoa dextra e Delara era canhota.
Foram grandes as pressões internacionais para que não fosse executada e, por isso, quando menos se esperava foi morta à revelia do seu advogado que instruía o processo com as novas provas para a ilibar.
Naquela manhã de sexta-feira, nem o facto de ser o dia sagrado para os islâmicos xiitas evitou a barbárie, a efectivação de um homícidio-legal (praticado pelo Estado).
E assim num ápice apagaram-se todos os sonhos de Delara, todas as suas pinturas e o seu gosto pela arte.
Delara Darabi tinha 17 anos quando foi presa acusada de ter morto com uma punhalada a prima de 58 anos de idade.
Também respondeu por furto na casa da prima morta e por manter um relacionamento sexual com o namorado Amir Hossain de 19 anos de idade.
Como se sabe, no Irão, sexo só após o casamento e a adúltera recebe a pena capital.
Pelo roubo a jovem cumpriu três anos de cadeia, recebeu 50 chicotadas em público pelo furto e mais 20 pelas relações sexuais com o namorado.
Porém o enforcamento viria como punição por ter sido considerada autora da punhalada, com intenção de matar.
Delara negou ser a autora do crime mas o que prevaleceu foi a palavra dos algozes.
Não é pois de estranhar que, após a justiça iraniana ter concedido uma suspensão da execução da pena, por dois meses, as autoridades prisionais ignorassem a ordem e a executassem sem aviso prévio ao seu advogado.
Algumas das pinturas são feitas com os dedos e unhas.
"Talvez as cores me levem de volta à vida", escreveu.
Amir Hossein, o namorado de Delara Darabi então com 19 anos, convenceu-a a assumir a culpa para livrá-lo da pena de morte, acreditando que, com 17 anos, ela não seria condenada.
Delara Darabi já pintava antes de ser presa, mas, diferentemente dos seus trabalhos quando presa, costumava usar muitas cores.
Disse ter perdido as cores quando passou a viver entre as paredes cinzas da cela.
Activistas afirmaram que ela já tinha tentado o suicídio e foi torturada.
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Era pintora e amava a vida.
Até ao último momento esperou uma salvação que não veio.
O seu advogado dizia ter em seu poder resultados periciais que ilibavam Delara.
Tanto o advogado como as organizações internacionais dos direitos humanos garantem ter sido provado por pareceres periciais oficiais que Delara Darabi era inocente.
Os peritos afirmaram que a punhalada fatal só podia ter sido desferida por uma pessoa dextra e Delara era canhota.
Foram grandes as pressões internacionais para que não fosse executada e, por isso, quando menos se esperava foi morta à revelia do seu advogado que instruía o processo com as novas provas para a ilibar.
Naquela manhã de sexta-feira, nem o facto de ser o dia sagrado para os islâmicos xiitas evitou a barbárie, a efectivação de um homícidio-legal (praticado pelo Estado).
E assim num ápice apagaram-se todos os sonhos de Delara, todas as suas pinturas e o seu gosto pela arte.
Delara Darabi tinha 17 anos quando foi presa acusada de ter morto com uma punhalada a prima de 58 anos de idade.
Também respondeu por furto na casa da prima morta e por manter um relacionamento sexual com o namorado Amir Hossain de 19 anos de idade.
Como se sabe, no Irão, sexo só após o casamento e a adúltera recebe a pena capital.
Pelo roubo a jovem cumpriu três anos de cadeia, recebeu 50 chicotadas em público pelo furto e mais 20 pelas relações sexuais com o namorado.
Porém o enforcamento viria como punição por ter sido considerada autora da punhalada, com intenção de matar.
Delara negou ser a autora do crime mas o que prevaleceu foi a palavra dos algozes.
Não é pois de estranhar que, após a justiça iraniana ter concedido uma suspensão da execução da pena, por dois meses, as autoridades prisionais ignorassem a ordem e a executassem sem aviso prévio ao seu advogado.
Algumas das pinturas são feitas com os dedos e unhas.
"Talvez as cores me levem de volta à vida", escreveu.
Amir Hossein, o namorado de Delara Darabi então com 19 anos, convenceu-a a assumir a culpa para livrá-lo da pena de morte, acreditando que, com 17 anos, ela não seria condenada.
Delara Darabi já pintava antes de ser presa, mas, diferentemente dos seus trabalhos quando presa, costumava usar muitas cores.
Disse ter perdido as cores quando passou a viver entre as paredes cinzas da cela.
Activistas afirmaram que ela já tinha tentado o suicídio e foi torturada.
DELARA DARABI
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2 comentários:
Já tinha pensado que a América deveria pedir, também, ao Irão os presos para executar, como querem o urânio para enriquecimento. Assim as coisas seriam feitas com humanidade.
Achei justo.
Meteu inúmeras facadas na própria prima,e ainda teve a audácia de furtar a casa enquanto o cadáver da mesma começava a endurecer.
Nem o Irã e nenhum outro país da Terra devem tolerar assasinos frios desse índole.
Num mundo em que se busca a paz,devemos selecionar quem é digno de viver em sociedade,quem MERECE o direito à vida.
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