
É provável que alguns trabalhadores no desemprego necessitem de um ou vários “cursos de formação”, mas o que quase todos necessitam é imperiosamente, por certo, de um trabalho.
O ministro do “ramo” (a política é uma árvore com diversos galhos ou ramos, onde saltitam ministros), que não está em condições de proporcioná-lo, agarra-se aos “cursos”, mas nem sequer como um modo de matar o tempo aprendendo coisas que pudessem no dia-a-dia ser de alguma utilidade trabalhista, senão como crivo ou peneira, ou artimanha para retirar o subsídio de desemprego aos renitentes em os fazer.
O ministro do “ramo” (a política é uma árvore com diversos galhos ou ramos, onde saltitam ministros), que não está em condições de proporcioná-lo, agarra-se aos “cursos”, mas nem sequer como um modo de matar o tempo aprendendo coisas que pudessem no dia-a-dia ser de alguma utilidade trabalhista, senão como crivo ou peneira, ou artimanha para retirar o subsídio de desemprego aos renitentes em os fazer.

Até agora, o governo tinha idealizado mil argúcias para sacar dinheiro aos que trabalham, aos que se moviam por necessidade, mas agora que esses já estão exauridos, concebeu mais uma maneira de também ir sacar aos desempregados mediante procedimentos de retirar a um bom número de desempregados o “subsídio de sobrevivência” ou no caso da impossibilidade, parte desse “subsídio”.
Quanto ao mais, grande parte dos seiscentos mil desempregados actuais, são-no, não tanto por um defeito de formação como por um excesso dela, pois muitas empresas (para lhes chamar assim deste modo e não dum modo mais vernáculo), aproveitaram a crise para desfazer-se dos mais velhos, dos mais caros, substituindo-os por aprendizes e subvencionados inexperientes, muito mais baratos.

Maldita a falta que fazem os “cursos” nos centros de formação do INEM ou IEFP (escolham as siglas que mais gostarem – para o caso tanto faz . Eu não me entendo muito bem com elas –) caso contrário podeis não saber, com todas as letras, cada um dos segredos do seu comércio e trabalho.
Se o que pretendem é expurgar do subsídio os falsos desempregados, esses que se preparam meticulosamente para viver dele toda a vida ou que compaginam a sua percepção com a de saneados rendimentos submergidos, não se quererão converter aos “cursos” em “cursos-armadilha” pois os astutos … os vivos … combiná-los-ão para fingir que fazem um, seja do que for, nem que seja a cada 30 dias.

Com mais ou menos pincelada, o que se pretende é, isso sim, arrebanhar mais uns euros de onde quer que seja, onde estejam, de quem sejam e … já não se sabe donde ir sacar mais.
O sacana do dinheiro é uma p(rostit)uta.
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