O VIDEIRINHO

terça-feira, fevereiro 21, 2012

A VOZ À MINHA VIZINHA (Parte I)

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 Aqui está a solicitação da minha vizinha (que eu não podia, de maneira nenhuma, recusar):

Já sei que, a nós mulheres, não há quem nos entenda e que, também, somos nós que nos complicamos a vida e muitas coisas mais. 

Mas vejam, até temos um dia do ano dedicado só a nós e deve ser por algo importante, digo eu. 

Ainda que tenha que confessar que, a mim, gostaria que os homens também tivessem o seu, que não sou nada invejosa e como tal, gosto de celebrar algo… 

O “Dia do homem”, mmm..., soa-me um pouco estranho, mas pois bem, que tudo seja pela igualdade, que depois não se queixem alguns e com razão, ouve… 

Porque, vamos lá, não dedicar-lhe nem um só dia, ou quiçá é que lhos dedicamos todos. 

Uma coisa que eu acho muito impressionante é ver como somos capazes de falar durante horas ao telefone, somos as únicas que realmente amortizamos a taxa de tarifa plana. 


– Mas de que é que necessitamos falar tanto? 

Pois é muito “facilíssimo”, os temas vão-se enlaçando e entrelaçando maravilhosamente e assim se vai passando o tempo e quando nos damos conta de termos passado toda a tarde sentadas na varanda, o sol já se pôs e ainda somos capazes, ao despedirmo-nos, de soltar: 
“Bom, já falámos de manhã” . 

Não falha com a minha mãe, minhas amigas, minhas companheiras ou minha irmã, todas as mulheres, sem excepção, somos estupendas tertulianas. 

– Recordas-te do que te contei a semana passada? 
Pois inteirei-me que não a tinham convidado…, e assim começamos de novo por onde iniciámos, porque claro está, este último detalhe muda totalmente a visão do assunto. 


E está aberto o debate, todas a opinar e cada uma a sua versão, que supostamente faz parte das suas próprias experiências. 

Se é que nos envolvemos a falar de sentimentos e acabamos choramingando porque não nos dá na real gana controlar as nossas emoções, por isso somos mães e abraçamo-nos e apoiamo-nos umas nas outras, que isso, em nós, mulheres, é uma mostra de amizade e companheirismo. 

A verdade é que cavaquear, para mim, é relaxante e uma magnífica terapia. 

Quando era pequena até falava só, de maneira a não estar calada, sozinha interrogava-me e respondia-me ao mesmo tempo. 

continua ...

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