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O espelho reflectiu-me com tão exacta perfeição, que a imagem tornou-se realidade.
Saiu caminhando desde o vidro espelhado, saudou-me estreitando-me fortemente a mão e foi-se da sala fechando a porta à sua passagem.
Eu, nervoso, assustado, confundido com a situação, olhei novamente o espelho e aí estava, outra vez eu, reflectido, tão magnificamente reflectido que a figura retornou à realidade, saiu caminhando desde o espelho e, tal e qual a anterior, saudou-me amavelmente e saiu da sala fechando a porta à sua passagem, deixando no ar um marcado aroma a melancolia.
Rapidamente me afastei do espelho para evitar ver-me novamente clonado e depois de reflectir sobre o sucedido, decidi cobrir o espelho com uma manta para tapá-lo e colocá-lo de cabeça para baixo.
Imediatamente saí da sala e encerrei a porta à minha passagem para começar a busca pelos meus outros eus.
13MAR2011
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