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| Autor: ROBERT RYMAN |
Foi Robert Ryman, (pintor americano, Tennessee, 1930), que desenvolveu a sua pintura de estilo minimalista no final dos anos 50 e com o tempo deu uma volta a obras monocromáticas que mais tarde se converteram em obras exclusivamente brancas, fazendo com que a textura da tela passasse a ser uma característica destacada do quadro. Sistematizou o processo da pintura até ao extremo para demonstrar que a simples tarefa de cobrir uma tela com pinceladas repetidas poderia ser em si mesmo o tema da obra. A pintura sem título que se exibe aqui, mostra principalmente as múltiplas possibilidades que existem mesmo quando um artista se limita a pintar quadros brancos em habitações brancas.
E eu que pensava ser inteligente, sem demérito dos meus leitores, afinal, além de não ver para além do nada, também nada “pesco” de pintura.
Há “gandas” pintores do nada!!! (as redundâncias são propositadas).
O guia do museu pára diante do quadro e o grupo coloca-se em semicírculo para poder apreciar uma tela totalmente vazia, carente de cores e formas, uma tela desnuda.
Enquanto todos se entreolham de soslaio tratando de entender o que parece ser uma falácia, o guia esforça-se por encontrar a arte da pintura:
- “Nesta obra podemos ver como o artista expressa “o nada” desenvolvido no seu trabalho.
Na pintura, desconhecida antes de começar, vazia como um corpo sem alma, simplesmente vemos uma tela.
A inexistência do trabalho exposto está proposta pelo pintor de maneira a reflectir sobre a presença real do mesmo.
Uma peça excepcional, isenta de pinceladas, representa tanto o começo como o fim, questionando a relação do espectador com respeito ao tempo presente, deixando que a tonalidade da tela seja o ponto zero, ao mesmo tempo que o final e definitivo”, explica entusiasmado.
22MAR2011
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1 comentário:
Arte é sacar dinheiro aos "apreciadores".
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