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Que difícil é falar de coisas que não têm forma.
Que difícil é falar de coisas que não vemos, nem ouvimos e que, seguramente, nunca chegaremos a tocar, nem a cheirar ou saborear e ainda assim, apercebemo-nos e sentimos de forma muito clara.
Normalmente estão à solta no nosso interior, consciente ou inconscientemente, enquanto continuamos obcecados com o nosso ambiente imediato de coisas físicas, materiais, formais.
As coisas informais são feitas da mistura de todos estes 'outros' de uma só vez; são feitas de aromas, de texturas… de sabores, de luzes e sombras.
Não é difícil que um som nos evoque uma recordação, uma sensação… inclusivamente uma época da vida em que fomos outra coisa.
Somos sempre os mesmos, mas somos outra coisa.
Outra coisa a cada momento.
De facto, nisso consistem as recordações.
Conservamos um conjunto delas que são os restos do passado, são a mostra de que somos seres temporários.
Somos o resultado daquelas coisas que vamos vivendo e que vão deixando a sua marca em nós e por sua vez, as recordações são a mostra de que estamos vivos.
Também, a nossa impressão vai ficando nas coisas, nas coisas e nos outros.
Ás coisas sem forma chamamos-lhe sensações, sentimentos.
Como é difícil falar do Universo.
Também é uma coisa sem forma.
A minha mente é tão limitada... tenho apenas os sentidos para percebê-lo... e não o cheiro, não o toco... e tão-pouco tem forma e no entanto, ainda está lá, é infinito.
Infinito, dizem.
Nada mais simples, nada complexo.
O que posso dizer dele?
O que posso dizer de ti?
Conservamos um conjunto delas que são os restos do passado, são a mostra de que somos seres temporários.
Somos o resultado daquelas coisas que vamos vivendo e que vão deixando a sua marca em nós e por sua vez, as recordações são a mostra de que estamos vivos.
Também, a nossa impressão vai ficando nas coisas, nas coisas e nos outros.
Ás coisas sem forma chamamos-lhe sensações, sentimentos.
Como é difícil falar do Universo.
Também é uma coisa sem forma.
A minha mente é tão limitada... tenho apenas os sentidos para percebê-lo... e não o cheiro, não o toco... e tão-pouco tem forma e no entanto, ainda está lá, é infinito.
Infinito, dizem.
Nada mais simples, nada complexo.
O que posso dizer dele?
O que posso dizer de ti?
E
quanto a mim?
Posso dizer algo de mim?
Então, se construo as minhas sensações com luzes e cores, sombras, olores, texturas… infinitas combinações, infinitas possibilidades nascem para uma recordação, infinitas as recordações e de sensações, de sentimentos que nos fazem… que nos fazem ser nós próprios.
O Infinito, outra vez.
O Universo.
Universos interiores tão vastos como aqueles por onde vagueiam as estrelas.
Universos interiores infinitos, onde há de tudo e onde, por vezes, o único que falta somos nós mesmos; onde por vezes só ressoam ecos de outros Universos.
Posso dizer algo de mim?
Então, se construo as minhas sensações com luzes e cores, sombras, olores, texturas… infinitas combinações, infinitas possibilidades nascem para uma recordação, infinitas as recordações e de sensações, de sentimentos que nos fazem… que nos fazem ser nós próprios.
O Infinito, outra vez.
O Universo.
Universos interiores tão vastos como aqueles por onde vagueiam as estrelas.
Universos interiores infinitos, onde há de tudo e onde, por vezes, o único que falta somos nós mesmos; onde por vezes só ressoam ecos de outros Universos.
Universos precários; Universos que absorvem outros Universos;
Universos perdidos; Universos por onde vaguemos sozinhos, acompanhados;
Universos que se fundem; Universos de tormentas, de sóis, de gelo; Universos vazios;
Universos perdidos; Universos repletos de estrelas; Universos por onde
deambulam sensações passadas, presentes… sensações que por vezes procuramos,
sensações que por vezes nos custa encontrar, sensações que por vezes
tropeçamos, sem querer ou querendo… sensações que surgem procurando outras
perdidas e que nos surpreenderam porque não sabíamos que estavam aí…
sensações.
Sensações que fazem Universos impregnados de vida, Universos de Universos.
Não há nada tão imenso.
Encontrei o meu flutuando no mar, à deriva numa garrafa, deixando-se levar.
Sensações que fazem Universos impregnados de vida, Universos de Universos.
Não há nada tão imenso.
Encontrei o meu flutuando no mar, à deriva numa garrafa, deixando-se levar.
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