Latitude: (37° 41' 5.79'' N)
Longitude: (0° 44' 7.89'' W)
Sim, sem dúvida é aqui… cheguei.
É aqui onde se encontram as águas da recordação e as do esquecimento, onde se encontra a pista perdida... e de novo desaparecem as pistas.
É aqui onde se encontram as águas da recordação e as do esquecimento, onde se encontra a pista perdida... e de novo desaparecem as pistas.
É aqui, reconheço-o, e o meu espírito dança ao ritmo das ondas e dos tambores como se nunca tivesse partido.
Estou em cada grão de areia e a gaivota encerra o presente da vida.
Sim, é aqui.
O suor outra vez, a pérola do constrangimento que decora o meu rosto, a barba e o bigode transpirados e caminhar descalço.
Passe deslumbrante de estrabismo, o gesto automático de espantar uma gaivota: as essências da praia revisitada que me transtorna.
E também a delícia, o deleite, o suave balancear, o esmorecer,
(desvanecer), as pálpebras deleitosamente caídas, a voluptuosa cadência, o
ritmo profundo e o palpitar, o sorriso.
Todos estão aqui para receber-me… para abraçar-me.
Desnudam-me e vestem-me com algas, com ramos de palmeiras e colares feitos de sementes e conchas.
Rapidamente me emborracham e riem ás gargalhadas com o meu mareio feliz e torpe de recém-chegado.
Deixo-me levar e conto as horas, e sonho, e sei que não é miragem, e sei que sempre estará ali aquela areia, e aquela água de ondas coleantes, uma e outra vez, ainda que volte a ausentar-me… amanhã ou depois, ou depois…
Todos estão aqui para receber-me… para abraçar-me.
Desnudam-me e vestem-me com algas, com ramos de palmeiras e colares feitos de sementes e conchas.
Rapidamente me emborracham e riem ás gargalhadas com o meu mareio feliz e torpe de recém-chegado.
Deixo-me levar e conto as horas, e sonho, e sei que não é miragem, e sei que sempre estará ali aquela areia, e aquela água de ondas coleantes, uma e outra vez, ainda que volte a ausentar-me… amanhã ou depois, ou depois…
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