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Tenho um cão que come moscas, ronca e “amanda umas bufas”.
Entre as suas grandes paixões destaco a de ladrar a determinadas pedras e lutar tenazmente com o seu peluche... sei-o, não é o mais esperto da ninhada e isso torna-o cativante, caiu-me no goto e terminou por converter-se na mascote.
Numa ocasião perguntaram-me o motivo porque tinha o cão: respondi que por ser doce e terno e porque gosto de animais.
Pensando bem, a verdade é uma mentira, tenho um cão pela razão que outorga o egoísmo; tenho um animal porque sou um animal, sou tão animal como outros animais, sou tão egoísta que me entristece sobreviver.
A única certeza é que olhá-lo faz-me feliz e acariciá-lo mais humano.
A instrução de determinados exércitos passava por conviver nas casernas com diversos cachorrinhos para posteriormente, quando o carinho se entranhava nos uniformes, degolá-los lentamente.
Entre as suas grandes paixões destaco a de ladrar a determinadas pedras e lutar tenazmente com o seu peluche... sei-o, não é o mais esperto da ninhada e isso torna-o cativante, caiu-me no goto e terminou por converter-se na mascote.
Numa ocasião perguntaram-me o motivo porque tinha o cão: respondi que por ser doce e terno e porque gosto de animais.
Pensando bem, a verdade é uma mentira, tenho um cão pela razão que outorga o egoísmo; tenho um animal porque sou um animal, sou tão animal como outros animais, sou tão egoísta que me entristece sobreviver.
A única certeza é que olhá-lo faz-me feliz e acariciá-lo mais humano.
A instrução de determinados exércitos passava por conviver nas casernas com diversos cachorrinhos para posteriormente, quando o carinho se entranhava nos uniformes, degolá-los lentamente.
Com este ritual começava a desumanização dos futuros “guerreiros”.
Um cérebro capaz de maltratar é capaz de torturar e um cérebro capaz de torturar é capaz de assassinar.
Creio que poucas coisas são tão desoladoras como o olhar penetrante e aterrado de um animal torturado, maltratado ou abandonado; é o olhar de um náufrago sem auxílio, a expressão da incompreensão, a fotografia da inocência... é o olhar humano dos animais.
Desgraçadamente é o idêntico e pungente olhar que se pode encontrar em demasiados rostos humanos... olhares contrapostos à miopia e indiferença de certas consciências apáticas de sociedades disfuncionais, assim a injustiça alimenta-se pela nossa incapacidade de sentir empatia com o sofrimento alheio...
...Bem, deixo-vos; alguém está a comer o meu sapato.
Um cérebro capaz de maltratar é capaz de torturar e um cérebro capaz de torturar é capaz de assassinar.
Creio que poucas coisas são tão desoladoras como o olhar penetrante e aterrado de um animal torturado, maltratado ou abandonado; é o olhar de um náufrago sem auxílio, a expressão da incompreensão, a fotografia da inocência... é o olhar humano dos animais.
Desgraçadamente é o idêntico e pungente olhar que se pode encontrar em demasiados rostos humanos... olhares contrapostos à miopia e indiferença de certas consciências apáticas de sociedades disfuncionais, assim a injustiça alimenta-se pela nossa incapacidade de sentir empatia com o sofrimento alheio...
...Bem, deixo-vos; alguém está a comer o meu sapato.
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2 comentários:
Impressionante como consegue mesclar a ponta lancinante entre dois nacos grossos de singeleza.
Sua habilidade com as palavras sempre impressiona.
Kath
Quem fala e escreve é o teclado... (rsrsrs)
Um abração deste lado do mar.
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