O VIDEIRINHO

sábado, outubro 27, 2012

BOLHAS...

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TIRADA DAQUI
Duas bolhas ‘pinando’ suavemente. 

O homem bolha, enquanto penetra com o seu fálico pistão a mulher bolha, considera que talvez, pela sua parte a esteja a inflar. 

Teme que a mulher bolha inche demasiado e expluda entre os seus braços. 

Por isso morde os seus bicos (acreditando que são as tampas das suas válvulas de escape) com a urgência de tentar aliviar a pressão nela e a salvar. 

As suas mamas sabem a plástico doce. 

A mulher bolha, pelo seu lado, desfruta ao sentir um corpo estranho dentro do seu corpo estranho. 


Parece inchada de prazer, flutuando, como se o homem bolha a injectasse de hélio por entre as pernas. 

A fricção entre ambos os corpos começa a gerar electricidade estática. 

O homem bolha acredita que é sintoma de um amor permeável. 

A mulher bolha, interpreta-o como um prelúdio para o seu iminente orgasmo. 

Em qualquer dos casos, ambos têm eflúvios. 

Ele ejacula fragmentos das paredes da sua bolha. 

Ela fica com eles interiormente sem dizer nada. 

O homem bolha quando desperta na manhã seguinte, a mulher bolha não está. 


Deixou algo escrito sobre a almofada:
Necessito pensar. 
Levo o teu táxi”. 

O homem bolha sorri.

Por segurança, deixa sempre um espeto oculto no encosto do assento do condutor. 

Quando ela se sentar explodirá a sua bolha. 

Voltará sem a sua armadura e a sua alma dura, tornar-se-á branda. 

O homem bolha pensa como será ela quando regressar sem a sua bolha. 

Agora ao homem bolha custa-lhe respirar. 

A bolha do homem desinfla-se.
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