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Cada vez estou com mais certezas.
Walt Disney é uma fábrica de
traumas.
As nossas mães deixaram de ser
imortais por culpa de Bambi.
Desde a sua estreia em 1942, a miudagem deixou de
dormir em paz.
A que sádico FdP lhe
ocorreria meter na trama uma morte tão injusta?
Serviu para alguma coisa o pai
de Bambi (na ocasião, marido da defunta) ser o mesmíssimo Príncipe da Floresta?
E que me dizem do perfil homossexual de Tambor, o coelho “amigo do veado?
Acaso
o agora congelado Walt pretendia que acabássemos todos desmiolados?
Terá sido
um obscuro lobby de psicanalistas que financiou a película?
Para não falar dos
animais que falam.
Vejo amiúde as consequências disto.
Mulheres que entram no
meu táxi com os seus cães do tamanho duma carteira ainda que sem asas (os
geneticistas darão com isso; dá-lhes tempo), falando-lhes em voz alta como se
os cachorros fossem doutores em neurociência:
- “Agora pagamos a este senhor e
vamos ao banco para ver se solucionamos o problema das acções, ‘Frosky’, lindo.
Dá a pata ao taxista.
Vá lá, dá-lhe a pata.
Dá-lhe a pata Frosky”.
E se o cão
não me dá a sua pata o dono ou a dona em questão, olham-me como se a culpa
fosse minha.
Não consultei nenhuma biblioteca a este respeito, mas algo me diz
que antes de Bambi, isto não se passava.
As pessoas não iam pelas ruas a falar
com as suas iguanas.
Tudo bem que Dom Quixote falava com “Rocinante” e o Capuchinho Encarnado, falava com o Lobo Mau, mas eram loucos e foram
chamados de loucos e ainda não existiam fármacos para tais fins.
Mas agora, já
vês, esses homens ou mulheres têm direito a voto.
Eles cresceram com o micróbio
do Bambi que agora anda solto por aí.
Enfim...
Nota:
Se Freud levantasse a
cabeça, arremessaria a Walt Disney um picador de gelo.
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2 comentários:
Pode parecer estranho, mas eu nunca vi o Bambi. Conheço a história e os personagens de tanto que já os vi servir de referencia, mas nunca vi o filme.
Posso também acrescentar que conheço a história de um capuchinho mas era vermelho não se dava a essas fidalguias de ser encarnado :)
Tétisq
Também não vi o Bambi e nem sei bem a sua história, li-a por alto há pouco tempo (por obrigação)
Nunca fui leitor de histórias aos quadradinhos e destas, em que há uma "encarnação" ou será "avermelhação"?, também desconfiei sempre de animais que se riam, falavam e vociferavam, já para não dizer que vestiam a pele de cordeiro.
Para terem essa pele, alguém tinha sido escalpelizado.
É tudo.
Um bom fim de semana.
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