O VIDEIRINHO

sexta-feira, outubro 26, 2012

TRAUMAS

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Cada vez estou com mais certezas. 

Walt Disney é uma fábrica de traumas. 

As nossas mães deixaram de ser imortais por culpa de Bambi. 

Desde a sua estreia em 1942, a miudagem deixou de dormir em paz. 

A que sádico FdP  lhe ocorreria meter na trama uma morte tão injusta? 

Serviu para alguma coisa o pai de Bambi (na ocasião, marido da defunta) ser o mesmíssimo Príncipe da Floresta? 

E que me dizem do perfil homossexual de Tambor, o coelho “amigo do veado? 

Acaso o agora congelado Walt pretendia que acabássemos todos desmiolados? 

Terá sido um obscuro lobby de psicanalistas que financiou a película? 

Para não falar dos animais que falam. 

Vejo amiúde as consequências disto. 

 

Mulheres que entram no meu táxi com os seus cães do tamanho duma carteira ainda que sem asas (os geneticistas darão com isso; dá-lhes tempo), falando-lhes em voz alta como se os cachorros fossem doutores em neurociência: 
- “Agora pagamos a este senhor e vamos ao banco para ver se solucionamos o problema das acções, ‘Frosky’, lindo. 
Dá a pata ao taxista. 
Vá lá, dá-lhe a pata. 
Dá-lhe a pata Frosky”.

E se o cão não me dá a sua pata o dono ou a dona em questão, olham-me como se a culpa fosse minha. 

Não consultei nenhuma biblioteca a este respeito, mas algo me diz que antes de Bambi, isto não se passava. 
 
 

As pessoas não iam pelas ruas a falar com as suas iguanas. 

Tudo bem que Dom Quixote falava com “Rocinante” e o Capuchinho Encarnado, falava com o Lobo Mau, mas eram loucos e foram chamados de loucos e ainda não existiam fármacos para tais fins. 

Mas agora, já vês, esses homens ou mulheres têm direito a voto. 

Eles cresceram com o micróbio do Bambi que agora anda solto por aí. 

Enfim... 

Nota: 
Se Freud levantasse a cabeça, arremessaria a Walt Disney um picador de gelo. 
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2 comentários:

Tétisq disse...

Pode parecer estranho, mas eu nunca vi o Bambi. Conheço a história e os personagens de tanto que já os vi servir de referencia, mas nunca vi o filme.
Posso também acrescentar que conheço a história de um capuchinho mas era vermelho não se dava a essas fidalguias de ser encarnado :)

xistosa, josé torres disse...

Tétisq

Também não vi o Bambi e nem sei bem a sua história, li-a por alto há pouco tempo (por obrigação)
Nunca fui leitor de histórias aos quadradinhos e destas, em que há uma "encarnação" ou será "avermelhação"?, também desconfiei sempre de animais que se riam, falavam e vociferavam, já para não dizer que vestiam a pele de cordeiro.
Para terem essa pele, alguém tinha sido escalpelizado.
É tudo.
Um bom fim de semana.