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... CONTINUAÇÃO
Se do amor o fruto não é o amor, será
digno ainda, chamar-lhe amor.
Creio que não, mas não façam caso.
Quem consultaremos sobre isto?
Um que tenha amado muito?
A outro que o tenham amado muito?
A dois que se tivessem amado reciprocamente com o mesmo amor?,
Será isto possível?
Ou cada um com a seu, será possível também?
Que bagunçada.
Amo-te a ti?
O que tu és, o que tu supões, o que tu queres (ainda que não coincida do todo com o que quero eu ou com o que queria antes de te querer) ou o que amo é o amor que me tens, ou o que geras em mim, ou o que em mim se gera por tua causa (às vezes sem teu conhecimento)?
Ou como me faz sentir amar-te e ter-te perto ou dentro da minha mente, das minhas entranhas, do meu ambiente, do meu mundo, das minhas ilusões e projectos, dos meus domínios, de mim simplesmente (e refiro-me a mim simplesmente).
Chegamos a misturar-nos tu e eu ou só a estar bem perto?
Quem envolveu a quem, quem convenceu o outro, quem imitará o outro, dobrar-se-á ao outro?
Ou já não se sabe quem é quem, porque nenhum é como era: é ele e o outro, o outro e ele, outro ser, novo, diferente, bem maior, a fusão dos dois em porções que se os partisses continuariam a ser isso, dois em estado de “estarem a amar-se”.
Não revejo em ti agora que estamos longe, mau negócio.
Não sabes explicar quem sou, não te surpreendes fazendo-o, não encontras como, ou não lhe vês a utilidade.
É porque já não estou aí, o teu amor morreu, o teu amor por mim ou o que isso fosse, o amor morreu e eu com ele.
Descanse em paz.
Creio que não, mas não façam caso.
Quem consultaremos sobre isto?
Um que tenha amado muito?
A outro que o tenham amado muito?
A dois que se tivessem amado reciprocamente com o mesmo amor?,
Será isto possível?
Ou cada um com a seu, será possível também?
Que bagunçada.
Amo-te a ti?
O que tu és, o que tu supões, o que tu queres (ainda que não coincida do todo com o que quero eu ou com o que queria antes de te querer) ou o que amo é o amor que me tens, ou o que geras em mim, ou o que em mim se gera por tua causa (às vezes sem teu conhecimento)?
Ou como me faz sentir amar-te e ter-te perto ou dentro da minha mente, das minhas entranhas, do meu ambiente, do meu mundo, das minhas ilusões e projectos, dos meus domínios, de mim simplesmente (e refiro-me a mim simplesmente).
Chegamos a misturar-nos tu e eu ou só a estar bem perto?
Quem envolveu a quem, quem convenceu o outro, quem imitará o outro, dobrar-se-á ao outro?
Ou já não se sabe quem é quem, porque nenhum é como era: é ele e o outro, o outro e ele, outro ser, novo, diferente, bem maior, a fusão dos dois em porções que se os partisses continuariam a ser isso, dois em estado de “estarem a amar-se”.
Não revejo em ti agora que estamos longe, mau negócio.
Não sabes explicar quem sou, não te surpreendes fazendo-o, não encontras como, ou não lhe vês a utilidade.
É porque já não estou aí, o teu amor morreu, o teu amor por mim ou o que isso fosse, o amor morreu e eu com ele.
Descanse em paz.
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