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Agora devido à descida dos seus pingues rendimentos pela forte queda na venda de andares, talvez fosse boa época para os notários meterem-se a fundo no negócio do amor.
Neste momento são cerca de 40% os portugueses que se sujeitam a dois casamentos, católico e obrigatoriamente o civil e ainda o baptismo, outra obrigação.
Outros, muitos, vão a Espanha casar-se, não pagam impostos e continuam a usufruir de benefícios fiscais (se os tiverem).
Ah!
E deste lado continuam solteiros...
São os que optam por fugir da cruz; cerca de 60%.
Os notários podem atestar que tu e eu nos queremos, minha vida, meu amor, e que a fé moverá montanhas: montanhas da administração competente.
Finalmente que podemos, meu amor, ir juntos a um notário e mostrar os nossos sentimentos a um homem com bigode.
Despejar o teu coração e o meu sobre a sua mesa de roble ou nogueira, esperar que a biopsia determine que, efectivamente, a minha aurícula esquerda encaixa na perfeição com o teu ventrículo direito e depois o notário corrobore com a sua assinatura que, em consequência, nos amamos e queremos.
Tudo isto préviamente pago, isto sim, da sua correspondente lista de preços.
Mas por acaso tem preço o nosso amor?
Talvez sim, já estás a vê-lo.
E quem fixa esse preço?
Eles, que são quem sabe.
E depois de casarmos partiremos de lua-de-mel no meu táxi.
Apanharemos tantas autoestradas com portagem, quantas as necessárias (por acaso tem preço o nosso amor?).
Porque quero levar-te a ver o mar, (onde há ir e voltar...)
(As novas tarefas que o Governo espanhol quer implementar é que os notários tenham competência para casar e aprovar divórcios de mutuo acordo.
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