O VIDEIRINHO

quarta-feira, outubro 07, 2009

SOBRE BRASAS

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Muitas pessoas em todo o mundo estão convencidas do grande poder mental que possuem aqueles que caminham sobre as brasas sem queimar os pés.

A realidade, aliás, é bem diferente.

Todos podemos andar sobre elas sempre que não ultrapassemos um dado limite
de tempo.

O acto de caminhar sobre brasas tem “caminhado” ao longo dos séculos.

Desde há milhares de anos que se vem realizando como um ritual
ou acto religioso praticado por diversas culturas, desde a hindu até à bosquímana.

Com os anos, o seu significado tem-se modificado na maior parte do globo
e, na actualidade, recorre-se a tão estranha caminhada como simples espectáculo, como um fenómeno paranormal ou em estranhos e “acientíficos” cursos de superação pessoal mediante Programação Neurolinguística.

O mito básico que rodeia o acto de caminhar sobre brasas é essencialmente
o mesmo.

O poder da mente e do corpo humano impedem que se produzam danos no pés ao passar sobre o ardente caminho.




Portanto, quando não se tem suficiente poder, os pés sofreriam as dolorosas consequências em forma de queimaduras.

A realidade, aliás, é menos romântica que a ideia dos supostos poderes da mente humana.

As mais básicas leis da Física indicam-nos que o que ocorre quando alguém caminha sobre brasas não é um acontecimento paranormal, mas sim uma simples e rotineira lição de termodinâmica.

Essencialmente, já todos experimentámos algo parecido, alguma vez.

Todos sabe
mos por experiência própria, que não é o mesmo tocar um metal quente que num bocado de madeira quente.

Queimamo-nos muito mais ao
tocar no metal que na madeira.

Esta propriedade dos materiais denomina-se condutividade térmica ou, o que é o mesmo, a capacidade para transmitir o calor a outros materiais (co
mo podem ser os pés) que forem postos em contacto.

Além da condutividade térmica, há que ter em conta também a capacidade calorífica (ou em inglês) que é a quantidade de calor que necessita um determinado material para elevar a sua temperatura.



Deste modo, há materiais que necessitam de mais calor para aumentar a sua temperatura e outros que necessitam de menos, para a mesma massa.

Quando alguém caminha sobre
brasas há várias circunstâncias ideais que evitam o aparecimento de queimaduras, sempre que o tempo de contacto não seja, supostamente, suficientemente longo.

Por um lado, as brasas de carvão possuem uma condutividade térmica baixa.

Ou dito de outra maneira, as brasas de carvão têm uma capacidade pobre de transmitirem o calor a outros obje
ctos que entrem em contacto com elas e portanto, tardarão mais tempo a elevar a temperatura destes.

Por outro lado, mais de 60% do corpo humano (e isto inclui os pés), compõe-se de água.

A água tem uma capacidade calorífica específica relativamente elevada, ou o que é o mesmo, necessita de bastante calor para aumentar a temperatura.

A isto também há que acrescentar que o carvão vegetal é, justamente o contrário, necessita de pouco calor para aumentar a temperatura.




Desta maneira, quando os pés e as brasas entram em contacto, o que ocorre é que as brasas transmitem “torpemente” o calor (ainda que ronde os 500º C), enquanto isso, os pés (ao possuírem maioritariamente água) necessitam de bastante calor para aumentar a sua temperatura.

A união destes factores principais conduz-nos a uma lógica conclusão: PODEMOS ESTAR EM CONTACTO COM AS BRASAS DURANTE UM LAPSO DE TEMPO, (uns
quantos segundos) até que os pés atinjam a temperatura para provocar queimaduras.

Definir o tempo exacto a partir do qual se produzem queimaduras pelo contacto com as cinzas ardentes, é difícil de determinar, pode depender de muitos factores.

Temperatura das brasas, presença do calor nos pés … suor, superfície de contacto …

Mas, geralmente, qualquer pessoa pode percorrer uma distância de 4 a 5 metros à velocidade de uma caminhada normal.



Há que procurar não correr ou exercer demasiada pressão sobre as brasas, o que pode fazer com que os pés se afundem nelas, aumentando assim a superfície de contacto e provocando que possam aparecer queimaduras nos pés.


Os “caçadores de mitos” não tiveram dificuldade em experimentar, eles mesmos, este fenómeno termodinâmico:

Há uns anos, um programa da BBC, “Tomorrow's World”, propôs-se comprovar os supostos poderes paranormais de gente que alegava ser capaz de nunca se queimar, ao caminharem sobre as brasas (as suas explicações eram do mais variado, desde anjos protectores a super poderes mentais …).


Para fazer isso, construíram um caminho de brasas a 600º C, com 18 metros de comprimento.


O resultado?


Todos os que caminharam sobre elas, saltaram para fora desse caminho ao fim de 8 metros, porque se queimavam.


É que desconhecer ou ignorar o mais básico da termodinâmica, não só pode colocar no ridículo estas pessoas, perante milhares, como provocar umas “formosas” queimaduras nos pés.



SOBRE BRASAS



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terça-feira, outubro 06, 2009

- Maravilhoso tempo aquele.
Eu olhava para o chão, ela para a Lua !

LOIRAS

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Oh! Quanta elegância e singeleza!


As loiras são o mito erótico por excelência.

Em "Blonde (Obras maestras de la fotografía erótica) de Michelle Olley (Ed. Libsa) 2003", estão seleccionados os melhores instantâneos, dos melhores fotógrafos, protagonizadas por beldades loiras.

Um texto – na edição espanhola – explica-nos a importância das loiras na mitologia erótica através dos séculos, na religião, na literatura, no cinema, na música …

São muitas as citadas, desde Marylin Monroe, Jayne Mansfield a Madona, passando, evidentemente, por quem a autora considera a encarnação da loira perfeita: Marilyn Monroe, ou a minha diva preferida, Brigitte Bardot
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As palavras de Madonna para a revista Rolling Stone, com as quais abriu a introdução, resumem perfeitamente este livro:

“Ser loira é definitivamente outro estado mental.
Posso não acertar, mas a arte de ser loira tem uma espécie de conotação sexual incrível”.

Assim, as loiras que encontramos no livro são de todo o tipo e condição: explosivas, tímidas, cândidas, “vizinha do lado”, exuberantes, insípidas, modelos, ambíguas, doces, selvagens … atiradiças, “moscas mortas” e até transexuais.

A maneira como foram fotografadas também foi do mais díspar.

É o que faz reunir fotógrafos tão diferenciados.



Não é raro que apareçam idílicas imagens a preto e branco realizadas por Pascal Baetens, ambientes oitocentistas de Steve Colby, toques sado nas fotos de John Dietrich, magros modelos que posam para Sandro Hyams, ou mais chicha nas modelos de Craig Morey e evidentemente, todo o colorido e a parafernália das composições de Pierre e Giles.

Porque se há algo que não falta a este livro são nomes ilustres, tanto no “bando” dos fotógrafos, onde encontramos, aparte os mencionados, nomes como James & James, Tony Ward ou Trevor Watson, como nos modelos, onde há nomes tão conhecidos para o grande público como a desaparecida Lolo Ferrari, (a sua vida), Mamie Van Doren ou Marlene Morreau.


SUBLIMIDADE





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TRABALHOS

04-10-2009,domingo, hora do almoço.




Mais um árduo trabalho oposto à lógica e à razão, executado a (contra)gosto "por eu", que culminou com a vitória do garfo sobre o arroz.


Podem servir-se e ...

A paella fica assente numa base rotativa que a eleva, para não "estorvar"


... bom apetite!

sexta-feira, outubro 02, 2009

- Rezei a São Viagra naquela noite e ele deu-me três graças sucessivas !

VACINAS

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Está comprovado que se levar uma vida higiénica, fizer exercício físico, abster-se de consumir bebidas alcoólicas e de fumar, ajuda muitíssimo a conservar a saúde, mas com a condição de que já se a possua.

Caso contrário esses admiráveis costumes não servem para nada.

O enorme progresso da medicina deveu-se sempre aos enfermos.

É incontornável.

Agora fala-se de uma nova vacina, para lá de se continuar a falar da vacina da gripe A.

Parece que pode ser viável um fármaco contra a sida, tão ansiosamente procurado.

Erradicar o HIV, que tem levado tanta gente à frente e por detrás, suporia um gigantesco avanço.




Entretanto, os médicos advertem que pode haver um grande perigo na prescrição da vacina contra a gripe A pelo telefone, já que pode haver um diagnóstico erróneo.

A sida, que foi considerada de “epidemia moral” por alguns padres, outros nem tanto e demais parentes da igreja, pode estar no caminho certo para solucionar-se.

Não se passa o mesmo com a modesta e vulgar gripe, que continuará a ser uma praga.

Ainda que os beneméritos i
nvestigadores tenham descoberto mais remédios que enfermidades, não acabam de achar a maneira de impedir os modestos e incomodativos resfriados.



A única coisa que se pode fazer contra eles é meteres-te na cama e suar.

Se seguires com este tratamento durante uma semana e não fizeres o menor caso,
arrasta-se por uma semana, ou oito dias ...

Deduz-se que há que aumentar o orçamento para as investigações.

Em Portugal somos bastante tacanhos.

Ou talvez o dinheiro seja mais empregue em espionagens, quer de amigos ou inimigos, como as dos últimos desenvolvimentos.

Creio que os espiões não foram descobertos porque não tinham as mãos nos bolsos e nem usavam óculos de sol e gabardinas.
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quinta-feira, outubro 01, 2009

- Dei uma rapidinha por me lembrar que tinha um assunto longo com a secretária !

ATAQUE A TRÊS

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“Ménage à trois”, é uma expressão francesa que nos transmite a um acordo informal, em que três pessoas estabelecem as relações sexuais no mesmo “ninho”.

Na sabedoria popular encontra-se a perene fantasia em que o homem imagina duas mulheres, tendo relações sexuais entre elas.

Uma extensão da dita fantasia é a do homem enlaçando-se com duas muchachas.

Muitas vezes a fantasia é própria de alguém que lhe apeteceria abandonar-se e ser mimado por um par d
e mulheres formosas.

Bom, mas como todo o fantasiar é grátis e se for na sua justa medida, pode acrescentar um toque extra ás relações sexuais e à sexualidade de cada um.

Outra coisa é a realidade.

Ainda que s
ejam muitos os homens que podem desejar ter uma “ménage à trois”, não serão assim tantos os que a conseguem levar até à realidade.

No entanto, muitas pessoas ficariam surpresas com o que calam muitos casais no seu ambiente.




É uma prática que teve o seu apogeu na década de 60 e que diminuiu devido em parte ás limitações no tempo que havia noutras épocas e à ameaça da AIDS, nas últimas três décadas, em particular.

No que respeita ao que calam muitas pessoas e pares ou casais que podemos conhecer na nossa vida quotidiana, gente do nosso círculo, encontramos uma boa variedade de histórias de experiências sexuais.

Há descrições de casais que esporadicamente convidam alguém para participar nas suas relações sexuais.

Resta acrescentar que, habitualmente é o homem que toma a iniciativa e que a convidada tende ser uma mulher (não obrigatoriamente).

Assim, o trio é formado com a sua esposa e outra mulher.

Poucas vezes é a mulher que toma a iniciativa e quando o faz, normalmente o convidado é outro homem.

Aliás, para as mulheres a sua fantasia é serem penetradas, à vez, por dois homens.




Quando é o homem que propõe o trio, a mulher pode aceitar este tipo de situação devido ao ancestral condicionalismo de submissão.

Muitas, se dependesse delas, não participariam em trios.

Como em tudo na vida, há outras que conseguem “condimentar” a sua vida sexual com os trios de vez enquanto.

Outra situação completa
mente diferente é a de três pessoas que sustentam um romance entre si.

Como será de esperar, estes casos são menos comuns e só vêm á tona quando algo está a descarrilar.

Por vezes é triste constatar a ingenuidade com que aparentemente enfocam tais opções e levá-los a assumir a realidade.

A princípio pode parecer-lhes um jogo, arriscado mas inofensivo.

É por isso importante pensar muito bem antes de meter uma terceira pessoa na relação e na cama.


É que a cama pode ser estreita



Para tua introspecção:

- Já realizaste uma “ménage à trois” com o teu par actual?

- E noutra qualquer ocasião da tua vida?

- Qual a tua experiência a este respeito?

- O que dizes a este tema?

- Sentes-te com curiosidade de experimentar?
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