sábado, julho 31, 2010
FUI ! ! ! ! ! !
.

Férias são folgas em que há cessação completa de lida, luta, labutação, serviço ou quiçá, esforço.
Nada nos pode distrair no incansável caminho do "sétimo céu".
Nem mesmo uma "loira".

É este trabalhão que me espera.
Espero fazer jus ao chamamento do mar ...

Aí vou eu.
(Prometo voltar mais trabalhador).
INTÉ!!!
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Férias são folgas em que há cessação completa de lida, luta, labutação, serviço ou quiçá, esforço.
Nada nos pode distrair no incansável caminho do "sétimo céu".
Nem mesmo uma "loira".

É este trabalhão que me espera.
Espero fazer jus ao chamamento do mar ...

Aí vou eu.
(Prometo voltar mais trabalhador).
INTÉ!!!
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sexta-feira, julho 23, 2010
ILAÇÕES DO MUNDIAL 2010 – (Parte II)
.
…CONTINUAÇÃO
Que outra coisa podes fazer com três pénis?
Pois, rir-te!
Mas divago; falava como Paul se converteu num fenómeno mediático.
Demencial.
Tratemos de nos confinar à realidade de que comer polvo à lagareiro, nunca mais voltará a ser o mesmo e interroguemo-nos: dissolveu-se-nos o cérebro?
Proponho-vos um exercício: experimentem repetir as palavras “Polvo Adivinho” como se fossem um sortilégio.
Seguramente que nalgum momento do mantra se acenderá uma lâmpada, caem em si e dão conta que algo falha e notam como a racionalidade volta a crescer debaixo do couro cabeludo.
O truque é velho e serve para derrubar outros silogismos risíveis, como por exemplo, “Paulo Portas” a presidente (seja lá do que for).
Em síntese, os psiquiatras podem ser os grandes beneficiados do Mundial.
Porque estamos todos como umas maracas.
Só os perturbados nos enzampam com discussões exasperantes sobre a vida e obra de Sara Carbonero ou de um qualquer político.
Uma dose mínima de lunatice é também necessária para traçar paralelismos tão estreitos entre futebol e política.
O que é isso de que os futebolistas são um modelo de conduta?
Supostamente que Casillas foi impulsivo, em directo, para todo o mundo.
Ronaldo também o foi, mas pelo lado mais negro.
A NBA está “encharcada” de estrelas que participam em elogiáveis projectos solidários e despencadas lutas de galifões.
Foi o que sucedeu com Gilbert Arenas que deu origem à descoberta de que uma exagerada percentagem desses jogadores possuem armas de fogo.

O desporto e especialmente o futebol oferecem uma imagem enviesada dos seus heróis.
Ampliar o foco pode acarretar decepções se não consultam bibliotecas.
Assim, desenganemo-nos e não queiramos parafrasear Spengler dizendo que é um pelotão de futebolistas que salva in extremis a civilização.
Porque Ronaldo está com o filho, Casillas com os beijos e não serão, nunca, eles que vão ajudar a encontrar trabalho, a pagar a casa nem a unires-te com as coelhitas Playboy.
Certo, certo, é que cego pelo futebol, fiz uma promessa.
Agora, se tiver um neto, terei que utilizar todos os meus argumentos para que lhe coloquem o nome de “Polvo Paul”.
Tenho amigos que são testemunhas.
É aqui que extraio a lição mais valiosa e profunda do Mundial: convém evitar juramentos desesperados nos instantes de máxima tensão.
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Que outra coisa podes fazer com três pénis?
Pois, rir-te!
Mas divago; falava como Paul se converteu num fenómeno mediático.
Demencial.
Tratemos de nos confinar à realidade de que comer polvo à lagareiro, nunca mais voltará a ser o mesmo e interroguemo-nos: dissolveu-se-nos o cérebro?
Proponho-vos um exercício: experimentem repetir as palavras “Polvo Adivinho” como se fossem um sortilégio.
Seguramente que nalgum momento do mantra se acenderá uma lâmpada, caem em si e dão conta que algo falha e notam como a racionalidade volta a crescer debaixo do couro cabeludo.
O truque é velho e serve para derrubar outros silogismos risíveis, como por exemplo, “Paulo Portas” a presidente (seja lá do que for).
Em síntese, os psiquiatras podem ser os grandes beneficiados do Mundial.
Porque estamos todos como umas maracas.
Só os perturbados nos enzampam com discussões exasperantes sobre a vida e obra de Sara Carbonero ou de um qualquer político.
Uma dose mínima de lunatice é também necessária para traçar paralelismos tão estreitos entre futebol e política.
O que é isso de que os futebolistas são um modelo de conduta?
Supostamente que Casillas foi impulsivo, em directo, para todo o mundo.
Ronaldo também o foi, mas pelo lado mais negro.
A NBA está “encharcada” de estrelas que participam em elogiáveis projectos solidários e despencadas lutas de galifões.
Foi o que sucedeu com Gilbert Arenas que deu origem à descoberta de que uma exagerada percentagem desses jogadores possuem armas de fogo.

O desporto e especialmente o futebol oferecem uma imagem enviesada dos seus heróis.
Ampliar o foco pode acarretar decepções se não consultam bibliotecas.
Assim, desenganemo-nos e não queiramos parafrasear Spengler dizendo que é um pelotão de futebolistas que salva in extremis a civilização.
Porque Ronaldo está com o filho, Casillas com os beijos e não serão, nunca, eles que vão ajudar a encontrar trabalho, a pagar a casa nem a unires-te com as coelhitas Playboy.
Certo, certo, é que cego pelo futebol, fiz uma promessa.
Agora, se tiver um neto, terei que utilizar todos os meus argumentos para que lhe coloquem o nome de “Polvo Paul”.
Tenho amigos que são testemunhas.
É aqui que extraio a lição mais valiosa e profunda do Mundial: convém evitar juramentos desesperados nos instantes de máxima tensão.
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quinta-feira, julho 22, 2010
ILAÇÕES DO MUNDIAL 2010 – (Parte I)
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CONTINUA …
Acabou!
O Mundial terminou.
A Espanha proclamou-se campeã e os nossos jogadores vão receber um prémio ... com a cauda entre pernas.
Tenho a certeza que aquele golo de Villa nos cerceou as nossas ingratas possibilidades face ao facto de jogarmos sempre com 10 ou até nove e meio.
Mais tarde, Iniesta fez bater milhões de corações espanhóis que ribombaram por Portugal inteiro; ou partido, melhor despedaçado, pelo que não fizeram os “Navegantes” que foram por água abaixo.
Portanto, é ou será um bom momento para fazer um balanço e perguntar o que nos ensinou o Mundial 2010.
Por exemplo, que nem sempre ganham os maus e que as apostas mesquinhas que vaticinavam uma vitória da Holanda na final, podem sucumbir ao romantismo da bola.
O futebol por vezes é justo e desta vez soube recompensar a audácia e a estética da Espanha.
Também aprendi que Larissa Riquelme, bem lá no fundo, tudo isto do futebol era-lhe totalmente indiferente, queria era mostrar as mamas que suportavam um telemóvel.
Não acham?
Além disso, sei que quem alcunhou com o ápodo de “Louco” de Abreu, era um agudo observador da realidade; ainda que a saúde mental do resto dos mortais tão-pouco atravesse, precisamente, uma idade dourada.
O que pensarão de nós as gerações do futuro quando investigarem a imprensa da nossa época e encontrem um cefalópode dominando a imprensa a cinco colunas?
Aprendi algures nos bancos da vida que os polvos são criaturas inteligentes e com sentido de humor.
E com três pénis (que felizardos!!!), que não só é inteligente como também gracioso.
Desconheço totalmente o rigor científico disto, mas recordo-me de ter feito um trabalho qualquer com polvos, (bem assim como, com pombos e rãs).
Muitos anos mais tarde li, algures, uma exaustiva investigação que fazia eco de um estudo segundo o qual os polvos tendem para a homossexualidade.
As fêmeas são muito escassas em proporção com os machos e o seu período de fecundidade é efémero.
Assim, chega um momento em que há que desenrascarem-se e …
O Mundial terminou.
A Espanha proclamou-se campeã e os nossos jogadores vão receber um prémio ... com a cauda entre pernas.
Tenho a certeza que aquele golo de Villa nos cerceou as nossas ingratas possibilidades face ao facto de jogarmos sempre com 10 ou até nove e meio.
Mais tarde, Iniesta fez bater milhões de corações espanhóis que ribombaram por Portugal inteiro; ou partido, melhor despedaçado, pelo que não fizeram os “Navegantes” que foram por água abaixo.
Portanto, é ou será um bom momento para fazer um balanço e perguntar o que nos ensinou o Mundial 2010.
Por exemplo, que nem sempre ganham os maus e que as apostas mesquinhas que vaticinavam uma vitória da Holanda na final, podem sucumbir ao romantismo da bola.
O futebol por vezes é justo e desta vez soube recompensar a audácia e a estética da Espanha.
Também aprendi que Larissa Riquelme, bem lá no fundo, tudo isto do futebol era-lhe totalmente indiferente, queria era mostrar as mamas que suportavam um telemóvel.
Não acham?
Além disso, sei que quem alcunhou com o ápodo de “Louco” de Abreu, era um agudo observador da realidade; ainda que a saúde mental do resto dos mortais tão-pouco atravesse, precisamente, uma idade dourada.
O que pensarão de nós as gerações do futuro quando investigarem a imprensa da nossa época e encontrem um cefalópode dominando a imprensa a cinco colunas?
Penalti a "Loco" Abreu
Aprendi algures nos bancos da vida que os polvos são criaturas inteligentes e com sentido de humor.
E com três pénis (que felizardos!!!), que não só é inteligente como também gracioso.
Desconheço totalmente o rigor científico disto, mas recordo-me de ter feito um trabalho qualquer com polvos, (bem assim como, com pombos e rãs).
Muitos anos mais tarde li, algures, uma exaustiva investigação que fazia eco de um estudo segundo o qual os polvos tendem para a homossexualidade.
As fêmeas são muito escassas em proporção com os machos e o seu período de fecundidade é efémero.
Assim, chega um momento em que há que desenrascarem-se e …
CONTINUA …
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sábado, julho 17, 2010
NÃO MORREU
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Durante séculos e séculos o ser humano tem procurado o elixir que o converta em imortal ou em eternamente jovem, sem se aperceber que a imortalidade não perdura o corpo, mas perdura a nossa vida e a vida realiza-se em obras, em criação.
O resto, não se cansem, é pasto de vermes ou cinzas espargidas em mares ou desertos.
Também é certo que para alguns, Saramago não só está morto, como nunca existiu.
Não seria o primeiro caso na história e não será o último.
Saramago nunca bajulou a vida.
Nunca se dobrou e só perdeu a verticalidade do corpo, na tumba.
Muitos “ladraram” sem som nem tom e sem terem lido a “pauta”.
Por vezes invejo a felicidade dos ignorantes, sobretudo em certas ocasiões, assim tipo, “olhos que não vêem, coração que não sente”: não ser consciente da grave crise económica, do que significa a palavra terrorismo, ou redes mafiosas, ou o poder do urânio nas mãos de um louco, o diagnóstico de uma enfermidade, pegar num livro … já não digo, nem exijo lê-lo.

Hoje tenho Saramago presente.
Há uns dias regressava a casa, dormitando no assento traseiro do automóvel, depois de um dia cheio de peripécias.
Saramago tinha morrido... chegando a Portugal ... e a sua morte foi acompanhada com um “que pena” do meu “motorista”.
Continuei no limiar do silêncio, sem querer abrir os olhos ou comentar.
Pensava.
Pensei que já tinha idade para morrer, vá, algum dia a ceifeira aparece e, Saramago arrastava uma leucemia que nos idosos é tão lenta, tão pouco virulenta, que os acompanha até aos seus últimos dias debilitando-os pouco a pouco, como uma perniciosa anemia que termina numa eterna letargia.
Saramago tinha cerca de noventa anos.
Acredito chegar mais além dos noventas.
Do mesmo modo que acreditava na sua imortalidade.
Saramago já tem rotulado a a sua etiqueta de eterno, o Prémio Nobel da Literatura converteu-o num escritor universal, um eterno reconhecido um inolvidável.
Ainda sem Nobel, Saramago já tinha edificado a sua imortalidade.
Há uns dias regressava a casa, dormitando no assento traseiro do automóvel, depois de um dia cheio de peripécias.
Saramago tinha morrido... chegando a Portugal ... e a sua morte foi acompanhada com um “que pena” do meu “motorista”.
Continuei no limiar do silêncio, sem querer abrir os olhos ou comentar.
Pensava.
Pensei que já tinha idade para morrer, vá, algum dia a ceifeira aparece e, Saramago arrastava uma leucemia que nos idosos é tão lenta, tão pouco virulenta, que os acompanha até aos seus últimos dias debilitando-os pouco a pouco, como uma perniciosa anemia que termina numa eterna letargia.
Saramago tinha cerca de noventa anos.
Acredito chegar mais além dos noventas.
Do mesmo modo que acreditava na sua imortalidade.
Saramago já tem rotulado a a sua etiqueta de eterno, o Prémio Nobel da Literatura converteu-o num escritor universal, um eterno reconhecido um inolvidável.
Ainda sem Nobel, Saramago já tinha edificado a sua imortalidade.
Durante séculos e séculos o ser humano tem procurado o elixir que o converta em imortal ou em eternamente jovem, sem se aperceber que a imortalidade não perdura o corpo, mas perdura a nossa vida e a vida realiza-se em obras, em criação.
O resto, não se cansem, é pasto de vermes ou cinzas espargidas em mares ou desertos.
Também é certo que para alguns, Saramago não só está morto, como nunca existiu.
Não seria o primeiro caso na história e não será o último.
Saramago nunca bajulou a vida.
Nunca se dobrou e só perdeu a verticalidade do corpo, na tumba.
Muitos “ladraram” sem som nem tom e sem terem lido a “pauta”.
Por vezes invejo a felicidade dos ignorantes, sobretudo em certas ocasiões, assim tipo, “olhos que não vêem, coração que não sente”: não ser consciente da grave crise económica, do que significa a palavra terrorismo, ou redes mafiosas, ou o poder do urânio nas mãos de um louco, o diagnóstico de uma enfermidade, pegar num livro … já não digo, nem exijo lê-lo.
Lembra-me a atitude de alguém (não vou divulgar quem), vizinho de proximidade, que após uma análise escandalosa de creatinina foi levado para a urgência, sem perda de tempo; “e se deixarmos isto para depois do Natal. Se é coisa da urina, tão-pouco será grave” dizia ele, com vontade de esquivar-se, como se o estivessem a mandar ao supermercado ou à padaria e não tivesse vontade de ir e todos a pensarmos no seu sangue envenenado em questão de dias e o seu fracasso renal.
A cara de quem ignora e não quer saber, é a imagem da tranquilidade.
Agora faliu e faz diálise três vezes por semana.
Mas retorno a Saramago.
Quando não se morre é porque o que se foi capaz de criar e doar ao mundo, transcende a fronteira do tempo e despreza o conceito de temporalidade, de perecível, de caduco, de mortal.
Se não me equivoco, “A Viagem do Elefante” foi a sua última obra.
A morte anunciada é empreender talvez a última senda que se diz empreender todos os elefantes em busca do seu cemitério.
A cara de quem ignora e não quer saber, é a imagem da tranquilidade.
Agora faliu e faz diálise três vezes por semana.
Mas retorno a Saramago.
Quando não se morre é porque o que se foi capaz de criar e doar ao mundo, transcende a fronteira do tempo e despreza o conceito de temporalidade, de perecível, de caduco, de mortal.
Se não me equivoco, “A Viagem do Elefante” foi a sua última obra.
A morte anunciada é empreender talvez a última senda que se diz empreender todos os elefantes em busca do seu cemitério.
A sua enfermidade avançava inexoravelmente … silenciosamente. … mas era certo que um homem de “oitentas” anos continuava a criar, profícuo na gestação de criaturas que viam a luz e continuavam a contribuir para a sua imortalidade, como o fazem, “As Meninas”(1656- Diego Velázquez), ou “O Grito” (1893-Edvard Munch), ou o “David” (1504- Michelangelo), ou a “Gioconda” (1503-Leonardo da Vinci), ou a “Sagrada Família” (em construção desde 1882-Antoni Gaudí), ou “Imagine” (1971-John Lennon).
Mas é muito importante não morrer para quem sempre amámos em vida, para quem fomos peça do seu puzzle e foi peça do nosso puzzle e que contribuíram, ao fim e ao cabo, a que todas casassem na perfeição.
- "Entrarei no nada e dissolver-me-ei nele"
Na primeira página da sua última obra uma dedicatória:
“À Pilar, que não deixou que eu morresse”.
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Mas é muito importante não morrer para quem sempre amámos em vida, para quem fomos peça do seu puzzle e foi peça do nosso puzzle e que contribuíram, ao fim e ao cabo, a que todas casassem na perfeição.
- "Entrarei no nada e dissolver-me-ei nele"
Na primeira página da sua última obra uma dedicatória:
“À Pilar, que não deixou que eu morresse”.
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quinta-feira, julho 15, 2010
ITÁLIA À VENDA
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Silvio Berlusconi vai transferir para as regiões e províncias e depois colocar à venda, cerca de 19.000 bens públicos italianos, para “colocar no mealheiro” e reduzir o défice.
Vende de tudo: faróis, aquedutos, mercados, conventos, museus, cinemas, palácios históricos sem uso, uma praia no Lago Como, um campo de golfe na Ilha de Albarella, linhas ferroviárias, o porto de hidroaviões em Ostia (onde apareceu assassinado Pier Paolo Pasolini), pelo qual pede seis milhões de euros), uma antiga base de mísseis, espaços naturais nos Dolomitas …
A lista definitiva ainda não é conhecida, nem o montante total que pode atingir.
Alguém, por cá, pensou em algo parecido?
Poderá ser uma maneira de Sócrates cumprir as ordens da EU de redução do défice sem, por exemplo, ter que congelar salários e pensões e acabar com subsídios sociais?
Era uma boa altura se existe um inventário estatal completo e único de bens públicos.
Penso que não, que cada ministério e cada organismo tem o seu.
Talvez valesse a pena fazer um único, geral, ver se entre esses bens há alguns desocupados, abandonados, sem uso e comprovar se realmente há algum ou quaisquer trastes para vender na feira.
Como estará este negócio da C.M.L.?
Vende de tudo: faróis, aquedutos, mercados, conventos, museus, cinemas, palácios históricos sem uso, uma praia no Lago Como, um campo de golfe na Ilha de Albarella, linhas ferroviárias, o porto de hidroaviões em Ostia (onde apareceu assassinado Pier Paolo Pasolini), pelo qual pede seis milhões de euros), uma antiga base de mísseis, espaços naturais nos Dolomitas …
Dolomitas
A lista definitiva ainda não é conhecida, nem o montante total que pode atingir.
Alguém, por cá, pensou em algo parecido?
Poderá ser uma maneira de Sócrates cumprir as ordens da EU de redução do défice sem, por exemplo, ter que congelar salários e pensões e acabar com subsídios sociais?
Era uma boa altura se existe um inventário estatal completo e único de bens públicos.
Penso que não, que cada ministério e cada organismo tem o seu.
Talvez valesse a pena fazer um único, geral, ver se entre esses bens há alguns desocupados, abandonados, sem uso e comprovar se realmente há algum ou quaisquer trastes para vender na feira.
Como estará este negócio da C.M.L.?
segunda-feira, julho 12, 2010
DEUS POR UM DIA
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Segundo rezam os cânones gestuais, quando um parlapatão ou parlapatona fala ao telemóvel e, ao mesmo tempo olha fixamente para o taxista (através do espelho retrovisor), indica que o está a autorizar a escutar parte da conversação.
Será assim?
Recordo-me, de nos meus tempos de taxista (não de tachos rsss, rsss, rsss, é que já reencarnei) uma dama de belíssimo recorte e aspecto muito cuidado, falava com a sua interlocutora de porcos, que é o que são todos os homens, dizia ela, enquanto me observava, procurando a minha cumplicidade (ou talvez o meu enrubescer).

A lógica levou-me a deduzir que, se os homens são uns porcos e eu sou homem, ao olhar-me estava a incluir-me na sua “manada” particular.
– Querida, tens quase quarenta “tacos” e o puto vinte e dois, não é verdade?
Está a divertir-se contigo e tu aí, enamorada como uma tonta … apresenta-se em tua casa quando lhe dá na real gana, dá-te uma queca e marcha … que vive com os pais? … que não pode ficar e dormir contigo? … és idiota? …
Olha!
Esquece-o.
A dama continuou a olhar-me, erguendo as sobrancelhas para que eu não perdesse o fio á meada, o mesmo que, aos seus comentários.

- Parece-me incrível que numa altura destas ainda não tenhas aberto os olhos e dado conta de tudo … todos os homens são uns porcos, insensíveis, mentirosos …, esse menino só te quer “papar” … bom … estou a chegar … depois falamos com mais calma … adeus …
Mandou-me parar na esquina mais próxima, acrescentando:
- É certo: sois todos uns mentirosos.
Tenho pena por si, porque não o conheço.
Quanto devo?
– Setenta e seis euros e sessenta cêntimos.
– Mas só marca três euros e oitenta cêntimos, disse-me surpreendida.
– OK, menti-lhe …

Como também posso encarnar ou incarnar (deixo ao livre arbítrio de cada um a escolha mais acertada) num ser que tudo controla, tipo um pequeno deus, aqui na Terra, eis-me esplendecente:
As mulheres pensam que todos os homens são uns ….
Os homens crêem que todas as mulheres são umas ….
Aliás, a mulher não pode viver sem o homem e vice-versa:
Mas, palavra de honra, que jamais pensei que um puzzle de duas únicas peças fosse tão difícil de resolver!
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Será assim?
Recordo-me, de nos meus tempos de taxista (não de tachos rsss, rsss, rsss, é que já reencarnei) uma dama de belíssimo recorte e aspecto muito cuidado, falava com a sua interlocutora de porcos, que é o que são todos os homens, dizia ela, enquanto me observava, procurando a minha cumplicidade (ou talvez o meu enrubescer).

A lógica levou-me a deduzir que, se os homens são uns porcos e eu sou homem, ao olhar-me estava a incluir-me na sua “manada” particular.
– Querida, tens quase quarenta “tacos” e o puto vinte e dois, não é verdade?
Está a divertir-se contigo e tu aí, enamorada como uma tonta … apresenta-se em tua casa quando lhe dá na real gana, dá-te uma queca e marcha … que vive com os pais? … que não pode ficar e dormir contigo? … és idiota? …
Olha!
Esquece-o.
A dama continuou a olhar-me, erguendo as sobrancelhas para que eu não perdesse o fio á meada, o mesmo que, aos seus comentários.

- Parece-me incrível que numa altura destas ainda não tenhas aberto os olhos e dado conta de tudo … todos os homens são uns porcos, insensíveis, mentirosos …, esse menino só te quer “papar” … bom … estou a chegar … depois falamos com mais calma … adeus …
Mandou-me parar na esquina mais próxima, acrescentando:
- É certo: sois todos uns mentirosos.
Tenho pena por si, porque não o conheço.
Quanto devo?
– Setenta e seis euros e sessenta cêntimos.
– Mas só marca três euros e oitenta cêntimos, disse-me surpreendida.
– OK, menti-lhe …

Como também posso encarnar ou incarnar (deixo ao livre arbítrio de cada um a escolha mais acertada) num ser que tudo controla, tipo um pequeno deus, aqui na Terra, eis-me esplendecente:
As mulheres pensam que todos os homens são uns ….
Os homens crêem que todas as mulheres são umas ….
Aliás, a mulher não pode viver sem o homem e vice-versa:
Mas, palavra de honra, que jamais pensei que um puzzle de duas únicas peças fosse tão difícil de resolver!
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quinta-feira, julho 08, 2010
SOPAS PARA POBRES
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Mourinho -“Mou” para os amigos, ainda que, pelo que me é dado saber, não tenha muitos – vai ganhar dez milhões de euros por temporada.
Ou seja, 27.397 € por dia.
Ou se o preferirem, 1141 € por hora – por todas as horas, incluindo aquelas que dedique a dormir, a “transar”, a tomar banho ou fazer outras porcarias no WC, ou até a fazer os deveres com os seus filhos -.
Converter-se-á, assim, num miliar por hora.
Tudo isto depois do Real Madrid ter pago a cláusula de rescisão – terão sido os dezasseis milhões? -.
Vá-se lá saber.
Neste momento, dado que tenho andado um pouco ausente, não sei se Dominique Strauss-Kahn, o presidente do FMI, terá chamado Florentino Pérez ou se mandou puxar-lhe as orelhas, exigindo contenção nestes momentos difíceis que atravessamos.
Se não o fez, estou certo de que o fará de imediato logo que leia isto.

Do mesmo modo, tenho a certeza de que os mercados financeiros, começando pelo maior banco espanhol, o Santander e a maior caixa de aforro do país vizinho, a Caja Madrid – patronos do patrão do Real Madrid), vão retirar de imediato a sua confiança ao clube merengue, com o pânico instalado quanto ao futuro e vão encarecer os encargos financeiros, quiçá até limites insuportáveis.
Joaquin Almunia, Comissário Europeu dos Assuntos Económicos e o mexicano Angel Gurria, Presidente da OCDE, tenho a certeza que intervirão de imediato para pedir rigor orçamental e uma reforma para a sua política laboral, tanto mais que chutou, sem qualquer consideração, o Guti, com um “saco de caramelos” na mão.
É possível que Obama talvez não se decida a telefonar a Florentino, mas fá-lo-á quando se confirmarem as contratações de Di Maria e de Maicon, por outra quantidade desmesurada e milionária.

E se lhe juntarmos David Luís, ou Ribéry, ou outra estrela semelhante, não estranharia que enviassem Hillary Clinton ou o vice-presidente Biden para resolver o conflito pessoalmente.
A imprensa está implacável dedicando há vários dias a delapidação de dinheiro, a imoralidade destas cifras nos tempos que correm e, sem dúvida, acicatados pela emulação dos adversários.
Mas o que mais expectativas me alimenta e desperta, é ver a reacção dos cidadãos, do povo.
Não tenhamos dúvidas de que os sócios do Real Madrid, os primeiros prejudicados, debandarão em grande número do clube, indignados ante a política do esbanjamento e luxo incrementada pelo seu presidente.
Parece-me que a maioria são reformados, desempregados, jovens miliares (por mês, não por hora), operários e, não poderão aceitar, esta sumptuosidade despudorada.

Será que a “debandada” se acolitará no Atlético de Madrid?
u no vizinho Alcorcón?
Haverá distúrbios no Santiago de Bernabéu e incendiarão o estádio?
Será uma ocasião irrepetível para a imprensa e fotógrafos e a altura de indagarem o fundo do coração humano: trabalhadores decepcionados, donas de casa furibundas, estudantes raivosos, anciãos lacrimejantes queimando o cartão de sócio ao fim de cinquenta anos de fidelidade.
Poder-se-á escarafunchar as contradições da alma humana: a emoção de umas cores contraposta à sensatez de uma política.
Ouvi uns zunzuns sobre uma leve abordagem ao televisivo psicólogo Paulo Sargento …
Talvez tenha chegado o momento fulcral de dizer, BASTA!!!
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Ou seja, 27.397 € por dia.
Ou se o preferirem, 1141 € por hora – por todas as horas, incluindo aquelas que dedique a dormir, a “transar”, a tomar banho ou fazer outras porcarias no WC, ou até a fazer os deveres com os seus filhos -.
Converter-se-á, assim, num miliar por hora.
Tudo isto depois do Real Madrid ter pago a cláusula de rescisão – terão sido os dezasseis milhões? -.
Vá-se lá saber.
Neste momento, dado que tenho andado um pouco ausente, não sei se Dominique Strauss-Kahn, o presidente do FMI, terá chamado Florentino Pérez ou se mandou puxar-lhe as orelhas, exigindo contenção nestes momentos difíceis que atravessamos.
Se não o fez, estou certo de que o fará de imediato logo que leia isto.

Do mesmo modo, tenho a certeza de que os mercados financeiros, começando pelo maior banco espanhol, o Santander e a maior caixa de aforro do país vizinho, a Caja Madrid – patronos do patrão do Real Madrid), vão retirar de imediato a sua confiança ao clube merengue, com o pânico instalado quanto ao futuro e vão encarecer os encargos financeiros, quiçá até limites insuportáveis.
Joaquin Almunia, Comissário Europeu dos Assuntos Económicos e o mexicano Angel Gurria, Presidente da OCDE, tenho a certeza que intervirão de imediato para pedir rigor orçamental e uma reforma para a sua política laboral, tanto mais que chutou, sem qualquer consideração, o Guti, com um “saco de caramelos” na mão.
É possível que Obama talvez não se decida a telefonar a Florentino, mas fá-lo-á quando se confirmarem as contratações de Di Maria e de Maicon, por outra quantidade desmesurada e milionária.

E se lhe juntarmos David Luís, ou Ribéry, ou outra estrela semelhante, não estranharia que enviassem Hillary Clinton ou o vice-presidente Biden para resolver o conflito pessoalmente.
A imprensa está implacável dedicando há vários dias a delapidação de dinheiro, a imoralidade destas cifras nos tempos que correm e, sem dúvida, acicatados pela emulação dos adversários.
Mas o que mais expectativas me alimenta e desperta, é ver a reacção dos cidadãos, do povo.
Não tenhamos dúvidas de que os sócios do Real Madrid, os primeiros prejudicados, debandarão em grande número do clube, indignados ante a política do esbanjamento e luxo incrementada pelo seu presidente.
Parece-me que a maioria são reformados, desempregados, jovens miliares (por mês, não por hora), operários e, não poderão aceitar, esta sumptuosidade despudorada.

Será que a “debandada” se acolitará no Atlético de Madrid?
u no vizinho Alcorcón?
Haverá distúrbios no Santiago de Bernabéu e incendiarão o estádio?
Será uma ocasião irrepetível para a imprensa e fotógrafos e a altura de indagarem o fundo do coração humano: trabalhadores decepcionados, donas de casa furibundas, estudantes raivosos, anciãos lacrimejantes queimando o cartão de sócio ao fim de cinquenta anos de fidelidade.
Poder-se-á escarafunchar as contradições da alma humana: a emoção de umas cores contraposta à sensatez de uma política.
Ouvi uns zunzuns sobre uma leve abordagem ao televisivo psicólogo Paulo Sargento …
Talvez tenha chegado o momento fulcral de dizer, BASTA!!!
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terça-feira, julho 06, 2010
DELARA DARABI
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No passado dia 1 de Maio, fez um ano que Delara Darabi, uma jovem iraniana de 22 anos, (29SET1986–01MAI2009), foi enforcada.
Era pintora e amava a vida.
Até ao último momento esperou uma salvação que não veio.
O seu advogado dizia ter em seu poder resultados periciais que ilibavam Delara.
Tanto o advogado como as organizações internacionais dos direitos humanos garantem ter sido provado por pareceres periciais oficiais que Delara Darabi era inocente.
Os peritos afirmaram que a punhalada fatal só podia ter sido desferida por uma pessoa dextra e Delara era canhota.
Foram grandes as pressões internacionais para que não fosse executada e, por isso, quando menos se esperava foi morta à revelia do seu advogado que instruía o processo com as novas provas para a ilibar.
Naquela manhã de sexta-feira, nem o facto de ser o dia sagrado para os islâmicos xiitas evitou a barbárie, a efectivação de um homícidio-legal (praticado pelo Estado).
E assim num ápice apagaram-se todos os sonhos de Delara, todas as suas pinturas e o seu gosto pela arte.
Delara Darabi tinha 17 anos quando foi presa acusada de ter morto com uma punhalada a prima de 58 anos de idade.
Também respondeu por furto na casa da prima morta e por manter um relacionamento sexual com o namorado Amir Hossain de 19 anos de idade.
Como se sabe, no Irão, sexo só após o casamento e a adúltera recebe a pena capital.
Pelo roubo a jovem cumpriu três anos de cadeia, recebeu 50 chicotadas em público pelo furto e mais 20 pelas relações sexuais com o namorado.
Porém o enforcamento viria como punição por ter sido considerada autora da punhalada, com intenção de matar.
Delara negou ser a autora do crime mas o que prevaleceu foi a palavra dos algozes.
Não é pois de estranhar que, após a justiça iraniana ter concedido uma suspensão da execução da pena, por dois meses, as autoridades prisionais ignorassem a ordem e a executassem sem aviso prévio ao seu advogado.
Algumas das pinturas são feitas com os dedos e unhas.
"Talvez as cores me levem de volta à vida", escreveu.
Amir Hossein, o namorado de Delara Darabi então com 19 anos, convenceu-a a assumir a culpa para livrá-lo da pena de morte, acreditando que, com 17 anos, ela não seria condenada.
Delara Darabi já pintava antes de ser presa, mas, diferentemente dos seus trabalhos quando presa, costumava usar muitas cores.
Disse ter perdido as cores quando passou a viver entre as paredes cinzas da cela.
Activistas afirmaram que ela já tinha tentado o suicídio e foi torturada.
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Era pintora e amava a vida.
Até ao último momento esperou uma salvação que não veio.
O seu advogado dizia ter em seu poder resultados periciais que ilibavam Delara.
Tanto o advogado como as organizações internacionais dos direitos humanos garantem ter sido provado por pareceres periciais oficiais que Delara Darabi era inocente.
Os peritos afirmaram que a punhalada fatal só podia ter sido desferida por uma pessoa dextra e Delara era canhota.
Foram grandes as pressões internacionais para que não fosse executada e, por isso, quando menos se esperava foi morta à revelia do seu advogado que instruía o processo com as novas provas para a ilibar.
Naquela manhã de sexta-feira, nem o facto de ser o dia sagrado para os islâmicos xiitas evitou a barbárie, a efectivação de um homícidio-legal (praticado pelo Estado).
E assim num ápice apagaram-se todos os sonhos de Delara, todas as suas pinturas e o seu gosto pela arte.
Delara Darabi tinha 17 anos quando foi presa acusada de ter morto com uma punhalada a prima de 58 anos de idade.
Também respondeu por furto na casa da prima morta e por manter um relacionamento sexual com o namorado Amir Hossain de 19 anos de idade.
Como se sabe, no Irão, sexo só após o casamento e a adúltera recebe a pena capital.
Pelo roubo a jovem cumpriu três anos de cadeia, recebeu 50 chicotadas em público pelo furto e mais 20 pelas relações sexuais com o namorado.
Porém o enforcamento viria como punição por ter sido considerada autora da punhalada, com intenção de matar.
Delara negou ser a autora do crime mas o que prevaleceu foi a palavra dos algozes.
Não é pois de estranhar que, após a justiça iraniana ter concedido uma suspensão da execução da pena, por dois meses, as autoridades prisionais ignorassem a ordem e a executassem sem aviso prévio ao seu advogado.
Algumas das pinturas são feitas com os dedos e unhas.
"Talvez as cores me levem de volta à vida", escreveu.
Amir Hossein, o namorado de Delara Darabi então com 19 anos, convenceu-a a assumir a culpa para livrá-lo da pena de morte, acreditando que, com 17 anos, ela não seria condenada.
Delara Darabi já pintava antes de ser presa, mas, diferentemente dos seus trabalhos quando presa, costumava usar muitas cores.
Disse ter perdido as cores quando passou a viver entre as paredes cinzas da cela.
Activistas afirmaram que ela já tinha tentado o suicídio e foi torturada.
DELARA DARABI
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segunda-feira, julho 05, 2010
POBRES, PEDINTES e PORCOS
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Por que é que atacam os mercados da União europeia que são católicos?
Cinco mendigos pedem esmola aos investidores/especuladores internacionais: Espanha, Grécia, Irlanda, Itália e Portugal.
A figura supra, diz-vos alguma coisa?
Trata-se de um desenho de Jim Morin publicado no New York Times e no International Herald Tribune.
Que têm em comum estes cinco países, para além de serem esbanjadores tipo mãos rotas, provocar desconfiança nos investidores internacionais e sofrer uma crise económica descomunal?
Alguém nos diria imediatamente que todos eles são católicos.
Bom, todos salvo a Grécia que é ortodoxa; ou seja, de uma religião oriental prima ou meia irmã do catolicismo.
Os mercados internacionais ainda não atacaram nenhum país protestante da União Europeia.

Parece-me que se está a passar algo que merecia uma reflexão, para além da famosa etiqueta britânica dos PIGS (porcos), (Portugal, Italy, Greece e Spain) e já agora os actores principais do crescimento mundial, os BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). Os quatro países têm algo de comum: são mediterrâneos, soalheiros, alegres e do Sul da Europa.
São porcos só os países europeus do Sul?
Foi assim que apareceram, até hoje, na imprensa britânica.
Aliás, no centro da 1ª. imagem aparece um mendigo ajoelhado, rezando em atitude piedosa e leva a marca inconfundível da Irlanda.
Irlanda que não está no Mediterrâneo nem é um país soalheiro do Sul da Europa.
O que terá, pois, em comum com os PIGS, aparte um elevado défice público e um grande endividamento?
Obviamente, que a Irlanda, ainda que fria, verde e chuvosa é também um país maioritariamente católico.

Se eu fosse polaco estaria muito preocupado, vigiando o défice público e a dívida para com os investidor/especuladores que têm a mania de só perseguir os países católicos e perdoarem aos protestantes.
Vou repassar esta semana, para os meus amigos, a sugerível obra de Max Weber, que não me canso de recomendar : “A ética protestante e o espírito do capitalismo”. (Aqui a obra completa).
Um pequeno exame histórico de consciência que cai sempre bem nestes momentos de turvação.
O que devemos corrigir nos nossos comportamentos individuais e/ou colectivos para que os investidores/ especuladores internacionais não nos ataquem tanto e tão ferozmente?
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Cinco mendigos pedem esmola aos investidores/especuladores internacionais: Espanha, Grécia, Irlanda, Itália e Portugal.
A figura supra, diz-vos alguma coisa?
Trata-se de um desenho de Jim Morin publicado no New York Times e no International Herald Tribune.
Que têm em comum estes cinco países, para além de serem esbanjadores tipo mãos rotas, provocar desconfiança nos investidores internacionais e sofrer uma crise económica descomunal?
Alguém nos diria imediatamente que todos eles são católicos.
Bom, todos salvo a Grécia que é ortodoxa; ou seja, de uma religião oriental prima ou meia irmã do catolicismo.
Os mercados internacionais ainda não atacaram nenhum país protestante da União Europeia.

Parece-me que se está a passar algo que merecia uma reflexão, para além da famosa etiqueta britânica dos PIGS (porcos), (Portugal, Italy, Greece e Spain) e já agora os actores principais do crescimento mundial, os BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). Os quatro países têm algo de comum: são mediterrâneos, soalheiros, alegres e do Sul da Europa.
São porcos só os países europeus do Sul?
Foi assim que apareceram, até hoje, na imprensa britânica.
Aliás, no centro da 1ª. imagem aparece um mendigo ajoelhado, rezando em atitude piedosa e leva a marca inconfundível da Irlanda.
Irlanda que não está no Mediterrâneo nem é um país soalheiro do Sul da Europa.
O que terá, pois, em comum com os PIGS, aparte um elevado défice público e um grande endividamento?
Obviamente, que a Irlanda, ainda que fria, verde e chuvosa é também um país maioritariamente católico.

Se eu fosse polaco estaria muito preocupado, vigiando o défice público e a dívida para com os investidor/especuladores que têm a mania de só perseguir os países católicos e perdoarem aos protestantes.
Vou repassar esta semana, para os meus amigos, a sugerível obra de Max Weber, que não me canso de recomendar : “A ética protestante e o espírito do capitalismo”. (Aqui a obra completa).
Um pequeno exame histórico de consciência que cai sempre bem nestes momentos de turvação.
O que devemos corrigir nos nossos comportamentos individuais e/ou colectivos para que os investidores/ especuladores internacionais não nos ataquem tanto e tão ferozmente?
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