O VIDEIRINHO

sábado, janeiro 15, 2011

ACELERAS



DE CADEIRA DE RODAS NA AUTO-ESTRADA




Alguns reformados vão espreitar obras e outros… viajam em cadeira de rodas pela auto-estrada. 

Pessoal, os nossos velhotes estão a ficar antiquados. 

Falai com os vossos avozinhos e convençam-nos de que já não está na moda jogar à malha ou ás cartas. 

Que não tenham medo e brinquem como faz este homem nos Estados Unidos. 

Para que façais uma ideia, este avô deve ter-se aborrecido lá por casa e, sem pensar duas vezes (uma expressão que se escreve mas ninguém diz numa conversação… topas? Estás a falar com um amigo e dizes: “Pois ainda hoje me levantei ás sete da manhã e, sem pensar duas vezes, fui dar uma volta ao bilhar grande”.

Além disso não sei o que te poderia responder o teu amigo)… bom, voltemos ao que estava a contar porque se armo confusão, no final não nos entendemos.



Dizia pois então, que este homem devia ser pouco sorna ou ter muita pressa, porque pegou na sua cadeira de rodas motorizada e meteu-se na auto-estrada, tendo sido gravado pelas câmaras de segurança até à saída número não sei quantos da dita cuja auto-estrada em Connecticut. 

Segundo as minhas fontes (rsrsrs), (que não são mais do que a imprensa americana, já sabem que não faço a coisa por menos), o homem não recolheu o ticket para entrar na auto-estrada ou, pelo menos a polícia não tem conhecimento disso. 

Claro, como ia retirar o título? 

Se não possui tablier, onde colocamos sempre o dito cujo, onde é que colocaria o dele? 


EM CADEIRA DE RODAS A MAIS DE 60 KM/h (Brasil)




Sabeis e, se não sabeis é porque nunca leste o código da estrada, mas eu digo-vos, não se pode rodar de cadeira de rodas na auto-estrada, nem em Portugal, nem nos EUA, nem na China, nem no Brasil como também já aconteceu

Não se pode e pronto. 

Bom, agora que o penso… quase que é melhor que não digais nada aos vossos avôs, porque muitos “velhotes” gostam de querer fazer as coisas em grupo e não me quero nem imaginar como seria uma viagem do pessoal da Caixa de Pensões em cadeira de rodas motorizadas pela auto-estrada fora.

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terça-feira, janeiro 11, 2011

- Coro das minhas acções; só penso se terei accionado todas as tuas terminações ! (josé torres)

SOU O MEU DEUS

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Não sou mais do que o fiel produto da minha invenção; criado por mim mesmo à minha imagem e semelhança e portanto, por mais que me desagrade, devo reconhecer que padeço dos meus próprios erros. 

Ainda assim, tiro partido e benefício das virtudes que me caracterizam. 

Sou o que quis ser e serei o que a mim mesmo se depare. 

De agora em diante rezarei para favorecer outros no caminho e amaldiçoar-me-ei decepcionado comigo mesmo, quando não possa controlar a minha sorte. 

Esculpirei ícones no meu nome e sacrificarei a quantidade de cordeiros e legumes que façam falta para me recompensarem. 

Estarei presente em cada acto da minha própria presença. 

Serei o meu próprio deus. 

Içarei uma pedra e aí estarei. 

Levantarei um grão de areia e aí estarei. 

Levantar-me-ei a mim mesmo e aí estarei, esticando os braços, preparado para ser elevado pelas minhas próprias mãos.

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segunda-feira, janeiro 10, 2011

- Amo o meu país, tenho medo é do governo !

PUNHADO DE VONTADES

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Ao novo ano que agora entrou peço-lhe que me peça o que queira. 

Um par de pulmões novos (ou na falta destes, uns pouco usados), papel reciclado, sete esferográficas e uma embalagem de corrector Tipp-Ex seco (ou na sua falta, vazio). 

365 beijos desses que oferecem 12 meses de garantia, ou então troca ou devolução. 

364 amores diferentes + 1 de bónus que inclua uma noite contigo. 

Um alambique que transforme as gotas de pranto em saliva (e a saliva em colcheias). 

Um punhado de vontades. 

Aprender a dar murros e aprender a esquivá-los. 

Um contador de bocejos com alarme. 

O teu número de telefone. 

Rosas frescas cada dia (ainda que sejam de mentira) para o banco traseiro do meu carro. 

Um punhado de vontades. 

Ideias próprias ou recicladas do meu próprio lixo. 

Projectos, ainda que se não cumpram. 

 
Saúde para brindar á saúde dos restantes. 

Não voltar a fazer ‘merda’ ou levar sempre areia nos bolsos para tapar de imediato as minhas cagadas. 

Pensar que qualquer tempo passado foi anterior. 

Aprender a escrever com a esquerda e aprender a pensar com a esquerda. 

Um punhado de vontades. 

"Dessintonizar a TVI". 

Dizer as baboseiras que me possam sair pela boca fora. 

Continuar a aprender com os professores e corrigir os imbecis que se fazem de inteligentes (lição de hoje: o pronome pessoal “tu” jamais leva acento agudo). 

Continuar a escrever o que me der na real gana. 

Não corrigir quase nada. 

Um punhado de vontades. 

Desejar-te o melhor. 

Brindar por ti. 

Alço o meu cálice.

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sábado, janeiro 08, 2011

- O início na cama quente; o fim na terra fria ! (josé torres)

ALTRUISMO

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— Não há melhor maneira de se ganhar a vida que a de ser um homem que se oficia de altruísta —disse-lhe e estiquei-me para cofiá-lo com a mão. 

Ele correspondeu ao gesto e desde esse preciso instante selámos um pacto. 

Os anos foram passando e aquele miúdo que me salvou a vida ao tirar-me da rua, foi-se convertendo num homem. 

Nunca o perdi de vista. 

Fui mais fiel que a sua própria sombra e ele, por bondade, ofereceu-me tecto e comida. 


Aprendi com ele e portanto segui o seu exemplo. 

Agora protejo-o do perigo caminhando à sua direita, mostrando os dentes a qualquer pessoa que se acerque alguns passos. 

Cuido-o, a troco de nada. 

Ele afaga-me as orelhas a troco de nada.

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quarta-feira, janeiro 05, 2011

- Falando de bolachas: “molhadinhas” são muito melhores !

PUTANATOS AUTOMÁTICOS

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Viver o instante para não recordar momentos críticos do passado: colocar o motor do meu quatro rodas a trabalhar e dar umas voltas por aí a escutar CDs personalizados, assépticos. 


Fixar-me nos cartazes das ruas, em todos. 

Procurar “borrachos” a caminhar pelas ruas e calçadas. 

Eliminar do telemóvel velhos contactos inoperacionais. 

Cancelar a minha conta no Facebook por inabilidade de uso inata. 

Abrir uma outra conta noutro qualquer local de “reunião”. 

Comprar uma camisa Victor Emmanuel ou Ralph Lauren para colocar a luzir nos diversos encontros… 

Falar com os meus vizinhos de imbecilidades (o tempo, a crise, Sócrates, fdp e demais merdas idênticas). 


Mal chegue a casa ligar a televisão e enviar uma catrafada de SMS. 

Recortar, com paciência, o cupão do JN para o poder trocar por um copo de vidro bera ou uma faca ‘Made in RPC”, de aço inoxidável que por qualquer motivo oxida-se mais do que um prego de meia galeota. 

Tomar nota dos resultados de futebol da 1ª e 2ª divisão, bem como resenhas dos números ‘rifados’ no Euromilhões para fazer paciências e tentar acertar no próximo sorteio. 

Saber as frutas de cada época do ano, abstraindo-me de viveiros ou conservação artificial. 

Les demoiselles d'Avignon - Picasso

Adormecer à força de comprimidos. 

Que o despertador toque, oito horas depois de cada comprimido. 

Masturbar-me ao ‘som visual’ de vídeos de lésbicas ucranianas. 

Telefonar aquela antiga amiga três vezes por semana. 

Construir um puzzle de mil peças e colá-lo à parede. 

Matricular-me num ginásio e num curso de culinária. 

E… sobretudo, EVITAR AS CAIXAS AUTOMÁTICAS



Não voltar nunca mais a introduzir o cartão nessas rachas, (seja porque pretexto for), tão parecidas umas com as outras, absolutamente todas, até à da Paris Hilton, nem digitar a contra-senha do amor órfão nesses botões em Braille que são, muito certamente os mamilos dela. 

Não vou voltar a meter o meu… cartão na sua racha, nem esperar que ejacule dinheiro e não repetirei gastá-lo em p*tas de catálogo que se pareçam com ela.

sábado, janeiro 01, 2011

- Todos sonhamos voltar a ser crianças, inclusive os piores de nós; talvez os piores mais do que ninguém !

CHIVAS

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Fazia frio, tremiam-lhe as mãos e doía-lhe a cabeça. 

Acredito que ardesse em febre. 

Mesmo assim, foi uma experiência gratificante tê-lo visto cair pelo alcantilado. 

Não pude destrinçar se as lágrimas eram de alegria ou de tristeza, nem tão-pouco se a inevitável gargalhada foi de nervos. 

Colocou o seu flácido corpo sobre a ‘poltrona’ do condutor e sacou a pedra que sujeitava a embraiagem. 

A 1ª velocidade engrenada encarregou-se do resto do trabalho. 



O veículo avançou lentamente, mantendo-se com indolência sobre o orvalho da madrugada que se aderia à relva. 

Os pneus marcaram duas impressões “digitais” paralelas até que o chão desapareceu e o automóvel se inclinou para começar a descida para o seu inevitável final. 

Ainda tenho a imagem gravada na memória, vendo-o cair, sustentando com delicadeza uma garrafa de Chivas que ela mesma lhe tinha sujeitado na sua mão.


Tinha incluso o álibi perfeito. 

Estava muito doente, com febres altas. 

A enfermeira tinha-a deixado no quarto do hospital há cerca de uma hora e não voltaria nas próximas três ou quatro horas, quando tivesse de mudar-lhe o soro. 

Então soube que tinha chegado o momento. 

Aproveitaria a ocasião para perdê-lo da vista, utilizando a melhores armas que tinha à mão: álcool e o volante. 

Ninguém suspeitaria dela, doente, abandonada numa cama do hospital por um bêbado sem sentimentos. 

Colocar-lhe-ia uma garrafa na mão e despenhá-lo-ia com o seu carro, por uma ribanceira. 

 
Seria muito fácil, ele colaboraria sem pensar. 

Mal acabou com ele, estendeu-se na cama do hospital com uma dor pungente na cabeça e uma sensação de náuseas. 

Quando a enfermeira regressou de novo ao quarto olhou em redor e moveu a cabeça com pesar. 

Pelo intercomunicador avisou o médico de serviço: 

- Quarto 113. 
Parece que a senhora Natércia voltou a ter alucinações. 

Hoje meteu a almofada e a garrafa de água na retrete…

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sábado, dezembro 18, 2010

- Sê dono da tua consciência e escravo da tua vontade ! (josé torres)

ANJO NO PASSEIO

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Hoje espreguicei-me mais tarde. 

Era quase fim de tarde/noite quando me aconcheguei no meu táxi. 

Fui.

Eludo dois carros e detenho-me no semáforo. 

Na rádio enleava-me com “Raoui”, na voz doce, quente e sensual de Souad Massi. 

Aumento o volume do som. 

Pela minha frente atravessa uma velhota com sacas cheias de compras, três jovens e um casal de idosos. 

Olho para cima onde fileiras de luzes piscam como um insone. 

Alguém me dá uma buzinadela; o semáforo acabava de abrir. 

Conduzo em direcção à Rotunda da Boavista e a cerca de cem metros distingo a silhueta de uma mulher na borda do passeio. 

Poderia querer um táxi. 

Reduzo a velocidade.


A cinquenta metros as suas curvas tornam-se mais nítidas; casaco preto à ¾, calças de ganga e botas. 

Não levanta o braço, mas olha na minha direcção. 

A vinte metros reparo no seu cabelo escuro, muito escuro, ligeiramente esguedelhado. 

A cinco metros o seu rosto prostra-me: maçãs do rosto proeminentes, olhos doces, lábios sedosos de seda finíssima. 

Olha-me mas não faz qualquer gesto para eu parar. 

Mantém as mãos nos bolsos do casaco. 

Cruzamos o olhar numa fracção de segundo, gira num movimento de rotação com a minha passagem e através do espelho comprovo que me seguiu com o olhar. 


É um anjo, pensei. 

Acelerei. 

Dou uma volta na rotunda. 

Necessito cruzar-me, com ela outra vez: é que senti algo na forma como me olhou. 

Algo novo, mítico. 

Mistura de formigueiro e dor nas costas. 

Como “vítima” de um tacto rectal inesperado. 

Subi Nossa Senhora de Fátima, desci Oliveira Monteiro e Augusto Luso , virei para a Boavista e segui no meu andamento mais ou menos vagaroso. 

Desta vez paro em frente a ela. 

Agora sorri. 

Imaculada boca de dentes alvos. 

Baixo o vidro com o dedo a tremer. 


 
Ela mete a cabeça dentro e diz-me: 

- Olá. 
A sua voz também é de um anjo. O seu olor, a nuvem discreta. 

– Olá, respondo-lhe, aprisionado nos seus olhos. 

– Queres conhecer-me melhor? Diz-me. 

– Quero conhecer tudo, digo. 

– Oral 30 euros. Transar 50. 

Ainda que não esperasse a sua resposta, aqueles olhos hipnóticos tornaram-me seu escravo. 

Nada fizemos, mas paguei para olhá-la. 

Os dois sentados no mesmo táxi durante 90 euros (não tinha mais dinheiro), frente a frente, sem dizer nem tocar em nada.

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domingo, dezembro 12, 2010

- Não sei quem sou, mas sei que não vivo dos desejos dos outros como se fossem meus e a cada passo que dou, vou-me convertendo no que nunca deixei de ser. 
O que fui, o que sou e o que serei, já o sou. 
Beijos com muita paixão dele, que sou eu !

LIMITES

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Interrogo-me com frequência e sempre a sós, para não ter testemunhas, como se pode ser conservador em Portugal. 

O que devemos conservar, para além do Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa e do Parque da Cidade no Porto? 

A tradição entre nós tem consistido, quase sempre, em perpetuar alguns costumes que só poderiam manter alguns interessados em mantê-las. 

Em certos tempos heróicos fica suficientemente claro: 
“Por Deus, pela pátria e pela república, lutaram os nossos pais”. 

É um legítimo orgulho familiar, sem dúvida, mas confessar que os seus filhos, ao cabo dos anos, continuarão lutando, também não deixa de ser uma confissão de fracasso geracional. 

Estamos sempre na mesma? 


Não coincide entre nós a idade com o tempo? 

O nosso rude adagiário assegura que, um não faz o todo. 

Se a chamada "sabedoria popular" fosse tão sábia como acreditava Edison Carneiro, ou algum dos seus descendentes intelectuais, subsistiria a ideia do progresso moral, mas os homens mudam quando muda a época, tenham a idade que tiverem, já que todos podemos esconder uma certidão que prove, que nascemos sendo muito pequenitos. 

Há pelo menos um partido político, ao qual os seus inimigos chamam de reaccionário, sem provas suficientes que seja progressista, pretende reduzir a idade penal para os menores delinquentes. 


A delinquência infantil obriga a adiantar os calendários, mas deu-se-lhes tempo a esses jovens para construírem a sua alma? 

Dito de outra forma: há uma idade para assumir responsabilidades pelas suas acções? 

Questionou-se Rilke, que estava sempre a fazer perguntas : quem poderá descrever, como é uma criança? 

Reduzir a idade penal, como alvitram alguns eruditos, para os 14 anos é um ultraje, mas encurtar os limites da sua impunidade é outra. 

Vamos ter que escolher.

03SET09
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sábado, dezembro 11, 2010

- Quem não se atreve a ser inteligente, faz-se político !

O NABAL


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Passei por vários dias (fui eu, não eles) na sombra e umas horas acocorado por debaixo do meu (???) assento no avião...

Mas já está tudo bem.

"Vomecêzes" criaste-me e agora tereis que me suportar. 

Ah, já sei fazer vudú e tenho macaquinhos, de plástico, no sotão!".

Bem-vindos ao que possivelmente é o pior post do retomar da história recente.

Estou arrasado com a cimeira. 

Foram muitos apertos de mão e beijos.
Para chegar à cumeira ia ficando sem os bofes.

Vamos mas é lá a isso ou a isto, mas devagar, (o Obama só ontem foi embora), eis-me:


Esta "pérola", traduzida para uma dúzia de linhas, é nem mais nem menos que um recorte do Diário da República (cada vez me convenço mais que retornou o Diário do Governo): 

Mestrado em Gestão e Manutenção de Campos de Golfe !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Ora toma!!! 

Querem abater a iliteracia? 

Ei-lo em forma de lei.

Faço ideia da inveja dos nossos parceiros europeus pelo nosso desenvolvimento.

À atenção da Universidade do Algarve  e à sua Faculdade de Engenharia de Recursos Naturais. 

Li há tempos a falta gritante de um Mestrado ou Doutoramento em Engenharia Nabal. 

Trata-se de reciclar os quirites nababos, que nesta terra de nabos estão cada vez mais nabos.

20.11.2010

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sexta-feira, dezembro 10, 2010

-Necessita-se distribuidor de tomates.
Um para cada lado !

EU SOU DEUS (Parte II)


…CONTINUAÇÃO



E aqui temos a chivata cibernética Wikileaks, causadora de ter semeado o mundo inteiro de segredos, bom, já não podem ser chamados assim. 

O culpado? 

Por muito que tenham sido outros quem passou a informação, o responsável último é Julian Assange, que agora acusam, não de deixar com o cu ao ar a diplomacia americana, mas sim de suspeita de crimes sexuais. 

Num blog, parece-me que importante e muito visitado, “Paladin´s Page”, escreveu-se que era necessário  abatê-lo, se não com um tiro na cabeça, com outro qualquer método. 

Dizia textualmente, amén ao tiro na cabeça e: “se alguém faria perguntas se o emborrachassem e fizessem rolar pelas escadas abaixo e partir o pescoço?” 



Quase um tiro na mouche. 

Têm-lhe uma vontade, assim que… como para acreditá-los que o querem apanhar por crimes sexuais em lugar de dar-lhe pela língua. 

Dizem que uma das leis fundamentais da cortesia é a resistência ao primeiro impulso, mas parece-me a mim que, se espera sempre algum tipo de resistência a esses primeiros impulsos que se desencadearam. 

Creio que é de Santo Agostinho a frase: “ Uma vez por ano é lícito cometer loucuras”.

Não sei até que ponto ele pode viver num mundo de sensatos no qual se poderia desculpar uma ou outra loucura, mas asseguro, que gostaria de vê-lo por aqui agora, e que me explicasse se seria possível aceitar estes tipos que se crêem pequenos deuses como animal de companhia. 

E claro que, com tantos loucos à solta, vou ver como lhes explico a todos estes, que deus é um homem… e que… evidentemente, sou eu. 

Sim! 

Deus sou eu. 

Eu sou o Deus que comanda o meu próprio corpo, a minha própria mente. 

Eu decido quando me hei-de dar prazer e quando chorar. 

Eu sou o meu próprio deus. 

Quanto aos deuses que decidem quando alguém há-de morrer… melhor é calar-me, seria demasiado contundente o que ia escrever e talvez me quisessem tirar a minha aura divina.

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quinta-feira, dezembro 09, 2010

- O melhor lugar do mundo? 
Aqui mesmo !

EU SOU DEUS (Parte I)

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Dois loucos andam a brigar arrogando-se cada um, de ser o enviado de Deus e assim reclamam a opinião de um terceiro para dirimir qual dos dois é, realmente, o enviado de Deus. 

Quando se acerca o terceiro louco, olha-os de alto abaixo com desprezo e diz-lhes: 

“Eu não enviei ninguém”. 

E aí termina o problema. 

No entanto, quando não há um terceiro louco perto (perto, porque há que ver os que andam incógnitos) que aclare que ele não enviou ninguém, pois passe-se o que se passar, são muitos os que andam por aí à solta acreditando que são o Altíssimo e pensando que as portas das igrejas são tão altas para que possam passar sem problema algum. 




Isto deve ter ocorrido ao zelador do lar de idosos “La Caritat” (o que vale um nome) em Olot, Girona que, convencido de que ele era o mesmíssimo Deus, lhes fazia “a caridade” de cortar-lhes o fio da vida a quem considerava que já tinham gasto o suficiente à Segurança Social e no fim… quem ia dar conta e a quem podia importar-lhe a morte de uns idosos esquecidos pelos seus familiares num lugar onde, como todos sabem, só se vai para morrer. 

Ele era deus, um deus que se apiedava da sua dor, da sua solidão, da sua enfermidade… isso sim, à falta de super-poderes que os enviassem ao outro mundo sem mais, era necessário utilizar alguma ajudazita, algo suave como a lixívia… o fim sempre justifica os meios. 



Outro que tal é o gorila de King Kong, digo, Kin Jong, o manda-chuva da Coreia do Norte que, também, convencido de que deus é ele, pode esparramar a sua ira e abater a quem sempre considerou um grão no seu diviníssimo cu, ou seja, a Coreia do Sul. 

E quem teria que vir explicar que nenhum é deus, é o que vem dizer quais são os outros, quando deus é ele. 

E já se sabe: no princípio foi o verbo, ou seja, que a palavra é sua e pode fazer com ela o que lhe der na real gana, que deus é ele. 


CONTINUA… 



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domingo, dezembro 05, 2010

- O Natal dos nossos dias é o momento em que tudo pára.
Onde se compram e vendem oferendas para jovens, feitos por jovens escravos.
O que se comemora?
Não é tempo de acabar com a mentira?
Se por acaso ficaste ofendid@ com este conteúdo, então trata de arranjar um sentido de humor, porque se continuas assim de certeza que o teu Natal será muito triste e sem dinheiro…
Gasta o que tens e o que pensas vir a ter e quem chegar por último que guarde a carteira!
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- FELIZ ANO! 

Sei que é demasiado cedo mas conheço tanta gente rica, bonita e sexy que começo pelos pobres, desgraçados, horrendos, medonhos, cabrões, alcoólicos, abastardados, mariconços e toda uma panóplia de ladrões, vigaristas e salteadores que compõem o governo… 


O “INSÉTE”, conjugado com os bares de alterne, o “Elefante Branco”, o “Calor da Noite” e as ramificações internacionais dos bares “Palas” e “Trinitá”, ambos no Município de Mirandela, no “Cavalo Branco” de Vila Flor e no “Estrela de Fogo” de Carrazeda de Anciães, entre muitos outros, deseja-vos um bom Natal e Feliz Ano Novo. 

Assinam: 

josé torres,
Ana, 
Lolita, 
Becas, 
Juani, 
Agatha, 
Merchi, 
Constanza, 
Jenni, 
Thalia, 
Daddi, 
Tita 
e todas as que trabalham para oferecer-vos, cada dia, um serviço mais melhor bom. 

Feliz 2011 !!!

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sábado, dezembro 04, 2010

- Quem não tem defeitos, possui de certeza virtudes terríveis !

ÁS ARMAS!!!


Não gosto de me intrometer na vida e no trabalho dos outros, mas por vezes sentimos os dedos a crescer... a crescer..., não para o gatilho da escopeta, mas sim  em direcção à caneta. 

Vem isto á tona desta vida miserável que está prestes a abater-se sobre nós e que promete soterrar-nos. 

Vou tentar desabafar, começando pelo pacote ou fardo de medidas que nos quer e vai impor o nosso nefasto governo, mas dentro de mim, soçobra um total, “mas para quê?. 

É igual …, não há tantos desempregados nem tantas famílias a passar mal, não há tantas empresas a fechar e não se passa nada por romper com o Pacto que congela pensões, ou que acaba com apoios sociais e rouba o que os reformados confiaram aforrar, nas mãos de instituições sérias para uma vida até à morte, depois da vida de trabalho.

Ou por baixar salários aos funcionários e congelá-los para que tenham uma boa vida, com o salário de 2000 em 2011. 

Ou arranjar excepções excepcionais para "amigalhaços" amigos a quem se devem favores.


Sinceramente que me alegro muito com estas medidas e que não tenham sido tomadas outras que eu também estava à espera, como cortar-nos a luz, o abastecimento de água, a obrigação de vestirmos calções, a fatiota mais próxima da tanga, ou uma caderneta de racionamento como no pós-guerra, para termos por semana meio quilo de arroz, um quilo de farinha, leite em pó, meio saco de batatas, um pacote de manteiga e um preservativo. 

Até quando, nós os portugueses que conquistámos o mundo, vamos aguentar esta cambada de ineptos, verdadeiros zeros à esquerda e ainda por cima LADRÕES? 

É que esta inútil e ineficaz equipa de governantes, não passa de isso mesmo, governantes de si próprios; será que não vêm, ou não querem ver que estão a afundar o país e os seus habitantes? 


A verdade é que está tudo cada vez mais na mesma, tudo perfeito, para eles, claro. 

Dantes ninguém os queria, agora não se crê neles nem os queremos, excepto os amigos de peito que têm subido pelo escadote acima amparados por rasteiros golpes, (veja-se mais o caso de duas nomeações do secretário de Estado das Obras Públicas a dois capangas seus, digo, sócios desta porca vida, para a administração dos CTT). 

Coisa pouca, porque a escolha recaiu, "milagrosa e tecnicamente," em dois “compixas” seus. 

Foi o que se pode chamar, com todo o apropósito, uma coincidência coincidente. 


Passos perdidos para governantes

Como suponho que já tenha morrido a Maria da Fonte e não haja varapaus suficientes, proponho uma greve em todos os sectores, sem serviços mínimos, até que envergonhados, metam a cauda entre as pernas e se demitam por serem os piores políticos da história de Portugal das últimas décadas. 

E isto é o mínimo. 

Não há um único que se salve, a sua principal divisa e estandarte é a negligência, a ineficácia, a inutilidade, o desbaratar dos nossos dinheiritos e o ensacar à tripa forra. 

Será que têm vergonha? 

Duvido!

ÁS ARMAS PORTUGAL!!!

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sexta-feira, dezembro 03, 2010

- Se eu morrer de amores quem pagará o funeral ?

AGARRA-TE À VIDA

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Ergui-me da cama e tive do meu corpo a percepção que proporciona um edifício vazio. 

Escutando atentamente, podia ouvir o gemido remoto de alguma articulação, como uma porta que se encerra ao longe. 

O ar atravessava-me o peito com a estranheza de não tropeçar com nenhum móvel e sibilava um pouco ao sair pelas fossas nasais. 

A gripe tinha-me abandonado o canastro. 

Levantei-me, fui ao quarto de banho e asseei com esmero o que tinha restado de mim. 

Uma vez reconstruído, propus-me recuperar a rotina anterior à enfermidade, mas as coisas não fluíram. 

O café não sabia a café nem o jornal a tinta. 

A rua, tendo a aparência de sempre, perdeu os laços que a uniam a mim. 


O pior da gripe não é o que nos dá quando vem, mas sim o que nos tira quando se vai. 

É certo que dentro desse edifício vazio, se tiveres paciência, voltas a germinar com o passar do tempo. 

Mas demoras a vires à tona. 

Pode ser que muitos se revejam nestas linhas, seja por que têm problemas de auto-estima, de relacionamento, de drogas… 

Como o contágio de uma enfermidade, o contágio da confiança pode gerar mais confiança. 

Uma imagem vale mais que mil palavras. 

Só vês corpo, mas são bem mais que corpos... 

Por detrás dos teus olhares, gestos, posturas, descobres que há algumas pessoas. 

Atreves-te a conhecê-las?



Na vida diária faze-lo diariamente. 

Mas provavelmente e incluso diria que inconscientemente, te fixarás somente nos que acreditas que são ou queres que sejam como tu. 

Um provérbio índio dizia que “Antes de julgar uma pessoa, há que caminhar três luas com os seus mocassins". 

É muito provável que nos teus velhos pares de sapatos ou sapatilhas, possas encontrar condensado, grande parte do caminho da vida que percorreste: experiências, tropeções, feridas… os teus pés foram-lhe dando forma: com o tempo adaptaram-se perfeitamente a ti, quase formam parte do teu corpo. 

Foram testemunhas de muitos acontecimentos, aproximaram-te ou afastaram-te de pessoas e lugares, sabem das tuas pressas e cansaços… 


 



Falam muito de ti e criam-te confiança. 
A confiança, uma palavra que enche de segurança ao dizê-la mas ao mesmo tempo uma palavra muito insegura. 
Na realidade o que é a confiança? 
Quando é que se pode ter plena confiança em alguém ou em algo? 
A confiança está muito relacionada com a segurança e por sua vez, ao lado da esperança. 
Mas não se pode utilizar para classificar alguém, ou pelo contrário, para conhecer e dar-nos conta que os medos de cada um ponderamo-los a diversos níveis, tanto interior como exteriormente e positivo e negativamente.
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quinta-feira, dezembro 02, 2010

- O Twitter faz-me gostar de pessoas que nunca conheci; o Facebook faz-me odiar pessoas que eu conheço na vida real !

TWITTER ou FACEBOOK em 3D

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Arribei à costa num batel sem leme e sem dono, como uma espécie de Facebook ou Twitter em três dimensões, com som, olores e sabores, com a possibilidade de sentir de verdade o pulsar do mundo sem demasiados enganos. 

Entro e conecto-me, passando um par de horas rodeado de gente que não conheço, ou conheço apenas como um ponto, sim, ponto, aquela figura geométrica sem dimensões, sempre amável e simpática, professional e extraordinária, cheia de matizes por descobrir, de histórias, de situações que esperam o seu momento para resplandecerem, de palavras por falar. 




Lentamente vai-se forjando uma nova vida junto com essas outras vidas sempre muito mais brilhantes que a nossa. 

É inexorável.

Nada se tem passado pois jamais existi para além desses vistaços de soslaio e talvez… por alguma vez, numa camuflagem de um monitor de um qualquer computador. 

E o futuro tão-pouco se deixa adivinhar, é apenas uma sensação… “talvez chegue o dia em que tudo isto me seja realmente quotidiano”… 

Os dias vão desfilando lentos, a passo de caracol, hora atrás de hora, ainda que no final nos pareçam vertiginosos. 


O presente é uma matéria que se funde comigo a cada instante. 

Lancei os dados e saiu um, não dois, cinco … cinco pintas em cada um que me transportaram em glória, pelo Jogo da Glória com respostas para a vida. 

E assim de resposta em resposta vou dando os passos que me tocam… de ponte em ponte, avançando com firmeza porque sou levado pela corrente. 

Assim lá vou desde que saltei cinco pontes, vivaracho e contente, prudente enquanto faço outras pequenas piruetas que deixam entrever quem sou, ainda que nem eu mesmo o saiba. 


Um saltimbanco encontrando o seu lugar nos compartimentos da vida, entre uns e os outros. 

Volto a escrever nesta minha casa.

Nunca aprenderei! 

Neste infinito branco e invisível, talvez, também tudo seja novo ainda que pareça que já fiz ou disse tudo antes nalgum outro local, quando o todo era um.

Era eu! 

Bem vindos… 

Aquele abraço.

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