.
Como todas as tardes desde o início da minha nova vida, fui com o meu táxi buscar a Natália à saída do trabalho, no Monte da Virgem, (RTP), mas desta vez não fomos para minha casa, nem para a dela, nem para nenhum bar, nem nenhum karaoke.
Entrou no carro, fechou a porta e deu-me um beijo na testa e disse-me:
- Leva-me para um bosque escuro com árvores, pássaros e lobos.
– E onde há disso?
– Não sei, tu é que és o taxista.
Não me perguntem porquê, mas veio-me à mente a mancha verde da zona de piqueniques do Monte da Virgem.
– Já sei.
Vais gostar, disse-lhe sem dar mais detalhes.
Arranquei das instalações da RTP e fui.
Minutos depois rumei a um caminho que me pareceu perfeito.
Pese a mudança de rumo, Natália seguiu com os olhos bem abertos a torre da RTP, inclusivamente virando-se sobre o assento para olhar pelo vidro traseiro.
– Não tens medo? Exclamou.
– Chegámos, disse-lhe parando o táxi entre umas árvores.
Parei o motor.
Natália colocou-se entre os bancos até aceder aos lugares traseiros e, sem deixar de manter os olhos naquela torre, tirou o casaco... o pulôver... a blusa... o sutiã...
Acedi ao banco traseiro pela parte de fora do táxi.
Coloquei-me a seu lado e finquei o meu olhar nas suas mamas.
– Já te disse alguma vez que tens umas mamas belíssimas?
– Sim.
A última esta mesma tarde.
Por SMS.
Disse-me enquanto tirava as botas e as calças.
– O que te apetece fazer agora?
Perguntei num tom ingénuo.
– Lembraste-te de trazer o tabuleiro de xadrez?
Perguntou-me enquanto retirava a tanga.
– Não.
– Pateta!
Então não sei…
Podíamos “pinar”.
Dito isto sentou-se sobre mim.
Agarrei-me às suas mamas como um náufrago, lendo Braille dos seus mamilos até ficar cego.
Apalpei o seu pescoço, o seu queixo e ao chegar à sua boca entreaberta, notei-a seca, sem língua que me chegasse aos dedos.
Abri os olhos.
Natália continuava absorta, olhando a torre da RTP sobre a minha cabeça.
– Planeta Terra chamando Natália, disse-lhe com uma voz de entoação metálica.
Sem afastar os olhos da torre, desabotoou-me os botões das calças, introduziu a mão, sacou a minha pistola do amor e afundou-a no seu "coldre".
Chegada a este ponto ficou quieta.
Sem um movimento.
– Passo seguinte: FRIÇÃO, disse-lhe.
– Não te movas, disse ela.
![]() |
| TIRADA DAQUI |
Sem movermos as nossas pélvis um milímetro sequer, Natália começou de repente a gemer e a pressionar-me mais fortemente com os seus dedos na minha cabeça.
Depois de um longo indício de amplo fôlego, soltou um grito continuado e o seu ventre começou a contrair-se.
Estava a desfrutar de um orgasmo.
Um orgasmo brutal.
E sem fricção nenhuma.
Tardou uns minutos a recompor-se, com o seu olhar ainda cravado na torre.
Recostou-se sobre o meu ombro e disse-me:
- Foi o melhor orgasmo da minha vida.
– Alegro-me (por ti)
– Amo-te meu cavaleiro andante.
– Amo-te meu borrachinho...
.



































