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Contributo para a blogagem colectiva, "AMOR aos PEDAÇOS" - 5ª Fase, REINTEGRAMENTO, dum grande Blog amigo, "LUZ DE LUMA, yes party!", da outra "margem" do grande Atlântico.
Será que há
momentos para começar a questionar o amor?
Não, não creio que isso passe por
questionar os sentimentos entre as pessoas, mas sim o conceito do amor, do amor
romântico, um guarda-chuva (sombrinha) debaixo do qual cabem conceitos tão díspares como o
desejo, o sexo, o status social ou inclusivamente o matrimónio.
Sim, quero
questionar o amor, ainda que soe excepcional e pareça estranho.
O amor, elevado
aos altares como o sentimento mais
excelso que pode existir entre os seres humanos.
O amor, como o mais nobre, o
mais formoso, esse que dizem, dá sentido ás nossas vidas.
O amor como
sentimento universal e portanto inquestionável.
Tão inquestionável que ninguém
escapa das suas garras.
A sociedade consumista utiliza o amor para
avalizar uma série de produtos que prometem o resultado tão ferverosamente
desejado.
A construção de uma imagem formosa converte-se na forma mais eficaz
de atrair os outros e com isso cria-se o fetiche do amor, uma actividade
“vital” ante a solidão e a rejeição; mas, o que há por detrás desse temor de
estarem sós?
O que é que realmente escondemos com maquilhagem e produtos para o
cabelo?
Entre estes objectos de
vaidade, encontro nos perfumes um retrato claro do desejo humano por ser amado,
característica evidente nos títulos que utilizam (Amor amor Tentation,
Beautiful, Obsession, Promesse, Idylle), noções sublimadas, relacionadas
directa ou indirectamente com o conceito amor.
O amor não é
questionável, é tão livre como o vento, e tão imprevisível quanto o céu e se
alguém fez isso é porque nunca voou nas suas asas, e não olhou através dos seus
olhos cegos, nem respirou a sua fragrância, nem alucinou pela sua doce loucura.
Sabem qual é a cor da
escova dos dentes de cada um?
Sabem como são as peças sanitárias do quarto de
banho (banheiro)?
O que fizeram na última Páscoa ?
Estão prontos para responder a perguntas mais
íntimas, tipo funcionário oficial de imigração, para mostrar que o seu
casamento é real e não um arranjo de conveniência?
Quais as roupas que usam para dormir?
Dormem vestidos ou nus (pelados), com camisola e calcinha ou cuecas?
Questionar é a consequência
de viver o que não queremos escutar.
Quando sentes que na tua vida tudo caminha
mal, quando se escapam das tuas mãos as respostas e o nimbo da confusão se
apodera da tua mente.
Pensa duas vezes antes de actuar:
Por que questionar?
A
suposta força do homem nalgumas ocasiões vê-se minimizada pela impotência e
mostra-se débil, insegura e dócil ante acontecimentos que não consegue dominar.
Pensa duas vezes antes de agir.
Por que questionar?
Se pensas que
desprendendo-te da fé, ou ligares-te, liberta-te da dor e justifica as tuas
incongruências, pensa duas vezes antes de actuar.
Por que questionar?
Só mentes sãs, maduras atingem o nível de
assimilação ante o aquilo que a vida lhes apresenta.
E não questionam.
Actuam!
São capazes de aceitar as coisas como são e vêm com enorme satisfação os bons
resultados de actuar, sem questionar.
Pensa duas vezes antes de actuar.
Por que
questionar?
Quando começamos a questionar… o amor
esvai-se ou já se esvaiu…
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