O VIDEIRINHO

sexta-feira, setembro 14, 2012

FORNECEDORES DE ELECTRICIDADE

.
A partir de 1 de Janeiro de 2013, serão extintas as tarifas reguladas de electricidade e gás, que darão lugar ao mercado liberalizado. 
Assim, existem já diferentes fornecedores de electricidade, cada um com propostas e preços diferentes, com descontos de adesão que podem chegar aos 10% na fatura final da electricidade, e ofertas conjuntas de electricidade e gás.
Ainda que os preços mais baixos praticados pelos novos fornecedores de eletricidade sejam aliciantes, as promoções ainda não abrangem as tarifas bi-horárias e tri-horárias, que continuam a ser consideradas as mais económicas.
Fique a saber o que muda e quais os fornecedores de electricidade existentes no mercado, e descubra as opções mais vantajosas para os seus consumos energéticos.

Lista de Fornecedores de Electricidade 

EDP 


Endesa 


Iberdrola 



Diferenças entre Mercado Regulado e Mercado Liberalizado

No mercado regulado, os preços praticados pela EDP são fixados pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), que regula o sector. 
Esses preços não acompanham as variações dos diferentes factores que fazem parte do custo da electricidade, tais como o preço dos combustíveis ou os subsídios atribuídos pelo Estado.
À luz do mercado liberalizado, são os fornecedores que ditam os preços praticados, que podem sofrer oscilações ao longo do ano, consoante a conjuntura internacional.
No entanto, a ERSE terá tarifas transitórias reguladas até Janeiro de 2016, ou seja, até ao final de 2015, todos os portugueses terão de escolher um fornecedor que opere no mercado.

Simulador de Preços de Electricidade

Para saber qual o fornecedor de electricidade mais indicado para os seus consumos e quanto irá pagar, a ERSE disponibiliza um simulador de preços de electricidade.
Ao inserir os dados da sua factura, este simulador irá orientá-lo na escolha do fornecedor, com base nas informações personalizadas dos históricos de consumo eléctrico. 
Assim, ficará a saber qual a entidade que lhe oferece os preços mais reduzidos, ajustados ao seu caso.

Como Mudar de Fornecedor de Electricidade

O processo de mudança de fornecedor é bastante simples, bastando para isso que o consumidor contacte a entidade comercializadora que, de forma gratuita, trata de todos os procedimentos e agiliza o processo de mudança, notificando, inclusivamente, o anterior fornecedor. 
Uma das mais-valias destes contratos é o fato de não existir fidelização, ou seja, se não estiver satisfeito, pode voltar a mudar de fornecedor de electricidade. 
Ao mudar de fornecedor, não terá de substituir o contador, uma vez que este é propriedade do distribuidor e não de quem comercializa.
Antes de optar por um novo fornecedor de electricidade, informe-se previamente sobre os preços e descontos (e a evolução dos mesmos ao longo do tempo), as formas de pagamento, a periodicidade de facturação e as formas de rescisão de contrato.
.

quinta-feira, setembro 13, 2012

FOI...


11 de SETEMBRO

 

 Foi o dia do atentado, uma chacina que vitimou mais de cinquenta mil pessoas (não há números reais de vítimas entre “desaparecidos”, mortos no próprio dia, torturados até à morte ou simplesmente fuzilados em plenas ruas de Santiago. 

Foi em 1973, no Chile. 

Foi Salvador Allende ganhou as eleições para libertar um país.. 

Foi o atentado de que ninguém se recorda quando fala no 11 de Setembro. 
Não memoriais, nem cerimónias. 
Não há memória para além da que guardam os que perderam os seus familiares e amigos. 

Foi há 39 anos. 

Foi no Chile.
.
- Um hacker roubou-me um montão de fotos minhas, todo nu. 
Depois ligou para me dizer que pagaria 5 mil euros para eu não fazer mais aquilo !

AMOR DE MÃE

.


Com o afã do primeiro dia de colégio, ou talvez por falta de habituação, a passageira deixou esquecido o tupperware do seu filho, no assento traseiro do meu táxi. 

Na realidade eram dois tupperwares e uma embalagem pequena de sumo, tudo metido numa pequena mala térmica, a típica marmita ou lancheira. 

A fulana e o seu filho (de uns oito anos, gorducho e com cara de queijo da serra) saíram à porta de um colégio imenso e quando reparei no seu esquecimento, pensei em dar a volta e entrega-la na secretaria. 

Mas imediatamente interiorizei algo: um rapaz de oito anos com uma mochila cor-de-rosa da Barbie, sem qualquer dúvida que ia convertê-lo no bobo da corte de todo o colégio. 

E aquela mãe, enfim, estava a criar um monstro. 

Não sei se fiz bem, mas no fim, decidi não devolvê-la e guardá-la na mala do táxi. 

Chegou a hora do almoço. 



Tinha ficado de me encontrar com o meu chefe num restaurante do centro, mas recordei-me da lancheira e telefonei-lhe a desmarcar o encontro. 

Como desculpe, disse-lhe que estava a forjar uma nova solução para o caso que tínhamos em mãos. 

Assim que acabei de estacionar o táxi, procurei um banco à sombra, com a lancheira debaixo do braço. 

Sentei-me à Buda e dispus-me a comer. 

Um dos tupperwares continha uma colossal dose de arroz com chouriço e cogumelos, salsichas grelhadas, couve branca em juliana e rodelas de pepino e no outro, uma bruta dose de salada de frutas com molho. 

Da primeira tupperware chamou-me a atenção uma nota escrita, (com toda a certeza pela sua mãe), colada no dorso da caixa. 

A nota dizia: 
“Não te esqueças de comer tudo. Amo-te meu amor”.

 Tudo rodeado de corações vermelhos. 

 
 
Imaginei a cara vermelha de vergonha do pobre rapaz ao abrir a tupperware diante dos colegas. 

Sem dúvidas que aquela mãe era uma fábrica de traumas. 

Comecei a comer o arroz acompanhado do sumo de pêssego. 

Os transeuntes que se cruzavam no parque, olhavam-me surpreendidos, nos meus 65 anos, 1,70 de estatura e com a marmita entre as pernas, chupando, volta e meia, a palhinha da bebida. 

A mim tanto se me dava. 

Estava em grande. 

Então sucedeu algo estranho. 

A meio do prato já me sentia saciado, mas a nota da ‘mamã’, “Não te esqueças de comer tudo”, obrigava-me a comer tudo com medo de defraudá-la. 

Havia amor naquele prato, com as rodelas de pepino e as salsichas apresentadas com elegância. 

Um amor que conseguiu ainda encher-me mais que a salada de frutas. 

Senti-me tão feliz que telefonei à minha mãe. 

Estava desligado ou não tinha cobertura... 
.

quarta-feira, setembro 12, 2012

- O meu vizinho veio bater à minha porta às 2:30 da madrugada; sorte a dele porque eu ainda estava acordado a tocar bateria !

CROMOS

.

 

A tua couraça engancha-se ao fechar a porta. 

Sai-te do pêlo. 

Já estás comigo: desnuda das costelas para dentro. 

Olho-te através do espelho e penso em cromossomas (tu e eu somos cromossomas; somas cromáticas, cromos somáticos). 

Tu és X. 

Eu sou Y. 

O meu táxi, célula viva em sangue de asfalto. 

À Rua do Lidador, indicas-me. 

Ou suplicas. 

E com isso dizes tudo. 

Já sei o que é ‘lidar’ com o trânsito em hora de ponta na Circunvalação. 

Não é fácil sucumbir ao encanto do sangue que flui através de outras veias que não são as tuas veias. 

Somos todos frágeis em distâncias curtas, todos nós precisamos de ser alguém na mente de alguém, lidar com o espaço e o tempo dos outros, sentir-mo-nos agasalhados em tempos de baixios. 


Não suportamos o esquecimento absoluto, crer que ninguém pensa na tua existência, que ninguém pensa em ti quando tu pensas nos que pensam. 

Somente faria falta um só gesto, deixares-te pisar por alguém ante a simples necessidade de escutar um perdão. 

Chamar quem quer que seja, só para sentir uma voz em exclusividade. 

Ou apanhar o meu táxi e que eu sucumba ao teu destino ainda que seja curto e não ter pressa e poder ir caminhando. 

Nem imaginas o só que por vezes cremos. 

Nem imaginas o que somos capazes de fazer para continuarmos a acreditar, existentes, ante os olhos de quem quer que seja. 

Nem imaginas o pouco que nos queremos nas grandes cidades. 

Nem imaginas o vazio que estão as grandes cidades. 
.

segunda-feira, setembro 10, 2012

.

Como eu vi o Luxemburgo-Portugal




ÁS  ARMAS!!!




ÁS  ARMAS!!!

CONTRA  OS  LADRÕES,
DISPARAR!!! 


DISPARAR!!!

domingo, setembro 09, 2012

TEMPO DE MINHOCAS E DE FILHOS DE MERETRIZ


.


Sem coragem
Timorato
Medroso
Pusilânime
Poltrão
Traiçoeiro, que procede á falsa fé
Desleal
Preverso
e como lhe chamava
Luís Manuel Cunha in Jornal de Barcelos de 02 de Novembro de 2011
“filho da puta” aldrabão


 Tempo de minhocas e de filhos de meretriz

“O dia deu em chuvoso”, escreveu Álvaro de Campos. Num tempo soturno, melancólico, deprimente. “Tempo de solidão e de incerteza / Tempo de medo e tempo de traição / Tempo de injustiça e de vileza / Tempo de negação”, diria Sophia de Mello Breyner. Tempo de minhocas e de filhos da puta, digo eu. Entendendo-se a expressão como uma metáfora grosseira utilizada no sentido de maldizer alguém ou alguma coisa, acepção veiculada pelo Dicionário da Academia e assente na jurisprudência emanada dos meritíssimos juízes desembargadores do Supremo Tribunal da Justiça. Um reino de filhos da puta é assim uma excelente metáfora de um país chamado Portugal. Que remunera vitaliciamente uma “sinistra matilha” de ex-políticos, quando tudo ou quase tudo à nossa volta se desagrega a caminho de uma miséria colectiva irreversível.
Carlos Melancia, ex-governador de Macau, empresário da indústria hoteleira, personificou o primeiro julgamento por corrupção no pós 25 de Abril. Recebe, actualmente, 9500€ mensais; Dias Loureiro, um “quadrilheiro” do círculo político de Cavaco, ex-gestor da SLN, detentora do BPN, embolsa vitaliciamente 1700€ cada mês; Joaquim Ferreira do Amaral, membro actual da administração da Lusoponte com a qual negociou em nome do governo de Cavaco Silva, abicha 3000 €; Armando Vara, o amigo do sucateiro Godinho que lhe oferecia caixas de robalos e ex-administrador da Caixa Geral de Depósitos, enfarda nada mais nada menos que 2000€; Duarte Lima, outro dos “quadrilheiros” do círculo político cavaquista, acusado pela justiça brasileira do assassinato de uma senhora para lhe sacar uns milhões de euros, advogado na área de gestão de fortunas, alambaza-se mensalmente com 2200€; Zita Seabra, que transitou do PCP para o PSD com a desfaçatez oportunista dos vira-casacas, actual presidente da Administração da Alêtheia Editores, açambarca 3000€… E muitos, muitos outros, que os caracteres a que este espaço me obriga, me forçam a deixar de referir.
Quero, no entanto, relevar um deles – Ângelo Correia, o famoso ministro do tempo da chamada “insurreição dos pregos”, actual gestor e criador de Passos Coelho que, nesta democracia de merda, chegou a primeiro-ministro “sem saber ler nem escrever”! Pois Ângelo Correia recebe 2200€ mensais de subvenção vitalícia! E valerá a pena recuperar o que disse este homem ao Correio da Manhã em 14 de Junho de 2010: “A terminologia político-sindical proclama a existência de „direitos adquiridos (…) Ora, numa democracia, „adquiridos são os direitos à vida, à liberdade de pensamento, acção, deslocação, escolha
de profissão, organização política (…) Continuarmos a insistir em direitos adquiridos intocáveis é condenar muitos de nós a não os termos no futuro.” Ora, perante a eventual supressão da acumulação da referida subvenção vitalícia com vencimentos privados, o mesmo Ângelo Correia disse à RTP em 24 de Outubro de 2011: “Os direitos que nós temos (os políticos subvencionados) são direitos adquiridos”! Querem melhor? Pois bem. Este é o paradigma do “filho da puta” criador. Porque, depois, há o “filho da puta” criatura. Chama-se Passos Coelho. Ei-lo em todo o seu esplendor, afirmando em Julho de 2010: “Nós não olhamos para as classes médias a partir dos 1000€, dizendo: aqui estão os ricos de Portugal. Que paguem a crise”. E em Agosto de 2010: “É nossa convicção não fazer mais nenhum aumento de imposto. Nem directo nem encapotado. Do nosso lado, não contem para mais impostos”. Em Março de 2011: “Já ouvi o primeiro-ministro (José Sócrates) a querer acabar com muitas coisas e até com o 13.º mês e isso é um disparate”. Ainda em Março de 2011: “O que o país precisa para superar esta crise não é de mais austeridade”. Em Junho de 2011: “Eu não quero ser o primeiro-ministro para dar emprego ao PSD. Eu não quero ser o primeiro-ministro para proteger os ricos em Portugal”. Perante isto, há que dizer que pior que um “filho da puta”, só um “filho da puta” aldrabão. Ora, José Sócrates era um mentiroso compulsivo. Disse-o aqui vezes sem conta. Mas fazia-o com convicção e até, reconheço, com alguma coragem. Este sacripanta de nome Coelho, não. É manhoso, sonso, cobarde. Refira-se apenas uma citação mais, proferida pelo mesmo “láparo”, em Dezembro de 2010. Disse ele: “Nós não dizemos hoje uma coisa e amanhã outra (…) Nós precisamos de valorizar mais a palavra para que, quando é proferida, possamos acreditar nela”. Querem melhor?
“O dia deu em chuvoso”, escreveu Álvaro de Campos. É o “tempo dos coniventes sem cadastro / Tempo de silêncio e de mordaça / Tempo onde o sangue não tem rasto / Tempo de ameaça”, disse Sophia. Tempo para minhocas e filhos da puta, digo eu. É o tempo do Portugal que temos.
Nota – Dada a exposição pública do jornal com esta crónica na última página, este título destina-se apenas a não ferir as sensibilidades mais puras. Ou mais púdicas.

Luís Manuel Cunha in Jornal de Barcelos

sábado, setembro 08, 2012

- Nas igrejas, para não ser pecado, padres e freiras só podem praticar sexo a três, para não ser pecado porque, “três é a conta que Deus fez” !

TELEMÓVEL E CIO (Parte II)

.

… continuação 



O mau, quando isto te acontece, é que tu, no segundo imediato, ficas sem bateria. 

Se quando se está a arranjar para sair te diz: 
Ajudas-me a subir o fecho? 

Na realidade está a dizer-te: 
Quando voltarmos… também mo baixarás? 

Ou seja, ela está no auge. 

Mas atenção, porque o momento de subir o fecho é muito delicado. 

Se a trilhas sem querer, acabou o que te oferecia. 

Dará a volta e dir-te-á: 
- O que pensas? 
Que estás a fechar uma mala? 
És uma besta! 

E ligará o botão de “alta voz”. 

Já poderás telefonar, já… 

A postura que ela adopta quando se mete na cama é outra forma de saber se está ou não está operativa. 
Se ao meter-se na cama se enrola como uma lagarta... não te esforces, tem o terminal apagado. 

Mas se pelo contrário, se coloca de bruços e move o rabo como o pato Donald ao andar...  

Atenção, tens uma chamada em espera.

 (pistas para que chegues até mim)

Em qualquer caso, com o telemóvel ou sem ele, o momento chave é, sem dúvida, o sábado. 

Porque no sábado à noite, tu sabes que toca. 

E com essa expectativa, metes-te na cama. 

Mas pode acontecer que, de repente, apague a luz e te diga: 
Boas noites. 

– Como que boas noites? 
Mas é sábado! 

Dá-te uma imensa vontade de te levantares, pegares no calendário e dizer-lhe: 
Olha… 
Amanhã vermelho! 
Puxa!, por favor… 
Creio que há muita despistada por aí, deveriam dizê-lo nas notícias. 

E terminamos recordando-lhes que hoje é sábado… 
Amanhã vermelho. 

 
(Ilustração Luci Gutiérrez)

No entanto em vez de se ir pelo calendário, o que fazemos, a maioria do pessoal é colocar em marcha a operação verme: acercarmo-nos dela, rastejando pela cama, como sem querer, até que nos acoplamos. 

Abraçamo-la e começamos a tontear com as mãos, acariciar-lhe as ancas… agora a barriga e o umbigo… e começas a subir, para ver se ela reage. 

E, pois claro, reage. 

De repente pega-te na mão e diz-te: 
Que bom estarmos assim! 
Não necessito de mais nada. 

Ficas com a vontade. 

Esperas o próximo sinal. 

Tens é que ter.. a antena sempre levantada. 
.