O VIDEIRINHO

domingo, setembro 09, 2012

TEMPO DE MINHOCAS E DE FILHOS DE MERETRIZ


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Sem coragem
Timorato
Medroso
Pusilânime
Poltrão
Traiçoeiro, que procede á falsa fé
Desleal
Preverso
e como lhe chamava
Luís Manuel Cunha in Jornal de Barcelos de 02 de Novembro de 2011
“filho da puta” aldrabão


 Tempo de minhocas e de filhos de meretriz

“O dia deu em chuvoso”, escreveu Álvaro de Campos. Num tempo soturno, melancólico, deprimente. “Tempo de solidão e de incerteza / Tempo de medo e tempo de traição / Tempo de injustiça e de vileza / Tempo de negação”, diria Sophia de Mello Breyner. Tempo de minhocas e de filhos da puta, digo eu. Entendendo-se a expressão como uma metáfora grosseira utilizada no sentido de maldizer alguém ou alguma coisa, acepção veiculada pelo Dicionário da Academia e assente na jurisprudência emanada dos meritíssimos juízes desembargadores do Supremo Tribunal da Justiça. Um reino de filhos da puta é assim uma excelente metáfora de um país chamado Portugal. Que remunera vitaliciamente uma “sinistra matilha” de ex-políticos, quando tudo ou quase tudo à nossa volta se desagrega a caminho de uma miséria colectiva irreversível.
Carlos Melancia, ex-governador de Macau, empresário da indústria hoteleira, personificou o primeiro julgamento por corrupção no pós 25 de Abril. Recebe, actualmente, 9500€ mensais; Dias Loureiro, um “quadrilheiro” do círculo político de Cavaco, ex-gestor da SLN, detentora do BPN, embolsa vitaliciamente 1700€ cada mês; Joaquim Ferreira do Amaral, membro actual da administração da Lusoponte com a qual negociou em nome do governo de Cavaco Silva, abicha 3000 €; Armando Vara, o amigo do sucateiro Godinho que lhe oferecia caixas de robalos e ex-administrador da Caixa Geral de Depósitos, enfarda nada mais nada menos que 2000€; Duarte Lima, outro dos “quadrilheiros” do círculo político cavaquista, acusado pela justiça brasileira do assassinato de uma senhora para lhe sacar uns milhões de euros, advogado na área de gestão de fortunas, alambaza-se mensalmente com 2200€; Zita Seabra, que transitou do PCP para o PSD com a desfaçatez oportunista dos vira-casacas, actual presidente da Administração da Alêtheia Editores, açambarca 3000€… E muitos, muitos outros, que os caracteres a que este espaço me obriga, me forçam a deixar de referir.
Quero, no entanto, relevar um deles – Ângelo Correia, o famoso ministro do tempo da chamada “insurreição dos pregos”, actual gestor e criador de Passos Coelho que, nesta democracia de merda, chegou a primeiro-ministro “sem saber ler nem escrever”! Pois Ângelo Correia recebe 2200€ mensais de subvenção vitalícia! E valerá a pena recuperar o que disse este homem ao Correio da Manhã em 14 de Junho de 2010: “A terminologia político-sindical proclama a existência de „direitos adquiridos (…) Ora, numa democracia, „adquiridos são os direitos à vida, à liberdade de pensamento, acção, deslocação, escolha
de profissão, organização política (…) Continuarmos a insistir em direitos adquiridos intocáveis é condenar muitos de nós a não os termos no futuro.” Ora, perante a eventual supressão da acumulação da referida subvenção vitalícia com vencimentos privados, o mesmo Ângelo Correia disse à RTP em 24 de Outubro de 2011: “Os direitos que nós temos (os políticos subvencionados) são direitos adquiridos”! Querem melhor? Pois bem. Este é o paradigma do “filho da puta” criador. Porque, depois, há o “filho da puta” criatura. Chama-se Passos Coelho. Ei-lo em todo o seu esplendor, afirmando em Julho de 2010: “Nós não olhamos para as classes médias a partir dos 1000€, dizendo: aqui estão os ricos de Portugal. Que paguem a crise”. E em Agosto de 2010: “É nossa convicção não fazer mais nenhum aumento de imposto. Nem directo nem encapotado. Do nosso lado, não contem para mais impostos”. Em Março de 2011: “Já ouvi o primeiro-ministro (José Sócrates) a querer acabar com muitas coisas e até com o 13.º mês e isso é um disparate”. Ainda em Março de 2011: “O que o país precisa para superar esta crise não é de mais austeridade”. Em Junho de 2011: “Eu não quero ser o primeiro-ministro para dar emprego ao PSD. Eu não quero ser o primeiro-ministro para proteger os ricos em Portugal”. Perante isto, há que dizer que pior que um “filho da puta”, só um “filho da puta” aldrabão. Ora, José Sócrates era um mentiroso compulsivo. Disse-o aqui vezes sem conta. Mas fazia-o com convicção e até, reconheço, com alguma coragem. Este sacripanta de nome Coelho, não. É manhoso, sonso, cobarde. Refira-se apenas uma citação mais, proferida pelo mesmo “láparo”, em Dezembro de 2010. Disse ele: “Nós não dizemos hoje uma coisa e amanhã outra (…) Nós precisamos de valorizar mais a palavra para que, quando é proferida, possamos acreditar nela”. Querem melhor?
“O dia deu em chuvoso”, escreveu Álvaro de Campos. É o “tempo dos coniventes sem cadastro / Tempo de silêncio e de mordaça / Tempo onde o sangue não tem rasto / Tempo de ameaça”, disse Sophia. Tempo para minhocas e filhos da puta, digo eu. É o tempo do Portugal que temos.
Nota – Dada a exposição pública do jornal com esta crónica na última página, este título destina-se apenas a não ferir as sensibilidades mais puras. Ou mais púdicas.

Luís Manuel Cunha in Jornal de Barcelos

sábado, setembro 08, 2012

- Nas igrejas, para não ser pecado, padres e freiras só podem praticar sexo a três, para não ser pecado porque, “três é a conta que Deus fez” !

TELEMÓVEL E CIO (Parte II)

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… continuação 



O mau, quando isto te acontece, é que tu, no segundo imediato, ficas sem bateria. 

Se quando se está a arranjar para sair te diz: 
Ajudas-me a subir o fecho? 

Na realidade está a dizer-te: 
Quando voltarmos… também mo baixarás? 

Ou seja, ela está no auge. 

Mas atenção, porque o momento de subir o fecho é muito delicado. 

Se a trilhas sem querer, acabou o que te oferecia. 

Dará a volta e dir-te-á: 
- O que pensas? 
Que estás a fechar uma mala? 
És uma besta! 

E ligará o botão de “alta voz”. 

Já poderás telefonar, já… 

A postura que ela adopta quando se mete na cama é outra forma de saber se está ou não está operativa. 
Se ao meter-se na cama se enrola como uma lagarta... não te esforces, tem o terminal apagado. 

Mas se pelo contrário, se coloca de bruços e move o rabo como o pato Donald ao andar...  

Atenção, tens uma chamada em espera.

 (pistas para que chegues até mim)

Em qualquer caso, com o telemóvel ou sem ele, o momento chave é, sem dúvida, o sábado. 

Porque no sábado à noite, tu sabes que toca. 

E com essa expectativa, metes-te na cama. 

Mas pode acontecer que, de repente, apague a luz e te diga: 
Boas noites. 

– Como que boas noites? 
Mas é sábado! 

Dá-te uma imensa vontade de te levantares, pegares no calendário e dizer-lhe: 
Olha… 
Amanhã vermelho! 
Puxa!, por favor… 
Creio que há muita despistada por aí, deveriam dizê-lo nas notícias. 

E terminamos recordando-lhes que hoje é sábado… 
Amanhã vermelho. 

 
(Ilustração Luci Gutiérrez)

No entanto em vez de se ir pelo calendário, o que fazemos, a maioria do pessoal é colocar em marcha a operação verme: acercarmo-nos dela, rastejando pela cama, como sem querer, até que nos acoplamos. 

Abraçamo-la e começamos a tontear com as mãos, acariciar-lhe as ancas… agora a barriga e o umbigo… e começas a subir, para ver se ela reage. 

E, pois claro, reage. 

De repente pega-te na mão e diz-te: 
Que bom estarmos assim! 
Não necessito de mais nada. 

Ficas com a vontade. 

Esperas o próximo sinal. 

Tens é que ter.. a antena sempre levantada. 
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sexta-feira, setembro 07, 2012

- A sexta-feira é o analgésico da semana !

TELEMÓVEL E CIO (Parte I)

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Ter relações sexuais é sempre difícil. 

Quando tens parceira pensas: 
Por fim vou ter sexo quanto e quando quiser! 

Mentira! 

Isso de relações sexuais estáveis é uma lenda. 

É difícil que se dê a coincidência de que ela tenha vontade e que tu também e, que quando tu tenhas vontade, ela saiba que tu tens vontade e tu saibas que ela tem vontade... 

Eu, não foi por mais nada, mas sim por necessidade, tornei-me um génio em interpretar este tipo de sinais. 

Ora toma nota: 
Se estás no sofá e ela quando se vai deitar te diz: 
- Vou para a cama, não demores. 

Isto quer dizer: 
Vou para a cama deitar-me sem calcinhas. 

Mas se ela te diz:   
 - Vou para a cama, quando vieres faz o favor de não fazer barulho. 

Meu amigo, pega numa revista e seduz-te a ti mesmo. 

Há palavras mágicas que ela costuma utilizar para deixar claras as suas intenções. 

Por exemplo, a palavra sesta. 

Se ela após comer te diz: 
- Não fazemos uma sesta?

Está claro: sim está. 

À que estar muito atento à maneira de se vestir quando se deita. 
Se coloca meias e aquele pijama ás bolinhas, está a dizer-te que não quer saber das tuas bolinhas… 

Creio que com isto do sexo, as pessoas funcionam um pouco como os telemóveis: que se supõe servirem para estarmos sempre em contacto, mas por vezes envias uma mensagem e ela não está operativa; outras envia-te ela para ti e tu estás a falar. 


Se num dia pueril ou fútil, como por exemplo segunda-feira, a tua parceira vier ao teu encontro e te pergunta: 

- Ouve, como vai o Djaló? 

Fica claro… 
Quer… que lhe introduzas o PIN!!! 

Há outros sinais mais subtis. 

Há que estares muito atento a como te chama quando chegas a casa. 
Se ao entrares a porta e escutas o teu nome três oitavas mais agudas do que o normal (em vez de ouvires: Olá José, ouves: Olá Josééééé), prepara-te. 
Vai rebentar a bomba. 
Vai-te fazer como no poema de Fernanda Mello*: “quero mais”, ou na canção da Elba Ramalho, “Quero mais”


* Fernanda Mello (escritora e publicitária)

"Dizem que a gente tem o que precisa.
Não o que a gente quer. Tudo bem.
Eu não preciso de muito.
Eu quero mais.
Mais saúde. Mais dinheiro. Mais poesia.
Mais verdade. Mais harmonia.
Mais noites bem dormidas. Mais noites em claro.
Mais eu. Mais você.
Mais sorrisos, beijos e aquela rima grudada na boca.
Eu quero nós. Mais nós.
Grudados. Enrolados. Amarrados. Jogados no tapete da sala.
Nós que não atam nem desatam.
Eu quero pouco e quero mais.
Quero você. Quero eu.
Quero domingos de manhã.
Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro.
Quero seu beijo. Quero seu cheiro.
Quero aquele olhar que não cansa, 
o desejo que escorre pela boca e o minuto no segundo seguinte:
nada é muito quando é demais."

 
Continua…

quinta-feira, agosto 30, 2012

- Não perguntes aonde vou, mas pede-me para voltar !

PRIVILEGIATIVO DA RTP



RTP: António Borges foi o homem do balão


A estratégia é conhecida por “balão de ensaio” e tem vários níveis de sofisticação. É delineada nas altas esferas e é geralmente aplicada através de “fugas” de informação dirigidas a certos jornais “próximos” por intermédio de  jornalistas “de confiança”.
Esta estratégia, tudo o indica,  foi agora utilizada pelo Governo, a propósito da RTP, com algum grau de sofisticação. Mas há sempre alguma coisa que escapa ao controle e ajuda a perceber  mais do que aquilo que se diz.
Neste caso, importa analisar todos os pormenores do que veio a público e do que é possível perceber do que não veio,  porque eles fornecem sinais sobre o que verdadeiramente se prepara para a RTP. Vejamos:
- A notícia sobre a “hipótese em cima da mesa”, de concessão do serviço público a um privado e encerramento da RTP2, foi dada em primeira mão ao jornal Sol que a anunciou na sua edição electrónica ao fim do dia de ontem, antes de ser divulgada pela TVI no Jornal das 8 e hoje pela edição papel do jornal. 
- O Sol é  detido em 96,96% pela Newshold, grupo angolano cuja estrutura accionista é constituída por Pineview Overseas, S.A. (Sociedade Anónima sedeada na República do Panamá) e em 5% pela TWK – SGPS, Lda. (Sociedade por Quotas).
- A notícia do SOL é assinada exclusivamente pelo vogal do conselho de administração do jornal, José António Lima, e não por  jornalistas que geralmente cobrem os temas televisão e media, o que sugere ter o assunto sido tratado apenas ao mais alto nível no seio do jornal por alguém em posição de deter e poder controlar a divulgação da informação conveniente.
- Do lado do Governo, o escolhido para a execução da estratégia não foi, desta vez, um assessor ou um dos comentadores televisivos a quem o Governo costuma dar “cachas”- Marcelo ou Marques Mendes. O governo subiu a parada e entregou o serviço ao seu conselheiro e ministro-sombra com o pelouro das privatizações, António Borges, que nada tem a perder e tudo tem a ganhar em fazer o papel do “balão” que não se importa de ser desmentido se o “ensaio” não der o resultado esperado.
- E é aqui que entra a TVI. Seria coincidência a mais que a TVI se lembrasse de entrevistar António Borges no dia em que a notícia do dia  era o buraco orçamental. Mas era preciso que António Borges – o escolhido pelo Governo para dar a cara - fosse a uma televisão fazer o spin, prevenindo a eventualidade de a notícia do Sol não corresponder ao que o Governo queria que fosse dito. A RTP estava fora de questão, a SIC ainda mais pelos motivos conhecidos: Balsemão é frontalmente contra a estratégia do Governo para a RTP. Então, quem melhor do que Judite de Sousa para conseguir entrevistar  em cima da hora uma figura de proa ligada ao Governo como António Borges?
E assim o “balão de ensaio” fez o seu caminho…
Veremos se o serviço público de televisão acaba concessionado a uma entidade de seu nome Pineview Overseas, S.A., com sede na cidade do Panamá, República do Panamá… de cujos “testas de ferro” não foi até hoje possível conhecer os nomes.

quinta-feira, agosto 23, 2012

TESTAMENTO VITAL


O Testamento Vital está disponível, em Portugal, desde o dia 16 de Agosto de 2012.

Ao produzir o Testamento Vital, o autor manifesta por escrito as suas vontades conscientes, livres e autónomas, sobre os cuidados de saúde que pretende ou não receber, se, em caso de doença, não tiver como expressar essas mesmas vontades.

Com o Testamento Vital, o médico fica a conhecer as indicações do paciente, previamente registadas, sobre os procedimentos a que este aceita ou não ser submetido.
O Testamento Vital tem a duração de cinco anos e pode ser anulado a qualquer momento.

COMO FORMALIZAR O TESTAMENTO VITAL?

Actualmente, o Testamento Vital pode ser assumido, unicamente, perante um notário.

Contudo, para o efeito, será criada uma estrutura própria, sendo que o documento poderá ser formalizado na presença de um funcionário do Registo Nacional do Testamento Vital.

QUEM PODE RECORRER AO TESTAMENTO VITAL?

O Testamento Vital pode ser feito por qualquer pessoa maior de idade e na posse das suas capacidades, sem qualquer interdição ou anomalia psíquica.
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quinta-feira, agosto 02, 2012

- Toda a mulher quer um homem que a faça rir, excepto quando ele baixa as calças !

INTÉ!!!

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Imagina que por fim consegues atingir o cume da montanha das recordações, a tua primeira ‘oito mil’, (são catorze as montanhas com mais de oito mil metros) e que imediatamente a teres cravado a tua bandeira, a montanha começa a mover-se e desmorona-se a teus pés, cais depois dela, até te matar sobre os escombros do campo base. 

Imagina que abates com um tiro na nuca essa sombra que há vários meses te “lixa a porca da vida” e que depois ‘plantas’ um pé sobre a tua presa em sinal de vitória, penteias-te para a foto e, justamente quando explode o flash, dás-te conta que essa sombra não era só uma sombra, senão a mulher da tua vida escondida por trás dos teus preconceitos, agora cadáver. 

Imagina que um dentista se dispõe a broquear-te o molar em mau estado; confias e relaxas porque não dói, mas pouco a pouco começas a notar como se dissipa a anestesia. 

Imagina essa dor de repente. 

 

É isso mesmo, exactamente o mesmo que se passa agora contigo. 

Quando por fim te tinha controlada na minha cabeça (os teus beijos decompondo-se num tupperware, a tua voz afogada em pós de tacto), de repente chega-me um vídeo via o estafermo do Facebook e, não sei porquê, clico. 

E apareces feliz, solta, desenvolta, apontando o dedo ao luto ou talvez a mim, à minha montanha convertida em lixo (e eu lá no alto, com a minha bandeira na mão fingindo que respiro liberdade). 

Mais bela do que nunca, mais feliz do que comigo, com a saia mais curta, bailando e saltando sobre uma cama enorme que não é a tua cama e tão-pouco a minha. 

E os ciúmes da tua nova vida levam-me a pensar que não era esquecimento, mas sim anestesia. 

E tu o dentista. 

Agora o presente afoga-me e queima-me. 

Tu eras a frigideira fervente, eu o peixe vivo. 

 

Não sei se devo, mas quero (ou não sei se quero, mas devo) dar um passo, seja em que direcção for, mas não aqui, não com o meu táxi, prefiro estacioná-lo e fugir dos teus cantos de sereia e nadar mar adentro, ou viajar para onde não entendam o meu idioma. 

Necessito escapar do teu instante, do meu eu sem ti, jogar a ser pedra que sonha com musgo e mandar tudo à merda, blog (INSÉTE) incluído. 

Tinha pensado escrever algo por este Agosto, mas agora sei que não quero, ainda que devesse (ou sei que não devo, ainda que pudesse). 

Agora sei que necessito dispensar-me (ou talvez “despensar-me”). 

Desprender-me. 

Viajar para Sul para perder o Norte. 

Vemo-nos em Setembro. 

Ou não. 
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