O VIDEIRINHO

domingo, setembro 29, 2013



- Um diamante é um pedaço de carvão que se saiu bem sob pressão !

AMOR E DESAMOR (Parte II

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... CONTINUAÇÃO


 

Se do amor o fruto não é o amor, será digno ainda, chamar-lhe amor. 

Creio que não, mas não façam caso. 

Quem consultaremos sobre isto? 

Um que tenha amado muito? 

A outro que o tenham amado muito? 

A dois que se tivessem amado reciprocamente com o mesmo amor?, 

Será isto possível? 

Ou cada um com a seu, será possível também? 

Que bagunçada. 

Amo-te a ti? 

O que tu és, o que tu supões, o que tu queres (ainda que não coincida do todo com o que quero eu ou com o que queria antes de te querer) ou o que amo é o amor que me tens, ou o que geras em mim, ou o que em mim se gera por tua causa (às vezes sem teu conhecimento)? 

 

Ou como me faz sentir amar-te e ter-te perto ou dentro da minha mente, das minhas entranhas, do meu ambiente, do meu mundo, das minhas ilusões e projectos, dos meus domínios, de mim simplesmente (e refiro-me a mim simplesmente). 

Chegamos a misturar-nos tu e eu ou só a estar bem perto? 

Quem envolveu a quem, quem convenceu o outro, quem imitará o outro, dobrar-se-á ao outro? 

Ou já não se sabe quem é quem, porque nenhum é como era: é ele e o outro, o outro e ele, outro ser, novo, diferente, bem maior, a fusão dos dois em porções que se os partisses continuariam a ser isso, dois em estado de “estarem a amar-se”. 

 

Não revejo em ti agora que estamos longe, mau negócio. 

Não sabes explicar quem sou, não te surpreendes fazendo-o, não encontras como, ou não lhe vês a utilidade. 

É porque já não estou aí, o teu amor morreu, o teu amor por mim ou o que isso fosse, o amor morreu e eu com ele. 

Descanse em paz.
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sábado, setembro 28, 2013



- Esfolio-me, logo existo ! (Pensamento metrossexual)

AMOR E DESAMOR (Parte I)


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Distingamos então bem, os amores tangíveis dos intangíveis, os práticos dos desastrosos, os úteis dos inúteis, os esperançosos dos desencorajadores. 

Os concomitantes dos que o não são, os perdidos dos imperdíveis, os impostos dos desejados, os românticos, os novelescos, literários e líricos, dos reais, realistas, quotidianos e vulgares. 

Os que valem a pena (a pena que te fazem experimentar antes ou depois) dos que dão pena olhes por onde os olhes. 

Os compartilhados dos mal repartidos, os cobiçosos dos invejosos, os passageiros dos arraigados, os platónicos dos aristotélicos. 

 
 
Os do Verão dos do Inverno, os impossíveis dos inevitáveis, os irrompíveis dos que se fazem em cacos, os simples dos compostos, os absurdos dos lógicos, os unilaterais dos bilaterais, os fechados dos abertos, os compartilháveis dos selvagens, os generosos dos egoístas, os para fora dos para dentro. 

Os indefinidos dos concretos, os persistentes dos intermitentes, os transparentes dos opacos, os brilhantes dos apagados, os alegres dos tristes, os expansivos dos retraídos, os centrífugos dos centrípetos, os demoníacos dos angelicais, os humanos dos inumanos, os lógicos dos ilógicos. 
 

O subsidiário do romântico, o primeiro dos subsequentes, do actual ou do último (do que vai ser o último que não sabemos qual será sobretudo se temos em conta que a experiência dir-nos-á a posteriori se aquilo foi amor ou foi outra coisa)… 

Há amores que matam e outros que dão vida, será justo chamar-lhes amor a ambos? 
CONTINUA ...