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Um táxi dirige-se do ponto A para o ponto B a uma velocidade de 50 Km/h.
Por sua vez, outro táxi realiza o trajecto oposto a uma velocidade de 75 Km/h.
A distância entre A e B é, suponhamos, sete quilómetros.
Com estes dados, os alunos calculam em que ponto se cruzam os dois táxis.
Mas o professor reserva-se com alguns detalhes.
Os alunos não sabem, por exemplo, que no primeiro táxi viaja o marido da passageira do segundo táxi.
Tão-pouco sabem que à passageira em questão acabam de se lhe romper as águas, ou que o ponto A é, precisamente o hospital onde pensa dar à luz (e o ponto B, a casa de ambos).
Por um erro de coordenação o marido chegou primeiro ao hospital.
Ao ver que a sua mulher ainda não tinha chegado e que também não atendia o telemóvel, apanhou um táxi para ir à sua procura.
Tão-pouco sabem que, ao cruzarem-se no ponto exacto que os alunos agora calculam, o taxista disse ao marido:
- Que casualidade.
Naquele táxi que acaba de se cruzar connosco viajava uma fulana que conheci há uns meses e que acabou, também, por conhecer a minha casa, a minha cama, a minha fogosidade.
São dados importantes que ninguém ensina nas escolas.
Daí o fracasso do nosso sistema educativo.
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