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A bíblia, é o texto utilizado pela religião cristã de origem
judia, que contém uma série de documentos escritos em diferentes momentos da
história, cujo fim primordial é estabelecer, de forma histórica e gráfica, os moldes em que a divindade comunica com os seres humanos, única espécie capaz de
captar a sua mensagem, concebido sob a forma de experiências narradas de forma
exagerada.
Este texto “sagrado”, fundamenta-se no direito natural de domínio e
propriedade que os mais fortes têm sobre os débeis, para impor-lhes condutas,
incluso para dispor das suas vidas.
Todas
formadas a partir de um livro que foi escrito há séculos, quando a ciência
ainda se encontrava a começar a gatinhar, sem Darwin, sem o Big Bang e,
supostamente, sem Stephen Hawking
Por gentes que até
pensavam que os raios caídos do céu…, os terramotos…, eram consequências da ira
de Deus.
Ou que o homem era o centro do universo.
Desde os
primórdios, Adão foi criado para que tivesse existência, dominasse ou reinasse
sobre o resto da criação e basicamente, viver só por viver, “sem conhecer o bem
e o mal”, segundo palavras próprias desse texto.
Depois, de forma utilitária,
Eva é criada, para servir de companhia a Adão, que, esse sim, era a criação
principal.
Com base neste princípio, a mulher converte-se num sujeito passivo,
sem direitos, nem de opinar, de decidir ou de possuir bens:
Teria que existir
um filho primogénito varão para poder herdar, desde a história de Adão, Abraão,
Isaac, etc.
Pois as mulheres só servem para ser possuídas pelos homens; nem
sequer têm direito a escolher os seus maridos, são os homens os que escolhem as
suas mulheres; de facto, isto continua vigente, já que na nossa cultura é o
homem quem tem que tomar a iniciativa para o cotejo…
(Casamento).
“Aconteceu,
após estes episódios que Deus experimentou Abraão, dizendo-lhe:
— Abraão.
Ele
repondeu:
— Estou aqui.
E disse-lhe:
— Leva o teu filho, o teu único filho
Isaac a quem amas.
Vai à terra de Moriá e oferece-o ali em holocausto sobre um
dos montes que eu ir-te-ei dizer…”.
Todos escutámos esta história bíblica, onde
deus ordena o sacrifício de Isaac, a seu pai Abraão…
Era Abraão quem tinha que
decidir entregar o seu filho Isaac, pois não existiam os direitos humanos então
e, portanto, o filho mais novo, era propriedade do pai; tanto como o seu cavalo,
a sua cabra, a sua galinha ou a sua cabana…
(E são eles os que se opõem ao
aborto – e este já tinha nascido e iam-no matar – num aborto retroactivo).
Agora,
possuímos suficiente grau de maturidade mental, para saber que um ser humano,
com existência independente da sua mãe, adquire direitos supremos por ser de
menor idade, que são independentes dos direitos dos seus próprios pais; não são
propriedade deles, não podem dispor das suas vidas; nenhum humano pode provar a
sua lealdade a nenhum deus, mediante o sacrifício do seu filho, pois este tem
os seus próprios direitos.
Nos tempos em que se escreveu o texto bíblico,
desconheciam-se esses direitos fundamentais de todo o ser humano: tanto assim,
que nem deus os conhecia; porque deus actua e pensa e dispõe em harmonia com o
pensar humano, no momento em que aquele difunde os seus desígnios, pela simples
razão que é o homem, quem faz aos seus deuses a sua própria imagem e
semelhança; se se trata de homens selvagens, sanguinários e amantes do sangue e
dos sacrifícios, deus também tem esses mesmos atributos psicológicos e
manifesta-os nessa mesma medida nos textos sagrados, como a Bíblia…
… Os
direitos só são humanos, quando reconhecidos pelos humanos.
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