O VIDEIRINHO

terça-feira, maio 27, 2014

CORNO OU DESEMPREGADO???

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Naquele dia chegou a casa mais cedo e encontrou a mulher na cama com o chefe…
Ela não me pede dinheiro para nada; nem pra comprar roupas, sapatos, joias... e anda toda bonitona, muito bem vestida e calçada. As crianças estão num colégio dos melhores;  o frigorífico está sempre cheio, transbordando fartura; as contas de telefone, água, luz, Internet, etc., estão sempre em dia; tenho cartão de crédito, cerveja à vontade e uísque do melhor. O tipo paga tudo: hipotecas da casa e do carro e ainda por cima vou para a cama com ela todos os dias...!

E, fechando a porta no maior silêncio, concluiu:

 - Pensando bem, o corno aqui é ele!


Marta esqueceu-se de uma carta do seu amante no bolso traseiro das calças que acabaram na máquina de lavar juntamente com a roupa do seu marido. 

A lavagem e centrifugação desfizeram a carta, mas ficaram pedaços no tambor e colados à roupa. 

Não foi ela, mas sim o seu próprio marido quem depois tirou a roupa da máquina para a estender a secar e encontrou, em pedacitos dessa carta, palavras soltas e esmaecidas pela lavagem, cuja caligrafia assemelhava-se muito à do director de recursos humanos do grupo hoteleiro onde trabalhava. 

Num pedacito de papel leu “gostosa”, noutro, “dor profunda”, num outro, “aquela noite”, noutro, “jantar”, num outro, “aquele hotel” e ainda num outro, “outra alternativa que despedir-te”. 

O marido de Marta deitou as mãos à cabeça. 

Pensou que era uma carta para ele próprio. 

Uma carta de despedimento. 

Tudo encaixava: fazia um par de noites que tinha ido a um jantar da empresa num dos hotéis do grupo e acabou a discutir com o inútil do filho do chefe. 

 

Mas não esperava que aquilo fosse ter consequências tão drásticas e através de uma carta. 

Furioso saiu de casa, apanhou o meu táxi em direcção ao escritório. 

Pelo caminho ligou ao Vasconcelos: 
“- Vasconcelos? 
Ouve, acabo de ler a tua carta, bem, inteira não, saquei-a meia desfeita da máquina de lavar roupa e só consegui ler algumas palavras. 
Despedido, dizes? 
Mas despedido como? 
Olha, vou já para aí e depois contas-mo. 
E sem deixar o interlocutor falar, desligou. 

Na realidade Vasconcelos não o tinha despedido, simplesmente estava a atirar-se à sua mulher. 

Deduzi-o por aquela breve conversa telefónica, mas também porque ao sair do táxi encontrei, colado no assento, outro desses troços de papel. 
Dizia: “o sabor dos teus pés”. 

Nota: 
Suponho que, aproveitando-se da situação e para evitar o verdadeiro conteúdo daquela carta, Vasconcelos dir-lhe-ia que sim, que está despedido. 

Agora digam-me o que será pior: inteirar-se de um par de cornos ou ir para o desemprego?
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sábado, maio 24, 2014

- Ter tudo é sonhar com a mulher que dorme a meu lado !

AZAR OU MÁ SORTE...

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Espero que não interpretem mal as minhas palavras. 
Só digo que há homens e mulheres que tendem continuamente a equivocar-se nas suas relações sentimentais e ainda assim imputam-no ao azar. 
Conheço mais do que um (e mais do que uma) que não lhes duram nada os idílios ainda que anseiem estabilidade e sempre é o contrário quem a estropia (‘apanhei-o com outra’, ‘simplesmente marchou-se’, ou ‘levantou-me a mão’ são exemplos clássicos). 
Acontece é que, numa relação seguinte, a nova parelha cumpre exactamente o mesmo perfil do anterior. 
Há mulheres, por exemplo, que sentem atracção pelos “pérfidos”, ou certos homens pelas “mulheres dominadoras” e acabam, cada um para seu lado, pelo mesmo motivo que em princípio os atraiu. 

 

Há homens que confiam que o oitavo casamento da sua nova mulher será o último. 
Há mulheres que confiam em que, “aquela vez que me levantou a mão, estou certa, que nunca mais voltará a fazê-lo”. 
Não amiga. 
Há homens violentos por natureza e ao mínimo sinal, ao mínimo gesto, convém fugir deles como o diabo da cruz. 
Espero que não me interpretes mal as minhas palavras. 
NENHUMA MULHER MERECE SER AGREDIDA, que fique claro e, o homem que maltrata só pode “pagar” com duríssimas penas de prisão. 



Agora bem: noutro dia, uma vizinha da minha rua, chegou a confessar-me algo que despertou poderosamente a minha atenção (e de certo modo me inspirou estas linhas). 
A mulher assegurou-me ter sido vítima de maus tratos por parte dos últimos cinco companheiros, o que atribuiu ao “seu azar ou má sorte” ao amor. 
Oxalá que esses cinco apodreçam na prisão, sem qualquer dúvida. 
Por outro aldo, desconheço qual é a percentagem de maus tratos por cada homem bom. 
Será uma percentagem residual, suponho. 
De modo que posso estar equivocado e na realidade seja isso, má sorte, mas pensei que talvez, a priori, a mulher em questão se visse atraída por certo perfil de homens.

Jamais direi que merecesse semelhante inferno, mas…
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quinta-feira, maio 22, 2014

- O melhor para mim, sou sou eu mesmo.
Sigo-me a mim mesmo, sou o meu Mestre !

FÉ DERRUÍDA

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 (Ananda Sibilia)

A princípio a fé movia montanhas só quando era absolutamente necessário, mas a paisagem permaneceu igual a si mesma durante milénios. 

Mas quando a fé começou a propagar-se,  ao "pessoal" pareceu-lhe divertida a ideia de mover montanhas, estas não faziam mais do que mudar de sítio e cada vez era mais difícil encontrá-las no lugar em que se tinham deixado na noite anterior;  coisa que supostamente criava mais dificuldades do que as que resolvia. 

A boa gente preferiu então abandonar a fé e agora, as montanhas permanecem, no geral, no seu sítio. 

Quando na estrada se produz uma derrocada debaixo da qual morrem vários viajantes, é que alguém, muito longe ou relativamente perto, teve um ligeiríssimo atavismo de fé.
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quarta-feira, maio 21, 2014


- Por isto tudo é que não acredito em qualquer deus; não haverá um único que corra a pontapé este laparoto e restante ninhada ?

COINCIDÊNCIAS

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Há uns dias caiu algo na minha cabeça, tratava-se de um balão, desses que se vendem nas feiras. 

Pensei que seria simples casualidade, procederia de alguma festa ou arraial dum povoado próximo, ainda que o estranho era que unido a ele pendia a mão terna de um menino. 

Ontem outro balão dos que se vendem nas feiras, com a sua mão terna, voltou a bater-me na cabeça e isto já não poderia ser fruto da casualidade. 

Hoje não tenho tirado os olhos do céu. 

Não consigo deixar de pensar naqueles meninos sem balões, sem mãos.
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terça-feira, maio 20, 2014



- Quando finalmente fechou os olhos já era muito tarde. 
Os carneiros já tinham morrido todos !

MAR DE ROSAS

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É um mar injusto, mas é o nosso mar! 

Assentem submissamente os peixes pequenos a ponto de serem devorados pelo peixe grande. 

O grande tubarão branco aproveita-se sempre das águas revoltas para reivindicar novas vítimas. 

Primeiro ataca os crustáceos: tira-lhes as conchas pela raiz e especula com elas pelos mares do Sul. 

Para isso, vale-se das piranhas a soldo, que de certo modo disfrutam com o que fazem. 

E como são insaciáveis, depois atacam o peixe comum. 

Atacam o peixe desempregado, o peixe pensionista, o peixe subalterno; vão-lhes cortando a fuga, tornando-os vulneráveis. 

E uma vez descamados, devora-os. 

Não há que procurar explicação: está na sua natureza. 

 

O curioso, sem dúvida, é a reacção dos peixes pequenos. 

São milhares, milhões. 

Mas em vez de se unirem e encurralarem o peixe gordo, dividem-se, formando pequenos grupúsculos. 

Grupúsculos à esquerda, grupúsculos à direita. 

Estes últimos criticam os outros porque acreditam que algum dia, com afinco e muito plâncton, chegarão a converter-se em peixes gordos. 

E continuarão acreditando, ainda que já estejam dentro da barriga de Moby Dick.
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domingo, maio 18, 2014

- A energia sexual é a luz vaporosa que sai debaixo dos lençóis e é compartilhada através de dois corpos ! (josé torres)

MIRONE

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 Tirada DAQUI

Não posso evitar sentar-me sozinho (ou sentir-me) nas esplanadas e observar o pessoal que se senta nessas mesmas esplanadas (ou se sente), sobretudo aos pares, sobretudo aos casais jovens. 

Observo o seu comportamento talvez para aprender com eles, ou para aprender a não ser nunca como eles. 

E bebo, claro, que os olhos necessitam de lubrificação (já pensaram o que seria as pálpebras rangerem por falta de lubrificante?) e é o corpo que o fornece. 
Normalmente umas “brutas” cervejadas. 

Sentam-se, pedem algo ao empregado e enquanto aguardam, sacam os telemóveis e ignoram-se com total naturalidade, como se não fosse a última vez que se ignoram e não será a última. 
Falam, inclusivamente, com outras pessoas ao telemóvel, o que quer dizer que são sociáveis; fazem chamadas e ao desligarem, permanecem em silêncio.
Nem sequer se interrogam: “quem te telefonou”, afim de iniciarem uma nova conversa. 

 

Depois chega o empregado com sua cerveja e a sua Coca Zero (agora as garinas pedem Coca Zero e se não têm soltam um desabafo surdo, mal imperceptível, bufff, e então dizem: “Pois então uma Light”. Mas dizem-no como ressentidas ou ressabiadas) e voltam aos seus telemóveis ou deixam-nos sobre a mesa e mesmo assim, não se olham, nem falam. 

Suponho que estão na fase de conhecerem-se de memória, ou pelo menos de não quererem saber mais do outro, ou conformarem-se com o que já sabem. 
Apenas contam a anedota do dia, ou nem isso. 

Simplesmente estão “bem”, juntos, e não necessitam mais: bastam-se com a serenidade que lhes proporciona a companhia do outro, como um bafejar do campo gravitacional compartido, ou um espelho cálido e discreto defronte. 

Horroriza-me, mas por sua vez espanto-me ver que já não têm nada que dizer um ao outro, ou até novas inquietudes. 

 

Procurar no Google, por exemplo, a elaboração das azeitonas recheadas com pimentos vermelhos que têm debaixo das beiças (sobre a mesa). 
E lê-lo em voz alta e aprender algo novo juntos. 

Parecem derrotados mas conformes com a sua derrota. 

Não falar significa não ter nada que dizer ou não querê-lo dizer, o que pode significar duas coisas: ou estás morto, ou a vida já deixou de te impressionar. 

Sempre que observo estes casais nos muitos bares e esplanadas que frequento, acabo sempre a pensar que eles são dois meio mortos. 

Como será a vida sexual deles? 
Tê-la-ão?

Mas eu estou vivo e estou sozinho.
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sábado, maio 17, 2014


- Por troca de certeza quase nova, dou fé (com pouco uso) !

O CESTO



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Sou ateu e estou desempregado. 

Ontem e só ontem, por curiosidade, aproximei-me da igreja da minha zona. 

Em momentos de crise, dizem, a gente busca refúgio, espera que deus faça por ele o que ele não faz enquanto olha para o televisor sentado no sofá… porque deus proverá… e que se fo..., digo, que se lixe! 

A lotação estava completa, havia mais gente que na linha azul do metro em hora de ponta. 

Não tinha pensado entrar, mas novamente a curiosidade venceu-me. 

Será que sou gato e nasci em Lisboa, de pais lisboetas? 

Misturei-me entre o pessoal, de pé, no final do “aposento” e escutei toda a liturgia até ao fim. 

O cura falava-nos de que a culpa era nossa porque tínhamos pecado, mas que deus pressiona mas não afoga… e para que tivesse piedade de nós devíamos rogar ao senhor e que ele nos ouvia. 

 

Não sei, a mim parece-me que o senhor deve estar muito farto e surdo. 

Isto sim, num determinado momento da missa pediram-nos colaboração para com a igreja e passaram um cesto. 

Umas duas pessoa por fileira de assentos ia-o passando. 

Quando chegou a mim, não pude desfazer-me de um cêntimo. 

Estou no desemprego, tenho a hipoteca e um longo percurso... 

Este último não tem nada a ver com o cesto, ou talvez até tenha. 

Como sabeis estou desempregado. 

Pude observar que o cesto que me calhou estava cheio de moedas, sujas, escuras, pequenas. 

As notas escasseavam. 

Deu-me a impressão que Jesus não ficaria muito contente no final desta missa, por isso, como mais ninguém pensou assim, todos contentes viemos em paz. 

 

Quando saí, não senti a minha alma mais limpa nem menos rancor à corja que nos governa. 

Não, não me senti reconfortado. 

Creio que o cura se equivocava, qualquer um o poderia contrariar mesmo contra a autoridade com que falava. 

Sou da opinião de Guillermo Fesser, "Cuando Dios aprieta, ahoga pero bien"

Intuo que comprar um cesto de vime e passá-lo pela comunidade dos meus vizinhos, não me solucionará o futuro, ainda que tal me permitisse comprar pão. 

Mau mesmo é que não tenho cheta para comprar pão, quanto mais um cesto de vime. 

Vou voltar a enviar, resignado um par de currículos a um par de empresas para ver que porra se passa… 

Desculpem lá, mas não sei rezar.
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sexta-feira, maio 16, 2014

- Não tenho sexo no sábado à noite, pois, se chover no domingo, não saberei que fazer !

1ª. VEZ

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Beatriz advertiu-me dos riscos e incómodos que poderia sentir ao princípio, mas animava-me, dizendo que com a prática a sensação é cada vez mais prazenteira. 

Ela iniciou-se com o negro, dizia que apesar do seu grande tamanho e da sua rude aparência era bastante cuidadoso com as jovens sem experiência; várias amigas e conhecidas tinham-se estreado com ele anteriormente. 

Eu, pelo contrário, sentia uma predilecção pelo de olhos claros, adorava o brilho do seu cabelo, o seu corpo musculoso e delgado, enamorei-me da sua beleza ao vê-lo pela primeira vez, da sua forma de caminhar, do seu olhar profundo… 

 

Quando chegou o momento não sabia bem qual a posição a adoptar, estava tão nervosa; montei suavemente sobre ele, sussurrei-lhe ao ouvido enquanto acariciava o seu pelo e deixei-me levar; o meu coração batia com força ao sentir o seu vigor selvagem entre as minhas pernas. 

Nunca tinha sentido tanta liberdade como galopando no lombo daquele formoso e fogoso corcel.
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quinta-feira, maio 15, 2014

- Em vista do que visto me desvisto, dispo-me a mim mesmo e mantenho-me, encanta-me este ter o que não tenho !

RETORNO

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Depois do jantar, na sobremesa, ainda que suspeitando não ser necessário, dissolveu o milagre azulado na infusão de Adonai

Já o foi cortejando durante meia manhã, mostrando as suas carnes através do avental, seduzindo-o com os seus peitos ao servir-lhe o pequeno almoço e, com os pés, por debaixo da mesa, enquanto degustava os menus afrodisíacos que lhe  recomendaram. 

Ele contempla o seu cortejar, silencioso e expectante, interrogava-se se ele dissimula o seu jogo ou resiste à tentação, imaginando os intensos prazeres que o aguardam. 

Quando vê que está pronto, veste o vaporoso e transparente babydoll de seda, levo-a consigo à alcova e aplacam os calores sem mais demoras. 

 

 

 

- Meu senhor, meu Adonai, aquele que há anos provocou que este corpo se apagasse, agora aviva a chama dos meus anseios, incluso em sonhos convulsiono, derramando sobre as virilhas as minhas cálidas paixões. 

E é que todos os dias, desde que tem Alzheimer, amam-se como dois desconhecidos que se entregam ao desejo carnal pela primeira vez.

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quarta-feira, maio 14, 2014

- Cinge-te a mim, noite de mamas ao léu; cinge-te a mim, noite ardente de alimentos mil !

SEM TANGAS

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Chamem-me esquisito, mas pagaria para ter a certeza de não ver nunca o desnudo integral de certas divas. 

Casos como o de Scarlett Johansson só demonstram que a imaginação será sempre mais generosa que a crua realidade, por mais escultural que ela seja. 

Ou dito de outro modo: a imaginação nunca decepciona e sem dúvida que preferimos decepcionar-nos a fim de satisfazer a nossa quota de poder na sombra. 
Esta geração de consumo rápido e massivo, gera tal grau de insatisfação e ansiedade, que tende, sem querer, para o insaciável. 

Assumimos que agora tudo é possível graças ao dinheiro, ainda que nos acabe decepcinando ou acabemos a pensar: 
“Ba!, afinal não era para tanto”. 

 
 
É possível acabar por ver qualquer celebridade desnuda, sempre que por trás exista um nicho de mercado suficientemente rentável (não somos ricos, mas somos muitos: e é que, todos somados convertem-nos em ricos). 

Se o foco do desejo se centra, por exemplo, na ex-cândida Miley Cyrus, não é de estranhar que acabe lambendo “a tocha olimpica” desnuda e o seu vídeo bata todos os rankings de visitas do YouTube. 

Assim somos, enfim, ou é nisto que nos converteram. 

Ainda que não queiramos. 

Ainda que tenhamos saudades de uma ficção integral sem limites.
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terça-feira, maio 13, 2014


- As eleições têm pelo menos dois méritos: é que os futuros membros eleitos observem cuidadosamente as mãos e bolsos dos governados e não possam ser mais incompetentes que aqueles que os elegeram!

MAS VOTA!!!

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No próximo dia 25 de Maio os portugueses que ainda não emigraram podem escolher livre e democraticamente qual será o bando, digo, partido, que se ajoelhará ante Merkel. 
Os grandes já estão em campanha: o PS, que deixou o governo com quase 11% de desempregados, aposta no emprego. 
O PSD dos novecentos mil desempregados (16.5%), sendo que o dos jovens já vai além de 35%  e duma dívida pública que subiu 30% (está perto dos 132%) ao valor que o PS deixou, diz que eles sabem fazê-lo melhor: que se sai da crise taxando os produtos que engordam, comendo yogurtes caducados e encomendando a alma à virgem. 
Por outro lado, o PS aposta num socialismo europeu unido, mas ninguém sabe se se referem ao partido socialista alemão que agora governa coligado com a CDU de Merkel, ou ao socialismo francês dos (re)cortes sem trégua apesar do descontentamento do seu próprio partido. 

 

Em qualquer dos casos, faça o que fizer o PS, recordem que o PSD fá-lo-á sempre melhor. 
É o que dizem os meios de comunicação que eles controlam. 
Di-lo a RTP, SIC e TVI, os peso-pesados "escrevidos" e os diversos diários e pasquins de cores diversas. 
E entre o Freeport, o Processo Furacão, o Portucale e das luvas e contrapartidas pela compra dos submarinos, o Face Oculta, o Apito Dourado, agora enferrujado, o Quinta do Ambrósio, o BPN, o… são como cogumelos, entre os envelopes e a herança recebida, ambos continuam intentando açambarcar tudo. 
Açambarcam primeiras páginas, títulos, minutos de ouro nos telejornais de maior audiência… 
Pretendem dar a entender que não há nem haverá mais opções que o PSD de sempre e o PS de toda a vida, e que todos os demais partidos, sem excepção, são radicais de um e outro lado. 

A estratégia não é casual: aos dois interessa-lhes a saturação do eleitorado. 
Aos dois interessa-lhes que o cidadão indeciso fique em casa e não vote. 
Querem ganhar, ainda quer seja com a ínfima parte do seu eleitorado mais fiel, ainda que seja com níveis de abstenção históricos, e sabem que o voto em branco ou o voto nulo os beneficia face ao resultado final. 
Por isso, agora mais do que nunca há que votar. 
VOTA em quem queiras, MAS VOTA
VOTA no menos mau de entre todos os partidos minoritários, MAS VOTA
Vota à esquerda radical, à direita radical ou ao “extremocentro” radical. 
Elucida-te um pouco mais, lê os programas eleitorais dos demais partidos e vota em consequência. 
Há que mudar este bando de broxotes ladrões, seja de que maneira for. 
VOTA e vais ver...
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