O VIDEIRINHO

quinta-feira, fevereiro 26, 2015


- Não sou das pessoas que dizem: 
“Acabarás na minha cama de qualquer maneira”; prefiro dizer : 
“Acabar na minha cama, em qualquer posição” !

TRUCA-TRUCA

.


Ela só queria que alguém lhe escrevesse duas letras nas suas costas desnudas com o dedo indicador como pena e, como tinta, a humidade do seu baixo ventre. 
Só queria que umas mãos experimentadas em desapertar sutiãs lhe roubassem o seu, passassem e repassassem com ternura  a língua nas “bolinhas-botão” que o mesmo esconde por debaixo. 
Não queria, nem heróis nem príncipes azuis, só um homem vulgar que fosse capaz de pontar-lhe um mundo do seu agrado. 
Não queria poetas que a descrevessem em mil versos, queria que a desejassem tanto, que não fossem capazes da descrever nem com todas as palavras do mundo. 

 

Em pequena quis ser princesa e veterinária e quando cresceu quis aprender a acreditar nas mentiras do homem antes de um orgasmo. 
Tão-pouco desejou, quer músicos quer trovadores, preferia os tipos narigudos que lhe tocassem violino nos seus lábios escondidos. 
Queria inventar um licor que matasse todas as penas subitamente e que não provocasse ressacas. 
Que os espelhos lhe mentissem e que o vizinho do quinto não estivesse tão calvo, nem tão casado. 
Ela só queria que alguém lhe fod***** (“lixasse”) a alma e se suicidassem todos os seus complexos.
.