O VIDEIRINHO
domingo, maio 31, 2009
FUNGOS do OUTRO MUNDO
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Cordyceps (Parasitic Fungi)
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Se bem que o cordyceps, seja um fungo endoparasita, não é o único organismo “vampiro” da natureza, que para sobreviver, deve infectar e causar a morte ao seu anfitrião.
Não falo do Leucochloridium paradoxum, que obriga certos caracóis a suicidarem-se precocemente.
O cordyceps é sem dúvida alguma o mais interessante e visualmente espectacular, já que, uma vez que o seu micélio – a parte vegetativa de um fungo – invade e substitui os tecidos da sua vítima, um longo filamento – estroma – começa a crescer dentro do corpo dela.
Ao cabo de umas semanas, o estroma começará a largar os esporos e qualquer insecto compatível ou coexistente com os ditos esporos será infectado.
Por haver mais de 400 espécies de cordyceps, vários insectos muito diferentes podem chegar a ser atacados por algumas das ditas variantes.
No vídeo mostra-se a espécie Cordyceps unilateralis.
Este fungo pode causar realmente a desaparição de uma colónia inteira de formigas, pelo que é normal que, ao apresentar sintomas, a formiga infectada seja rapidamente expulsa do ninho por outra ou outras, que a transportam a uma longa distância que seja segura para o ninho.
Zombie snails
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sábado, maio 30, 2009
BRINCAR COM O FOGO
Não posso preocupar-me com a pontuação do combate político entre os galfarros que disputam as Europeias.
Um deles vai ganhar, mas a mim nem me “aquenta nem arrefenta”.
A notícia que caiu como uma bomba é a bomba da Coreia do Norte.
Um ensaio geral com quase tudo.
O ditador Kim Jong-il recordou-nos que podemos voltar ao planeta dos símios e o mundo, que continua habitado por primatas, indignou-se.
O líder coreano veio dizer-nos, que este planeta mal avindo, pode saltar a qualquer momento feito em pedaços.
A prova nuclear subterrânea pode fazer-nos a todos ir ao céu antes do tempo.
Tinha uma potência equivalente à lançada pelos EUA em Nagasaki, em 1945, que serviu para convencer o Japão de que morrer pelo Imperador não conduzia a nada bom e pôs um ponto final na até agora chamada II Guerra Mundial.
Onde se situam agora todos os demais problemas?
Que importa a nova gripe ou o défice público da zona euro, que superará o bilião de euros em dois anos?
Perde interesse a investigação sobre as tramas corruptas, com que se completam PS e PSD.
O apopléctico líder coreano, que tem um pé na sepultura, está todavia na disposição de meter a pata toda.
Einstein, que confessou que nunca pensava no futuro, porque ele chegava de seguida, perguntou a um jornalista o que gostaria de ser, no improvável caso de nascer de novo.
– Se tivesse que viver de novo, seria canalizador.
O sábio estava literalmente acagaçado porque os seus descobrimentos podiam tornar-se possíveis.
Nada menos que a destruição do mundo.
Além disso, Einstein era deísta.
Pelo menos conhecia os passatempos favoritos do chamado “Criador do Universo” e opinava que não se distraía a jogar aos dados.
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sexta-feira, maio 29, 2009
VENDEDORES de ILUSÕES
O que inventou a estafa do conto do vigário, se fosse lícito cobrar pelos direitos de autor, de certeza que era uma das maiores fortunas do mundo.
A sua única concorrência quiçá, foi a do político que idealizou a fraude da promessa.
Um impostor que sabia muito bem que “prometer não empobrece” e que sempre haverá gente que acredita piamente, na eficácia da “banha da cobra”, nos caldos concentrados de galinha, feitos exclusivamente com a plumagem branca, como a carne da cobra.
Conta-se que Miguel de Unamuno, viajando por um povoado Salamantino, acercou-se, na detestável qualidade de mirone, duns jogadores de cartas.
Um deles, a quem a sorte mostrou um dos seus momentos de sorriso, gritou eufórico:
“quem inventou as cartas foi o homem com mais talento do mundo!”.
Miguel de Unamuno, que lhe custava á brava calar-se, disse-lhe:
“e o que me diz você do que inventou a cama?”.
O sábio bronco respondeu-lhe:
“foi o mesmo!”.
Talvez seja o mesmo que inventou o “conto do vigário” e o intemporal demagogo que continua a “despachar” promessas.
Ambos os negócios são eternos e nunca se registou entre eles a necessidade de fazer uma alegoria à crise.
O Governo não pára de oferecer, para além do preservativo nas escolas, até permissão de trabalho para quem não gosta de o fazer.
Também oferta um produto apenas reconhecível: a honestidade, vocábulo que se fez extensível à honradez.
Investigam-se os juízos dos juízes, tesoureiros de todas e nenhures associações, administradores de pança cheia, autarcas que se descuidaram na eterna pena da “mão no saco”.
Investiga-se o que não tem investigação tão evidente que até um falso vidente ou profeta profetiza o final.
Não são poucos os casos e há poucos dados e nós não sabemos nada de nada.
Há muitos a quem a sua senhora lhe pôs as hastes, mas os seus nomes e ideologias são diversos.
Os mercadores de nuvens, ou vendedores de ilusões, continuam com as suas tendas abertas e não lhes falta clientela.
Vivemos de promessas.
Mas só até ao dia em que descubramos que também elas têm prazo de validade.
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