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O VIDEIRINHO
quinta-feira, agosto 30, 2012
PRIVILEGIATIVO DA RTP
RTP: António Borges foi o homem do balão
A
estratégia é conhecida por “balão de ensaio” e tem vários níveis de
sofisticação. É delineada nas altas esferas e é geralmente aplicada através de
“fugas” de informação dirigidas a certos jornais “próximos” por intermédio de
jornalistas “de confiança”.
Esta
estratégia, tudo o indica, foi agora utilizada pelo Governo, a propósito
da RTP, com algum grau de sofisticação. Mas há sempre alguma coisa que
escapa ao controle e ajuda a perceber mais do que aquilo que se diz.
Neste
caso, importa analisar todos os pormenores do que veio a público e do que é
possível perceber do que não veio, porque eles fornecem sinais sobre o
que verdadeiramente se prepara para a RTP. Vejamos:
-
A notícia sobre a “hipótese em cima da mesa”, de concessão do serviço público a
um privado e encerramento da RTP2, foi dada em primeira mão ao
jornal Sol que a anunciou na sua edição electrónica ao fim do
dia de ontem, antes de ser divulgada pela TVI no Jornal das 8 e hoje pela
edição papel do jornal.
-
O Sol é detido em
96,96% pela Newshold,
grupo angolano cuja estrutura accionista é constituída por Pineview Overseas, S.A. (Sociedade
Anónima sedeada na República do Panamá) e em 5% pela TWK – SGPS, Lda. (Sociedade por Quotas).
-
A Newshold, dona do SOL, segundo notícias vindas a público está
a preparar a sua candidatura à privatização de uma frequência da RTP, tendo
para isso criado uma nova empresa e começado a contratar colaboradores para a
elaboração do projecto.
-
A notícia do SOL é assinada exclusivamente pelo vogal do conselho de administração do jornal,
José António Lima, e não por jornalistas que
geralmente cobrem os temas televisão e media, o que sugere ter o assunto sido
tratado apenas ao mais alto nível no seio do jornal por alguém em posição de
deter e poder controlar a divulgação da informação conveniente.
-
Do lado do Governo, o escolhido para a execução da estratégia não foi, desta
vez, um assessor ou um dos comentadores televisivos a quem o Governo costuma
dar “cachas”- Marcelo ou Marques Mendes. O governo subiu a parada e entregou o
serviço ao seu conselheiro e ministro-sombra com o pelouro das privatizações, António Borges, que nada tem a perder e tudo tem a ganhar em fazer o papel
do “balão” que não se importa de ser desmentido se o “ensaio” não der o
resultado esperado.
-
E é aqui que entra a TVI. Seria coincidência a mais que a TVI se lembrasse de entrevistar
António Borges no dia em que a notícia do dia era o buraco orçamental.
Mas era preciso que António Borges – o escolhido pelo Governo para dar a cara
- fosse a uma televisão fazer o spin, prevenindo a eventualidade de a notícia do Sol não
corresponder ao que o Governo queria que fosse dito. A RTP estava fora de
questão, a SIC ainda mais pelos motivos conhecidos: Balsemão é frontalmente
contra a estratégia do Governo para a RTP. Então, quem melhor do que Judite de Sousa para conseguir entrevistar em cima da hora uma figura
de proa ligada ao Governo como António Borges?
E
assim o “balão de ensaio” fez o seu caminho…
Veremos
se o serviço público de televisão acaba concessionado a uma entidade de seu
nome Pineview Overseas, S.A., com sede na cidade do Panamá, República do
Panamá… de cujos “testas de ferro” não foi até hoje possível conhecer os nomes.
Por, estrelaserrano@gmail.com,
domingo, agosto 26, 2012
quinta-feira, agosto 23, 2012
TESTAMENTO VITAL
O Testamento Vital está disponível, em Portugal, desde o dia 16 de Agosto de 2012.
Ao produzir o Testamento Vital, o autor manifesta por escrito as suas vontades conscientes, livres e autónomas, sobre os cuidados de saúde que pretende ou não receber, se, em caso de doença, não tiver como expressar essas mesmas vontades.
Com o Testamento Vital, o médico fica a conhecer as indicações do paciente, previamente registadas, sobre os procedimentos a que este aceita ou não ser submetido.
O Testamento Vital tem a duração de cinco anos e pode ser anulado a qualquer momento.
Ao produzir o Testamento Vital, o autor manifesta por escrito as suas vontades conscientes, livres e autónomas, sobre os cuidados de saúde que pretende ou não receber, se, em caso de doença, não tiver como expressar essas mesmas vontades.
Com o Testamento Vital, o médico fica a conhecer as indicações do paciente, previamente registadas, sobre os procedimentos a que este aceita ou não ser submetido.
O Testamento Vital tem a duração de cinco anos e pode ser anulado a qualquer momento.
COMO FORMALIZAR O TESTAMENTO VITAL?
Actualmente, o Testamento Vital pode ser assumido, unicamente, perante um notário.
Contudo, para o efeito, será criada uma estrutura própria, sendo que o documento poderá ser formalizado na presença de um funcionário do Registo Nacional do Testamento Vital.
QUEM PODE RECORRER AO TESTAMENTO VITAL?
O Testamento Vital pode ser feito por qualquer pessoa maior de idade e na posse das suas capacidades, sem qualquer interdição ou anomalia psíquica.
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quinta-feira, agosto 02, 2012
INTÉ!!!
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Imagina que por fim consegues atingir o cume da montanha das recordações,
a tua primeira ‘oito mil’, (são catorze as montanhas com mais de oito mil
metros) e que imediatamente a teres cravado a tua bandeira, a montanha começa a
mover-se e desmorona-se a teus pés, cais depois dela, até te matar sobre os
escombros do campo base.
Imagina que abates com um tiro na nuca essa sombra que
há vários meses te “lixa a porca da vida” e que depois ‘plantas’ um pé sobre a tua
presa em sinal de vitória, penteias-te para a foto e, justamente quando explode o flash,
dás-te conta que essa sombra não era só uma sombra, senão a mulher da tua vida
escondida por trás dos teus preconceitos, agora cadáver.
Imagina que um
dentista se dispõe a broquear-te o molar em mau estado; confias e relaxas
porque não dói, mas pouco a pouco começas a notar como se dissipa a anestesia.
Imagina essa dor de repente.
É isso mesmo, exactamente o mesmo que se passa
agora contigo.
Quando por fim te tinha controlada na minha cabeça (os teus beijos decompondo-se num tupperware,
a tua voz afogada em pós de tacto), de repente chega-me um vídeo via o
estafermo do Facebook e, não sei porquê, clico.
E apareces feliz, solta,
desenvolta, apontando o dedo ao luto ou talvez a mim, à minha montanha convertida
em lixo (e eu lá no alto, com a minha bandeira na mão fingindo que respiro
liberdade).
Mais bela do que nunca, mais feliz do que comigo, com a saia mais
curta, bailando e saltando sobre uma cama enorme que não é a tua cama e
tão-pouco a minha.
E os ciúmes da tua nova vida levam-me a pensar que não era
esquecimento, mas sim anestesia.
E tu o dentista.
Agora o presente afoga-me e
queima-me.
Tu eras a frigideira fervente, eu o peixe vivo.
Não sei se devo, mas
quero (ou não sei se quero, mas devo) dar um passo, seja em que direcção for, mas não aqui, não com o meu táxi, prefiro estacioná-lo e fugir dos teus
cantos de sereia e nadar mar adentro, ou viajar para onde não entendam o meu
idioma.
Necessito escapar do teu
instante, do meu eu sem ti, jogar a ser pedra que sonha com musgo e mandar tudo
à merda, blog (INSÉTE) incluído.
Tinha pensado escrever algo por este Agosto, mas
agora sei que não quero, ainda que devesse (ou sei que não devo, ainda que
pudesse).
Agora sei que necessito dispensar-me (ou talvez “despensar-me”).
Desprender-me.
Viajar para Sul para perder o Norte.
Vemo-nos em Setembro.
Ou não.
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