O VIDEIRINHO
segunda-feira, agosto 31, 2009
LONGEVIDADE LONGEVA
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A muitos seres humanos parece-lhes uma grande contrariedade terem vindo ao mundo, mas a um maior número, parece-lhe pior ter que abandoná-lo.
Agora, nos países desenvolvidos, que são bastante menos dos que assim são designados, estão a ensaiar umas pastilhas para deter a velhice.
São umas pílulas de veemente cor roxa chili e já foram experimentadas com grande êxito em ratos.
Procuram-se anti-oxidantes nas farmácias de serviço para que ninguém possa dizer: “vencido pela idade, encobri a minha espada” e a verdade é que se estão a conseguir importantes avanços.
Agora vive-se mais, ou melhor dito, duvida-se mais, mas desgraçadamente não se alcançou a maneira de prolongar a juventude, nem o divino tesouro da maturidade, mas sim a decrepitude.

Uma realização imensa da ciência, que torna possível que, quando alguém está feito num espantalho continue por cá mais um largo tempo.
Há versados em fisiologia que calculam que os seres humanos, com os quais guardam certa semelhança, estão programados para viver 120 anos e presenciar muitas coisas relevantes de ministros, vereadores do Urbanismo e muitos campeonatos da Liga (Sagres ou de qualquer outra marca, desde que se beba).
Se eles estiverem certos, chegará um tempo em que todas as gerações anteriores se consideram integradas por frustradas.
Dir-se-á que os chamados “mais velhos da aldeia, ou da localidade”, que sabem sempre predizer se fará mais calor do que nunca, morrerão em plena juventude.

De momento temos que agradecer a quem nos proporcione, ainda que a destempo, a receita da longevidade, que tanto preocupou o Dr. Fausto (ou aqui).
Os sabichões em geriatria, que quase sempre morrem antes dos boémios, recomendam comer pouco, dormir ás escuras e manter a curiosidade.
O mesmo que aconselhava o grande Azorin, o qual visitei no cemitério de ORIHUELA – Alicante, onde estão enterrados os 14 republicanos oriolanos e da Veja Baja, fuzilados em 17 de Novembro de 1947 pelos fascistas.
Mas como dizia, visitei quando já era uma múmia.
Egrégia, mas múmia.
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A muitos seres humanos parece-lhes uma grande contrariedade terem vindo ao mundo, mas a um maior número, parece-lhe pior ter que abandoná-lo.
Agora, nos países desenvolvidos, que são bastante menos dos que assim são designados, estão a ensaiar umas pastilhas para deter a velhice.
São umas pílulas de veemente cor roxa chili e já foram experimentadas com grande êxito em ratos.
Procuram-se anti-oxidantes nas farmácias de serviço para que ninguém possa dizer: “vencido pela idade, encobri a minha espada” e a verdade é que se estão a conseguir importantes avanços.
Agora vive-se mais, ou melhor dito, duvida-se mais, mas desgraçadamente não se alcançou a maneira de prolongar a juventude, nem o divino tesouro da maturidade, mas sim a decrepitude.

Uma realização imensa da ciência, que torna possível que, quando alguém está feito num espantalho continue por cá mais um largo tempo.
Há versados em fisiologia que calculam que os seres humanos, com os quais guardam certa semelhança, estão programados para viver 120 anos e presenciar muitas coisas relevantes de ministros, vereadores do Urbanismo e muitos campeonatos da Liga (Sagres ou de qualquer outra marca, desde que se beba).
Se eles estiverem certos, chegará um tempo em que todas as gerações anteriores se consideram integradas por frustradas.
Dir-se-á que os chamados “mais velhos da aldeia, ou da localidade”, que sabem sempre predizer se fará mais calor do que nunca, morrerão em plena juventude.

De momento temos que agradecer a quem nos proporcione, ainda que a destempo, a receita da longevidade, que tanto preocupou o Dr. Fausto (ou aqui).
Os sabichões em geriatria, que quase sempre morrem antes dos boémios, recomendam comer pouco, dormir ás escuras e manter a curiosidade.
O mesmo que aconselhava o grande Azorin, o qual visitei no cemitério de ORIHUELA – Alicante, onde estão enterrados os 14 republicanos oriolanos e da Veja Baja, fuzilados em 17 de Novembro de 1947 pelos fascistas.
Mas como dizia, visitei quando já era uma múmia.
Egrégia, mas múmia.
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domingo, agosto 30, 2009
DEUSES NOS RELVADOS
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A equipa que ganhe o campeonato da Liga espanhola que está quase a começar, dará graças à santa padroeira da sua cidade.
Sem a sua celeste ajuda, considera-se que aquela bola que embateu no poste, impulsionada por um jogador da equipa adversária, teria entrado na baliza.
Santa Teresa estava convencida de que Deus anda também entre tachos e, não deve surpreender ninguém, que alguns treinadores e directores milionários, acreditem pia e firmemente que também anda pelas áreas de penálti.
Muitos jogadores benzem-se antes de entrarem em campo, mas outros jejuam em plena temporada futebolística.

É uma das diferenças mais ostensivas entre católicos e muçulmanos, se se dedicam além do mais de ganhar o céu, a ganhar o campeonato.
O Real Madrid, (como muitos outros clubes), ao qual chegou a esperança em forma de livro de cheques de Florentino Peres, chegou também o Ramadão.
Os entendidos dizem que, Benzema, Laas e Diarra, arriscam lesões, já que são estritos crentes e não podem comer nem beber, até que a luz incerta da alba, não “deixe distinguir um cabelo branco de um cabelo negro”.
Há que reconhecer que os jejuns, que são uma boa norma higiénica, são mais toleráveis entre os católicos, que inventaram as bulas.
Uma engenhosa desculpa bursátil, que permite que vão para o céu os que comem caviar e lagosta em dias de abstinência e se condenem os que ingerem sandes de torresmos.
Um bom muçulmano, como manda Alá, terá que abster-se de comer, beber e f… ter relações sexuais até que o sol se ponha, sem preocupar-se com o lugar que a sua equipa ocupa na tabela classificativa, já que o importante são as suas tabelas, da sua lei.
Todas estas coisas tornam mais aliciantes e emocionantes os começos dos campeonatos por essa Europa fora.
Alguns milhões de fãs, não só José Mourinho e eu, estamos desejando que comece.
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A equipa que ganhe o campeonato da Liga espanhola que está quase a começar, dará graças à santa padroeira da sua cidade.
Sem a sua celeste ajuda, considera-se que aquela bola que embateu no poste, impulsionada por um jogador da equipa adversária, teria entrado na baliza.
Santa Teresa estava convencida de que Deus anda também entre tachos e, não deve surpreender ninguém, que alguns treinadores e directores milionários, acreditem pia e firmemente que também anda pelas áreas de penálti.
Muitos jogadores benzem-se antes de entrarem em campo, mas outros jejuam em plena temporada futebolística.

É uma das diferenças mais ostensivas entre católicos e muçulmanos, se se dedicam além do mais de ganhar o céu, a ganhar o campeonato.
O Real Madrid, (como muitos outros clubes), ao qual chegou a esperança em forma de livro de cheques de Florentino Peres, chegou também o Ramadão.
Os entendidos dizem que, Benzema, Laas e Diarra, arriscam lesões, já que são estritos crentes e não podem comer nem beber, até que a luz incerta da alba, não “deixe distinguir um cabelo branco de um cabelo negro”.
Há que reconhecer que os jejuns, que são uma boa norma higiénica, são mais toleráveis entre os católicos, que inventaram as bulas.
Uma engenhosa desculpa bursátil, que permite que vão para o céu os que comem caviar e lagosta em dias de abstinência e se condenem os que ingerem sandes de torresmos.
Um bom muçulmano, como manda Alá, terá que abster-se de comer, beber e f… ter relações sexuais até que o sol se ponha, sem preocupar-se com o lugar que a sua equipa ocupa na tabela classificativa, já que o importante são as suas tabelas, da sua lei.
Todas estas coisas tornam mais aliciantes e emocionantes os começos dos campeonatos por essa Europa fora.
Alguns milhões de fãs, não só José Mourinho e eu, estamos desejando que comece.
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sábado, agosto 29, 2009
VARIEDADES
sexta-feira, agosto 28, 2009
SEXO FAVORÁVEL
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A sexualidade de cada um tem as suas particularidades e variantes.
Há pessoas que se podem abster por completo do seu ambiente e ter umas óptimas relações, incluso com alguém desconhecido e até num local público, por exemplo.
Aliás, isto não é o mais habitual e cabe aguardar que a imensa maioria de pessoas requerem um mínimo de condições que favorecem o seu rendimento nas relações sexuais.
As condições referidas têm que ver com, como, quando, onde … realizar as actividades sexuais no geral e em particular.
Também se pode falar de condições que têm a ver com o próprio indivíduo, ás quais podemos chamar “intrínsecas” e as pertinentes ao ambiente, que se podem denominar “extrínsecas”.
Quanto ás condições referentes à pessoa, pode-se dizer que tanto o estado físico como o psicológico são fundamentais.
Ainda que as pessoas jovens tenham mais resistência e podem ser, nesse sentido, menos vulneráveis, por vezes a juventude não é nenhuma garantia de saúde sexual.
Uma condição que favorece as relações sexuais, é contar com suficiente energia.

Há alturas que depois duma farra, ou após uma árdua jornada de trabalho, o corpo, simplesmente não facilita.
Talvez seja melhor ideia descansar e ter sexo noutro momento.
Também, uma pessoa que está tranquila e relaxada tende a usufruir mais das relações e deste modo facilita o prazer do seu par.
Ter apetite ou desejo, ainda que seja minimamente, é outra condição e ter em conta.
São importantes, desde que consensuais, todas as actividades sexuais iniciadas por duas ou mais pessoas.
Igualmente é importante uma atitude flexível, disposta a experimentar novas possibilidades numa vida sexual variada.
No que respeita à questão de onde é mais recomendável ter relações sexuais, a resposta é muito mais discreta e sensível.
Basicamente, para quase toda a gente é essencial contar com um local íntimo e privado.
É verdade que há pessoas com gostos exibicionistas que dirão o contrário, mas para a maioria das pessoas, a privacidade é um requisito fundamental para serem capazes de se relaxarem, de se deixarem “levar”, de se abandonarem.

Talvez em certos períodos da vida, algumas pessoas sentirão a necessidade de serem mais ousados e procurem locais menos privados para a sua actividade sexual.
Não obstante, noutros períodos precisariam de grande privacidade para poderem manter relações sexuais satisfatórias.
Acerca do tema de quando é melhor realizar a actividade sexual, a resposta é relativamente fácil: quando se tenha suficiente tempo para ela.
Apesar de que uma “nega” pode chegar em qualquer altura, por momentos, tão-pouco podemos arquitectar demasiado em torno duma cadeia de contínuos, “aqui te apanho, aqui te possuo” (sem contemplações).
Estes serão alguns exemplos das condições mais importantes.
Como disse no início “a sexualidade de cada um tem as suas particularidades e variantes”.
É possível que tenha ficado de fora algum ou algumas condições que podem ser importantes para ti.

Para tua introspecção:
- Quais são as condições que melhor te permitem desfrutar do sexo?
– Conhece-las?
– Não as contas?
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A sexualidade de cada um tem as suas particularidades e variantes.
Há pessoas que se podem abster por completo do seu ambiente e ter umas óptimas relações, incluso com alguém desconhecido e até num local público, por exemplo.
Aliás, isto não é o mais habitual e cabe aguardar que a imensa maioria de pessoas requerem um mínimo de condições que favorecem o seu rendimento nas relações sexuais.
As condições referidas têm que ver com, como, quando, onde … realizar as actividades sexuais no geral e em particular.
Também se pode falar de condições que têm a ver com o próprio indivíduo, ás quais podemos chamar “intrínsecas” e as pertinentes ao ambiente, que se podem denominar “extrínsecas”.
Quanto ás condições referentes à pessoa, pode-se dizer que tanto o estado físico como o psicológico são fundamentais.
Ainda que as pessoas jovens tenham mais resistência e podem ser, nesse sentido, menos vulneráveis, por vezes a juventude não é nenhuma garantia de saúde sexual.
Uma condição que favorece as relações sexuais, é contar com suficiente energia.

Há alturas que depois duma farra, ou após uma árdua jornada de trabalho, o corpo, simplesmente não facilita.
Talvez seja melhor ideia descansar e ter sexo noutro momento.
Também, uma pessoa que está tranquila e relaxada tende a usufruir mais das relações e deste modo facilita o prazer do seu par.
Ter apetite ou desejo, ainda que seja minimamente, é outra condição e ter em conta.
São importantes, desde que consensuais, todas as actividades sexuais iniciadas por duas ou mais pessoas.
Igualmente é importante uma atitude flexível, disposta a experimentar novas possibilidades numa vida sexual variada.
No que respeita à questão de onde é mais recomendável ter relações sexuais, a resposta é muito mais discreta e sensível.
Basicamente, para quase toda a gente é essencial contar com um local íntimo e privado.
É verdade que há pessoas com gostos exibicionistas que dirão o contrário, mas para a maioria das pessoas, a privacidade é um requisito fundamental para serem capazes de se relaxarem, de se deixarem “levar”, de se abandonarem.

Talvez em certos períodos da vida, algumas pessoas sentirão a necessidade de serem mais ousados e procurem locais menos privados para a sua actividade sexual.
Não obstante, noutros períodos precisariam de grande privacidade para poderem manter relações sexuais satisfatórias.
Acerca do tema de quando é melhor realizar a actividade sexual, a resposta é relativamente fácil: quando se tenha suficiente tempo para ela.
Apesar de que uma “nega” pode chegar em qualquer altura, por momentos, tão-pouco podemos arquitectar demasiado em torno duma cadeia de contínuos, “aqui te apanho, aqui te possuo” (sem contemplações).
Estes serão alguns exemplos das condições mais importantes.
Como disse no início “a sexualidade de cada um tem as suas particularidades e variantes”.
É possível que tenha ficado de fora algum ou algumas condições que podem ser importantes para ti.

Para tua introspecção:
- Quais são as condições que melhor te permitem desfrutar do sexo?
– Conhece-las?
– Não as contas?
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quinta-feira, agosto 27, 2009
CHAMUSCADOS
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Milhares de atenienses abandonam a sua sagrada cidade, que está ardente.
Se Diógenes fosse vivo, tinha feito o mesmo, já que a sua cidadela, ao contrário da sua lenda, era altamente combustível.
O Governo declarou o estado de emergência e pediu ajuda à União Europeia.
Não seríamos europeus sem aqueles habitantes de Atenas que se puseram a pensar debaixo duma figueira.
Por que sucedem as desgraças?
Em Portugal, volta e meia apanham-se alguns pirómanos encartados.
São loucos que ficam loucamente contentes ao contemplarem as chamas, mas há desditas que se têm que achacar aos deuses, que nos amaram.
Por isso procuramos encontrar culpados para qualquer infortúnio.
O exemplo mais significativo é o do médico de Michael Jackson, que agora é acusado pela morte do génio.
O rei do pop fez o possível por matar-se durante toda a sua vida, mas deitar a culpa para o seu médico de cabeceira, dá descanso a muitos.
A possível detenção do cardiologista, que também é negro, mas sinceramente negro, não como o Michael, que se demitiu da sua epiderme, tem ocupadíssimo o Departamento da Polícia do Condado de Los Angeles.
Há que aclarar como logrou aclarar a pele, aquele portentoso boneco musical.
Como é natural, também se investiga o seu dermatologista de cabeceira.
Milhões de admiradores sentiriam um imenso consolo se pudessem descarregar a culpa em alguém.
O incêndio de Atenas está a iluminar o Partenón e também está sobre investigação a sua causa.
Aceitar a sorte adversa é difícil.
“Que desgraça não pode suportar a desgraça”, disse um grego de antanho, quando ali havia mais filósofos que bombeiros e os volúveis deuses eram muito cuidadosos com os inescrupulosos.
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Se Diógenes fosse vivo, tinha feito o mesmo, já que a sua cidadela, ao contrário da sua lenda, era altamente combustível.
O Governo declarou o estado de emergência e pediu ajuda à União Europeia.
Não seríamos europeus sem aqueles habitantes de Atenas que se puseram a pensar debaixo duma figueira.
Por que sucedem as desgraças?
Em Portugal, volta e meia apanham-se alguns pirómanos encartados.
São loucos que ficam loucamente contentes ao contemplarem as chamas, mas há desditas que se têm que achacar aos deuses, que nos amaram.
Por isso procuramos encontrar culpados para qualquer infortúnio.
O exemplo mais significativo é o do médico de Michael Jackson, que agora é acusado pela morte do génio.
O rei do pop fez o possível por matar-se durante toda a sua vida, mas deitar a culpa para o seu médico de cabeceira, dá descanso a muitos.
A possível detenção do cardiologista, que também é negro, mas sinceramente negro, não como o Michael, que se demitiu da sua epiderme, tem ocupadíssimo o Departamento da Polícia do Condado de Los Angeles.
Michael Jackson - Remember The Time
Há que aclarar como logrou aclarar a pele, aquele portentoso boneco musical.
Como é natural, também se investiga o seu dermatologista de cabeceira.
Milhões de admiradores sentiriam um imenso consolo se pudessem descarregar a culpa em alguém.
O incêndio de Atenas está a iluminar o Partenón e também está sobre investigação a sua causa.
Aceitar a sorte adversa é difícil.
“Que desgraça não pode suportar a desgraça”, disse um grego de antanho, quando ali havia mais filósofos que bombeiros e os volúveis deuses eram muito cuidadosos com os inescrupulosos.
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quarta-feira, agosto 26, 2009
A GUERRA
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Ainda que digam que é a última que se perde, a esperança também tem prazo de validade.
O presidente Obama, que foi um grande consignatário, voltou a juntar duas palavras terríveis, para justificar o dispersar militar no Afeganistão: “é uma guerra necessária”.
Segundo estudos dos seus estrategas, necessita-se de catorze anos para acabar com a insurgência, que não começou da noite para o dia, ainda que tenha sumido, na obscuridade, muitos milhares de pessoas.
Por certo, nem todas crentes nessa divindade que utiliza diversos pseudónimos.

Washington prevê um desdobramento de 68.000 soldados antes que acabe este ano, também chamado da paz.
Quantos mortos, quantas medalhas, quantos hinos, quantos heróis restam no que resta de Bagdad e no Afeganistão, que celebra ainda as segundas eleições democráticas da sua história?
Quando Jean Cocteau, já velho, via as crianças a brincar na calçada, saudava-os carinhosamente:
- Olá, “mortoszinhos” da próxima guerra!
É a tradição mais antiga da humanidade, matar-se mutuamente.
Ou se está em guerra nalgum sítio ou em vésperas em vários.

Estão sempre a percutir-se os tambores.
Há muito tempo que Mao perguntou para que queríamos a abolição da guerra, já que estava convencido que só se pode aboli-la mediante a mesma.
Para nos livrarmos da escopeta é necessário uma escopeta, disse.
O triste é que agora Obama tenha chegado a idêntica conclusão e fale de “guerra necessária”.
Como soam essas palavras quando se está na praia, na feira ou na bicha para o subsídio de desemprego.
Ao fim e ao cabo, destes locais, volta-se.
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O presidente Obama, que foi um grande consignatário, voltou a juntar duas palavras terríveis, para justificar o dispersar militar no Afeganistão: “é uma guerra necessária”.
Segundo estudos dos seus estrategas, necessita-se de catorze anos para acabar com a insurgência, que não começou da noite para o dia, ainda que tenha sumido, na obscuridade, muitos milhares de pessoas.
Por certo, nem todas crentes nessa divindade que utiliza diversos pseudónimos.

Washington prevê um desdobramento de 68.000 soldados antes que acabe este ano, também chamado da paz.
Quantos mortos, quantas medalhas, quantos hinos, quantos heróis restam no que resta de Bagdad e no Afeganistão, que celebra ainda as segundas eleições democráticas da sua história?
Quando Jean Cocteau, já velho, via as crianças a brincar na calçada, saudava-os carinhosamente:
- Olá, “mortoszinhos” da próxima guerra!
É a tradição mais antiga da humanidade, matar-se mutuamente.
Ou se está em guerra nalgum sítio ou em vésperas em vários.

Estão sempre a percutir-se os tambores.
Há muito tempo que Mao perguntou para que queríamos a abolição da guerra, já que estava convencido que só se pode aboli-la mediante a mesma.
Para nos livrarmos da escopeta é necessário uma escopeta, disse.
O triste é que agora Obama tenha chegado a idêntica conclusão e fale de “guerra necessária”.
Como soam essas palavras quando se está na praia, na feira ou na bicha para o subsídio de desemprego.
Ao fim e ao cabo, destes locais, volta-se.
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terça-feira, agosto 25, 2009
MARIDO ... ESSE DESCONHECIDO
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Acredito que a falta de nicotina faz com que o teu cérebro comece a emitir sensações que essa droga já te tinha aletergado.
Dizes … e comprovo-o que te sabem melhor os alimentos.
Distingues os olores bons e os maus.
Sentes-te mais leve … sobes as escadas sem tossir.
E … o mais insólito.
Tu, homem calado e tímido, atreves-te a falar com a vendedora de jornais e inclusive chamas-lhe: “borracho”.
“Quem te viu e quem te vê …” como reza o dito.
O que mais gosto desta metamorfose é que, de repente, algo sucedeu nesse lugar interno que te fez despertar.
As minhas filhas, aquelas miúdas que conheceste com 9 e 10 anos, que as consideraste todos estes anos como algo de alheio para ti, agora vê-las como as tuas filhas.

Não entendias os meus aborrecimentos quando via o teu desprezo e sobretudo a tua indiferença aos seus muitos problemas.
O seu pai há muito que desapareceu e elas procuravam em ti um substituto, mas tu não te apercebias.
Foi necessário chegar esse pequeno ser moreno e com olhos brilhantes, para despertar isso que havias esquecido.
Ser pai.
Sim, um neto despertou em ti aquilo que antes de me conheceres querias: ter um filho.
Bem, neste caso duas filhas já cresciditas, mas ainda carentes do afecto paterno, desconhecido para elas.

Vejo de soslaio como te convences a ti mesmo de que gostas do papel e reconheces que tardaste muito tempo em desempenhar o que te dei sem dizê-lo, simplesmente compartindo a minha vida contigo.
Espero que um dia não voltes a pegar num cigarro e de novo deixes de apreciar o sabor de um vinho do Douro.
Não aprecies o olor a alfazema da minha roupa.
Acordes com um ataque de tosse interminável e o que mais me magoaria é que voltasses a ser aquele odioso padrasto que trazia da cidade um chouriço para ti e outro para nós e não permitias que ninguém comesse uma só rodela do teu.
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Acredito que a falta de nicotina faz com que o teu cérebro comece a emitir sensações que essa droga já te tinha aletergado.
Dizes … e comprovo-o que te sabem melhor os alimentos.
Distingues os olores bons e os maus.
Sentes-te mais leve … sobes as escadas sem tossir.
E … o mais insólito.
Tu, homem calado e tímido, atreves-te a falar com a vendedora de jornais e inclusive chamas-lhe: “borracho”.
“Quem te viu e quem te vê …” como reza o dito.
O que mais gosto desta metamorfose é que, de repente, algo sucedeu nesse lugar interno que te fez despertar.
As minhas filhas, aquelas miúdas que conheceste com 9 e 10 anos, que as consideraste todos estes anos como algo de alheio para ti, agora vê-las como as tuas filhas.
Não entendias os meus aborrecimentos quando via o teu desprezo e sobretudo a tua indiferença aos seus muitos problemas.
O seu pai há muito que desapareceu e elas procuravam em ti um substituto, mas tu não te apercebias.
Foi necessário chegar esse pequeno ser moreno e com olhos brilhantes, para despertar isso que havias esquecido.
Ser pai.
Sim, um neto despertou em ti aquilo que antes de me conheceres querias: ter um filho.
Bem, neste caso duas filhas já cresciditas, mas ainda carentes do afecto paterno, desconhecido para elas.

Vejo de soslaio como te convences a ti mesmo de que gostas do papel e reconheces que tardaste muito tempo em desempenhar o que te dei sem dizê-lo, simplesmente compartindo a minha vida contigo.
Espero que um dia não voltes a pegar num cigarro e de novo deixes de apreciar o sabor de um vinho do Douro.
Não aprecies o olor a alfazema da minha roupa.
Acordes com um ataque de tosse interminável e o que mais me magoaria é que voltasses a ser aquele odioso padrasto que trazia da cidade um chouriço para ti e outro para nós e não permitias que ninguém comesse uma só rodela do teu.
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segunda-feira, agosto 24, 2009
ESPIÕES
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Não é necessário ir a nenhuma escola ou academia para se obter a carta de espião.
Até é dada aos surdos, com a condição de que para além de duros de ouvido, sejam duros de coração e tenham muita paciência.
O “Público” denunciou escutas ou miradas ilegais na Presidência da República, mas em vez de denunciá-las haveria que compadecer-se desses seres.
Em que estado mental pode ficar alguém cuja jornada de trabalho consiste em aplicar a orelha e não perder pitada dumas palavras que se trocam, ou dumas imagens que se lobrigam?
O mau é que entrem por um ouvido e saiam pelo outro, ou que seja visto de esguelha e nada fique gravado.

Alfinetar telefones e ter miragens mirabolantes é duma péssima educação e além do mais é uma tarefa inútil.
Os nossos políticos são geralmente muito loquazes e quando não têm nada que fazer dedicam-se a fazer declarações, mesmo que em pensamento.
Tendem a expressar-se com pouco recato e todos sabemos que confundem “ter ideias” com adscreverem-se a uma ideologia para que foram feitos.
Que salário terão estes espiões com auriculares e câmaras fotográficas minúsculas, especialistas em escutarem e verem o alheio, por alto ou por baixo?
Escutar os ditames dos assessores a botarem faladura e a fazerem adivinhações sobre o futuro deste rectângulo, (para um partido político), até que sejam substituídos por uma vacina da gripe A.

A Organização Mundial de Saúde prevê que o fármaco chegue em Setembro, que está por baixo da árvore do tempo, mas a urgência do caso clínico fará com que não tenha sido testado.
Como nos cairá essa “fisgada”?
Talvez que nalguns casos não seja necessário despentearem-nos.
Desconhecem-se ainda os seus efeitos adversos, mas suspeita-se que os mais velhos e as crianças, podem correr um grande risco.
Tão grande que pode ser o último.
Talvez fosse conveniente realizar um ensaio geral e vacinar antes, os espiões mirones ou telefónicos, para ver como lhes assenta a picada.
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Até é dada aos surdos, com a condição de que para além de duros de ouvido, sejam duros de coração e tenham muita paciência.
O “Público” denunciou escutas ou miradas ilegais na Presidência da República, mas em vez de denunciá-las haveria que compadecer-se desses seres.
Em que estado mental pode ficar alguém cuja jornada de trabalho consiste em aplicar a orelha e não perder pitada dumas palavras que se trocam, ou dumas imagens que se lobrigam?
O mau é que entrem por um ouvido e saiam pelo outro, ou que seja visto de esguelha e nada fique gravado.

Alfinetar telefones e ter miragens mirabolantes é duma péssima educação e além do mais é uma tarefa inútil.
Os nossos políticos são geralmente muito loquazes e quando não têm nada que fazer dedicam-se a fazer declarações, mesmo que em pensamento.
Tendem a expressar-se com pouco recato e todos sabemos que confundem “ter ideias” com adscreverem-se a uma ideologia para que foram feitos.
Que salário terão estes espiões com auriculares e câmaras fotográficas minúsculas, especialistas em escutarem e verem o alheio, por alto ou por baixo?
Escutar os ditames dos assessores a botarem faladura e a fazerem adivinhações sobre o futuro deste rectângulo, (para um partido político), até que sejam substituídos por uma vacina da gripe A.

A Organização Mundial de Saúde prevê que o fármaco chegue em Setembro, que está por baixo da árvore do tempo, mas a urgência do caso clínico fará com que não tenha sido testado.
Como nos cairá essa “fisgada”?
Talvez que nalguns casos não seja necessário despentearem-nos.
Desconhecem-se ainda os seus efeitos adversos, mas suspeita-se que os mais velhos e as crianças, podem correr um grande risco.
Tão grande que pode ser o último.
Talvez fosse conveniente realizar um ensaio geral e vacinar antes, os espiões mirones ou telefónicos, para ver como lhes assenta a picada.
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domingo, agosto 23, 2009
JAMAICA, TERRA de AQUILES
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Não me recordo do nome daquele cavalheiro inglês que recusou um convite dos seus amigos para assistir ás corridas de cavalos de Eton:
- Nem sabia que havia cavalos que correm mais que outros (disse ele).
Se não se tem um interesse especial por nenhum dos contendedores , também o atletismo pode tornar-se enfastiante.
Redime-o o orgulho patriótico, inclusive o biológico e comprovar até que ponto pode chegar a humana natureza.
A essência do jogo consiste em superar alguns obstáculos que não existiam antes de termo-los proposto.
Por isso as crianças jogam para ver quem mija mais longe.

O mais alto e mais forte.
Usain Bolt, o jamaicano, é o homem mais rápido do mundo nos cem e duzentos metros planos, embora há quem diga que não é deste planeta.
Creio que já de pequenino lhe chamavam “o relâmpago”, mas certo, certo, é que bateu as duas marcas que se consideravam estáveis até ao século XXII.
A outros chamávamos-lhes ”filhos do vento” até recentemente, mas a sua glória levou-a o vento.
O apaixonante, sobretudo para quem tem paixão pelo atletismo, é saber se há limites para o nosso carácter provisório na natureza.

Continuar-se-ão a bater as marcas?
Chegará o momento em que coincidirá a partida e a chegada?
Usain Bolt, nos seus vinte e dois anos, é o Aquiles contemporâneo de pés ligeiros.
Um prodigioso mecanismo, sem dúvida, que tem muitas pistas pela frente e que segundo os entendidos, só poderá ser superado por ele próprio.
Isto de correr em onze centésimas menos que os outros é uma enorme façanha, já que todos os seus rivais tinham a mesma pressa que ele.
Parece que o progresso moral não corre á mesma velocidade que o físico, mas não é disso que falo agora, mas sim do rapaz da Jamaica que corre que se pela.
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Não me recordo do nome daquele cavalheiro inglês que recusou um convite dos seus amigos para assistir ás corridas de cavalos de Eton:
- Nem sabia que havia cavalos que correm mais que outros (disse ele).
Se não se tem um interesse especial por nenhum dos contendedores , também o atletismo pode tornar-se enfastiante.
Redime-o o orgulho patriótico, inclusive o biológico e comprovar até que ponto pode chegar a humana natureza.
A essência do jogo consiste em superar alguns obstáculos que não existiam antes de termo-los proposto.
Por isso as crianças jogam para ver quem mija mais longe.

O mais alto e mais forte.
Usain Bolt, o jamaicano, é o homem mais rápido do mundo nos cem e duzentos metros planos, embora há quem diga que não é deste planeta.
Creio que já de pequenino lhe chamavam “o relâmpago”, mas certo, certo, é que bateu as duas marcas que se consideravam estáveis até ao século XXII.
A outros chamávamos-lhes ”filhos do vento” até recentemente, mas a sua glória levou-a o vento.
O apaixonante, sobretudo para quem tem paixão pelo atletismo, é saber se há limites para o nosso carácter provisório na natureza.

Continuar-se-ão a bater as marcas?
Chegará o momento em que coincidirá a partida e a chegada?
Usain Bolt, nos seus vinte e dois anos, é o Aquiles contemporâneo de pés ligeiros.
Um prodigioso mecanismo, sem dúvida, que tem muitas pistas pela frente e que segundo os entendidos, só poderá ser superado por ele próprio.
Isto de correr em onze centésimas menos que os outros é uma enorme façanha, já que todos os seus rivais tinham a mesma pressa que ele.
Parece que o progresso moral não corre á mesma velocidade que o físico, mas não é disso que falo agora, mas sim do rapaz da Jamaica que corre que se pela.
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sexta-feira, agosto 21, 2009
A SAÚDE, ESSE BEM QUE SE NÃO SENTE
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A vida continua ...
O barco que me "transportou" para o Burkina Fasso e Botswana começou a adornar e ficou a meio caminho, não tendo eu, portanto, caçado macacos, nem penteado lacraus.
O concerto do conserto deu-se em pleno alto-mar !
Ou como dizia, Aldous Huxley:
"A investigação das doenças progrediu de tal forma que é quase impossível encontrar alguém totalmente saudável " .
Vou tentar regressar à vida desta vida, contrariando Huxley.
Prometo.
Até já !!!
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A vida continua ...
O barco que me "transportou" para o Burkina Fasso e Botswana começou a adornar e ficou a meio caminho, não tendo eu, portanto, caçado macacos, nem penteado lacraus.
O concerto do conserto deu-se em pleno alto-mar !
Ou como dizia, Aldous Huxley:
"A investigação das doenças progrediu de tal forma que é quase impossível encontrar alguém totalmente saudável " .
Vou tentar regressar à vida desta vida, contrariando Huxley.
Prometo.
Até já !!!
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quinta-feira, agosto 06, 2009
SÃO HORAS DE EMALAR AS TROUXAS
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Em certas alturas da vida torna-se-nos muito desagradável fazer as malas e maletas.
É que isso de reunir uns trapitos indispensáveis, faz-nos pensar que quiçá seja a última vez que se congregam no escaparate íntimo do nosso portátil enxoval.
Sempre houve duas atitudes viajantes: a dos que a consideram como uma aventura (trota-mundos ou vagabundo) e a de quem está convencido de que é uma perturbação.
Já pertenci a ambas em diferentes épocas da minha vida.
Em tempos gostava de viajar e agora, quando já não tenho tempo para nada, prefiro ficar quieto.
Ao que mais aspiro, para além de sopas e descanso, é deslocar-me até um sítio onde possa voltar a pé até minha casa.

A Ministra da Saúde, Ana Jorge, que até nos cai muito bem, ofereceu-nos uma incómoda viagem: “há que nos prepararmos para uma situação pior”,
disse, referindo-se à gripe A, que confio que não observe estritamente a ordem alfabética.
A pandemia económica, segundo os “experts” que já demonstraram a sua inexperiência ao não prevê-la, vai mostrar o seu máximo rigor no ano que vem, mas a gripe, coincidência das coincidências, também escolheu o mesmo ano.
Salve-se quem possa.
Ou nos metemos na cama ou não poderemos sair de casa porque não temos um euro e já se sabe que uma pessoa sem dinheiro é um cadáver que anda.
Há que nos prepararmos para passar as “passas do Algarve”, mesmo que não nos tenhamos deslocado para lá.
Deus aperta, mas não afrouxa.
Não adianta adiantar (é propositada a redundância) acontecimentos desgraçados, se não fosse por mais nada, é que ainda estão para vir.
De momento, as praias registam um colmado ou congestionado até à bandeira, ainda que esta seja de alerta vermelho.
Meteres-te no mar é uma forma de evasão ou fuga.
Pena é que dos sessenta para cima não seja aconselhável molharmo-nos até à barriga.
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Em certas alturas da vida torna-se-nos muito desagradável fazer as malas e maletas.
É que isso de reunir uns trapitos indispensáveis, faz-nos pensar que quiçá seja a última vez que se congregam no escaparate íntimo do nosso portátil enxoval.
Sempre houve duas atitudes viajantes: a dos que a consideram como uma aventura (trota-mundos ou vagabundo) e a de quem está convencido de que é uma perturbação.
Já pertenci a ambas em diferentes épocas da minha vida.
Em tempos gostava de viajar e agora, quando já não tenho tempo para nada, prefiro ficar quieto.
Ao que mais aspiro, para além de sopas e descanso, é deslocar-me até um sítio onde possa voltar a pé até minha casa.

A Ministra da Saúde, Ana Jorge, que até nos cai muito bem, ofereceu-nos uma incómoda viagem: “há que nos prepararmos para uma situação pior”,
disse, referindo-se à gripe A, que confio que não observe estritamente a ordem alfabética.
A pandemia económica, segundo os “experts” que já demonstraram a sua inexperiência ao não prevê-la, vai mostrar o seu máximo rigor no ano que vem, mas a gripe, coincidência das coincidências, também escolheu o mesmo ano.
Salve-se quem possa.
Ou nos metemos na cama ou não poderemos sair de casa porque não temos um euro e já se sabe que uma pessoa sem dinheiro é um cadáver que anda.
Há que nos prepararmos para passar as “passas do Algarve”, mesmo que não nos tenhamos deslocado para lá.Deus aperta, mas não afrouxa.
Não adianta adiantar (é propositada a redundância) acontecimentos desgraçados, se não fosse por mais nada, é que ainda estão para vir.
De momento, as praias registam um colmado ou congestionado até à bandeira, ainda que esta seja de alerta vermelho.
Meteres-te no mar é uma forma de evasão ou fuga.
Pena é que dos sessenta para cima não seja aconselhável molharmo-nos até à barriga.
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quarta-feira, agosto 05, 2009
"SQUIRTING"
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Segundo um estudo do “Florida State University”, 82 % das mulheres já experimentaram alguma vez o “squirting”, ejaculação feminina durante um orgasmo, ainda que nem todas o registaram com a mesma intensidade, pois, segundo assegura o médico e sexólogo, Dr. Cabello F., "a maioria das mulheres ejaculam, mas existem variações na quantidade do líquido emitido e/ou a direcção da sua emissão”.
Todos os especialistas parecem estar de acordo com a forma de conseguir um “squirting”.
Segundo os médicos que estudaram o fenómenos sexual feminino, a maneira de experimentá-lo durante o orgasmo, consegue-se estimulando o ponto Gräfenberg, mais conhecido por Ponto G pois, quando a mulher está excitada, as glândulas de Skene enchem-se de líquido e, como com o orgasmo, a pélvis ao contrair-se aperta os diferentes órgãos da zona, entre os quais se encontram estas glândulas, produzindo-se a inundação ou desbordar e posterior saída da aludida substância líquida.

Durante anos, sempre se entendeu e pensou que as mulheres não ejaculavam e que, naquelas ocasiões em que expulsavam uma quantidade de líquido superior ao habitual quando atingiam o clímax sexual, eram produzidas porque sofriam pequenas incontinências urinárias.
Nada mais longe da realidade.
As mulheres ejaculam, sim, ainda que até há pouco tempo, os curandeiros da tribo, que eram poucos, não conheciam o seu nome próprio:
“Squirting”.
Esta crença propalada da inexistência da ejaculação feminina, viu-se tradicionalmente agravada por uma certa “repulsa social” feita no facto de que as mulheres excretam fluidos do seu corpo.
Já por si se via o suor como “pouco feminino”, como é que se poderia aceitar uma ejaculação?
Aliás, a passagem do tempo, a abertura das mentalidades e uma pequena ajuda da extensão do cinema porno a diferentes esferas da sociedade, ajudaram a aceitar o que muitas mulheres já sabiam há muito, por experiência própria: que podem ejacular igualmente como fazem os homens.

Não obstante, os estudos a este respeito são ainda muito limitados e não se encontram facilmente avales científicos e médicos que versem sobre este tema.
Quem explicou este complexo fenómeno foi o Professor Emmanuel Jannini, da Universidade de L’Aquila, (Itália).
O mesmo que, em princípios de 2008, saltou para as páginas dos jornais de todo o mundo, por ser o primeiro que conseguia provas físicas (fotografia) da existência do Ponto G nas mulheres e afirmava no “The Journal of Sexual Medicene”, que “não só existe, como se trata duma variante anatómica que está presente só em algumas mulheres” e desenvolveu a sua própria teoria a este respeito, assegurando que a expulsão de líquido através da uretra ou da vagina (tema ainda em discussão) em pleno orgasmo feminino, é produzido pelas Glândulas de Skene ou Parauretrais, que se encontram na zona da parede anterior da vagina.
Por isso, prossegue este perito, pode-se explicar a ausência deste fenómeno em algumas mulheres, já que as aberturas das Glândula de Skene variam, em tamanho, de uma mulher para outra, culminando com o facto de nalgumas mulheres ter desaparecido inteiramente.

Longe de assemelhar-se em aparência ao sémen masculino, a ejaculação feminina consiste num líquido (abundante em muitos casos) transparente e inodoro, ainda que efectivamente contenha resíduos de ureia e creatina, não é urina, mas sim formado principalmente por glicose, frutose, e fosfatada ácida prostática.
Apesar de que o habitual, é que estas secreções passem despercebidas durante a relação sexual, o certo é que, as mulheres que têm estas glândulas mais desenvolvidas podem experimentá-lo de forma mais evidente, podendo chegar a ser incómodo ainda que muito prazenteiro, asseguram os especialistas, se não se possuir suficiente confiança com o companheiro de alcova.
Aliás, este facto, afirmam, "não é definidor da capacidade de alcançar o orgasmo feminino, nem muito menos, da fogosidade nem do domínio das artes amatórias por parte da mulher".
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Segundo um estudo do “Florida State University”, 82 % das mulheres já experimentaram alguma vez o “squirting”, ejaculação feminina durante um orgasmo, ainda que nem todas o registaram com a mesma intensidade, pois, segundo assegura o médico e sexólogo, Dr. Cabello F., "a maioria das mulheres ejaculam, mas existem variações na quantidade do líquido emitido e/ou a direcção da sua emissão”.
Todos os especialistas parecem estar de acordo com a forma de conseguir um “squirting”.
Segundo os médicos que estudaram o fenómenos sexual feminino, a maneira de experimentá-lo durante o orgasmo, consegue-se estimulando o ponto Gräfenberg, mais conhecido por Ponto G pois, quando a mulher está excitada, as glândulas de Skene enchem-se de líquido e, como com o orgasmo, a pélvis ao contrair-se aperta os diferentes órgãos da zona, entre os quais se encontram estas glândulas, produzindo-se a inundação ou desbordar e posterior saída da aludida substância líquida.

Durante anos, sempre se entendeu e pensou que as mulheres não ejaculavam e que, naquelas ocasiões em que expulsavam uma quantidade de líquido superior ao habitual quando atingiam o clímax sexual, eram produzidas porque sofriam pequenas incontinências urinárias.
Nada mais longe da realidade.
As mulheres ejaculam, sim, ainda que até há pouco tempo, os curandeiros da tribo, que eram poucos, não conheciam o seu nome próprio:
“Squirting”.
Esta crença propalada da inexistência da ejaculação feminina, viu-se tradicionalmente agravada por uma certa “repulsa social” feita no facto de que as mulheres excretam fluidos do seu corpo.
Já por si se via o suor como “pouco feminino”, como é que se poderia aceitar uma ejaculação?
Aliás, a passagem do tempo, a abertura das mentalidades e uma pequena ajuda da extensão do cinema porno a diferentes esferas da sociedade, ajudaram a aceitar o que muitas mulheres já sabiam há muito, por experiência própria: que podem ejacular igualmente como fazem os homens.
Não obstante, os estudos a este respeito são ainda muito limitados e não se encontram facilmente avales científicos e médicos que versem sobre este tema.
Quem explicou este complexo fenómeno foi o Professor Emmanuel Jannini, da Universidade de L’Aquila, (Itália).
O mesmo que, em princípios de 2008, saltou para as páginas dos jornais de todo o mundo, por ser o primeiro que conseguia provas físicas (fotografia) da existência do Ponto G nas mulheres e afirmava no “The Journal of Sexual Medicene”, que “não só existe, como se trata duma variante anatómica que está presente só em algumas mulheres” e desenvolveu a sua própria teoria a este respeito, assegurando que a expulsão de líquido através da uretra ou da vagina (tema ainda em discussão) em pleno orgasmo feminino, é produzido pelas Glândulas de Skene ou Parauretrais, que se encontram na zona da parede anterior da vagina.
Por isso, prossegue este perito, pode-se explicar a ausência deste fenómeno em algumas mulheres, já que as aberturas das Glândula de Skene variam, em tamanho, de uma mulher para outra, culminando com o facto de nalgumas mulheres ter desaparecido inteiramente.

Longe de assemelhar-se em aparência ao sémen masculino, a ejaculação feminina consiste num líquido (abundante em muitos casos) transparente e inodoro, ainda que efectivamente contenha resíduos de ureia e creatina, não é urina, mas sim formado principalmente por glicose, frutose, e fosfatada ácida prostática.
Apesar de que o habitual, é que estas secreções passem despercebidas durante a relação sexual, o certo é que, as mulheres que têm estas glândulas mais desenvolvidas podem experimentá-lo de forma mais evidente, podendo chegar a ser incómodo ainda que muito prazenteiro, asseguram os especialistas, se não se possuir suficiente confiança com o companheiro de alcova.
Aliás, este facto, afirmam, "não é definidor da capacidade de alcançar o orgasmo feminino, nem muito menos, da fogosidade nem do domínio das artes amatórias por parte da mulher".
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