- Amo a liberdade, por isso deixo livre as pessoas que amo, se voltarem foi porque as conquistei, se não voltarem é porque nunca as tive !
O VIDEIRINHO
quinta-feira, maio 31, 2007
Uma antecipação antecipada

Nem sempre os suicídas podem ser acusados de impaciência.
O desejo de antecipar o último acontecimento da nossa vida pode obedecer a diversas causas ou nenhumas.
Não precipitaram a sua estadia terrestre pelos mesmos motivos, Camilo Castelo Branco, Antero de Quental, Florbela Espanca, Mário de Sá-Carneiro, Ernest Hemingway, Guy de Maupassant, Vincente van Gogh, nem Virgínia Woolf, entre muitos.
Há quem decida partir por temor à solidão ou porque se sinta excessivamente acompanhado, pela ânsia do absoluto ou do tédio.
Em qualquer época registaram-se suicídios, já que a natureza humana experimenta poucas variações substanciais, mas o nosso tempo oferece algumas curiosas variantes, entre elas o suicídio pela Internete.
Tem muito mérito colocar-se de acordo para sair de “excursão” sem ter prevista a volta, pois pelo menos não necessita de carregar com bagagem.
Não conheço as estastísticas, mas todos os anos há suicídios, (no Japão foram mais de 90, valendo-se da Internete).
As últimas foram três jovens de 20 anos. Almas gémeas que optaram por abandonar os seus corpos e engendraram a sua desaparição no ciberespaço.
O mais grave de algumas modas é não poder seguir mais do que uma e, há muitos psiquiatras que propõem planos para reprimi-las.
Pode ser uma forma de loucura colectiva, determinada por uma extrema lucidez, para o caso, clínico ou não, mas nas páginas da Web, abundam as ofertas.
Os seus usuários mais assíduos oscilam entre os 15 e os 30 anos de idade.
Uma franja de idade em que não não é possível fazer premonições e se acumula uma grande quantidade de tédio.
Nietzche dizia que o pensamento do suicídio representava para ele um poderoso consolo e que o havia ajudado a passar muito bem, uma má noite.
Considerado como “o teste absoluto da liberdade humana”, há que perguntar-se o porquê de se suicidarem mais japoneses com um nível de vida muito mais elevado que imigrantes nascidos num qualquer país africano.
Algo de raro se passa, mas como ocorre continuamente, deixa de ser raro!
HISTÓRIAS de TURISTAS

Há cerca de 15 anos, (talvez um pouco mais), o antropólogo Jean-Didier Urbain, publicou um ensaio (...?) intitulado, “O Idiota que Viaja”.
Era uma obra premonitória, porque esses turistas aos quais se consagrava esse estudo foram aumentando.
Em 2003 houve 700 milhões de turistas no mundo.
O dinheiro gerado por estes turistas foi estimada, só na UE em 213.000 milhões de euros.
É, portanto, um pilar básico da economia.
Mas as queixas contra estes mesmos turistas são inumeráveis.
São destruidores, consomem monumentos e os lugares que visitam.
Favorecem a contaminação e obrigam a criar instalações inúteis e caras (...).
Por sua causa, os países de acolhimento, inventam ou fabricam identidades caricaturescas e estereotipadas.
Resumindo, o turista é um invasor que paga o último avatar da globalização.
Mas quem é o turista?
É sempre o outro, ainda que, realmente, todos nós já o fomos ou iremos sê-lo.
Em vez de denegrir estes desmancha-prazeres viajantes seria melhor analizar o estatuto do turista na nossa sociedade.
Jean-Didier Urbain, afirma que o turista participa no intercâmbio pacífico de civilizações.
Não só como exportador de influências, mas também como um importador.
O turista é um camaleão que se adapta à nova noção de cultura e desborda as fronteiras turísticas tradicionais, ampliando-as ao urbanismo ou à gastronomia.
Já não só visitam os Castelos do Vale do Loire ou as Pirâmides do Egipto, como também os estaleiros de Saint-Nazaire ou a prisão de Nelson Mandela na África do Sul.
Actividades irrisórias?
Podem ser uma esperança.
quarta-feira, maio 30, 2007
HÁ VIDA NA TERRA NOVAMENTE !!!
A revolta dos porcos

REBELIÃO na QUINTA
Tudo começou com a demência das vacas, tão cheias de sensatez.
O seu pacífico carácter foi alterado quando as converteram ao canibalismo e lhes deram de comer, cadáveres em pó dos seus antepassados.
Há séculos ou milénios que eram herbívoras e não se habituaram a deglutir as congéneres.
Algumas perderam a razão, enquanto observavam, desde os seus estábulos, todavia com os olhos maiores ou inchados, os prados de cor esmeralda.
Se estes prados falassem ...
“Agora sabemos que o mal das vacas loucas é um risco real", dizem os cérebros abúlicos que comandam a história da vida real do mundo.
Também sabemos que a enfermidade tem o pomposo nome de “encefalopatia esponjiforme”.
Morrem novos e velhos e é necessário extremar a vigilância perante a possibilidade real, da aparição de novos casos.
Provavelmente os animais, fartos de ser subjugados e comidos pelos humanos, incontornáveis e incomparáveis predadores, tramaram uma vingança !!!
Há tempos, não sei onde, um indivíduo de 90 anos morreu, depois de ter comido um frango com salmonelas. (Não, não é um acompanhamento, ou, neste caso, foi-o, mas até ao além).
Não sabemos a idade do frango.
Dizem os “experts”, que um surto de salmonela, “ é um episódio convencional, não uma crise sanitária”, mas que normalmente afecta muita gente, é uma verdade.
Se fosse perto de mim, tornava-me vegetariano !
Acabaram-se os frangos que andavam nos montes sós.
Os melhores eram os “pica no chão”.
A base da sua alimentação eram os desprevenidos e audazes insectos e as mais redondas caganitas das cabras, mas o segredo da sua consistência eram as correrias que tinham de fazer quando aparecia o combóio.
Inesquecíveis frangos atléticos, curtidos em mil batalhas ferroviárias.
O desaparecimento de “picas no chão”, fez descer o nosso nível de vida !!!
terça-feira, maio 29, 2007
SUPER ou NORMAL ?

O “superhomem” não existe.
Nem sequer Fidel Castro que leva quase 50 anos, sendo um colosso para alguns e um tirano para outros, pode saltar sobre os limites da espécie.
Quando alguém fala de “um ser superior”, é um bajulador.
Supostamente, pode ser superior o que utiliza a lisonja, mas não demasiado se o destinatário é um servil bajulador.
O que sei, é que, são raras as pessoas dotadas de uma especial disposição para realizar algo.
Como se sabe, uma pessoa talentosa pode fazer algo, que não pode fazer uma pessoa corrente e um génio, é o que faz o que não pode fazer, uma pessoa de talento.
Agora, essa pouca habitual faculdade está a ser suplantada por certos estimulantes e, os “superhomens” da nossa época, devem muito à farmacopeia clandestina.
Não sou grande adepto do atletismo, mas não ignoro que há negros que correm mais que outros negros.
Aquele, Justin Gatlin, o homem mais veloz do planeta, pode sempre ser suspenso ou proibido para sempre, (irradiado), com um teste positivo de testosterona.
Também o último vencedor do “Tour”, Floyd Landis, foi “deslaureado” depois de sudorosa vitória, pelo mesmo motivo, continuando a pedalar e espernear a sua inocência, pelas “divindades” supremas.
A testosterona, está proibida há cerca de 15 anos, mas continua a ser a “fornecedora” favorita de “vitórias”.
Todos negam qualquer aproximação ao abismo.
Uns, sintetizam-na nos testículos, outros no ... laboratório do seu equipamento.
Não sei o que acusou Nuno Assis, jogador do Benfica e muitos outros, que cá dentro ou lá fora, foram apanhados pela rede.
Só sei, que pelos vistos, todos tomam, o que todos tomam, mas alguns tomam o que os outros já não tomam ou ainda não tomaram.
A mim não me causam mossa e não ligo muito, pois não possuo uma ideia muito clara do que é a droga.
Dois “whiskies”, e 4 cigarros, foi o que necessitei para escrever isto!
TATUAGENS
Variável, desde logo, porque se alguns dizem que representa um signo cósmico associado à boa sorte, outros só a vinculam ao capricho estético de um tatuador de Paris, cujos conhecimentos científicos e esotéricos são os mesmos que os de um chimpanzé da África Tropical.
Mais a mais, instados a dar explicações raras sobre algo tão sensível, como uma estrela anã pintada sobre qualquer parte do corpo, o melhor que se ouviu foi de uma alemã metafísica em pleno areal algarvio, quando se referiu à sua tatuagem como “ um pequeno falo espiritual estrelado de cinco pontas “.
Contudo, o mais variável deste controverso desenho, são as inúmeráveis e possíveis eleições na localização corporal, como uma senha no calcanhar de Aquiles, no tornozelo ou no ombro, mas também no dedo grande do pé, na anca direita ou no lado direito ou do esquerdo do nariz.
No que se refere ás cores, a tonalidade preponderante da tatuagem estrelar, é o negro, se bem que em alguns famosos locais há quem as pinte de cores muito diversas, como o verde intenso do dólar.
Obviamente que as há, assim mesmo, meramente corporais, o mesmo é dizer, passageiras e laváveis, porque muita gente só as quer a luzir duas semanas ou um mês, com os inventados colantes e adesivos, que se vendem em folhas ou grupos de dez ou quinze, com a gama completa das cores do arco-íris.
Supostamente nem se poderá dizer que a estrela de sempre se impôs ás pulseiras de borracha que já foram moda em Verões passados, com a qual ninguém é nada, nem nada é modernidade estival sem a dita estrela.
E mais não digo, meu povo e minha pova, porque vou ansiosa e pressurosamente tatuar uma estrela, no orgão mais parecido com o seu local habitual de poiso, (da estrela, como é lógico!), onde possa vê-la ao alto quando necessário ou confundida com o horizonte, quando der descanço ao coiso.
sábado, maio 26, 2007

Como continuo sem o meu companheiro d'armas, destas lides tempestuosas e este, que não me pertence, quero mantê-lo virgem das minhas arbitrariedades e inabilidades latentes, vou deixando correr a pena ao sabor da quantidade de tinta que me resta e escrevendo ...
Festas de ESPUMA
Reparei que no Verão passado, (em Espanha), num Verão pós-moderno e dançarino, continua-se pertinazmente com a moda das festas com espuma, o mesmo é dizer, ânsia bailável de umas noites com bolhas e bolhinhas de sumptuoso sabão ou sabonete.
Uma ânsia que se vai sofisticando, mais a mais, porque ultimamente nas discotecas da costa Mediterrânica, (que eu conheça), celebram-se festas temáticas de disfarces e de motivos históricos, ás quais se junta, como a cereja no topo do bolo, a humidade de uma espuma voluptuosa e colectiva.
Foi o caso de uma festa consagrada ao terror gótico, numa dada discoteca, onde um tipo disfarçado de huguenote sanguinário, acabou parecendo o Pato Donald saíndo do banho, o mesmo que um travestido alemão que com tanta espuma e confusão, já não sabia se o seu disfarce era o de Ana Bolena ou o de Esther Williams em "Escola de Sereias".
São estes os maiores problemas das festas com os malditos jactos de espuma, que destroçam num ápice o "look" e o estilo trabalhado durante semanas, além de introduzir a confusão sensorial e desorientação carnal entre as almas e os corpos.
Fixem-se bem na enormidade espumosa duma noitada de farra sideral na Costa Brava, (Espanha), cuja densidade e espessura, motivou que um turista de Manchester, confundiu e agarrou pelos gémeos, um "disc-jockey", acreditando que tocava as sensuais nádegas da sua noiva, uma empregada de Edimburgo com inconfundíveis curvas bem curvilíneas.
Não quero continuar a aborrecer com esta casuística, mas a verdade é que estas festas de espuma são uma porcaria, uma cafonice e acima de tudo, um atentado identificado contra os desejos transformistas de muita gente. Ao ponto de se acabar a pensar se se há-de ir a uma festa de espuma, dedicada a Helena de Tróia.
Porque se vamos vestidos como o guerreiro Aquiles, com a flecha e a ferida no calcanhar incluídas, o melhor é que nos confundam com o estafeta ou moço de recados, Sacarino(*) depois da primeira aspersão com espuma.
(*) Sacarino é o moço de recados ou servente na história cómica de Francisco Ibáñez, "El botones Sacarino", que não gosta de trabalhar e sempre que pode dorme ou entretém-se a jogar qualquer jogo e só ocasiona confusões e problemas
Uma ânsia que se vai sofisticando, mais a mais, porque ultimamente nas discotecas da costa Mediterrânica, (que eu conheça), celebram-se festas temáticas de disfarces e de motivos históricos, ás quais se junta, como a cereja no topo do bolo, a humidade de uma espuma voluptuosa e colectiva.
Foi o caso de uma festa consagrada ao terror gótico, numa dada discoteca, onde um tipo disfarçado de huguenote sanguinário, acabou parecendo o Pato Donald saíndo do banho, o mesmo que um travestido alemão que com tanta espuma e confusão, já não sabia se o seu disfarce era o de Ana Bolena ou o de Esther Williams em "Escola de Sereias".
São estes os maiores problemas das festas com os malditos jactos de espuma, que destroçam num ápice o "look" e o estilo trabalhado durante semanas, além de introduzir a confusão sensorial e desorientação carnal entre as almas e os corpos.
Fixem-se bem na enormidade espumosa duma noitada de farra sideral na Costa Brava, (Espanha), cuja densidade e espessura, motivou que um turista de Manchester, confundiu e agarrou pelos gémeos, um "disc-jockey", acreditando que tocava as sensuais nádegas da sua noiva, uma empregada de Edimburgo com inconfundíveis curvas bem curvilíneas.
Não quero continuar a aborrecer com esta casuística, mas a verdade é que estas festas de espuma são uma porcaria, uma cafonice e acima de tudo, um atentado identificado contra os desejos transformistas de muita gente. Ao ponto de se acabar a pensar se se há-de ir a uma festa de espuma, dedicada a Helena de Tróia.
Porque se vamos vestidos como o guerreiro Aquiles, com a flecha e a ferida no calcanhar incluídas, o melhor é que nos confundam com o estafeta ou moço de recados, Sacarino(*) depois da primeira aspersão com espuma.
(*) Sacarino é o moço de recados ou servente na história cómica de Francisco Ibáñez, "El botones Sacarino", que não gosta de trabalhar e sempre que pode dorme ou entretém-se a jogar qualquer jogo e só ocasiona confusões e problemas
sexta-feira, maio 25, 2007
DARWIN e BUSH
Há quem acredite que existe um choque de civilizações entre o Islão e o Cristianismo, mas também existe quem opine que ambos os credos não se consideram inimigos entre si e que, inclusivé, nos seus extremos, há sectores que compartem uma crescente e combativa repulsão das sociedades seculares.
É verdade que as sociedades ocidentais de cultura cristã, estão melhor preparadas que as islâmicas para resistir à ofensiva dos fundamentalistas religiosos.
Como exemplo, mais ou menos recente, (1 ou 2 anos), na Europa não se concedeu importância a um artigo do Arcebispo de Viena e influente teólogo do Vaticano, sugerindo que a Teoria da Evolução, tal como é explicada hoje em dia pela Ciência, não é compatível com o catolicismo.
Mas uma coisa é um artigo de um cardeal, (que para mim não tem inteligência suficiente ou delicadeza de sentimentos, para não dizer a verdade que se impõe – grosseiro e bruto) e outra as declarações do presidente dos Estados Unidos, exortando a que nos colégios públicos americanos se ensine “também”, dentro dos programas científicos, a chamada teoria do “desenho inteligente”, ou seja, a nova envoltura com que os fundamentalistas cristãos estão a apresentar a velha tese do criacionismo bíblico e a rejeição ou repulsão da Teoria da Evolução formulada por Charles Darwin.
Ainda que, nos Estados Unidos, os planos de estudo não dependam do Governo Federal, a intervenção de Bush provocou comoção nos círculos científicos.
As mais prestigiosas instituições académicas desse país, demoram uma eternidade para denunciar o avanço de campanhas de propaganda de poderosos “think tank”, para exigir que as escolas incluam entre as diversas matérias científicas, que a Teoria da Evolução é insuficiente para explicar a vida e que existe uma “força inteligente”, (que só poderá partir do cérebro abúlico de Bush, digo eu), por detrás do desenvolvimento da humanidade.
Em pouco menos de 6 anos conseguiram que as propostas hostis à Teoria da Evolução fossem examinadas pelas autoridades de 20 estados da União.
A intervenção do pobre de espirito, Bush, colocando ao mesmo nível uma das teorias mais contrastadas da história da ciência e o “desenho inteligente”, causam alarme a quem crê que a confusão entre o pensamento científico e a religião é um perigo que espreita todo o tipo de sociedades.
O mínimo que se pode dizer é que o “asno” do presidente dos EUA acabou por fazer mais respeitável esse enorme disparate, falta de tino, tolice, burrice ou desatino!
quinta-feira, maio 24, 2007
MUNDO VIRTUAL
Com o desenvolvimento virtual, os avanços tecnológicos e a enormidade de coisas que se podem fazer pelo computador, não consigo entender muito bem, porque não existe a possibilidade de desfrutar, virtualmente, do Verão, como seja, algum local da rede, que permita, sem sair de casa, o prazer virtual da boa vida veraneante.
Uma página na Net, que por exemplo, ofereça a fantasia cibernética de uma viagem de avião para as Maldivas, em classe executiva, sem ser necessário passar pela macabra facturação ou, sem sofrer os gritos e desmandos do miúdo sentado no banco atrás.
Ou então, uma ligação da rede, que permita sombrear o sol de Punta Cana, Cancun ou Bora-Bora, sem deixar a pele nesses areais ou, inclusivamente, gastar litros de protectores solares.
É claro que, esta irreal possibilidade dum Verão virtual, não deve nunca, ultrapassar certos prazeres superiores, já que não há forma tecnológica de imitar ou competir com o contacto directo e carnal, com uma boa caldeirada, um peixe grelhado, uma espetada de mariscos, ou mesmo um simples pequeno almoço de café com leite e uma torrada, em qualquer hotel à beira-mar, mesmo no infernal Algarve.
Isto, para não dizer nada, obviamente, da enorme complexidade cibernética gustativa e olfactiva, que era supor trasladar para a realidade virtual, o supra-sumum do gozo de uma sesta, numa boa e baloiçante cama de rede, depois dum lauto peixe assado no forno ao sal, regado com um dos nossos enebriantes vinhos e em remate, o apogeu dum deleitoso Cohiba ou Monte Cristo (? não sou fumador), cujo fumo se eleva levemente, pelo ar do luar.
Mais a mais, se formos descaradamente realistas, a verdade é que a internete não colabora como devia com a boa vida veraneante, por muito que tentemos congregar a modernidade técnica, com a vida sensual ou voluptuosa e sonhadora.
Digo-o, sobretudo, porque as ofertas de viagens na rede, acabam por ser um “barrete”, porque as reservas de lugares, colocam-te sempre na última fila, ao lado da fulana mais feia e gorda que viaja no avião e, também, porque o PRAZER ... é, para “papá-lo”, “degustá-lo” e “disfrutá-lo”!
terça-feira, maio 22, 2007
Filmitos, filmezitos ou filmezinhos ...
Os vídeos caseiros são um clássico em qualquer grelha televisiva.
Em Portugal, como noutros países, tiveram o seu “boom” nos anos 80, quer na RTP1, quer na 2, para com o passar dos anos, cairem num certo, ou incerto, ostracismo só saíndo, ou tentando sair em programas juvenis muito concretos, sendo hoje açambarcados ou mais poliglotamente falando, ignobiosamente desviados para canais pré ou pós, pagos.
Sem dúvida, as novas tecnologias permitem a qualquer pessoa, (não eu), com muita imaginação e com poucos recursos criar a sua mini película.
Se até agora se dizia, que em qualquer português, havia um potencial treinador ou seleccionador de futebol, no seu interior, agora, também se comprovará, existir um encenador, director ou realizador de filmes ou cinema, à espera duma oportunidade.
Os vídeos com menos de 1 minuto e meio, vivem a sua idade de ouro na Internete e nos telemóveis.
Quem é que ainda não recebeu no seu e-mail, um vídeo divertido e surpreendente ao mesmo tempo ? E quem não o reenviou imediatamente a toda a sua lista de correio electrónico, para que o possam desfrutar também ?
Podem ser simplesmente “gags” ou histórias mais rendilhadas. Completamente amadoras ou criadas por agências de publicidade, como “spots” publicitários.
Há um só denominador comum para todos: os vídeos têm que ser divertidos.
Há inclusivé na Internete, um “festival” ou “concurso” de cinema dedicado a este tipo de pequenas histórias, com o contributo de directores de prestígio.
São os pequenos grandes efeitos !!!
sexta-feira, maio 18, 2007
GEOGRAFIA de MULHERES
Num destes dias, entre atlas e mapas, dos locais mais incríveis do planeta que actuam como chamamento, apelo ou reclamo, para férias de sonho, podemos encontrar também, um atlas diferente.
Trata-se do “Atlas das mulheres em desenvolvimento no mundo”, publicado pelo Ministério do Trabalho e Assuntos Sociais, do governo espanhol, que oferece uma análise cartográfica da população humana na perspectiva do género.
Trata-se dum instrumento, essencialmente gráfico, rigoroso e verdadeiro, sobre a situação das mulheres no nosso planeta. (Foi a primeira vez que tal tema foi abordado e publicado).
É um livro obsessivo, excessivo e avassalador, com curvas de pobreza e de miséria, com contornos de desigualdade, com picos de mutilação e violência, com índices de analfabetismo e mortalidade, com abissais discriminações.
A autora, Cándida Gago, professora da Universidade Complutense de Madrid, especialista nesta matéria, documenta as suas afirmações com estatísticas e dados de organismos internacionais certificados e rigorosos para guiar-nos através de todos os itinerários da desolação e do horror em que vivem, cada dia, milhões de mulheres em todo o mundo.
Podemos seguir as rotas como se se tratasse de umas macabras férias.
A rota da pobreza em que vivem diariamente, segundo as Nações Unidas, 1300 milhões de pessoas em todo o mundo que subsistem com menos de 1, (um), dólar por dia e cuja esperança de vida não supera os 40 anos de vida. 70 % desta população, são mulheres.
A rota da violência, que não tem limites, nem fronteiras.
Em países como os Estados Unidos, Canadá ou Alemanha, por exemplo, com um altíssimo nível de vida e bem-estar económico, cerca de 20 % das mulheres sofrem maus tratos por parte dos seus maridos/companheiros.
No Sudão, Somália ou Etiópia, como em muitíssimos outros países de África, 80 % das mulheres são submetidas à ablação do clitóris.
A rota do infanticídio e da prostituição, que ano após ano, nos mostra dois milhões de jovenzitas, entre os cinco e os quinze anos, que são lançadas no mercado do sexo.
Um mercado que se estima, que por ano, são vendidas ou compradas quatro milhões de jovens, com fins muito distintos: casamentos, escravidão ou prostituição.
Podemos fazer mais rotas, as públicas e privadas, a rota da política, a rota do poder ...
Estamos pois, perante um atlas, que admite muitas leituras, mas nenhuma delas nos leva a lugares de sonho, nem a ilhas parasidíacas.
Levar-nos-ão ao convencimento de que, haverá outro mundo possível e que, do nosso altaneiro e previligiado observatório, hoje mais do que nunca, temos de seguir lutando pela igualdade.
As mulheres merecem-no !
quinta-feira, maio 17, 2007
O INVENTO DEFINITIVO
Debussy(*), era o mais apropriado, para desfrutar o momento sublime do entardecer alaranjado.
Sem o meu computador e para não vaguear pela Net, feito vagabundo, vago, errático e volúvel, li, por descuido, no “Manual Práctico del Astrónomo Aficionado”, (de José Maria Oliver, 1992), que Júpiter tem 16 luas ou satélites e Saturno, 17.
Parece-me que os livros também se enganam, pois Saturno tem 18 luas, já baptizadas e algumas dezenas mais, que ainda não passarão de letras e números, mas o livro fala em 17, com nomes tão sugestivos como, Pandora, Io, Calipso, Calisto, Europa, Titan, etc.
Para não falar de Neptuno, cortejado por Tritão e Nereida; muito longe, para local de férias.
À noite, pus-me a esquadrinhar as constelações com a ajuda dum planisfério.
Imaginei-me a bordo dum navio no alto mar, com a proa dirigida para a Estrela Polar; Cassiopeia à direita, Perseu, numa direcção mais para baixo. Imediatamente senti uma vertigem em metade daquele incomensurável anfiteatro cósmico, que me absorvia a mente, como um buraco negro, no preciso momento em que tratava de imaginar, onde estavam os limites de tudo aquilo e onde se situava o eixo que sustenta o universo planetário.
Sobrepus-me e regressei à posição fetal, ponto de partida deste formigueiro governado pelos grandes armazéns, hipermercados e ligas de futebol. (não falo em políticos e quejandos!).
Agarrado ao material, tinha desaparecido a magia de Debussy.
E quase a degradar-me intelectualmente, o naufrágio total estava servido por um programa de televisão, onde uns pseudo cómicos, ou cómicos pseudo, colocavam a letra e rima numa pateta ou patética canção, para um auditório febril, que parecia desfrutar com aquele nascimento.
Saltei mecanicamente de canal em canal, passando por fluidos e diarreias de famosos e parasitas. Refugiei-me na CNN, para conhecer a última parte da guerra, Israel – Hamas – Fatah, (o inverso também é verdadeiro, como na matemática), antes de ir deitar-me e sonhar com um “traumaturgo” justiceiro.
A Lua, emergia sobre os telhados em quarto crescente.
Projectava um ténuo reflexo sobre a janela do meu quarto.
Peguei nos binóculos e creio adivinhar o “Mare Serenitatis”.
Penso que me recordei que Aldrin e Armstrong, deixaram ali as primeiras pegadas do homem. ( eu continuo céptico nesta matéria, mas adiante ...).
Podiam ter poupado a viagem; porque em todo o mundo, tudo o que interessa, recebe-se triturado e reciclado através de um tubo catódico e é com ele, que se elege a classe e tipo de vida que se deseja viver, sem interferências que lhe compliquem a existência.
A TELEVISÃO, O INVENTO DEFINITIVO!
Uma vez que te ofereceram a Lua pela TV, que mais podemos esperar ?
O clube de exploradores e descubridores foi substituído pelo Guia Michelin, ou Campsa e pelo Google Earth.
O mundo conhecido, fica mais pequeno todos os dias; o outro, desconhecido, pode esperar.
Apesar de mais cómodo e mais barato, melhor será que nos invadam os Marcianos.
Para que nos deixem a televisão e o computador!!!
(*) – Debussy, compositor francês, (1862/1918), autor de melodias, peças para piano, (Prelúdios, Estampas, etc), de peças sinfónicas, (Prelúdio à Sesta de Um Fauno, Nocturnos ...), de um drama lírico, Pelléas e Mélisande, etc. A sua música requintada e impressionista é uma reacção contra o wagnerianismo e renovou a técnica da expressão musical.
quarta-feira, maio 16, 2007
VIDAS BARATAS
Já sabemos que muitos sub-saarianos, que tentam chegar ás Canárias nos seu frágeis caíques, morrem com a intenção.
Também morriam os africanos, (do Norte de África), nas suas balsas, quando o tráfico princípal era organizado junto ao estreito de Gibraltar.
Mas poucas vezes as notícias, de alguma desgraça desta índole, tiveram ou têm a repercussão que mereciam os cadáveres que dão à costa.
Este tipo de informações, tão repetitivamente reiteradas, perderam interesse.
Nada, nem ninguém na Europa, derramará uma lágrima por esses infortunados, que ficaram reduzidos a um número, o elemento anónimo de uma macabra estatística ...
E também a referência, à obscura injustiça, tão embaraçosa, que os cidadãos da opulência, preferimos dar por subentendido.
Estas evidências corroboram tudo o que já se sabia: a vida dum palestiniano, vale, política e mediaticamente muito menos, que a de um europeu; a de um oriental, uma mínima parte da de um ocidental ...
Este é o nosso delirante código de valores, base da nossa deficiente organização democrática!
Também morriam os africanos, (do Norte de África), nas suas balsas, quando o tráfico princípal era organizado junto ao estreito de Gibraltar.
Mas poucas vezes as notícias, de alguma desgraça desta índole, tiveram ou têm a repercussão que mereciam os cadáveres que dão à costa.
Este tipo de informações, tão repetitivamente reiteradas, perderam interesse.
Nada, nem ninguém na Europa, derramará uma lágrima por esses infortunados, que ficaram reduzidos a um número, o elemento anónimo de uma macabra estatística ...
E também a referência, à obscura injustiça, tão embaraçosa, que os cidadãos da opulência, preferimos dar por subentendido.
Estas evidências corroboram tudo o que já se sabia: a vida dum palestiniano, vale, política e mediaticamente muito menos, que a de um europeu; a de um oriental, uma mínima parte da de um ocidental ...
Este é o nosso delirante código de valores, base da nossa deficiente organização democrática!
quarta-feira, maio 09, 2007
Tenho os dedos a crescer, para escreverem ...
Nesse reino e para não destoar da mediania besteira, (dos indigentes, digo, dirigentes), o estrénuo amigo dos Zés e das Marias, não podia ficar atrás do palrador e vai daí, sem querer deixar transparecer a sua verdade interior, disse tudo o que lhe vai no interior, com aquela sinceridade só ao alcance dos grandes oradores. Não é invenção minha e para o provar, aqui fica a crónica no JN, do escritor, jornalista e diplomado em Direito, Manuel António Pina.
Ferreira Fernandes (FF) acha no DN que a expressão "o trabalho liberta" usada por Portas na Madeira significa que ... 0 trabaIho liberta (diga-se, como curiosidade, que "trabaIho" vem do latim "tripalium", aparelho de tortura composto de três paus). E estranha FF que gente como eu dê à inocente expressão um sentido perverso, por tê-Ia visto em "filmes" (filmes!) como Auschwitz ou Dachau, em cujos cinematográficos portões avultava, para os que os atravessavam a caminho da morte, a afrontosa ironia "Arbeit macht frei" . A inocência linguística de FF é chocante, para não dizer mais. lnfelizmente, depois de Auschwitz, certas palavras perderam a inocência, e não serão decerto Portas e FF quem poderá restituir-lha. Não, a palavra Auschwitz não é apenas um inocente topónimo; não, "Sieg heil!" não é apenas uma saudação inocente; não, "Lebensraum", "Blitzkrieg", "Pogrom" não são inocentes substantivos. Tais palavras fazem sentido, um sentido terrível, na História (pois as palavras têm História) e carregam consigo esse doloroso sentido (ao menos para os que não descartaram alegremente a memória). Alguém que explique a FF que "solução final" não é o resultado de uma equação nem a mistura completa de um soluto num solvente ...
* Título de um livro de Álvaro Magalhães
terça-feira, maio 08, 2007
AINDA HÁ VIDA na TERRA !!!
Continuo vivo e a mexer!
O meu completivo companheiro, cansou-se e meteu baixa ao trabalho.
Neste onde estou a escrever, além de não ter o "XP ", mas um qualquer "Profissional", que para um ajudante de amador é uma carga de trabalhos, concomitantemente o anti-vírus, também não é o "BitDefender", tanto do meu agrado, mas sim, um "Avast" activo e um "Kaspersky" em letargia, porque pelos vistos actuam individualmente, (afinal a união não faz a força).
Sempre pensei que um caçava o vírus e o outro reduzia-o a cinzas, ou enviava-o de retorno.
Parece-me que não é bem assim e, como não sei, quem caça e quem mata, vou aguardar que o "doente" tenha alta e utilizar os insecticidas que possuo!
Obrigado a todos os que me visitaram e um abração!
O meu completivo companheiro, cansou-se e meteu baixa ao trabalho.
Neste onde estou a escrever, além de não ter o "XP ", mas um qualquer "Profissional", que para um ajudante de amador é uma carga de trabalhos, concomitantemente o anti-vírus, também não é o "BitDefender", tanto do meu agrado, mas sim, um "Avast" activo e um "Kaspersky" em letargia, porque pelos vistos actuam individualmente, (afinal a união não faz a força).
Sempre pensei que um caçava o vírus e o outro reduzia-o a cinzas, ou enviava-o de retorno.
Parece-me que não é bem assim e, como não sei, quem caça e quem mata, vou aguardar que o "doente" tenha alta e utilizar os insecticidas que possuo!
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