O VIDEIRINHO

terça-feira, junho 30, 2009

- Quem sabe as voltas que pode dar uma chave !

EQUILÍBRIO

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Até há pouco os portugueses resistiam a morrer e prolongavam a sua residência na terra.

Eram, melhor dito, éramos um país de velhos e vendiam-se mais bengalas que chupetas.

Pois bem, ainda que todavia não saibamos se é para bem, agora temos uma taxa de natalidade muito superior ao que ia descaindo, ou decaindo nos últimos anos.

Há muita gente que se dispõe a nascer de maneira involuntária.

São os factos mais determinantes de qualquer biografia e podem resumir-se em dois algarismos: a data em que nascemos, ou seja a que nos nasceram e a data em que abandonamos a nossa estância neste absurdo planeta conflituoso.

Ramón Gomez de la Serna observou, que estava a revelar uma verdade do universo e não como os falsos magos, que faziam greguerias com obras de ínfimo valor, para impressionar o pessoal pouco letrado, que o aro dos jogos infantis parece-se “demasiadamente” com as coroas mortuárias, do mesmo modo que se assemelhavam bastante a um tipo de brinquedo para bebés, tipo campainha e ao hissope.

A nossa vida é capicua.

Agora as férias terrestres voltaram a equilibrar-se: nascem novos hóspedes na mesma proporção que outros continuam a roubar o nosso país.



Li em qualquer sítio - porque leio em todos os sítios, para tentar que nenhum me influencie - ou ouvi, que o número de nascimentos por mil habitantes aumentou bastante, apesar das discutidas liberdades para o aborto.

Donde comem dois, podem comer três, ainda que comam um pouco menos e donde passam fome três, podem passar quatro.

Em qualquer caso, o dado objectivo é que começamos a ter mais compatriotas e que o pessoal se anima mais a convidar desconhecidos para sua casa.

O número dos que se despedem e dos que são saudados à sua chegada, pela primeira vez está a ser semelhante.

O mundo é um lenço de acenar.

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segunda-feira, junho 29, 2009

- Amiúde, a religião e a justiça ajoelham-se perante o dinheiro !

MICHAEL JACKSON

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Na última foto, a plástica que não chegou a fazer. Tirada daqui.


O FBI vai estar lá, no funeral, se bem que mais intrigado do que condoído.

Investiga-se a morte do génio, mas todos os detectives sabem que foi uma consequência da sua vida.

Michael Jackson era o negro que queria ter a epiderme branca e um incoerente nariz de estátua grega, não conforme com ser ele o rei do “pop”.

Um ser humano desaparelhado que se converteu num boneco mecânico, passando pela etapa de dálmata, mas mesmo assim era o Michael Jackson.

A sua presumível “paidofilia”, o seu infantilismo ou a sua amizade com as drogas, não o diferenciam.

O que o distingue é ter sido um portento da música, mas a acumulação de impulsos demenciais é mais do que suficiente para que a sua triste desaparição açambarque mais espaço do que Jorge Jesus.



Cada um tem o direito de eleger os seus mitos e seria muito, exigir que se escolham entre os arquétipos de conduta moral.

A lenda, que é um território onde habitam os sonhos colectivos, anexou ou incorporou um dos seus mais egrégios fantasmas.

Uma espécie de náufrago de si mesmo.

Cheio de ouro e de fama e quiçá de infortúnio ou infelicidade.

Etimologicamente, a palavra lenda, do latim “legenda”, significa narração de sucessos fabulosos que se transmitem por tradição.

O espasmódico prodígio tem assegurada uma poltrona de teatro.

E mais a mais agora, quando se procura o seu médico, que lhe curou todas as dolências anteriores e que se suspeita ter-lhe facilitado a última.



O médico de família e cabeceira que lhe cuidava da cabeça louca, ausentou-se momentaneamente.

Meio mundo chora semifusas insurgentes e a sua amiga Liza Minelli, anunciou que quando se conhecer o resultado da autópsia se defenderá a de Deus.

A dívida daquele que foi considerado uma máquina de fazer dinheiro, eleva-se a 360 milhões de euros e a promotora dos seus concertos, em Londres, tem problemas semelhantes aos das nossas mais sonoras autarquias.

A crise matou uns e colocou “à sombra” alguns outros – ainda poucos – .

Isto para não falar daqueles que quiseram, momentâneamente, interromper a vida ...

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domingo, junho 28, 2009

A VIDA NO MEU PORTUGAL

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Estou sem Internet !!! (Está aos "soluços").

Quem se rende aos encantos das inovações e avanços tecnológicos está sujeito ao reverso e, pior ainda, à incompetência de quem tecnicamente devia perceber alguma coisa.

Há muito tempo que me queixo (o problema não é recente) ... mas tenho conseguido sobreviver, até um limite.

Agora que estive (estou a recuperar) de uma gripe de caixão à cova (foi só a cova de um dente), pensei que o PC se tinha desabituado ... mas infelizmente não foi ele que pifou.


Não sei quando me resolvem o problema, nem mesmo sei se há alguém com capacidades técnicas.

No meio de tanta incompetência.


É isso mesmo ... estou na mão da instituição, Incompetência Nacional, que é uma Fundação que nos tolhe os movimentos, pensamentos, tormentos, inadimplementos e outros mentos.

Sorte a minha que, para não falhar um dia, tenho "agendado" em post, no "inséte", até ao dia 10 de Julho, umas "coisas", porque senão ... morria mesmo desta vida.


Se não me calarem, voltarei ...

Um abraço e desculpem não "falar" nem pelo e-mail.





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- O que é o beijo ?
Um doce encontro, depois de uma longa busca !

IGNAROS OU INDOUTOS

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Na nossa sociedade existe um importante défice de educação sexual objectiva e adequada.

Quando surgem debates sobre temas como a pílula do dia seguinte, a gravidez, o aborto, a homossexualidade … torna-se demasiado evidente a enorme desinformação geral que existe em torno de aspectos sexuais fundamentais.

Isto sem mencionar todos os prejuízos que entorpeçam um diálogo construtivo e maduro.

Ainda que a polémica se suscite, principalmente entre pessoas adultas, a carência de uma educação sexual adequada é um fenómeno radicado na infância.

Na adolescência a necessidade agudiza-se e na idade adulta podem viver-se muitas dificuldades, resultantes da ignorância, da desinformação e das ideias erróneas sobre o sexo, adquiridas ao longo do “caminho”.

Num recente estudo com 1132 estudantes de carreiras relacionadas com a saúde, numa faculdade do Reino Unido, mais de 50 % dos sujeitos, disseram não se sentir à-vontade, quando tinham de enfrentar uma ampla gama de situações, nas quais recebiam alguma consulta académica com conotações sexuais.

Os profissionais de saúde que se sentem pouco à-vontade ao tratar temas relacionados com sexo, muito provavelmente terão dificuldades para recolher, por exemplo, a história sexual do paciente ou para falar dos temas sexuais que o podiam preocupar.

Ainda que a grande maioria dos profissionais de saúde e educadores aceitem que existe a necessidade de tratar do tema da sexualidade adequadamente, os estudos mostram que poucas vezes abordam suficientemente esta área.



A realidade é que muitos destes profissionais simplesmente não tiveram formação correspondente, para poderem oferecer este serviço.

Outras das razões pode ser a falta de informação, atitudes antagónicas para com o sexo, sistema de valores contrariados, mitos e estereótipos sexuais … ou não saber recolher os dados de uma história sexual.

Geralmente, podemos dizer que muitos profissionais da saúde e educadores, carecem de confiança na hora de tratar as necessidades sexuais da população em geral.

Esta desconfiança é frequentemente reconhecida, por exemplo, por pacientes que ao consultar o seu médico se dão conta de que este, parece indiferente ás suas preocupações sexuais.

Por vezes a causa disso é a vergonha.

Num estudo recente encontrou-se que cerca de 75 % dos pacientes acreditava que o seu médico ignoraria as suas preocupações em torno da sua saúde sexual e, 68 % duvidavam comentar as suas preocupações sexuais com o seu médico, com medo de criarem uma situação incómoda ou vergonhosa para ele.

Tudo isto num contexto em que 40 % de mulheres e 30 % de homens, enfrentavam problemas ou preocupações sexuais permanentes.

A triste realidade é que, em muitos aspectos, o sexo continua a ser um tema tabu e isto dificulta que se possa difundir adequadamente a informação científica disponível sobre o tema.

Por isso, desgraçadamente, na nossa sociedade, abundam os analfabetos sexuais.


Para tua introspecção:

- Custa-te falar de sexo com os profissionais de saúde?

- É-te difícil contares a tua história sexual?

– Acreditas que te custaria muito falar, da tua vida sexual, com pessoas desconhecidas?

– Quanto crês que é necessária a educação sexual na nossa sociedade?

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sábado, junho 27, 2009

- Morrer eu?
Seria a última coisa a fazer na vida !

JUSTIÇA OXIDADA


Há sempre que ter em conta o que a gente pensa, ainda que nas ditaduras não importe e nas democracias não se faça mais que um caso relativo.

As sondagens só proporcionam, isso sim, a opinião de um grupo de cidadãos: precisamente o grupo dos que questionam as sondagens.

Partindo da equívoca base de que um homem da rua, nunca acredita sê-lo, continuamos a fazer análises.

A última, por agora, revela que de cada dez portugueses, só confiam no sistema judicial quatro, nos restantes itens da vida, leiam isto.

Os demais consideram que a seu indiscutível defeito não é a credibilidade, mas sim a lentidão, deficiência que se tende a atribuir aos que jogam a extremos esquerdos de qualquer equipa.

O mau é que nessa equipa, que por sinal é a equipa nacional, jogamos todos.


Os mileuristas e os clientes da Dona Branca, digo, do BPP perderam as suas castas e especuladoras fortunas, pela estafa de Madoff, depois de sabiamente aconselhados sobre o destino dos seus investimentos, (enquanto a galinha deu ovos de ouro, foi um fartar vilanagem … agora que está com a Gripe Aviária ...).

Em que é que podemos acreditar se cambaleia ou oscila a nossa fé na Justiça?

Bertold Brecht dizia que muitos juízes são absolutamente incorruptíveis, que nada nem ninguém os pode induzir a fazer justiça.

A primeira tarefa do Governo será a de obter "três em um" para as escalas de justiça, que está oxidada, mesmo antes de travar a hemorragia de desempregados, que é a raiz de muitas injustiças.



O primeiro deste rectângulo, Snr. Silva, deixou, a três meses das legislativas, a cooperação estratégica com o Primeiro, Snr. Sócrates.

O Governo falhou, como têm falhado todos os que nos infernizaram nos últimos 32 anos.

Parece que o verniz está a saltar, com um, a acusar o outro, em surdina, de se grudar ao PSD e à sua cúmplice laranja que decalca discursos e ninguém a quer ver descascada.

Cada vez mais trabalho para a senhora de olhos vendados, que em todos os casos, não os deve ter vendidos, digo vendados, veja o que veja, a pobre.

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sexta-feira, junho 26, 2009

- Há que encontrar a luz ou há que perder o medo da escuridão ?

A ASPIRINA

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O pessoal acredita que a “ASPIRINA” é um simples comprimido que se toma quando nos dói a cabeça.

Mas é muito mais.

Hoje em dia, continua a ser o medicamento por excelência.

Faz parte do Livro Dos Recordes, Guiness, ganhou um prémio Nobel e foi eleita, como um dos cinco inventos imprescindíveis, legados pelo século XX (depois do automóvel, da lâmpada, da televisão e do telefone).

Cada segundo que passa, a ASPIRINA é consumida por 2500 pessoas em todo o mundo e calcula-se que circularam, à volta de 350 biliões de comprimidos ao longo dos escassos 100 anos de história.

Como escreveu José Ortega y Gasset, em 1930, no seu livro, a "Rebelião das Massas”, "la vida del hombre medio es hoy más fácil, cómoda y segura que la del más poderoso en otro tiempo. Qué importa no ser más rico que otros si el mundo lo es y le proporciona magníficos caminos, ferrocarriles, telégrafos, hoteles, seguridad corporal y ASPIRINA?".

Algumas das suas principais utilidades são:



- Analgésico: a cefaleia é a dor mais frequente das que sofre o ser humano.

Só 4 % da população não conhe
ce esta dor.

A ASPIRINA toma-se para dores de cabeça (14 % do seu uso), dores de dentes, ossos, musculares e de ouvidos.

– Anti-agregante plaquetário: usa-se em 37 % das ocasiões para prevenir acidentes cardiovasculares, que são a principal causa de morte e invalidez, no Ocidente.

O facto deste fármaco actuar de forma muito rápida (em menos de 20 minutos) confere-lhe um papel importante no tratamento do síndroma coronário agudo, tanto se for um enfarte do miocárdio como uma angina instável.

– Anti-inflamatório: a inflamação descreve-se nos livros clássicos por quatro sintomas: inchaço, calor, ruborização e dor.

É a expressão dos mecanismos de defesa do organismo enquanto tenta reparar um tecido danificado.

– Antipirético: a ASPIRINA também serve para diminuir a febre.

– Anti-reumático: a palavra reumatismo tende a englobar uma série de enfermidades agudas ou crónicas que afectam as articulações.



A ASPIRINA usa-se para doenças com dor e inflamação, como a artrite reumatóide, lúpus eritematoso, artropatías soriásicas, osteoartropatias inflamatórias, etc.

A vantagem da ASPIRINA sobre outros fármacos é a sua baixa toxidade e o preço.

– Cancro: a ASPIRINA reduz o risco de cancro do cólon e do recto em 40 % dos casos se se toma duas vezes por semana.

Existem estudos que revelam o seu possível efeito benéfico na prevenção do cancro da mama.

– Alzheimer: um estudo de 1997 revelou que numa dose similar à empregue como anti-inflamatório, a ASPIRINA tem um efeito neuroprotector sobre as células do cérebro, evitando a morte de 83 % de neurónios, o que reduz o risco de sofrer de Alzheimer.

– Sida: existem estudos de laboratório que sugerem que, ao reduzir certos processos inflamatórios, o uso da ASPIRINA pode atrasar a enfermidade, contribuindo para melhorar as funções imunitárias e quiçá parar a repetição do vírus da imunodeficiência humana (VIH, ou HIV), reduzindo os níveis de certos mensageiros químicos que são os que desencadeiam o “crescimento” do vírus.


Além de tudo o que disse, a ASPIRINA também ajuda a reduzir o risco de elevação da pressão sanguínea durante a gravidez.

Previne certos tipos de cataratas.

Ajuda a prevenir a enxaqueca em pacientes que não toleram os betabloqueadores e os calcioantagonistas.

Também já foi citada a sua influência benéfica, com diferentes doses e em determinados casos, para evitar o aborto pelo síndroma de Huges, para cálculos biliares, no controlo de tumores hepáticos, para diabetes mellitus, no tratamento do alcoolismo e na forma tópica, no herpes zoster, nas queimaduras solares e picadelas de insectos.

Para não falar na possibilidade de, a quem tomar regularmente ASPIRINA, resistir melhor a um ataque cardíaco (in “A Farmácia do Povo”).

A ASPIRINA.

A panaceia, oiçam-na !!!

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quinta-feira, junho 25, 2009

- A experiência ?
Tenho aqui uma cicatriz !



POBRES DIABOS

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A régua de medir é muito desigual: representa uma alfinetada para alguns e para outros, algo que acontece aos outros.

Quais são as nossas possibilidades de resistência?

A General Motors suspendeu os pagamentos mas continuam vivas algumas quinquilharias do agrandamento.

Sempre que se pisa um formigueiro sobrevivem alguns membros deste congregado grupo de himenópteros, repugnante exemplo de laboriosidade.

Também entre eles há classes.

Recomendava Píndaro, o sublime cantor de “epinícios” aos triunfadores das olimpíadas, que “há que esgotar o campo do possível”.


O imortal poeta, que era ligeiramente “maricas”, como diria Fidel de Castro, que já não está vivo nem morto, terminou os seus gloriosos dias nos ginásios, vendo os atletas desnudarem-se, mas antes fez outras coisas, entre outras, cantar o esforço e exaltar o triunfo dos que sabem sublimar as suas possibilidades.

Quais são as de cada um?

“Cinco talentos me deste senhor, devolvo-tos”, pode ler-se nos Evangelhos.

O que têm que fazer os que não foram agraciados por nenhuma dádiva?

Temos que ser piedosos com a gente que se viu obrigada a dedicar-se à política, já que não lhe foi dada nenhuma graça especial para ganhar a vida honradamente.

Pela régua que medireis, sereis medidos.

Vai ser lembrado pelos "mãos limpas", para ensinarem o seguinte, a dizer, as “mãos para cima”.

Agora que os partidos competem em denúncias e se dedicam a elaborar catálogos de sem-vergonhas dos partidos contrários.

– Estou a morrer acima das minhas possibilidades – disse Oscar Wilde - antes de tagarelar, quando os seus amigos lhe levaram umas garrafas de champanhe francês.

Isso tem acontecido com os portugueses.

Acreditávamos ser ricos, sendo uns pobres diabos.

Uns mais diabólicos que outros.

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quarta-feira, junho 24, 2009

- Quando será o fim do mundo ?
No dia em que eu morra !

ESCRAVIDÃO MODERNA

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Pang Bun Ok, vendida na China por 737 euros


Camponesas que fogem da fome podem converter-se, na China, em prisioneiras sexuais.

Depois da morte do seu marido por inanição em 1997, durante a pior época de fome na Coreia do Norte, Pang Bun Ok (hoje com 55 anos) desertou para a China em 1998 com os seus três filhos em busca de uma vida melhor.

Naquele entretanto, a sua filha mais velha desapareceu.

A sua vida na China nunca chegou a ser o que havia imaginado.

Entre 210 e 842 euros, é quanto oscila o preço de uma mulher norte-coreana, segundo informação da Comissão Americana dos Direitos Humanos na Coreia do Norte, que inclui uma lista de preços reais pagos em 2005.

Pang foi vendida por 737 euros em 1999.

Encontrou comida na China, mas pouco depois de chegar foi separada dos seus filhos e vendida como noiva três vezes.

Viu-se enclausurada numa casa, amarrada a uma cama, maltratada, raptada e revendida.

Conseguiu fugir dos sucessivos maridos, mas na terceira ocasião foi capturada e devolvida para a Coreia do Norte, onde a torturaram e posteriormente a enviaram para um campo de trabalho, para ser reeducada.

“Trataram-me como se fosse um animal” disse Pang, que desertou da Coreia do Norte, pela 2ª vez, em 2003 e conseguiu chegar à Coreia do Sul, onde os seus três filhos a esperavam.

O seu caso é único: utiliza o seu nome real e pode mostrar a sua cara nos meios de comunicação, porque o seu marido faleceu e o resto da família está em Seul.

A maioria de norte-coreanos que fogem dos seus carcereiros, utilizam nomes falsos e não podem dar a cara, nem aparecerem em fotos, porque na Coreia do Norte o castigo por “atraiçoar o regime” – assim é considerada a emigração – recai amiúde sobre a família do fugitivo.


As norte-coreanas que fogem do seu país podem encontrar um destino enjauladas


Pang nega-se a guardar silencio.

“As mulheres norte-coreanas são vendidas como se fosse gado, na China”, protesta.

O tráfico e o abuso de fugitivas norte-coreanas, na China, é uma história em que estão a trabalhar as repórteres americanas, Laura Ling de 32 anos e Euna Lee de 36, sentenciadas no passado dia 8 de Junho a 12 anos de trabalhos forçados na Coreia do Norte.

Sabiam que histórias como a de Pang, não são a excepção; pelo contrário, é algo absolutamente comum.


A emigração em massa da Coreia do Norte, começou em meados dos anos 90, quando centenas de milhar de cidadãos escaparam da fome que deixou um milhão de vítimas e tem continuado através dos anos.

Os norte-coreanos na China encontram-se num estado de abandono total.

Segundo “Vidas à venda”, a crónica ou informação sobre direitos humanos, da Comissão americana dos direitos humanos na Coreia do Norte, oito em cada dez, são mulheres – principalmente da classe trabalhadora ou do campo – que cruzam a fronteira por causa da fome.

No total, havia ao redor de 300.000 norte-coreanos a viver na China, a maioria de forma ilegal.

Das mulheres, calcula-se que 70 % delas, são vítimas do tráfico humano.

“A situação é terrível”, sentencia Tim Peters, activista dos direitos humanos e fundador da Helping Hands Korea, uma missão cristã que envia comida para a zona noroeste do país e ajuda os desertores na China.

“As mulheres que fogem, são especialmente vulneráveis.
Arriscam-se a ser enganadas, vendidas ou compradas várias vezes - como esposas de chineses solteiros -, na zona fronteiriça”.


Embora tenha assinado a convenção da ONU de 1951 e o protocolo de refugiados de 1967, a China ignora totalmente a sua obrigação de proteger os norte-coreanos, cujas vidas perigam no caso de serem devolvidos ao seu país de origem.

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres, é acusado de não ter especial interesse no tema.

O certo é que no ano transacto havia 42 milhões de refugiados e muitos em zonas de guerra.

A secção de Pequim, radicada ali, para servir os refugiados com documentos legais, está fortificada dentro dum complexo amuralhado contra a aproximação de qualquer norte-coreano, aos quais a China não considera refugiados, mas sim, “migrantes económicos legais”.

Estes problemas agravam-se no caso das mulheres, devido ao complexo contexto nacional chinês, onde a política do filho único e a consequente popularização do aborto, se o descendente não é um varão, criaram um desequilíbrio demográfico que se traduz na escassez de mulheres.

O tráfico de norte-coreanas que carecem de protecção é uma forma de preencher esse vazio.

Assim, as mulheres como Pang escapam do regime ditatorial de Kim Jong II, para descobrir que na China as convertem em artigos de consumo.

Sem direitos, sem recursos, em contínuo perigo de graves castigos se regressarem à Coreia do Norte, submetidas a um maltrato constante, sem nenhum tipo de protecção nem estatuto de refugiado, nem direitos legais …

“Apanhavam-me tão amiúde que pensava que ia morrer e não podia fazer nada”, diz Pang.


Espaireçam um pouco:

PAGANINI


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terça-feira, junho 23, 2009

- Vive se acreditas e não deixes nada para amanhã. Colhe hoje as rosas da vida !

A MALA PERFEITA

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Todos nos equivocámos alguma vez.

Fomos de viagem com uma mala enorme, pesada e absurdamente cheia de coisas que não utilizámos em nenhum momento.

Ou saímos com a mochila ao ombro e viajámos com insuficiências de tudo, por não prever bem as necessidades do itinerário.

Cada viagem exige um tipo de bagagem diferente e como há hoje tantas opções à nossa disposição, só temos que eleger a mala perfeita para uma viagem.

Suponham que vão 15 dias de férias para outro país.

Férias puras.

Não necessitas de trajes de cerimónia para nenhuma recepção, nem complementos ou até sapatos de salto alto, ou de cerimónia para o teu parceiro.

Sem dúvida que uma simples mochila não é uma boa solução.

Deves procurar uma mala.

Aqui fica o que considero conselhos básicos para saber qual a mala perfeita para esta viagem.

MOBILIDADE – Por que alombar com uma mala se podemos escolher uma com rodas?

A maioria já as trazem.

Mas há gente que prefere bolsas ou sacos (mesmo que alguns sejam fashion) que lhes derreia os ombros e deixa os braços destroçados.

O sistema de rodas é maravilhoso porque nos permite transportar a mala sem dificuldade.

Quando a levamos pesada, geralmente é mais fácil puxá-la.

Quando temos que atravessar, um local com muita gente, por exemplo, o hall dum aeroporto, é mais fácil empurrá-la, como a “abrir caminho”.


MANOBRABILIDADE –
A mala eleita deve ser facilmente operável.

Por um lado, que não seja necessário um curso de engenharia para a poder destravar ou mesmo para abrir os fechos e por outro, que se possa manejar com uma só mão.

Algumas necessitam das duas mãos para soltar ou esconder a parte de puxar, por exemplo.

Lembrem-se que só temos dois braços e duas mãos para controlar o equipamento de mão, os bilhetes, a documentação, um casaco, um guarda-chuva, a mala ou a garrafa de água.

ESPAÇO – Parece um critério lógico, pois o que se pretende numa mala é que leve coisas.

Sem dúvida que há alguns detalhes que nos podem restar, como um “bolso” para determinadas coisas ou documentos.

As malas que têm o “puxador” ou asa no interior, têm menos espaço.

Salvo que o seu desenho seja muito bom (e há-as), é preferível que a pega ou asa fique no exterior.

O mesmo ocorre com os múltiplos bolsos, resguardos, divisórias que alguns modelos oferecem.

Eu pessoalmente, prefiro um espaço totalmente amplo, onde seja eu a definir onde situar as coisas e dispenso os bolsos que só ocupam espaço.

Como um para roupa interior, que acaba sempre por não servir para a função que lhe destinaram.

EXPANSÃO – Aqui as opiniões dividem-se, entre os mais experimentados viajantes: dura ou flexível.

Enquanto uns defendem que a mala deve ser de material resistente, porque protege melhor o seu conteúdo e dura mais, outros, pelo contrário, onde me incluo, incondicionalmente, asseguram que a capacidade extra que oferece uma mala flexível, compensa qualquer coisa.


Hoje já existem malas mistas. Apresentam uma certa resistência por estarem confeccionadas num material “endurecido”, mas não totalmente firme, que nos permite “engordá-la” um pouco mais.

Seja qual for a eleita, fiquemos cientes que todas serão pessimamente tratadas pelo sistema de handling ou manipulação de equipamentos de qualquer aeroporto.

CUSTO – Cada vez gasto menos em bagagem.

Se, como disse anteriormente, sofrem “tratos de polé”, para quê, gastar duas ou três vezes mais em malas, que não irão ter uma vida mais longa?

Pagar para levar um logotipo?

Antigamente é que se tinha um jogo de malas com a vocação de eternas.

Todos sabemos a fragilidade do conceito “eterno”.

Hoje tudo tende a ser mais prático, o equipamento baixou e muito de preço, os materiais são mais ligeiros, as rodas são mais resistentes (bem, nem sempre).

Até os supermercados vendem malas.

Tudo isto ajuda a que consideremos uma bagagem como um reciclável quase descartável.

COR – Sim à cor!

Sim à originalidade!

Abaixo as malas castanhas, negras ou cinzentas.

Sejamos personalizáveis e, de passagem, ser-nos-à mais fácil reconhecê-las, nas passadeiras rolantes da bagagem.

Ou sou só eu que já deitei a mão a uma mala que não era a minha?

Depois, voltar a levantá-la para a colocar a rodar na passadeira e esperar pela nossa mala, que é sempre a última a aparecer.

Cores fosforescentes, camuflados, com flores hippies ou selvagens peles de um tigre.

Seleccionemos livremente que viajar é uma diversão em cada detalhe.

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segunda-feira, junho 22, 2009

- Política, é a arte de procurar problemas, encontrá-los em toda a parte, diagnosticá-los incorrectamente e aplicar os remédios errados !

ARTE de VIVER

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Haverá vida depois da crise?

Os optimistas têm grandes possibilidades de equivocarem-se, mas os que professam o pessimismo, equivocam-se sempre porque a vida não é péssima.

Simplesmente é vida e cada um leva-a como pode, umas vezes melhor e outras de mal a pior.


Na minha lenta aprendizagem da arte de viver, tento buscar o lado bom das coisas.

Nem sempre com fortuna, já que em muitas ocasiões não o têm ou empenham-se em dar-me o flanco.

Ninguém pode negar, não obstante, que a trágica diminuição da venda de andares, que ronda um terço da oferta, fez decrescer o número de acidentes laborais.

Como não se fazem edifícios novos, nenhum alarife ou operário cai do andaime.


Também o desabar da venda de carros está a exercer um influxo beneficioso no número de acidentes na estrada.

O que mais gostava ao português médio era comprar um carro e abandonar o pestilento nome de peão.

Muitos ficámos muito contentes e houve alguns que trocaram de veículo quando lhes transbordava o cinzeiro.

O poeta espanhol, Leopoldo de Luis, que praticava um humor sério e quase contrito, disse uma vez, “sabem o que tem de pior, os pobres termos um carro?

Que a sola rota do sapato se enganche no acelerador”.


Os sinais que esperamos ver nos céus, para sabermos que os volúveis deuses mudaram a sua conduta que apertam, mas como se cansam, por vezes afrouxam, como a venda de andares e veículos.

Será urgente esperar.

Mais grave que os andares, que caíram nas mãos de especuladores, são os automóveis.

Antes, ao comprares um, os amigos davam-te os parabéns, agora são os concessionários que te dão beijos.

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domingo, junho 21, 2009

- Lavar a honra com sangue suja a roupa toda !

BRUXELAS FALA PORTUGUÊS

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Empedrado português na Place Pessoa




A Bélgica em geral e Bruxelas particularmente continua sendo, ao longo de décadas um dos destinos preferenciais para a emigração portuguesa.

Igual ao que ocorre em Paris ou no Luxemburgo, alguns rincões da capital europeia têm um marcado sotaque português.

É uma pequena praça situada junto a uma das maiores praças de Bruxelas, mas a Praça Pessoa não parece diminuir-se ao lado da concorrida Place Flagey.

O seu chão, em calçada à portuguesa, foi colocado por pedreiros – calceteiros – vindos especialmente de Lisboa.

No seu centro, um busto do poeta português que nos recorda que a “minha pátria é a língua portuguesa”.

Fernando Pessoa também nos vigia desde o alto de um grande mural em azulejo português do artista Júlio Pomar, na estação do metro de Botanique.

Esta obra é uma oferta do metro de Lisboa ao de Bruxelas.

Mas não faz falta ir muito longe da Place Pessoa para continuar a matar saudades e de passagem a fome.


Mural da autoria de Júlio Pomar


Para citar um dos vários restaurantes portugueses da zona, “Le roi du poulet”, que se encontra justamente atrás do edifício em forma de barco da antiga Casa da rádio.

Afortunadamente este Rei do frango, não pertence a nenhuma dinastia europeia e podemos degustar um opíparo bacalhau, uns bons grelhados ou – alguém duvidava – um excelente frango.

Dizem que na variedade está o paladar, assim, se queremos alternar a cerveja belga com uma Super Bock ou uma Sagres, podemos sentarmo-nos em qualquer uma das esplanadas dos cafés portugueses da zona.

Agora bem, se queremos acompanhar o nosso café – Delta ou Camelo – com uns bons pastéis de nata, os da pastelaria Garcia têm pouco ou nada a dever aos mesmíssimos pasteis de Belém.

Outro dos epicentros da comunidade portuguesa encontra-se no bairro de Saint-Gilles, onde também se situam um bom número de cafés e restaurantes.

Um passeio medianamente atento pelo bairro, far-nos-à descobrir nomes como, Penafidelis, O Golfinho, O Castiço, O Algarve, Vila Pouca, O Forno …



Nem só de bacalhau vive o homem, a cultura portuguesa também está presente em Bruxelas.

Numerosas associações tentam preservar a cultura, a língua e as tradições.

Encarrega-se disso o festival da Lusofonia, numerosas festas portuguesas ou artistas lusófonos, como a fadista Mariza, a deliciosa brasileira, Marisa Monte ou a eterna cabo-verdiana, Cesária Évora (no próximo sábado, dia 27).

Claro que, se queremos combinar bacalhau e cultura – sábia eleição – temos que nos acercar do restaurante Terramar e jantar escutando uns fados.

Podia continuar, mas vou acabar, recordando que os portugueses levam o futebol muito a sério; na alma, dirão outros.

Pelo menos assim parece assegurá-lo o nome deste clube de Bruxelas: “Sport Alma Benfica”.

As celebrações pela passagem à final da selecção portuguesa durante o Euro 2004, foram famosas.

Au revoir e obrigado!


FESTA de EMIGRANTES, PLACE FLAGEY,

PORTUGAL-INGLATERRA


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