- É mais fácil enganar um povo do que um homem !
O VIDEIRINHO
segunda-feira, abril 30, 2012
FELICIDADE
.
Hoje ao retomar ao mundo da escrevinhice, vou propor umas dúvidas existenciais.
Realmente acreditais que o mais importante nesta vida é ser feliz?
Acima de tudo e de todos?
Temos que renunciar a certas coisas para conseguir a felicidade ou acaso a felicidade consiste, precisamente, em não ter que renunciar a nada?
Mas que raio é a felicidade?
O que eu penso que penso :
"A felicidade é precisamente não fazer estas perguntas.
É como o amor, se tens que te interrogar se queres a alguém ou não, é porque não a queres.
A felicidade é igual.
De todos os modos não existe, a base do género humano é o inconformismo, assim que ninguém será mais que pontualmente feliz.
O que já não é pouco.
Também, penso, que o mais importante não é ser feliz, não acredito que ninguém se possa sentir feliz durante muito tempo, porque a felicidade é frágil por natureza.
Penso que é assim porque não
depende só de nós, escapa-se-nos das mãos…
O mais importante é sentirmo-nos completos, perfeitos, orgulhosos de nós mesmos, tranquilos.
Basicamente porque temo-nos que aguentar durante muito tempo…
Quiçá isto seja, para alguém, um tipo de felicidade".
Em todo caso, é um tema muito particular… como tudo o que diz respeito aos sentimentos.
A felicidade é o não desejares nada mais, a ninguém, é a paz que se sente quando não queres que nada mude.
Epicteto dizia:
“A felicidade não consiste em adquirir nem em gozar, mas sim em nada desejar, consiste em ser livre”.
Mas se não fizermos caso de Freud, que sabia muito de psicologia mas depois era um triste e dizia que:
“Existem duas maneiras de ser feliz nesta vida, uma é fazer-se de idiota e a outra sê-lo”.
O mais importante é sentirmo-nos completos, perfeitos, orgulhosos de nós mesmos, tranquilos.
Basicamente porque temo-nos que aguentar durante muito tempo…
Quiçá isto seja, para alguém, um tipo de felicidade".
Em todo caso, é um tema muito particular… como tudo o que diz respeito aos sentimentos.
A felicidade é o não desejares nada mais, a ninguém, é a paz que se sente quando não queres que nada mude.
Epicteto dizia:
“A felicidade não consiste em adquirir nem em gozar, mas sim em nada desejar, consiste em ser livre”.
Mas se não fizermos caso de Freud, que sabia muito de psicologia mas depois era um triste e dizia que:
“Existem duas maneiras de ser feliz nesta vida, uma é fazer-se de idiota e a outra sê-lo”.
.
domingo, abril 29, 2012
FERRETE
.
A “garina”* estendeu-me um pedaço de papel quadriculado com um endereço escrito a esferográfica azul.
Por baixo da rua e número do ‘cliente’ que ia “visitar”, fixei-me na seguinte anotação: 60-30m+2T.
Segundo a minha experiência taxista no transporte de “garinas”, 60 será o preço estipulado para meia hora (30m).
Os táxis de ida e volta também são a cargo do cliente (+2T).
De facto, ao sair do táxi e como tantas outras vezes, a p*ta pediu-me um recibo que depois entregaria ao “cliente” como justificação do pagamento.
Aparte a frieza que representa procurar prazer noutro corpo desalmado como quem compra um quilo de carne picada, nesta ocasião deu-me para pensar nos motivos do preço: porque é que “saltar p'ra cima” desta “artista”, ou ela deixar-se “montar” pelo cliente, custava 60€ e não 50, ou 250, ou até 25.000?
Que listas ou escalas determinam as tarifas de aluguer de corpos?
Aí está o atroz: é o mercado.
A beleza relativa mede-se em euros: o número ou grandeza do sutiã, o peso, as medidas (o traseiro, cintura, peito, altura), as características, a cor do cabelo, a cor da pele… a nacionalidade.
É importante a nacionalidade: as mais caras em Portugal são sempre portuguesas, também cotadas em alta estão as japonesas (não confundir com chinesas ou asiáticas), as belezas nórdicas depreciaram-se à medida que aumentou a oferta de russas e ucranianas e desceu o seu prestígio (para saber bem até que ponto nós, os portugueses somos racistas não é necessário mais do que saber o preço médio das putas, em função do seu país de origem).
Numa bitola, digamos, média baixa, teremos as espanholas, brasileiras, africanas e latino-americanas.
Aparte, padroniza-se a beleza até atingir um grau de objectividade consentida que assusta, somada a uma macabra lei da oferta e da procura.
Estamos a falar de seres humanos negociando com a profissão mais antiga do mundo.
Estamos a falar da casualidade de ter nascido num meio ou outro (elas), com umas ou outras características físicas também fruto da casualidade (elas), cujo conjunto determinará quanto será capaz de pagar o homem, qualquer homem com dinheiro, quer ele seja bonito, feio, asiático, obeso ou maníaco depressivo (o dele não importa).
Ela, essa “garina”* em questão, do meu táxi, tinha consciência de que não podia cobrar mais de 60€ dada a concorrência, ou a crise, ou o seu grau de beleza padronizada numa escala do zero ao dez.
Tirada daqui
O seu trabalho consistia em atrair clientes através de um anúncio no JN, aceder aos encontros, abrir as pernas e engolir (no duplo maldito sentido da palavra).
Desconheço, como é lógico, os motivos que a levaram a ser p*ta, se forçada (a maioria, desgraçadamente, exerce contra a sua vontade) ou por decisão própria.
De qualquer maneira há algo nesta sociedade que não funciona.
Nunca funcionou.
E continuará sem funcionar.
*”Escrevo "garina”, para não começar, logo de entrada, com ‘puta, que é afinal o vernáculo.
.
sábado, abril 28, 2012
DOS DELES...
.
E aí,
quando tratava de cruzar a Av. dos Aliados para o túnel de Ceuta, vindo de
Magalhães Lemos, ao volante do meu táxi, é que me dei conta.
Não só me deram “cabo da mona”: também se me esgazearam os olhos.
Viste aquele “xico esperto” que se plantou diante do teu táxi e te obrigou a travar?
“Se não buzinas não passas”, gritou-te eufórico ao mesmo tempo que ondulava a bandeira da sua equipa de futebol.
Este tipo e outros centos deles que, em conjunto, faziam alas na avenida, creditavam-se triunfadores, orgulhosos, felizes: como possuidores da verdade absoluta.
E eram jovens, como tu.
Ali vitoriando, olé!, olé!, encontrava-se o futuro de um país que, inexoravelmente, está a ir para a merda.
A nossa geração perdida louvaminhando o triunfo de uma equipa composta por multimilionários sem estudos, os heróis do nosso particular circo romano.
Não só me deram “cabo da mona”: também se me esgazearam os olhos.
Viste aquele “xico esperto” que se plantou diante do teu táxi e te obrigou a travar?
“Se não buzinas não passas”, gritou-te eufórico ao mesmo tempo que ondulava a bandeira da sua equipa de futebol.
Este tipo e outros centos deles que, em conjunto, faziam alas na avenida, creditavam-se triunfadores, orgulhosos, felizes: como possuidores da verdade absoluta.
E eram jovens, como tu.
Ali vitoriando, olé!, olé!, encontrava-se o futuro de um país que, inexoravelmente, está a ir para a merda.
A nossa geração perdida louvaminhando o triunfo de uma equipa composta por multimilionários sem estudos, os heróis do nosso particular circo romano.
Agora pensaste, as empresas ou “os outros” manipulam os nossos sentimentos, por ordem alfabética:
“Benfiquista, Portista ou Sportinguista (escolhe a teu gosto, a tua
‘religião’)”, até à medula, orgulhoso dos feitos e conquistas de Mourinho, do
Ronaldo, da dupla campeã do mundo, Beatbombers (DJ Ride e Stereossauro).
Não importam as dívidas dos clubes de futebol ante um país em ruína.
Não importa que as nossas maiores empresas por “trocadalhos do carilho” tenham deslocado a sede para a Holanda e aí paguem os impostos, chegando-se ao inédito de até as empresas públicas “fugirem”, (para dar o exemplo, calculo eu).
Sempre ficaremos nós, os que sustentamos esta alcateia de chulos.
Assumimos, sem tugir nem mugir, a escalada dos preços dos combustíveis enquanto a Galp distribui milhões de euros em benesses a administradores executivos.
Não importam as dívidas dos clubes de futebol ante um país em ruína.
Não importa que as nossas maiores empresas por “trocadalhos do carilho” tenham deslocado a sede para a Holanda e aí paguem os impostos, chegando-se ao inédito de até as empresas públicas “fugirem”, (para dar o exemplo, calculo eu).
Sempre ficaremos nós, os que sustentamos esta alcateia de chulos.
Assumimos, sem tugir nem mugir, a escalada dos preços dos combustíveis enquanto a Galp distribui milhões de euros em benesses a administradores executivos.
Tão-pouco parece importar as facadas na saúde e a
subida das respectivas taxas, o corte na
educação, em todas as suas vertentes, o assalto aos bolsos dos contribuintes,
nomeadamente os de rendimentos mais baixos, retirando-lhes as parcas regalias,
mas aumentando o IVA, IRS, IRC e “familiares” destes impostos.
A subida da luz, do gás, dos transportes… do DESEMPREGO!!!
A fuga de cérebros e da mão d’obra mais qualificada.
O importante é que ganhem os nossos.
Mas então, com jovens a gritar eufóricos “se não buzinas não passas” à volta do táxi, o teu passageiro diz-te:
- Buzine, buzine.
E tiveste que buzinar, e abriram-te a passagem porque pensaram que eras um dos seus, um deles.
Mas tu não te sentiste dos seus (deles).
Talvez até não te sintas de ninguém.
Nunca mais.
A subida da luz, do gás, dos transportes… do DESEMPREGO!!!
A fuga de cérebros e da mão d’obra mais qualificada.
O importante é que ganhem os nossos.
Mas então, com jovens a gritar eufóricos “se não buzinas não passas” à volta do táxi, o teu passageiro diz-te:
- Buzine, buzine.
E tiveste que buzinar, e abriram-te a passagem porque pensaram que eras um dos seus, um deles.
Mas tu não te sentiste dos seus (deles).
Talvez até não te sintas de ninguém.
Nunca mais.
.
quarta-feira, abril 25, 2012
CANÇÃO PARA UM POVO TRISTE - VIEIRA DA SILVA
LIBERDADE
Nasci quase em segredo amedrontada
Sou filha dum Abril e da aventura
Comigo iniciou nova alvorada
Que pôs fim à mais longa ditadura.
Fui trazida pela mão de alguns bravos
Sem sangue esta revolta foi capaz
Trocando as suas armas pelos cravos
Em sinal que este gesto era de paz.
Meu grito chamado Vila Morena
Trazia no peito fraternidade
E a promessa de liberdade plena.
Instaurei o direito à igualdade
Sou vossa, estou aqui, valeu a pena
Nasci p'ra todos vós... Sou Liberdade!...
Nasci quase em segredo amedrontada
Sou filha dum Abril e da aventura
Comigo iniciou nova alvorada
Que pôs fim à mais longa ditadura.
Fui trazida pela mão de alguns bravos
Sem sangue esta revolta foi capaz
Trocando as suas armas pelos cravos
Em sinal que este gesto era de paz.
Meu grito chamado Vila Morena
Trazia no peito fraternidade
E a promessa de liberdade plena.
Instaurei o direito à igualdade
Sou vossa, estou aqui, valeu a pena
Nasci p'ra todos vós... Sou Liberdade!...
quinta-feira, abril 12, 2012
SUCESSOS
.
Sempre me foi muito complicado opinar sobre o mundo da arte.
Por um lado creio que há muito artista impostor, que o único de arte que lhe reconheço é precisamente viver dela e, por outro, muito público talibã e néscio que espezinharia uma obra e lapidaria o autor pelo mero facto de não entendê-la.
Nos concursos de misses não é a mais bonita do universo quem ganha o certame, é simplesmente quem é eleita pelo júri, entre as que se apresentam.
Creio que nas diferentes disciplinas artísticas ocorre o mesmo... não é o melhor pintor quem é representado por uma importante galeria, é o mais cotado, mas não o melhor.
Conheci péssimos artistas com mais lábia que discurso e magníficos criadores carentes de veia comercial.
Madre Isabel Guerra
O divórcio existente entre público e arte, parte muitas ocasiões do criador, a figura do artista excêntrico que levita lançando-nos a sua obra para ser interpretada enquanto se retira, voltando-nos as costas, é ridícula.
A arte é comunicação, assim, quem pretender reduzi-la a uma expressão, onde só uns poucos privilegiados, dotados de um dom divino são eleitos para saboreá-la, estão sujeitos ao fracasso.
Como seria uma feira internacional de arte se ocultassem o nome dos artistas e das galerias?
Quem abriria os cordões à bolsa?
Não estou a tentar desacreditar nada, nem ninguém, pelo contrário.
Creio cegamente em todo o tipo de corrente ou expressão artística, indo ao ponto de acreditar nas que não gosto.
O que penso é que se devia estabelecer mais pontes entre a arte e o público.
A arte é comunicação, assim, quem pretender reduzi-la a uma expressão, onde só uns poucos privilegiados, dotados de um dom divino são eleitos para saboreá-la, estão sujeitos ao fracasso.
Como seria uma feira internacional de arte se ocultassem o nome dos artistas e das galerias?
Quem abriria os cordões à bolsa?
Não estou a tentar desacreditar nada, nem ninguém, pelo contrário.
Creio cegamente em todo o tipo de corrente ou expressão artística, indo ao ponto de acreditar nas que não gosto.
O que penso é que se devia estabelecer mais pontes entre a arte e o público.
Acho que é paradoxal assistir a inaugurações onde os participantes estão mais dependentes de se deixarem ver e olhar por quem os observa, do que observar o que tinham ido ver.
Não gosto da arte quando se converte em negócio e não gosto dos simplistas que atacam qualquer iniciativa artística “diferente”, gosto das mentes criativas que empregam a arte como dique de contenção alternativo ante outras formas superficiais de desfrutar e entender a vida.
Gosto dos pais que levam os seus filhos a exposições e museus, gosto de todos os criadores que criam por necessidade de criar.
Gosto dos artistas que gostam de outros criadores.
Não gosto de contadores de histórias.
Não gosto da arte quando se converte em negócio e não gosto dos simplistas que atacam qualquer iniciativa artística “diferente”, gosto das mentes criativas que empregam a arte como dique de contenção alternativo ante outras formas superficiais de desfrutar e entender a vida.
Gosto dos pais que levam os seus filhos a exposições e museus, gosto de todos os criadores que criam por necessidade de criar.
Gosto dos artistas que gostam de outros criadores.
Não gosto de contadores de histórias.
.
Subscrever:
Mensagens (Atom)









