O VIDEIRINHO
terça-feira, agosto 13, 2013
domingo, agosto 11, 2013
LADRÃO E CAVALHEIRO
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Vou
fazer falar os mortos.
De facto, apareceu-me Robin Hood e transmitiu-me a
seguinte mensagem, para que a difunda pelo mundo e, disse-me mais que se quiser,
posso fundar uma seita em seu nome, que ficaria muito satisfeito.
Por agora
vou pensar sobre a seita, a mensagem é: estamos a fazer tudo mal, ele não
pregou, nem com o seu exemplo não queria dizer, em absoluto, que tínhamos de
roubar aos pobres para dar aos ricos, mas sim ao revés.
Há que roubar aos ricos
para dar aos pobres.
Mas cada dia isto é mais difícil que o estado o faça.
Neste caso a ideia seria, distribuir a riqueza de uma forma mais justa, os
ricos de motu próprio não vão abrir os cordões à bolsa, alguém tem que lhes dar
uma mão para os ajudar e enfrouxecer.
Olhemos em nosso derredor e vejamos o que
está a acontecer.
Enquanto estamos vivos.
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sexta-feira, agosto 09, 2013
PERFEIÇÃO
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Era uma boca perfeita, juro-o.
Teria dado vida e meia para a
submeter a um exame 'labiológico'.
Pode uma mínima parte eclipsar o todo?
Sem
dúvida.
Ou pelo menos neste caso, não entrou no meu táxi uma mulher com o seu
corpo, o seu casaco, a sua carteira e a sua biografia.
Entrou uma boca, aquela
boca falou-me através do espelho e, de súbito, todos os satélites se orientaram
para ela, um avião chocou em Nairobi e as acções da TomTom afundaram-se.
E é que não se tratava de uma boca de foto.
Era perfeita, sim, mas ainda o era
mais em movimento.
De facto, nunca estava quieta.
Parecia independente de sua
dona.
Ou mordia a borda do lábio, ou passava a ponta da língua como um scaner
radiografa um quadro, ou brincava ás escondidas na sua comissura.
Eu conduzia
o táxi com um olho no burro e outro no cigano, digo, com um olho no espelho da
sua boca.
Quis fazê-la rir e deixei sair algo estúpido, a típica brincadeira
neutra.
E de repente a sua boca abriu-se como uma cortina de teatro e surgiu o
coro dos seus dentes cantando em crescendo Carmina Burana e, por um instante
sonhei que era esse espontâneo que se lança ao palco para beijar à solista, como
só sabem beijar os cegos de nascimento.
Ela soltou uma tolice qualquer, mas com
o reflexo da sua boca pareceu-me algo solene, como Michael Jackson a dançar um
vira minhoto, ou Miguel Relvas a tentar perceber a 1ª série do Diário da República.
E isto
assustou-me.
Assustou-me muito.
Teria sido capaz de fazer qualquer coisa que saísse
daquela boca.
Se me tivesse dito:
“Mate o meu marido”, agora eu estaria atrás
das grades.
E assustou-me tanto que fiz o possível para não voltar a escutar
nada dela.
Assim que me encontrei na valeta, travei o táxi de repente, tapei
os ouvidos com as palmas das mãos e gritei fortemente: AAAAAAAHHH!!!
NOTA:
A sua boca de surpresa também era perfeita.
As suas pernas, de baixo até quase
ao alto, à saída do táxi, não tanto.
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quarta-feira, agosto 07, 2013
MORTES ESTRANHAS
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Parece-me que a muita gente, eu incluído, começou a chamar a atenção de não entrar nenhum, por nenhum lado.
Todos, absolutamente todos estão desaparecidos sem deixar rasto algum.
“Especialmente agora que estamos em pleno Verão de um ano muito chuvoso”, diz o pessoal sem poder explicar o estranho fenómeno.
E depois de várias semanas de ausência, comecei a ler os títulos de primeira página de alguns diários.
“Extinguiram-se os mosquitos”, li finalmente, como já desconfiava, em maiúsculas sensacionalistas das grandes, sem se interrogarem se a afirmação era correcta ou não.
Certamente é que não se vejam por casualidade.
Estranhamente exterminados de um dia para o outro, nas notícias não havia mais do que especulações e não existia nem sequer uma teoria lógica que pudesse explicar a ausência dos molestos insectos.
Desconfiei…
Pus-me a pensar.
Por falta de informação e provas palpáveis, imaginei que (os pobres insectos) se tinham metido com a pessoa errada.
Pobrezinhos… pelos vistos foram picar alguém que não deveriam ter picado.
Como em tudo na vida!!!
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segunda-feira, agosto 05, 2013
CONSULTÓRIO SEM TI MENTAL
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Pois é, caros ouvintes e, ou, ouventes.
Na falta de saber se é facécia
ou algo mais insofismável, decidi responder a tão delicada questão que sem
qualquer dúvida, sei que assalta milhares de jovens pre-púberes em todo o
mundo.
Colocaram-me a seguinte questão:
“Necessito de um conselho; tenho uma
namorada que é enfermeira, toma drogas e veste-se de duma maneira que eu não
suporto.
Não fumo e não bebo álcool e assim, imagina o que passo.
Não me
ignores por favor, necessito da tua ajuda” (sic).
Pedro.
Caríssimo Pedro.
Compreendo a tua preocupação, mas parece-me que estás a enfocar mal a situação.
Primeiro que tudo, a pouca roupa só espelha o que de belo, uns trapos, mesmo de
marca, podem esconder.
Deixa-a respirar cutaneamente.
Já o consumo de estupefacientes
da tua namorada não deveria preocupar-te, senão o facto de que esta vai,
seguramente, deixar-te por alguém bem mais interessante.
O meu conselho é, para
evitares fricções e rupturas, comeces imediatamente (melhor seria já hoje que
amanhã) a consumir drogas duras – sendo a macia uma clara alegoria subliminal,
supraliminal e superliminal a tendências degeneradas - ou aprendas a ancestral
e delicada arte da retro-ejaculação.
Espero que te tenha ajudado..
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sábado, agosto 03, 2013
PINAR ESTARÁ EM PERIGO???
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Uma vez mais,
debrucei-me sobre outra grande investigação, dessas que algumas empresas se
encarregam de fazer, não se sabendo bem com que fim.
Se já era original a que afirmava
que os homens com guitarra empavesam-se muito mais do que os que não tocam este
instrumento, (o sexo deles poderá estar por aqui), agora a empresa de segurança
informática, AVG Technologies confirma, depois de realizar um inquérito a mais de 4.000 mulheres, que estas ficaram a seco (sem pinar ou sem uma queca) durante uma semana
antes de renunciarem ao seu smartphone.
O poder quase hipnótico destes
dispositivos.
E “vomeceses” perguntarão, o que faz uma empresa de antivírus
metida nestas lides?
Pois não será difícil adivinhar que uma acertada campanha
de marketing nos seis países, Estados unidos, Canadá, Reino Unido, França,
Alemanha e Brasil, onde se realizou a investigação.
Que, além disso, demonstrou
que as americanas, quase 57%, estarão mais dispostas a não praticar sexo em
troca de poder consultar, sem parar, as redes sociais no seu telemóvel.
Original renúncia, ainda que já se saiba que a Internet proporciona “felicidade
a rodos” e os smatphones cada vez têm mais funcionalidades.
No lado oposto
estão as francesas, já que só cerca de 40% das entrevistadas trocaria o seu
telemóvel por uns valentes amassos com o seu parceiro.
Coincidência ou outra
reviravolta do estudo para fazer honra ao estereótipo?
Da investigação também
se tiraram outras conclusões muito curiosas, como a de que 50% das mulheres
preferiam terminar a sua relação por telefone e, pelo menos umas 25% fá-lo-iam
por um simples SMS.
Puxa!
Sem rodeios.
Por último, quase todas têm muito em
conta a actividade dos seus pretendentes nas redes sociais.
A ponto de que, 61%
das brasileiras cancelaram o seu primeiro encontro ao repassarem os
comentários e as fotos colocadas na Internet pelo seu futuro partenaire.
O
estudo poderia muito bem ser titulado:
“Sem o meu telemóvel não!”
ou o
“Fim do
sexo ?”
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