O VIDEIRINHO

sábado, janeiro 17, 2015


- Passo grande parte da minha vida à procura do tempo que perdi !

EMPRESÁRIOS

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Por trás de cada empresário, esconde-se um perfeito idiota. 
Empresário é o eufemismo que utiliza aquele que procura ganhar dinheiro de uma maneira imaginativa. 
O que não digo que seja fácil: implica estudar o mercado, procurar potenciais nichos de negócio e contribuir para a sua inovação para infiltrar-se, posicionar-se e finalmente sacar vantagens. 
É exactamente isto que os eleva à categoria de perfeitos imbecis: o seu único fim é ganhar dinheiro. 
Tal e qual os investidores bolsistas, tal e qual financeiros e contabilistas, tal e qual banqueiros. 
Dinheiro, dinheiro, dinheiro. 
Caçar os lucros e encher-se: esse é o seu grande objectivo. 
Subir escalões na Forbes, graças a estratégias de negócios (baseadas, normalmente, em espezinhar os de baixo ou transformá-los em números, gráficos, contas finais, ou seja, desumanizar quanto mais humanidade melhor, para os seus bolsos. 

 

Ou dito de outra maneira: o seu sonho é acabar medindo pénis com notas de dólar de milhões. 
Chamai-me romântico, mas sou dos que admiram a vocação profissional. 
Admiro o médico, admiro o maestro, admiro o artista capaz de transmitir sensações, admiro a mulher que cuida da minha avó (eu seria incapaz), admiro o cientista, admiro o arquitecto, admiro o engenheiro que projecta pontes, barragens e máquinas capazes de fabricar batatas chips e até patos de borracha. 
Toda esta gente constrói e, num mundo mais justo, deveriam ganhar mais dinheiro que qualquer ‘operário’ de Wall Street. 


Eu, por exemplo, já encontrei o meu objectivo: agora sou taxista (não tachista!), conduzo por aí o meu barco com rodas. 
Sou feliz e esta vida “de marinheiro” ajuda-me a continuar a crescer. 
Sei que jamais serei milionário, o que até certo ponto me deixa muito feliz. 
O meu sonho é que estes quadrilheiros viciosos, que eu também tenho ajudado a eleger, sejam degredados, mas vigiados, para uma qualquer ilha do Caribe ou um offshore (mesmo um destes!).
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sexta-feira, janeiro 16, 2015

- Eu aos que crêem no poder curador dos santos punha-os em último lugar nas listas de espera !

PSICO TALVEZ


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Os problemas eram muitos e existiam desde a sua infância, mas o mais complexo de ultrapassar foi a falta de amizades. 

Sempre quis ter um amigo e nunca conseguiu nenhum. 

Todos se esquivaram: os seus companheiros de escola, os seus companheiros do bairro e rua e os seus companheiros de trabalho. 

Por outro lado, nunca tinha conseguido noiva nem nada parecido. 

Ao princípio achava que se tratava de uma questão de aspecto e tudo tentou, deixando a grossa armação e mudando para lentes de contacto e adelgaçando alguns quilos, mas nada deu resultado. 


A solidão estava prestes a enlouquecê-lo e, preocupado, decidiu conseguir ajuda para suportar a depressão e a tristeza. 

A primeira consulta foi em sua casa – ele já não queria sair à rua – e foi a solução para todos os seus problemas.

Nessa altura, encontrou na sua psicóloga, não só uma excelente profissional, mas também uma formosa amante e grande amiga. 

Pouco importa que só seja imaginária.


SARAH WHITE The Naked Therapist
 
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quinta-feira, janeiro 15, 2015

- A primeira lição que devem ter aprendido os primeiros "Homo" parece que, hoje, está esquecida por completo, é que para viver, é necessário matar !

ILHA DESERTA

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Está bem que estou fod***, quero dizer, lixado, cheio de traumas e tudo o mais que tu queiras. 

Está bem que não mereci passar nos psicotécnicos do táxi, que menti relativamente ás pastilhas dos travões e que me nego a usar óculos porque quero ver tudo, tal como o vêem os meus olhos (se a vida está nebulosa por algo será). 

Sei que não valho nada para este exacto mundo, que todos são abutres e eu um rouxinol que coxeia, que me aborrecem as tuas censuras e me entediam as tuas segundas-feiras e me chateia o cigarrito “de depois”. 

Mas eu escrevo. 

Tudo o mais importa-me um “corno”, já vês. 

 

Ontem perguntaste-me quais as três coisas que me levariam a uma ilha deserta. 

Não o duvidei nem um segundo: o meu táxi, papel para o resto da vida e um contentor de esferográficas Bic, pretas. 

Não compreendias para o que poderia eu querer levar o táxi para uma ilha deserta. 

A resposta é óbvia, disse-te. 

Para inventar passageiros e escrever sobre eles. 

Aquela era uma pergunta armadilha, não haja dúvidas. 

Tinhas a esperança de que eu te incluísse na minha lista e começássemos do zero, num habitat virgem: só tu e eu. 

 

Mas contigo também viria o vírus do passado, os estigmas de todos estes traumas. 

Se te oferecem começar do zero, o melhor é não levar deponentes. 

E recordo a citação de Benjamin Prado, “O que importa é a ilha, não o tesouro”(*). 

Explorar o novo, explorar-me, conhecer-me divorciado do vício do homem. 

Só numa ilha, sem gente ao redor, não teria traumas. 

Nem ansiedade. 

Nem mau clima. 

A gente é o reflexo ‘chunga’ da alma. 

Tão-pouco haveria leitores. 

Nem leitoras. 

Pergunta ‘de mim’ para ti: 
Serias capaz de suportar-te numa ilha deserta? 

(*) A MI HERMANO JOAQUÍN PARA QUE NO SE OLVIDE

Una noche, Joaquín tuvo el acierto
de esquivar el pu
ñal de la gran dama.
Hoy siente que es un pájaro sin rama,
un Nilo que ha acabado en el Mar Muerto.

Se siente un buzo azul atado a un puerto
y necesita cosas que no ama,
vértigos sin abismos, luz sin llama,
miedo sin lobos, huellas sin desierto.

Yo he venido a decir que te equivocas,
que aún es brillante todo lo que tocas,
que aún puedes transformar la arena en oro.

Tu sabes que la vida, igual que el arte,
si no está en ti, no está en ninguna parte,
lo que importa es la isla, no el tesoro.

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quarta-feira, janeiro 14, 2015


- Hoje recebeu o tão esperado Ipad de um amigo que mora em França. Pagou €200 pelo Ipad e quando foi ver a embalagem, tinha um vibrador e um bilhete escrito, "Estúpida" !

ADEUS VASCO

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Toda a ilha deserta carece de um náufrago. 

Quando sufocaram o motim, tiveram misericórdia do pobre Vasco e, não me dependuraram, baloiçando para os abutres, como aos outros. 

Com umas bolachas secas e um rifle, deixaram-me varado na praia e escapuliram-se. 

Vi o barco afastar-se, enquanto atirava pedras ao mar e também impropérios, até que se me acabaram as forças. 

Como um espantalho cravado na areia fui superado pela evidência da minha solidão e chorei três dias e três noites. 

À terceira noite ressuscitei. 

Porque sou Deus. 

Desde que cheguei aqui, a esta porção de terra desabitada no meio do oceano, sofri o paraíso. 

De nada me serviu ter lido Robinson Crusoe para adaptar-me melhor a estes coqueiros, a estas rochas, a este pescado cru e a este céu inacessível. 


Não me fez falta alterar a estrutura da minha cabana, o curtido das peles ou o destilar licor de coco. 

Só ser Deus todo poderoso. 

É costume em certas entrevistas, perguntar à personagem que livro, que música ou quem levaria para uma ilha deserta. 

Eu trouxe-os a todos e a tudo, criei o universo, criei-te a ti que agora me lês, tudo o que te rodeia e me acompanha. 

Criei as tuas recordações infantis e a tua comida favorita, o teu primeiro beijo e essa tarde melancólica da primeira “queca”. 

Escrevo na minha memória a grande enciclopédia do mundo. 

Escuto em mim as vozes da criança nervosa, os versos do poeta, o pai abandonado, os uivos de palhaço insolente. 

Desenho o retrato do escravo infantil e do assaltante mascarado, as silhuetas do erro crasso. 

 
Conto as tardes de chuva, conto os carneiros da insónia, as riscas do papel pintado, as pedras que contas ao sair do bar desse inverno que eu criei. 

Não há nada que não espere para ser dito por mim nesta solidão. 

Agora conheceis a verdade: o vosso mundo nasceu na imaginação de um náufrago. 

Deus vive numa ilha. 

Mas aqui, sobre a crista e rodeado de espuma, não há lugar para tantos mundos. 

É impossível o passeio do criador sem tropeçar com vidas ensimesmadas e com momentos malogrados, com biografias, idiomas e certezas futuristas. 

Há novas cores que se queixam do azul predominante. 


Os granjeiros em greve cortejam com mulheres distintas, com os seus cães do amor, com todo o tipo de formalidades, com infinitos possíveis. 

Esta ilha já não está deserta. 

Não há espaço para mais vidas na minha. 

Chegou a hora de que construais os vossos próprios destinos para sempre; o 'papá' não voltará a decidir tudo. 

Guardava esta bala para escrever com ela o último capítulo da criação, a conclusão do universo e as memórias. 

O ‘big’ Bang Bang... o FIM. 

Adeus, Vasco!
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terça-feira, janeiro 13, 2015

- O sexo só tem limites para quem lhos põe e finalidade para quem a impõe !

CORPOS FALANTES

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O corpo nunca mente. 

A linguagem corporal, por exemplo. 

Do meu psiquiatra aprendi a forçar os meus gestos para evitar que falassem por mim. 

Nas consultas dos psiquiatras as mesas são de vidro para poder ver através delas: se o paciente cruza os pés, ou cruza as pernas, ou cerra os punhos cada vez que tratam certos temas sensíveis para ti, ou cada vez que mentes. 

Todos temos um gesto ou um tic que surge inconscientemente nestes casos. 

Uns mordem o lábio inferior ou a comissura interna, outros juntam os joelhos, tocam o lóbulo de uma orelha ou alisam o cabelo sem darem conta.

No meu caso, cada vez que falava de certas passagens da minha infância, tendia a cravar as unhas dos meus dedos indicadores nas palmas das mãos. 


Era assim que o fazia, até que apanhei o meu psiquiatra olhando de soslaio através da mesa de vidro e escrevendo, depois, notas na sua agenda; (já viste?), como se aquele gesto fosse um sintoma, uma relação não verbal do meu corpo a um passado não resolvido. 

Desde então, vou à consulta com luvas. 

O psiquiatra, sem mais nem menos, aumentou-me a medicação. 

Não percebo nada. 

E agora, vejam bem. 

Graças ao meu psiquiatra aprendi as múltiplas formas da linguagem gestual; aprendi a evitar que o meu próprio corpo me delatasse (também conduzo o meu táxi com luvas), mas também aprendi essa linguagem nos utentes do meu táxi. 


Noutro dia, uma usuária curvilínea e deslumbrante disse-me que gostava dos meus olhos.
Disse-o enquanto passava a mão pelo cabelo: mentia!

– Sinto muito, mas sou casado, menti eu, também, sem que o meu corpo me denunciasse (tinha as luvas calçadas). 

– Isso não importa. 
Convido-o a um copo em minha casa. 

– Não. 
A sério. 
Não me apetece. 

– Mentes! 

– Como sabes? Perguntei. 

– Está-me a dizer essa protuberância nas tuas calças. 

Terminei na sua cama. 

Sobre a mesinha de cabeceira pude ver um frasco com os mesmos comprimidos que me receitou o psiquiatra.

segunda-feira, janeiro 12, 2015


- Numa mesa do bar: 
Tenho amig@s no Facebook e no Twitter que mataria na vida real !

DEUSES

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Desde há muito tempo — centos e centos de anos — os deuses deixaram de castigar ou beneficiar as pessoas. 

Simplesmente deixam que a vida particular da cada ser humano siga o seu curso natural e observam com olhos científicos como os fios do destino se enredam e desenredam. 

Em tal caso, podemos dizer que as nossas sortes e desgraças não são parte de nenhum desejo divino directo. 

Os deuses já não interferem; nem para o bem, nem para o mal. 


Ficam no alto das nuvens e estudam-nos bem como os ictiólogos aos peixes e os filólogos aos livros. 

Tornaram-se totalmente imparciais, avaliadores constantes e censores omniscientes da vida de todo o homem, mulher e criança que habita o planeta Terra. 

Interferem — quase sem entusiasmo — unicamente no final, quando se torna necessário calcular as estatísticas e avaliar os desempenhos; quando há que escolher entre paraísos e infernos.
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domingo, janeiro 11, 2015



- Os pentelhos são como as ervilhas, por mais que os ponhas de lado, comes sempre um ou dois !

UCRANIANA

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Laryssa é puta. 
Veio da Ucrânia enganada por um falso agente de jovens modelos e agora estafa-se para saldar a dívida para com a mesma mafia que a trouxe. 
Tem olhos azuis "No Frost", corpo e pele de Barbie e reconhece que jamais beija os seus clientes na boca. 
“Trabalha” perto do Marquês, de segunda a domingo, das dez da noite ás seis da manhã, juntamente com outras seis ou sete jovens. 
Mandou parar o meu táxi porque vinha directa da polícia e eu passava no momento. 
Assim, levantou um braço como se estivesse à espera de um táxi. 
Imediatamente a ter entrado no meu táxi, uma brigada da polícia parou ao meu lado e perguntou-me onde eu ia. 

 


Disse-lhes que para a baixa e partiram. 
Laryssa agradeceu-me e solicitou-me que desse umas voltas pelos quarteirões até a polícia se esfumar. 
– Quanto custará o táxi?, perguntou-me. 
– Depende das voltas que dermos. 
– Ai, não… E se em vez de te pagar não preferirás uma m*mada? 
– Não… Já venho mamado de casa. 
– Está bem. Então pára aqui. Volto a pé. 
– Não, espera. Façamos algo. 

 

– P*nheta? Mostro-te as mamas? Olhas como me consolo com os dedos? 
– Tentador, mas não. 
Conta-me uma coisa. 
– O quê? 
– Responde-me a uma pergunta. 
– Diz. 
– Quando estás a chupar ou a f*der com o típico indivíduo asqueroso e bêbado… em que pensas? 
– Em terminar rápido. 
E na minha filha. 
Tenho uma filha de quatro anos na Ucrânia. 
– Já te apaixonaste alguma vez de algum cliente? 
- Boa. 
Pergunto-te a ti se compraste um frigorífico e alguma vez te apaixonaste por ele? 
– Mas um frigorífico não é uma pessoa. 
– E o cliente que f*de com dinheiro, tão-pouco é uma pessoa. 
Só é cliente e eu frigorífico. 
Abrir as pernas e abrir a porta do frigorífico é a mesma coisa. 

 
 
– Nunca pensaste em regressar de novo à Ucrânia? 
– Se fujo, ameaçaram matar a minha filha. 
– Quem? 
– Não te vou dizer isso. 
– E denunciá-los? 
– Nasceste ontem ou o que é que se passa? 
– Desculpa, tens razão. 
– Graças a Deus que sou bonita e tenho um corpo formidável. 
Penso nesta coisa. 
Tenho mais clientes que as colegas feias. 
Aqui… aqui, pára aqui. 
– Ok. Vai. 
Estamos em paz. Não me deves nada, disse, parando o taxímetro. 
– A sério que não queres uma m*mada? 
– Nem num milhão de anos. 
– Adeus e obrigado pá. 
E foi-se rua acima, (com uma “companheira” que passava), subindo a saia a cada passo…
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sábado, janeiro 10, 2015


- O teu corpo é o paraíso perdido do qual nenhum homem ou deus poderá expulsar-me !

CONCEITOS

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Não sei quanto vale o dinheiro, mas sei que não vale o que custa; tão-pouco sei se serve para tudo, mas o certo é que quase tudo tem um preço. 

Do que estou seguro é que pode ser motivo e solução de um mesmo problema, como por exemplo a fome. 

Eu, igualmente, como alguns (muitos) economistas, não tenho a mínima ideia de economia, mas creio que é um grave erro escorar a felicidade em função do poder aquisitivo ou da capacidade de consumo, já que quando se desequilibram essas frágeis estruturas o pânico propaga-se rapidamente como uma epidemia. 

A crise não fustiga todos por igual, mas todos falam dela com igual intensidade; o presidente de uma grande companhia pode compartilhar as mesmas horas de insónia e preocupações que o segurança de uma das suas empresas, ainda que sendo as consequências para ambos tão absolutamente incomparáveis. 


Há quem se sente infeliz vendo encolher o seu grande património, há quem o é, porque neste ano não poderá mudar de modelo de automóvel, outros por não poder sair neste sábado para jantar num restaurante e para muitos outros, naturalmente, porque o amanhã tem forma de interrogação. 

Vivemos numa felicidade comparativa, onde o consumo se apropriou dos nossos sonhos e relegou as nossas necessidades reais. 

É como aquele magnata que desfruta da sua flamante embarcação até ao preciso instante em que se lhe atravessa o caviar na garganta, observando como um iate de muito maior calado, fundeia a seu lado. 

Agora um miúdo não é mais feliz por ter a PlayStation 3, mas seguramente que se sente desvalido por a não ter. 

 

Não quero parecer um “guru”, o que pretendo dizer é que esta crise vem precedida por outras crises, intelectuais(?), políticas(?) de valores(?), de banqueiros e poderosos?

Isso sim, é agora quando as verdadeiras fauces da economia, devoram no seu passo, direitos e liberdades, rasgando em cada mordidela projectos sociais, culturais e do meio ambiente. 

Estas vítimas não recebem nenhum tipo de auxilio já que o medo paralisou até o mais valentão das redondezas. 

Suponho que o dinheiro é um conceito e a moeda uma ferramenta para que nós os consumidores possamos entendê-lo. 

Para terminar, uma última coisa: onde está o nosso dinheirinho?
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sexta-feira, janeiro 09, 2015

- Não tenho saúde para deixar de beber !

QUANDO FOR GRANDE...

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E tu, o que queres ser quando fores grande? 
Perguntava-lhe uma fulana despenteando o cabelo a um chavalito enrodilhado à perna da sua mãe. 
O miúdo ficou a olhá-la em silêncio do mesmo modo que as vacas o fazem em relação aos comboios. 
Depois de vários segundos, a mãe interrompeu habilmente essa resposta muda atraindo novamente o olhar da fulana; o miúdo desde “lá de baixo”, seguia contemplando-a. 
Desfrutei desta situação e em especial daquele silêncio. 
Provavelmente a senhora esperava ouvir: bombeiro, médico, astronauta, polícia... mas isto, são unicamente profissões. 
Quando fores grande podes ser muitíssimas coisas, podes ser simpático, gordo, sensível, viajante, calvo, equilibrado, orgulhoso, batalhador, bobo, valente, generoso ou singelamente nenhuma delas.


 



A questão não é tão inocente como parece, são este tipo de coisas que, sem darmos conta, vão calando e moldando as nossas vidas; não vos parece curioso que ao pessoal lhes interesse, infinitamente mais, saber “a que te dedicas” do que a “saber como estás”? 

Quando se fala de uma vida de sucesso quase sempre se fala em termos económicos ou profissionais. 
Para começar, penso que se deveria admirar mais o profissionalismo que a profissão e mais o capital humano que o económico. 
A mim, particularmente, preocupa-me que estas coisas não preocupem, sabendo que para muitas pessoas não alcançar este tipo de objectivos materiais, supõe a sua mais profunda infelicidade. 
Muitos dos nossos heróis actuais são idiotas profundos, que não sabem voar e só pensam em salvar-se a si mesmos. 
Entre a panóplia dos “nossos” ícones, destacam-se predadores de cabelos gelatinosos, tele-famoset@s, ilustres tontos ou fut–modelos.









É significativo que a maior manifestação de orgulho que invade um país é quando a sua selecção vence a sua rival; ninguém se pavoneia com orgulho num bar, cerveja na mão, do número de cientistas, artistas, organizações humanitárias, dos doadores, políticas ambientais, da justiça ou população solidária, sã e feliz com os que conta o seu país.






Se partimos de valores e referências presumidas teremos uma vida oca.






Eu particularmente admiro todos aquelas pessoas que desfrutam e saboreiam a vida através da natureza, da cultura, da amizade e da criatividade, em todas as suas formas e variantes.




Mas não esqueço um bom copázio de cerveja fresquinha...






Mudando de assunto e voltando ao mesmo, ou por falar nisso... para mim, o mais que eu queria ser, era jovem.