Sou mesmo anárquico, tudo "postado" fora de ordem, mas sou assim, nasci assim e serei assim.
NOZ MOSCADA
Esta especiaria, cujo príncipal fornecedor são as Ilhas Molucas, é muito utilizada em purés e recheios.
Serve para perfumar algumas carnes, mas com moderação, pois o seu aroma é bastante forte. Trata-se duma espécie de amendoa, que deve ser ralada na altura, para o aroma não se dispersar.
CRAVINHO
Também conhecido por cravo de cabecinha ou cravo da Índia, é o botão da flor, duma árvore parecida com o loureiro e que é originária das Ilhas Molucas.
Os botões são apanhados, antes das pétalas abrirem e secos ao sol, ficando com a cor escura que conhecemos.
Tem um aroma agradável, mas muito activo, pelo que deve ser usado com moderação.
São utilizados em certos recheios e enchidos, em feijoadas, na dobrada ou tripas, etc.
Podem ser usados nos assados de porco e noutros cozinhados.
Dois cravinhos podem chegar para aromatizar a comida de 4 a 6 pessoas.
Normalmente usam-se colocando-se dentro de saquinhos ou espetados numa cebola descascada.
Eu utilizo um utensílio em rede, dos de fazer chá e coloco lá dentro os cravinhos.
Dá sabor e retiram-se facilmente.
CARIL
São um conjunto de especiarias moídas, de origem indiana, de coloração amarela-escura e sabor característico.
Os cozinhados com caril, têm um paladar estimulante muito apreciado.
Utiliza-se o pó de caril, em frango, borrego, vitela, peixe, marisco, ovos, etc.
O mais famoso é o caril de frango.
RÁBANOS e RABANETES
São óptimos elementos decorativos na culinária.
Os rabanetes quando frescos e tenros, prestam-se para saladas e certos pratos de peixe e carne.
Normalmente são sumarentos e por vezes picantes.
Embora com fraco valor nutritivo, são apreciados por muita gente.
Os rábanos, quase da mesma cor mas mais alongados, são muito ricos em vitamina C e óptimos em saladas e também muito decorativos.
A rama dos rábanos e rabanetes, substitui as nabiças.
Devem ser escolhidos com cuidado, pois alguns são “encortiçados”, o interior parece uma esponja seca..
Lave-os muitos bem e aproveite também as cascas, pois podem ser muito decorativas.
Podem ser utilizados para decorar pratos de carne, peixe ou fritos e saladas.
BETERRBAS
Existem diversas variedades de beterraba hortícola, um legume cuja raíz é carnuda e vermelha ou arroxeada, muito escura e de grande valor nutritivo.
Devem utilizar-se as mais novas e tenras e podem ser assadas ou cozidas, mas sempre com a casca, depois de muito bem lavada, depois de cozinhada a casca sai muito facilmente.
Não esqueça, para as cozer, não utilize faca, arranque a rama à mão e coza-as em água temperada de sal e bastante vinagre.
Arrefecem na própria água e depois podem-se pelar facilmente.
Utilizam-se em saladas, sopas, fritos e até cruas.
Existe outra beterraba, a forrageira, para a produção indústrial de açúcar, que não é comestível habitualmente.
No entanto, aconselha-se o consumo moderado desde vegetal, pois apesar de não ser cientificamente correcta tal afirmação, o que é certo é que quem tendência para a diabetes não a deve consumir, COMO PRUDÊNCIA ...
PIMENTOS MORRONES
Os pimentos morrones são os pimentos vermelhos, isto é os pimentos maduros.
São previamente limpos e conservados industrialmente.
Ficam adocicados saborosos, apesar de alguns se queixarem que são indigestos, nada nos diz, que os verdes não o sejam muito mais, antes pelo contrário.
Utilizam-se para decorar determinados pratos, como a paella, o bacalhau à Zé do Pipo e muitos outros.
BAUNILHA
É um delicioso aromatizante, muito utilizado.
Trata-se de uma vagem alongada, fruto duma trepadeira oriental, que existe no mercado em vagem, seca e escura, em pó e em líquido.
A melhor é em vagem, usando-se em caldas de açúcar e no leite fervido para pudins.
Em pó ou líquido, aromatiza bolos.
Tem de ser usado com moderação, pois em excesso, torna-se amargosa.
Existem também, no mercado, açúcares baunilhados.
SALSA
Talvez o tempero mais utilizado, merece alguma atenção como um dos mais aromáticos temperos.
Cresce expontâneamente em todo o país e é elemento indispensável em quase todos os molhos, recheios, etc.
Além de aromatizante, é também elemento decorativo, tanto picada como em raminhos.
Antigamente dizia-se que era diurética, mas a medicina não se debruça para coisas que ao longo dos tempos se tornaram verdadeiros compêndios de curas e alívios para certos males.
Existem dois tipos de salsa, a frisada e a comum, sendo esta a mais divulgada.
A salsa é rica em vitamina A e C e contém ainda ferro, fósforo e cálcio.
Para a conservar, tem dois processos.
Um, lave-a e em raminhos, congele-a. Depois utilize-a nas porções desejadas.
Outro processo é conservá-la em frascos bem tapados ou sacos de plástico, na parte inferior do frigorífico.
Assim, dura só alguns dias.
Para a “picar”, utilize a tesoura de cozinha, verá que é muito mais fácil.
POEJOS
Os poejos são plantas que crescem nos terrenos húmidos do sul do país, principalmente no Alentejo.
Utilizam-se nas açordas, substituindo com vantagem os coentros. O processo de utilizá-los é igual aos dos coentros, escolhem-se as folhas, pisam-se com sal e alho.
A açorda de poejos e alho é fenomenal.
Para os conservar durante mais tempo, pise-os com sal, deite-os num frasco e cubra-os com um fio de azeite.
Utilizam-se em sopas de tomate e caldeiradas, principalmente de peixe do rio.