O VIDEIRINHO

sexta-feira, maio 27, 2016


-  A carne é incompatível com a caridade: um orgasmo transformaria um santo num lobo !


POR BARES E TABERNAS

.



Como já andava há uns tempos a matutar, hoje vou dedicar as minhas “escrevinhanças” a inspirar com a filosofia que me brindam os bares e as tabernas. 
Seleccionei três perguntas (que foram muitas, ainda que de muito poucos) com a esperança de que algum congregante tenha mais ânimo. 
Vou manter o anonimato dos interessados, não quero que as suas inquietudes pessoais mais escuras se difundam através de mim nem causar-lhes nenhum problema (ainda que possam entrar na página de Facebook de cada um e ali depararem-se com as suas fotos, nomes e apelidos. 
Comecemos. 

Pergunta: 
- O que tens a opinar sobre o sexo anal?

Resposta: 
- Aristóteles dizia que o objectivo do ser humano era alcançar a felicidade e, para isso perseguimos outros bens externos de forma consciente com a esperança de colmatar o nosso fim supremo. 
Dito isto, se crês que através do sexo anal acharás a felicidade, meu amigo, convido-te a que o pratiques selvaticamente, tanto como o fez Aristóteles, ou mais. 
Não sei se atacar a rectaguarda de outro ser (humano?) solucionaria a minha pesquisa do objectivo final. 
Desgraçadamente não sou um conquistador, assim, não tenho demasiadas oportunidades de entrar pela porta das traseiras de ninguém e quase que também pela principal. 
Devo confessar que, de qualquer modo, fiquei um pouco traumatizado desde que vi, pela primeira vez, um vídeo, VHS, onde um centauro (com o corpo de um homem mas com o membro de um cavalo) penetrava com fúria desproporcionada uma doce jovenzita por cujo rosto corriam grandes lágrimas de rímel negro, entre outros coloridos fluídos. 
O realmente perturbador foi que, ao separarem-se os seus corpos, o ser mitológico separava as coxas da rapariga com as suas mãos enquanto o câmara sacava um primeiríssimo plano do vermelho e surpreendentemente dilatado, ânus feminino. 
Nesse momento soube que o meu caminho estava longe do aparelho excretor, ainda que o final minha vida tenha resultado ser uma merda.

Pergunta: 
- Que tipo de problemas temos sempre que falamos de “nojices”?

Resposta: 
- Não sou psicólogo, algo ou alguém me livrou de ter dedicado anos de minha vida a estudar uma carreira sem futuro, por isso me fiz blogueiro. 
A minha opinião não será a de um especialista, em qualquer caso, digere como possas a minha análise e, se for com um bom whisky, ou até bagaço, na mão, melhor. 
Ainda que a maioria da gente trate de guardar a compostura em sociedade, nos bares e nas tabernas tenho visto homens rectos perderem-se como lágrimas na chuva. 
Cavalheiros com uma língua muito grande que depois de uns quantos copos são capazes de converter os momentos mais românticos da sua vida marital em actos absolutamente grotescos. 
Também tenho visto mulheres incrivelmente hábeis para encontrar uma conotação sexual e questões do mais quotidiano, valendo-se de uma série de eufemismos para verbalizar tais obscenidades. 
Como dizia Freud, “ o sexo é o motor que move o homem”, assim temos uma tendência natural para a sua prática ou, na falta desta, para encontrar as motivações sexuais a tudo. 
Outra coisa é que reprimamos o nosso impulso de fod**, digo, trepar, ou falar sobre fod**, digo trepar, por pudor ou respeito, questões de protocolo afinal de contas para tentar camuflar a nossa natureza animal. 
Porque eu e, pelo que sugere a pergunta, tu, não deixamos de falar de “nojeiras”? 
Eu sofro um caso parecido ao de Benjamin Button, quanto mais cresço mais criança me sinto, de modo que cada vez falo com menos contenção. 
Como é um síndrome bastante estranho suporei que tu não o padeces, de modo que atrever-me-ia a dizer que te relacionas com pessoas que acordam o diabito que há em ti. 
Em qualquer caso brindo por isso, já terás tempo de sofrer espartilhado pelas normas não escritas para viver em sociedade, bem como as leis que proíbem, por exemplo, praticar o sexo nas ruas ou masturbar-se em público. 
Um ultraje, vá lá.
 
Pergunta: 
- Qual a tua opinião a respeito das controvérsias interpretativas geradas em torno do sonho idealizado do príncipe encantado nas mulheres?

Resposta: 
- O conceito de príncipe encantado desconcerta-me, com o que nos modernizámos e evoluímos em todos os sentidos e ainda há jovens que esperam que um homem lhes abra a porta. 
Segundo entendi, no antigo Império Romano, César deixava passar as mulheres primeiro por temor a ser apunhalado depois de cruzar a ombreira das portas, de modo que vou permitir-me o beneplácito de colocar em dúvida tal gesto de cavalheirismo. 
Em qualquer caso, em general acho que já restam poucas mulheres apegadas ao antiga, e ainda bem, porque eu tenho mais de “Estrumpfe” que de príncipe encantado. 
Vendo e ouvindo por aí, verifiquei que há mulheres que sabem falar sem sentidos dúbios e explicam perfeitamente o que procuram: "que tenha um bom carro, BMW ou Mercedes, mínimo, ou "eu era lésbica até que me envolvi com um musculoso atleta". 
Não discutirei para debater tais requisitos porque nem tenho carro nem vou ao ginásio, só rezo para que não se converta na norma porque senão esperam-me cem anos de masturbação em solidão (perdoa-me, Gabriel García Márquez). 
O admirável destas raparigas é que nem mentem, nem a nós, nem a elas mesmas, sabem o que querem e dizem-no sem complexos, não dando qualquer importância à sua forma de agir tão superficial. 
Importa aqui referir, que há homens tão ou mais superficiais. 
Tudo isto me convida a uma reflexão, por irónico que pareça. 
Rimo-nos dos “viventes” quando na nossa vida real sabemos de pessoas que pensam exactamente assim, inclusive nós mesmos, mas negamo-nos a reconhecê-lo. 
Primariamente queremos coisas superficiais, mas disfarçamo-lo com um discurso limpinho e asseado, isto é, "quero um parceiro carinhoso, inteligente, atento, boa pessoa...". 
Os homens costumam definir as mulheres (suas mães), ao príncipe encantado. 
Mas, evidentemente, do dito ao feito há um hiato.

E chego ao fim. 
Omiti uma série de perguntas e respostas pessoais porque não gosto de falar de mim mesmo. 
Alguns pensam que sou egocêntrico, mas a verdade é que estão muito longe da realidade, não há coisa que me aborreça mais do que falar de mim próprio. 
A minha vida já a conheço de ginjeira, prefiro falar sobre tudo o que me rodeia. 
Paradoxalmente, já estou a falar de mim e com isso chateio-me e portanto termino esta lengalenga. 
Se quereis outras respostas ou perguntas, só tendes que pedir.
.

segunda-feira, maio 23, 2016


- Bebo para afogar as minhas mágoas, mas as mais “fodid**” aprenderam a nadar !

VISUALIDADES

.


Acabaram (há poucos dias) de acabar as festas estudantis patronais cá do burgo, em procissão, (a redundância é propositada), uma reunião de hormonas em efervescência onde a música será um parente pobre face ao, “importante é participar”. 
Um acontecimento anual de aspirantes a graduados em Universidades e outros destinos finais, nalguns casos quase eternos e com uma pós-graduação em degustação de Jägermeister. 
Como podeis imaginar, as conversações intelectuais abundam até ao abarrotamento, concretamente o meu, que não pode acompanhar o ritmo de gente tão douta na matéria. 
Eu sou mais básico, desde que aprendi em Zoologia o ciclo da vida, existo para reproduzir-me e morrer toda a vez que nasci para vosso infortúnio e cresci para o meu. 
 
Em algum momento da noite os meus compinxas compadeceram-se e decidiram rebaixarem-se ao meu nível: tetas, cus, pénis, vaginas, fornicar, fornicar, fornicar, fornicar… 
Definitivamente, mulheres, homens e vice-versa, e eu, evidentemente, estavam no meu ambiente. 
Ao princípio da noite seguíamos com o nosso olhar unicamente as mulheres canhão, comentando o maravilhoso mundo que podiam descobrir se passassem uma noite romântica connosco. 
Tomamos uns valentes copos. 
Começamos a fixar-nos nas fêmeas que se encontravam a trinta metros de nós, em todas, e regozijamo-nos com as inumeráveis posturas e práticas sexuais com que as honraríamos e aos seus templos sagrados, se assim se dispusessem elas. 

 
Emborcamos mais umas cubas livres. 
Então, cada vez que intuíamos uma forma (pseudo)humana perto, proclamávamos a profanação das suas vaginas com o nosso enorme e poderoso báculo do amor. 
Porque, como todas sabeis, um homem sempre tem o cacete maior que a média, a habilidade para o cunnilingus de uma lésbica experimentada e os dedos tão ágeis como os de Jerry Lewis. 
Nesse momento, os meus dois neurónios seguraram-me a mão e tive um momento de lucidez impróprio de mim. 
Não são todas as mulheres formosas? 
Relaxem, este não é o típico post para adolescentes petulantes com problemas de auto-estima. 
Só digo que todas têm algo que as faz únicas à primeira vista. 
É óbvio: uma cara bonita, um corpo de guitarra, uns peitos escandalosos ou um traseiro arrebitado e avantajado, são as quatro primeiras coisas que os homens têm em mente. 
 
Encontrar uma mulher atraente, segundo os cânones, não é complicado; vivemos em plena era do fitness e a que não tem um físico privilegiado trabalha-o, ou então, simplesmente esconde-o debaixo de três quilos de maquilhagem. 
Como os homens, vá. 
Mas acho que há detalhes muito subtis, mas bastante mais interessantes, por exemplo, no sorriso, no olhar, no tom de voz, nos gestos… 
Que não vos inquiete o meu remeloso curso, tento explicar de uma forma bonita que, se nos cingimos ao estritamente visual, eu dava-o a todas. 
Mas sim encontro problemas, penetrando um pouco mais, para encontrar garotas disponíveis. 
Não sofrais, entre nós a inteligência escasseia ainda mais (como podeis comprovar nestas linhas). 
E não falemos da personalidade; a beleza está no interior? 
Uma estupidez como um piano. 

 
Mulheres, homens e vice-versa estamos tão podres que nos deveriam proibir de falar entre nós, não vá que cheguemos a conhecermo-nos melhor. 
Nascer, crescer, reproduzir-se e morrer, mantemos o ciclo da vida. 
Afinal de contas, os seres humanos não entendem de sabedoria, mas a natureza sim. 
Estamos em crise, tempo de subsistência, de poupança para um futuro melhor. 
Apliquem a vossa economia, também ao terreno sentimental.  
E se a coisa não melhora nuns anos e todos continuamos sendo pobres e estúpidos, gastemos o dinheiro poupado em profissionais. 
Psicólogos? 
Muito melhor em gigolôs, putas e vice-versa. 
. 

quinta-feira, maio 19, 2016


-  Nada é mais sexy que o som do roçagar de uma meias, ao descruzar as pernas, no lugar do cinema ao lado do meu !

ENDOGAMIA

.


Muitos homens passam a vida preocupados com os seus genitais. 
Ou pelo menos assim parece. 
Mas não acreditem, porque as mulheres também se importam com a saúde e auto-estima daquela parte recôndida. 
Também lhes diz respeito, claro. 
Dizem elas: 
“Não há nada melhor do que a espécime masculina que confessa sentir-se homem novamente depois de tantos anos e que é graças a ti. 
Ao estar contigo”. 

É bonito. 
De verdade? 
O sintoma é que se levantam contentes pela manhã que não é normal. 
Que até se surpreendem. 
As mulheres, ainda que o tragam escondido, também podem acordar com sensações parecidas. 
Mas, verdadeiro, nada é tão evidente como aquilo que os “senhores” têm entre as pernas. 
Por tudo isto, escrevo sobre o pénis, porque tenho uma boa notícia para todos aqueles complexados com a sua grossura, (diâmetro), ou tamanho, (comprimento). 
Existe uma nova cirurgia que é muito similar aos implantes mamários de silicone. 
De facto, o recheio é deste material e a operação é simples, singela. 
Apenas 45 minutos e vais para casa com o teu novo “amiguito” reestruturado e quiçá engordado. 
A intervenção tem um custo à volta do 12/15.000 euros e está a fazer furor em Los Angeles. 
Imagino que neste caso não só prima a auto-estima e a questão estética, mas também a profissional, porque não esqueçamos, ali está arreigada uma das sedes mais importantes da indústria do porno. 

 

Não sei se o tamanho importa ou não. 
É uma discussão que quase chateia mas os órgãos genitais sim, têm um sentido transcendental para muitos homens. 
Da mesma maneira que os sexólogos não se cansam de explicar que o principal órgão sexual é o cérebro ou inclusive os nossos quatro quilos de epiderme. 
O pénis manda em muitas relações humanas porque, como dizia no início, se preocupa os homens, alegra, excita ou entristece, ás mulheres também lhes diz respeito e que respeito. 
Agora casos mais lamentáveis: 12% dos combatentes americanos no Iraque e Afeganistão perderam os seus órgãos genitais. 
Isto é um assunto preocupante, tanto mais que o Hospital Universitário Johns Hopkins de Baltimore abriu uma linha de trabalho com a ideia de realizar 60 transplantes do pénis. 
De facto, o primeiro transplante realizado com sucesso foi na África do Sul, em 2014. 
O transplantado não só pôde retomar suas relações sexuais com total normalidade, como também este ano foi pai e tudo. 
Este desafio médico de ajudar os ex-combatentes certamente que tem repercussões na população civil em breve. 
Tudo é positivo, sempre que não cheguemos à obsessão cirúrgica. 
Porque as obsessões não são boas. 
E se não, que perguntem a Ant Smith, possuidor confesso de um micro pénis. 
O que antes o angustiava, agora quase que não liga a isso. 
Aprendeu a viver com o seu pénis de 10 centímetros, a falar dele com a comunidade e incluso a organizar a primeira grande festa do PénisPequeno, onde outros compatriotas britânicos se reuniram, presumivelmente, para falar sem tabus do seu corpo. 

 

Mas o que é realmente um pénis pequeno? 
O professor de psiquiatria David Veale, afirma que depois de uma exaustiva análise, chegou à conclusão que a maioria dos pénis “normais”, medem em média 9,31 cm no estado de flacidez. 
Entendo que tanto faz o que escreva, como o que digam mulheres e outros homens sobre os pénis. A vós, machos de Portugal preocupar-vos-à sempre a saúde do vosso "colega" mas, façam favor, escapem dessa endogamia brutal de vocês e do vosso corpo. 
Os corpos são importantes em função de quem os habita e como os habitam.
.

segunda-feira, maio 16, 2016


 – Pássaros na cabeça são o meu ramo favorito da ornitologia !

ALMA DO ORBE TERRÁQUEO

.


Na juventude li os relatos naturais inquietantes de Algernon Blackwood, que tinha, ele mesmo, rosto de nó de árvore seca. 
Blackwood foi ganadeiro no Canada, mineiro no Alaska, encarregado de um hotel, repórter em Nova Iorque e depois escritor. 
Pertenceu à Ordem Hermética da Aurora Dourada (Golden Dawn). 
Também eram membros desta seita ocultista, H.G. Wells, o da “Guerra dos Mundos” e o Bram Stoker, o “Drácula”. 
Depois dos seus livros não pude ver a natureza da mesma forma que antes. 
Começou a parecer-me estranhamente animada. 
Não maligna. 
Sim vigilante. 
Não me saía da cabeça que, em qualquer lugar aparentemente desabitado, algo que cochichava informação me precedia. 
Chamem-me sugestionável, mas, na minha vida adulta, não tenho deixado de suspeitar que os pica-paus (os pássaros carpinteiros) repicam códigos, e a madeira quebra-se repentinamente em alguns bosques centenários como uma linguagem. 
Estes pensamentos não têm feito que a natureza me horrorize como àqueles poetas urbanitas, a partir de Baudelaire. 

 
Dizia Baudelaire que a natureza é a indiferença inerte em contraposição à bondade, que é uma obra artificial do homem. 
Inerte? 
A natureza não é inerte. 
Em certos lugares parece curvar-se a linha do horizonte, como uma imensa respiração. 
Os lugares surpreendentes têm tal fascinação sobre mim que me mantenho afastado deles, como me afasto de qualquer forma de extrema beleza: porque depois doerá a sua ausência. 
Vivo, por necessidade, num sótão bagunçado numa urbe sebenta que desprezo, mas na qual me confino para tratar de esquecer tudo. 
A natureza chama-me e desprezo essa chamada, indiferente como o lobo no jardim zoológico. 
Foi Blackwood, (vê aqui o filme), uma das cabeças mais patéticas, por dentro e por fora, do seu tempo. 
A sua originalidade foi fugir dos fantasmas típicos de um ambiente ordenado para situar o medo numa natureza sem intervenção humana. 
Nos espaços abertos e cimeiras onde Nietzsche, com as suas frases ordenadamente lapidadas por um diamante, se sentia um super-homem. 
Pelo contrário, o encarquilhado Blackwood deixava ver a insignificância humana no meio de planícies gélidas ou bosques azuis de tão negros. 
Nos seus relatos escuta-se a crosta terrestre como um único ser, com uma inteligência menor que a de um homem mas maior que a de uma pedra. 

 

Na vida real, em certos lugares intrincados e como ocorre nos livros de Blackwood, sentimos que as silvas se enredam, as árvores se avantajam em lentas ondas como em “Macbeth” de Shakespeare, o mar chega lambendo até outros planetas, a água soa onde não está e escapa-se desde onde está. 
A Idade Média chamou a isto “anima mundi”. 
A alma colectiva de toda a imaginação, que está sempre presente quando nos encontramos no meio da vastidão. 
Um “anima mundi” que brinca com a pessoa que se aventura de forma terna, às vezes, como fazem os grandes felinos com garra suave antes de fechar as fauces na garganta. 
A natureza selvagem é uma força inimaginável que acaricia com curiosidade esses seres diminutos, nós. 
Quem tenha estado em locais suficientemente distantes de tudo, sabe que ali o sentido espacial se altera. 
As distâncias em orografias muito afastadas sempre são um conceito relativo, submetido a flutuações inexplicáveis para os sentidos. 
O que parece perto está especialmente longe. 
Nunca há que escolher o caminho que parece mais fácil porque será o inacessível. 
E, sobretudo, esse pensamento que te assalta quando estás no meio de nenhuma parte, e vindo de não se sabe onde, de sentar sobre uma rocha simplesmente a esperar. 
Mas a esperar para sempre. 
A grandiosidade convida a suspender qualquer movimento. 
Sobretudo quando a noite está perto e o frio trepa como uma hera. 
É assim como tem desaparecido muita gente. 
.

domingo, maio 15, 2016


- Se todos conhecessem a minha  intimidade sexual, ninguém me cumprimentaria !

LUMBALGIA

.

 Cada vez que me visto pela manhã, sinto que estou a disfarçar-me  de uma pessoa que não sou. 

Visto o mesmo par de calças e a mesma camisa de todos os dias, coloco no meu rosto uma máscara que me faz ver como alguém que não quero ser, tomo o café com leite (para encher a “caneta”), meto uma "bucha" no papo e abalo para o trabalho. 

SOLIDÃO, entalhe em madeira de Yur Xam

Subo ao autocarro carregando com o peso de um disfarce que me custa desfilar. 

Saio, caminho uns quarteirões, aperto o nó da gravata para que não se notem os defeitos, pulo escada acima até à minha “toca” de trabalho, ligo o computador.
Volto a desligá-lo oito horas mais tarde. 

Regresso a minha casa esgotado.

São sete e pico da tarde, enquanto descalço os sapatos, saco o disfarce e espero que me passem as dores de costas. 

É verdadeiramente incrível o que pesa o “uniforme” de trabalho.
.

segunda-feira, maio 09, 2016

- A pior forma de solidão é a companhia de um pedófilo

HISTÓRIA PREVERTIDA

 .


Adelaide era uma mulher amargurada e profundamente ressentida com os seus pais por lhe porem um nome tão horrendo. 
Era tão insuportável que o seu marido passava as noites no bar para não ter que a aguentar. 
Adelaide sentia-se muito sozinha, estava tão cansada de ter de acariciar o “grão-de-bico” em solidão que aproveitou a visita do “botijeiro” e pastor, para assediá-lo. 
Mas o pastor não era muito amigo dos plásticos e borrachas, assim, saltou-lhe para cima nu e descarregando o carregamento de leites, deixou Adelaide com um vespeiro de chatos e um bojitão ou balão chamado Heidi. 
Passaram sete meses e os minúsculos insectos começaram a invadir o útero de Adelaide, de modo que Heidi, em risco de ficar raquítica, escapou do ventre materno rápida como o vento. 
E justamente a tempo, porque os piolhos púbicos começavam a apoderar-se da sua mãe num esfregar de olhos. 
Quando o pai de Heidi chegou a casa e viu o “espectáculo” pirou-se para comprar tabaco e nunca mais regressou, deixando a pequena com a sua atraente tia Dete, conhecida por mostrar as mamas em certas revistas masculinas. 

Heidi passou uns anos muito maus no colégio. 
As suas colegas chamavam-lhe anã e os poucos amigos que tinha passavam mais tempo a olhar as mamas da sua tia do que a brincar com a Heidi aos médicos, assim abriu o “minibar” e apanhou tal carraspana que ficou com as bochechas enrubescidas  para toda a vida. 
Além disso, Heidi tinha uma voz de cana rachada tão estridente que Dete começou a perder o juizo, assim pegou na jovem e vendeu-a a um velho, das montanhas verdes, por trinta dinheiros. 
O idoso ficou conhecido pelo “o avô”, célebre pedófilo dos Alpes Suiços. 
Heidi passava os días encerrada num celeiro sem poder ir à escola, e volta e meia o velho visitava-a para dar-lhe um pouco do seu leite recém ordenhado por ela. 
Também a obrigava a praticar todo o tipo de preversões onde se incluia Joseff, um S. Bernardo e, se se portava bem, era compensada com um "charro" de “Neve Branca”, a melhor droga das redondezas. 
Passou tanto tempo ali que Heidi sofría do Síndroma de Estocolmo e assim, ela e “o avô” pareciam uma autêntica família. 

 
Chegou aos ouvidos do pastor Peter que o pederasta tinha uma nova jovem na sua cabana, assim subiu ao alto da montanha e espreitou através dum postigo do celeiro. 
Peter tinha passado meia vida espiando no duche a sua avó, e a sua única experiência sexual, até aquele momento, tinha que ver com uma cabra. 
A jovem que tinha pela frente, era da sua idade e ainda que não fosse muito bonita e usasse cuecas tipo “coulotte”, não encontraria nada mais apelativo num raio de dez quilómetros das redondezas, assim, congratulou-se pela oportunidade, baixou as calças e esfregou fortemente a “sardinha para sacar todo o escabeche”. 
Mas Dete regressou. 
Tinha ido fazer compras ao Bershka e quando foi para pagar descobriu que o dinheiro do “avô” era mais falso que umas sapatilhas Puma feitas no Vale do Ave. 
Assim, sacou da Heidi e levou-a a um bordel clandestino da grande cidade para ganhar a vida como tinha aprendido nas montanhas. 
O prostíbulo era regido por uma tal senhorita Rottenmeier, uma dominatrix dura, mas de bom coração que combateu a necessidade de coca da Heidi  à base de látego. 

 
 
Ali também vivia Clara, uma jovem da Europa do Leste com quem Heidi cimentou uma boa amizade. 
Clara foi outrora a estrela do local, tinha tanto êxito que trabalhava sem descanso, até que numa noite chegou um moçambicano demasiado impetuoso que a deixou em cadeira de rodas. 
Clara chorava copiosamente sem parar. 
Desde o seu fatídico acidente já nenhum cliente solicitava os seus serviços e tanto que ela adorava ser papada. 
Heidi que começava a sentir-se atraída pela Clara, decidiu animá-la e levou-a numa viagem romântica até à montanha onde conheceria “o avô”. 
O velho, que não entendia de tabus, tratou de violá-la logo que lhe colocou os olhos em cima. 
Clara, aterrorizada pelo depravado velho, levantou-se e... deitou a correr como o diabo foge da cruz, recuperando da sua deficiência por motivo de força maior. 
Finalmente Clara arrojou-se nos braços da Heidi, graças a ela podia caminhar outra vez. 
As duas jovens rebolaram-se colina abaixo e esfregaram-se uma na outra, toda a noite, na maior libertinagem lésbica. 
Peter observava a partir do matagal, masturbando-se em silêncio.
.