O VIDEIRINHO

segunda-feira, setembro 26, 2016

​- O orgasmo é a grande sala de jantar de palavras. 
Só permite o gemido, grito, expressão sub-humanas, mas não a palavra !



ILUDÊNCIAS

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Tirada DAQUI

Os seus orgasmos tinham, sem qualquer lugar para dúvidas, uma marca muito vincada da sua personalidade. 

De carácter submisso, calada e envergonhada, ao atingir o orgasmo, Helena inclinava a cabeça para baixo, fechava os olhos e sorria com doçura. 

Sorria como se estivesse num sonho. 

Sorria como quem o faz com nostalgia. 

Relaxava-se sobre o meu corpo e deixava-se conduzir, movendo-se pausadamente como o trigal na brisa. 

Depois recostava-se à minha direita, utilizava o meu braço como almofada e aninhava-se. 



Abraçava-a ainda agitado, desejando que me dissesse o muito que me amava, o muito que desfrutava roçar-se sobre os meus lençóis, o muito que sentia quando não estava comigo. 

E à espera, entregue ao seu maquiavélico silêncio, ficava adormecido e sonhava com ela. 

Ao despertar, Helena estava sempre a meu lado e na mesma posição. 

Cuidadosamente, sem que ela despertasse, eu voltava a guardá-la na sua embalagem de origem.


Uns polícias tiveram que fazer um resgate a um bebé no povoado de Worksop, em Nottinghamshire. 

Depois de abrirem o carro e ao sacar o pequerrucho descobriram que era um boneco de plástico, segundo informou o Daily Mail. 

Os agentes passeavam tranquilamente pela rua, quando alguém alertou de que havia uma criança abandonada no carro. 

Depois de estudarem a morfologia do veículo de forma rápida, pensaram que a única forma de abri-lo sem causar maiores estragos era partir o vidro de uma janela e decidiram fazê-lo e cumprir o seu dever. 

Quando abriram o veículo depararam-se com um bebé de plástico hiper-realista que inclusivamente tinha veias anatomicamente ilusórias. 


Um boneco problemático

A dona do carro, Victoria Cristofis, 25 anos, tinha comprado o boneco uns dias antes e ofereceu-o à sua filha Chanel no dia dos seus anos. 

Afirma que as pessoas a abordam quando anda ás compras e acusam-na de maltratar um bebé verdadeiro, inclusivamente diversos dias depois da polícia ter feito o resgate e descoberto a verdade. 

Os prejuízos que a polícia provocou para o resgate, ascendem a 200 libras, (um pouco menos de 230 euros). 

“O meu marido não ficou muito contente com o estado do carro e persiste preocupado se a polícia lhe pagrá, ou não, os danos, ainda que lhe tenham dito que o fariam”, explicou. 

O boneco foi um êxito em Worksop pelo seu realismo. 
 


“A Chanel e o boneco são quase inseparáveis, transporta-o para todo o lado e já nos causou diversos problemas neste mês”, explicou Victoria; “estava no supermercado, a Chanel sacudia o boneco ao meu redor e, uma mulher começou a gritar e a perguntar-me que tipo de mãe era eu que permitia que a minha filha tratasse assim o bebé”. 

Os pais da Chanel decidiram levar a situação para o humor, ainda que temam que o hiper-realismo do boneco volte a enredá-los numa nova situação problemática.
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sexta-feira, setembro 23, 2016

- Se o estupro for inevitável abre as pernas e goza!





MORBIDEZ

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“Como é que ele me vê?”, interrogou-se. 
Levantou-se e colocou um longo espelho junto à janela. 
Pô-lo de pé, apoiando-o numa cadeira. 
Depois, olhando-o, sentou-se em frente a ele, sobre o tapete, e abriu lentamente as pernas. 
A visão era encantadora.”
Anäis Niu



Poderosas imagens pululavam a sua cabeça. 
Surpreendia-se a cada instante, perdido nelas. 
As pupilas dilatadas, os olhos sem pestanejar. 
As mãos que não tremiam, sempre suaves ao tacto. 
Os dentinhos, deliciosamente dolorosos na pele e os lábios carnosos ao redor destes. 
A saliva líquida no pequeno hematoma. 
Não deixava de pensar na calidez e no sabor daquela saliva na sua pele. 
O abraço terno, a negativa, a recordação de umas calcinhas muito molhadas e ele sonhando com o cheiro desse mel. 
O tremor de sua voz e os ofegos, gemidos que queriam dizer “não”. 
A silhueta semidesnuda ao sol. 
As ancas como ondas, a cintura estreita, as coxas de deusa. 
Um traseiro de potra e as pernas fortes de andar em saltos altos.



O cabelo nos olhos, os lábios vermelhos, o aroma a mulher. 
Toda ela era um símbolo de tortura. 
A cada palavra doíam-lhe as têmporas. 
Cada roçar sentia-o na virilha. 
Somente poderia desfazer-se do suplício se lhe tirasse a vida e assim o fez. 
Um dia, já louco de fúria, pegou-a por um braço e apertou-lho com força. 
Reteve-a com os seus braços de titã e subjugou-a até que ela não se pudesse mover. 
Assim, reduzida a nada, apertou os seus lábios contra os dela e beijou-a pela primeira e última vez, enquanto fechava os seus dedos longos em torno do pescoço de cerva. 
Ela retorceu-se com todas as forças e ele cravou os dentes nos seus lábios até fazê-los sangrar. 



Os gritos foram-se extinguido e convertendo em ofegos guturais, até que o som de ossos a quebrar e o peso dela nos seus braços, confirmaram-lhe que estava morta. 
Quando a depositou no solo é que deu conta de que tinha ejaculado e continuava muito excitado. 
Rasgou-lhe o vestido e manuseou entre as coxas dela, ainda quentes. 
Estava húmida. 
Penetrou-a com fúria até não poder mais e teve outro orgasmo. 
Deixou cair o peso do seu corpo sobre o cadáver da mulher que amava e que acabava de assassinar. 
Começou a soluçar como uma criança e por fim compreendeu que há amores que morrem e há amores que matam.


(… e com esta ideia rondando a sua fronte masturbou-se alegremente, e ao conseguir o seu terceiro orgasmo, fechou os olhos e deixou que a morte o viesse procurar para se encontrar com sua amada no além…)

sexta-feira, setembro 16, 2016

-  Não vos vou contar a minha história, nem sequer a tenho !


UTÓPICO

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Tu acreditas que és diferente. 
Mas não, és humano, igualmente, como todos. 
Tens medos e dúvidas e sujidade debaixo das unhas se te descuidas. 
E barba de três dias quando faz segunda-feira pela manhã e erecções involuntárias, ou não, na fila do supermercado quando a empregada da caixa lhe faltam botões na blusa à altura do decote. 
E cara-de-pau se o manifestas e pouca vergonha ainda que não o imagines. 
E desculpas para todos os gostos e mentiras para cada ocasião, e arrependimentos que escondes debaixo do colchão para as noites, de molde a poderes dormir tranquilo. 


E possivelmente um trabalho que mandarias à merda se não fosse o empréstimo da casa e uns filhos, os quais não suportas ainda que gostes deles e uma mulher que não gostas mas suporta-la. 
E cada vez menos cabelo e mais rugas e um carro bonito de alguma prestigiosa marca para atrair a tua atenção e o tempo que te sobra. 
Também podes ter uma mulher, que não é a tua, que te coloca as mamas na nuca de vez em quando. 
Crês que és melhor que este montão de merda que somos a humanidade? 
Acorda, porque a única diferença que existe entre as boas e as más pessoas, é que as segundas cansaram-se de fingir. 
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sábado, setembro 10, 2016

 - O teu corpo é o paraíso perdido do qual nenhum deus poderá expulsar-me!


ERUPÇÔES DE FOGO

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Ali onde nascem os suspiros, onde se colhem os melhores estertores de amor… ali chega essa língua de fogo a queimar entranhas, a revolver sensações.

Os lábios estavam dormentes, calados, mas a língua de fogo armou uma festa de ronronados. 
Não fechou os olhos e terminou a ver constelações que ninguém descobre quando a língua serviu de luneta. 
Mas a língua de fogo não vem sozinha ao encontro. 
Trás os seus amigos, os malvados dentes e os lábios suaves e até dez dedos revoltosos que não respeitam fronteiras nem portas fechadas. 


E começam a dançar os lábios… os seis entre todos. 
Soma-se a língua de fogo para alentar e aquecer o ambiente. 
Adiciona-se um dedo, entra o segundo no círculo apertado de amigos… um terceiro. 
E escuta-se um grito que não pode ser outro que G que se emocionou. 
Retesam-se o abdómen, as coxas.   
Fecham-se as nádegas, apertam-se os dedos de pés e mãos. 
Tudo começa a tremer, a explodir. 
E os lábios embriagam-se, os dedos afogam-se em sucos, a língua consome-se na erupção que provocou. 
Mas a festa não acaba aqui, só está a começar…
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terça-feira, setembro 06, 2016


- A minha namorada ri-se sempre durante o sexo  independentemente do livro que esteja a ler !

CARNE DE BARRO

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- “Puta”!, disse-lhe ao ouvido e meteu-lhe a língua. 
Ela franziu o rosto um pouco. 
“Não gostas que te chame “puta”?” 
Ela sorriu e continuou roçando os quadris contra as coxas dele.
Sempre as colocava de quatro e a todas chamava “puta” enquanto as penetrava profundamente. 
As respostas eram muito díspares e matizadas. 
Tudo dependia da mulher em questão. 
Algumas ofendiam-se e revelavam-no, então tinha que amordaçá-las, amarrá-las e dizer-lhes, “és puta e vê lá se te meneias!”. 
Outras riam maliciosamente. 
Algumas ficavam loucas com a palavra e ele desfrutava. 
O que ninguém sabia era que “puta” era o nome da mulher que a mente devorava, cada noite, na pele daquelas que recebiam as quatro letras idiotas, pronunciadas com sanha e rancor. 

 

“Puta” era a que não podia possuir e tornou-se um ritual o possuí-la na carne de todas as outras. 
“Puta”  era a que lhe revirava o mundo ao contrário com palavras cínicas e humilhantes, mas lúcidas. 
“Puta” era a que lhe provocava erecções inesperadas e incontroláveis com o seu aroma a frutas. 
“Puta” era a que adivinhava tudo o que estava a pensar e lho esfregava na cara, que era dona da sua mente e que não podia removê-lo mesmo que quisesse. 
Enquanto ele segurava uns cabelos loiros e sussurrava o “puta” de sempre, ela sorvia um café e lia um livro na tranquilidade de seu quarto, mal suspeitando que um homem, nalgum lugar do mundo, a tornava eterna com uma palavra.
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quinta-feira, setembro 01, 2016


- A virgindade é como um Magnum, acaba sempre no pau !

EXALTAÇÃO

O magnânimo relacionamento entre os  recantos de uma poética vagina e o seu amante eterno.
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Ali, onde nascem os suspiros, onde se alcançam os melhores estertores de amor… ali chega essa língua de fogo a queimar entranhas, a revolver sensações. 
Os lábios estão adormecidos, calados, mas a língua de fogo organizou uma festa de ronronados. 
Não fechou os olhos e terminou vendo constelações que ninguém tinha descoberto quando a sua língua serviu de luneta. 
Mas a língua de fogo não vem só ao encontro. 
Trás os seus amigos os malvados dentes e os lábios suaves e até dez dedos subversivos que não respeitam fronteiras nem portas cerradas. 
E começam a dançar os lábios… os seis, entre todos. 

 

Acresce a língua de fogo para esquentar e aquecer o ambiente. 
Um dedo é adicionado, entra o segundo no “círculo fechado” de amigos… um terceiro. 
E escuta-se um grito que não pode ser outro que G que se emocionou. 
Tensa-se o abdómen, as coxas. 
Fecham-se as nádegas, apertam-se os dedos de pés e mãos. 
Tudo começa a tremer, a estoirar. 
Os lábios embriagam-se, os dedos afogam-se em néctares, a língua consome-se na erupção que provocou. 
Mas o festim não se acaba, só agora é que está a começar…
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