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Os seus orgasmos tinham, sem qualquer lugar para dúvidas, uma marca muito vincada da sua personalidade.
De carácter submisso, calada e envergonhada, ao atingir o orgasmo, Helena inclinava a cabeça para baixo, fechava os olhos e sorria com doçura.
Sorria como se estivesse num sonho.
Sorria como quem o faz com nostalgia.
Relaxava-se sobre o meu corpo e deixava-se conduzir, movendo-se pausadamente como o trigal na brisa.
Depois recostava-se à minha direita, utilizava o meu braço como almofada e aninhava-se.
Abraçava-a ainda agitado, desejando que me dissesse o muito que me amava, o muito que desfrutava roçar-se sobre os meus lençóis, o muito que sentia quando não estava comigo.
E à espera, entregue ao seu maquiavélico silêncio, ficava adormecido e sonhava com ela.
Ao despertar, Helena estava sempre a meu lado e na mesma posição.
Cuidadosamente, sem que ela despertasse, eu voltava a guardá-la na sua embalagem de origem.
Uns polícias tiveram que fazer um resgate a um bebé no povoado de Worksop, em Nottinghamshire.
Depois de abrirem o carro e ao sacar o pequerrucho descobriram que era um boneco de plástico, segundo informou o Daily Mail.
Os agentes passeavam tranquilamente pela rua, quando alguém alertou de que havia uma criança abandonada no carro.
Depois de estudarem a morfologia do veículo de forma rápida, pensaram que a única forma de abri-lo sem causar maiores estragos era partir o vidro de uma janela e decidiram fazê-lo e cumprir o seu dever.
Quando abriram o veículo depararam-se com um bebé de plástico hiper-realista que inclusivamente tinha veias anatomicamente ilusórias.
Um boneco problemático
A dona do carro, Victoria Cristofis, 25 anos, tinha comprado o boneco uns dias antes e ofereceu-o à sua filha Chanel no dia dos seus anos.
Afirma que as pessoas a abordam quando anda ás compras e acusam-na de maltratar um bebé verdadeiro, inclusivamente diversos dias depois da polícia ter feito o resgate e descoberto a verdade.
Os prejuízos que a polícia provocou para o resgate, ascendem a 200 libras, (um pouco menos de 230 euros).
“O meu marido não ficou muito contente com o estado do carro e persiste preocupado se a polícia lhe pagrá, ou não, os danos, ainda que lhe tenham dito que o fariam”, explicou.
O boneco foi um êxito em Worksop pelo seu realismo.
“A Chanel e o boneco são quase inseparáveis, transporta-o para todo o lado e já nos causou diversos problemas neste mês”, explicou Victoria; “estava no supermercado, a Chanel sacudia o boneco ao meu redor e, uma mulher começou a gritar e a perguntar-me que tipo de mãe era eu que permitia que a minha filha tratasse assim o bebé”.
Os pais da Chanel decidiram levar a situação para o humor, ainda que temam que o hiper-realismo do boneco volte a enredá-los numa nova situação problemática.
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