O VIDEIRINHO

sábado, maio 29, 2010

- "Genitália": será uma linha aérea italiana ?

"HOMEM" ESSE DESCONHECIDO

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Tirada DAQUI

Quantas tentativas frustradas de seres conviveram no planeta até chegar a espécie humana actual?

A pergunta não parecerá banal, a análise genética de um osso fóssil do dedo mindinho de uma mão de um miúdo que viveu há aproximadamente 40.000 anos, encontrado na Gruta Denisova, dos Montes Altai, no sul da Sibéria, colocou a descoberto a presença desconhecida de hominídeos, contemporâneos,mas diferentes, quer do “Homo Sapiens”, quer do “Homo Neanderthal” que abandonaram África há um milhão de anos atrás e emigraram em diversas ondas para a Euroásia.




A descoberta desta nova estirpe extinta e até agora não identificada, permite uma primeira reflexão bastante perturbadora ou inquietante, segundo o ponto de vista por que se veja, já que o desenvolvimento evolutivo humano apresenta-se-nos cada vez mais complexo; realmente a nossa espécie começa a parecer-se como o resultado inesperado da convivência e cruzamento de diversas tribos errantes de indivíduos distintos ou diferenciados, nenhum deles humanos de todo, mas tão-pouco simples irracionais.



Labyrinthodontia

Em épocas não distantes entre si, estamos cientes da presença, entre outros, do “Homo Ancestral", em Atapuerca, do pequeno "Homo Floresiensis”, na Indonésia, do “Homo Erectus em Java, além do misterioso Neanderthal.

São demasiadas cordas para um só violino.

A ciência demonstra que regra geral, as características comuns estão escondidas sob as diferenças e que o que é diferente, muitas vezes surge como anedótico e é normalmente o que ajuda a inteligibilidade.

Pterodactylus

Classificar, é sem dúvida, começar a compreender, quando os cientistas classificam é porque já dispõem de uma teoria plausível.


A certo “pessoal” produz-se-lhes um desassossego ler estas coisas, é certo que a gente estúpida jamais lerá nada com o que não esteja de acordo, de modo que, para quê tentar escrever-lhes?


Ao fim e ao cabo, como dizia "H. G. Wells" o grito de acasalamento do Pterodactylusle e os hábitos de caça do Labyrinthodontia” perderam-se nas brumas do passado".

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terça-feira, maio 25, 2010

- Sou reaccionário. A minha reacção é contra tudo o que não presta !

PENSIONADOS

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O "Merdas"* começou a trabalhar, como assalariado, na padaria de uma pequena povoação no dia que cumpriu os dezasseis anos.

Desde então passou a sua existência labutando com farinha e água, levedura e sementes, açúcar e sal, sentindo o calor do forno e o olor a pasteis na loja.

Levantava-se quando a noite ainda fazia tremer, desde os lampiões, as sombras da praça grande e escutava o ténue zumbido dos filamentos incandescentes cujo monótono e repetitivo som acrescentava a sonolência que se pendurava das suas pálpebras.

Ao chegar à persiana metálica que protegia a porta da padaria, introduzia a chave, girava-a e empurrava o gradeado fazendo força até acima, despertando com o barulho que produzia o aço ao deslizar pelas ranhuras guias, (calhas)




Desta forma transcorriam as semanas … meses … vendo como apareciam as rugas no seu corpo, o grisalho dos cabelos e a artrite, sonhando com o descanso futuro, lustro atrás de lustro, tratando de manter o frágil equilíbrio desse transtorno chamado vida.

Do seu salário descontavam-lhe um dinheirito que o Governo gestionaria para assegurar o seu bem-estar presente e vindouro, uma quantia que o ajudaria a viver quando fosse ancião, quando os seus quebradiços ossos não lhe permitissem suportar, por mais tempo o peso da pá do forno.

Um dia antes da sua jubilação, os seus amigos e clientes da terreola organizaram uma festa em sua honra.




Os conterrâneos não paravam de lhe dizer o afortunado que seria durante a aposentação, pois iria receber um pagamento sem necessidade de trabalhar.

Que pechincha!

Enquanto escutava estas palavras, o "Merdas" encolhia os ombros. –

Claro que vou recebê-lo! – pensava -, tiraram-me parte do meu salário, geriram-no por mim e agora pagar-me-ão a minha retribuição mensal, porque ganhei-a com o meu esforço, porque a aforrei.

Quando se aposentou, o "Merdas" sorriu à vida, respirou a manhã tranquila e sonhou a noite silenciosa em que deitar-se-ia tarde e dormiria até o meio dia; no entanto, num dia de Maio escutou que o Governo anunciava o congelamento da sua pensão, a sua, a dele, a que tinha cedido mensalmente sem resmungar durante tantos anos de afanoso labor.




– Chamam-lhe congelação ou congelamento – disse para consigo -, claro, porque teso deixar-me-ão, seguramente.

Então recordou as palavras de um empresário cervejeiro quando, há muitos anos, despediu alguns dos seus trabalhadores dizendo que tinha de “adelgaçar a organização”, coisas da linguagem, adelgaçar e congelar, palavras para definir desemprego e precariedade.

O intrépido "Merdas", muito chateado, activou as suas artríticas pernas e acercou-se à casa do “senhor” advogado com a inabalável intenção de demandar o Governo, por denegação ou apropriação indevida ou lá como se queira que se chame e essa coisa que os ministros pretendiam fazer com seu dinheiro.




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"Merdas" -
Cidadão médio, português, que o poder transformou em esmolante curinga.

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sábado, maio 22, 2010

- Afasta de mim esse cálice.
Chega-me antes a garrafa !

CARRASPANAS ANTIGAS

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Certamente que na tua vida há uma – ou várias – ressacas célebres.

Alguma jornada trágica, melancólica e agónica na que, expulsando corpo e alma pela retrete abaixo, juraste que “nunca mais voltarias e beber” e inclusivamente quiseste abandonar este mundo cruel, ou pelo menos, não sair nunca mais de casa, enquanto se vão desfilando em flash todas as patéticas cenas que protagonizaste na euforia da passada velada etílica como, por exemplo:

- Sacar a besta que todos transportamos cá dentro e, trepando ás árvores, emular discordes rugidos, grunhidos e/ou bater no peito como um chimpanzé.

- Manusear, sem qualquer dissimulo, os traseiros das noivas alheias e outras fêmeas escoltadas por circunspectos e bravios varões.

- Beijar e abraçar conhecidos e desconhecidos, evocando emotivamente quão bela é a amizade.



– Cantar – sem a mínima capacidade para tal – no karaoke, dançar – sem saber ler nem escrever – em qualquer local ou incluso, possuíd@ por esse afã que a desinibição etílica impele o indivíduo a dar-se sem pudor ao espectáculo; fazeres um numerozito de striptease.

Se no quotidianamente da tua vida, para cúmulo, tendes a comportar-te como um sujeito comedido, o teu posterior rubor e contrição, não conhecerá limites.

O pior da ressaca é que, além de te sentires a morrer, sentes-te também culpad@ qual pecador que sabe que no pecado leva a penitência e, entre tremedeiras de angústia, pranto e ranger de dentes, dás murros no peito, “por minha culpa, por minha culpa, por minha grandessíssima culpa”, sentindo-te o ser mais miserável do mundo – e ridículo - da criação.


Não serei eu quem anime a tão crua experiência, mas sim, direi que, às vezes, inclusive nessas jornadas no lodo do dia depois, se pode aprender algo produtivo.

Agradeço a uma dessas memoráveis pielas de antanho com Brandy L34, a repulsa de nunca mais beber.

Andava tão descoroçoado pelas continuadas cefaleias na caixa dos pirolitos e o arrependimento da anterior euforia etílica, balizada pelos consabidos disparates, que não tive mais que olhar perdidamente o espelho, numa longa confissão no papel de parede, que depois deixei rodar pelos tabiques de minha casa.

Naquele entretanto, escrevi alguns poemas que a alma do meu computador levou com ele quando se lhe finou o coração entaipado e se despediu do mundo.

Aquela foi a minha mais retumbante ressaca, mas tenho a certeza que tu também tens alguma para nos contares, ou até para recordares.



Nesta nossa cultura não há pena nem alegria que não passe pelos copázios com as suas posteriores e moribundas consequências.

Resgata-nos do baú de recordações umas dessas epopeicas retumbantes e acompanhar-te-emos no sentimento com o devido respeito.

Ficam algumas sugestões:

- Ressacas depois de celebrações familiares (casamentos, baptizados, comunhões …).

– Ressaca depois de chorares a ruptura com o teu noiv@, parceir@, marido/mulher.

– Ressaca depois da despedida de solteir@.

– Ressaca depois dos festejos calendarizados (Natal, Páscoa, Carnaval, S. João, Sto. António, S. Pedro …).

– Ressaca depois da ressaca.

A minha compreensão e compaixão aliviar-te-ão mais que a Aspirina ... o Alka-Seltzer ...

Conto contigo!!!



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terça-feira, maio 18, 2010

- Porque é que os peregrinos usam colete reflector quando caminham?
Porque de dia vão em oração e de noite reflectem ?

PUTATIVAMENTE



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FAZ SENTIDO... "Se, apenas limpar as mãos com álcool, se elimina o risco do vírus da gripe, ingerindo bebidas alcoólicas, então, ele nem chega perto !!!" Todo mundo já para a tasca fazer profilaxia! Aos abstémios: façam um esforço, é uma questão de saúde pública


Fazendo uma abordagem própria e uma alusão mordaz sobre a gripe, que é (ou foi-se) como o anti-ciclone dos Açores, que nos põe a inclemência das chuvas, os arrepios ou tremeliques, a expectoração e essa bronquite portuária que têm todos os marítimos e marinheiros, de contramestre para cima.

Antes de nos colocar a todos com o urinol debaixo da cama, os nossos guardiães da saúde decidiram que a gripe nos ia apanhar com o passo trocado.

Perante a situação de apuros que passavam os nababos da indústria farmacêutica, com quedas astronómicas nas bolsas, os maiorais dos diversos países convocaram reuniões, empanturraram-se de vinho e presunto, digo, chá e torradas, e decidiram, por unanimidade, dar uma mãozinha e pactuar com a compra maciça da milagrosa vacina que nos manteria a todos sãos como um pêro e livres da terrível pandemia que foi “decretada” por critérios absolutamente “científicos”.



Para não nos chamarem pobretões, os nossos, também, guardiães do templo, das nossas vidas, não ficaram mal nas fotos.

Encomendaram seis milhões de doses, (quarenta e cinco milhões de euros), para vacinar três milhões de pessoas, que afinal foram só dois milhões de doses, que, mesmo assim, custaram milhões que se vão juntar aos milhões da campanha publicitária e aos milhões que se deitaram para o lixo, porque o pessoal fez um manguito aquele ferro a entrar pelas entranhas do braço.

Agora verifica-se que o alarmismo, que partiu da Organização Mundial de Saúde (OMS), personalizado em Margaret Chan, directora-geral, que em conluio com os “fabricantes” de curandeiros de rua nos amedrontaram, nem a metade atingiu.


A baixa resposta à campanha de imunização entre os grupos de risco, visto que a gripe não era o maior perigo, mas sim a vacina, resultou numa imensidão de doses sobrantes que o tempo inexoravelmente é contra estes excedentes, a “barraca de feira” que as vendeu não tem livro de reclamações e não aceita devoluções e milhões foram descartados …

Não sei se o governo negociou com os intermediários das farmacêuticas, (que a saúde deve dar oportunidades de ganhar dinheiro a todos), a devolução das vacinas sobrantes, talvez para enviar para os países subdesenvolvidos.

Por coincidência coincidente ou talvez por uma casualidade casual os países mais pobres, quer do Centro, quer do Sul da América ou de África, não tiveram casos de gripe, (por não terem dinheiro para pagar as doses de ilusões?), mas nos países do G8 ou G20, ainda houve mortos.



Fomos manipulados; estas enfermidades têm como único objectivo alarmar para que se compre a medicação e as farmacêuticas e os laboratórios se inflam e aforrem o que de mão beijada os pacóvios entregam.

Parece-me que também por casualidade casual, as doses para a dita cuja gripe estavam quase a caducar quando o novo vírus fez a sua aparição.

Por isso tem mais valor a afirmação:
Quando todo o mundo acredita numa mentira, esta converte-se em verdade.

Que tenham um bom dia, boa tarde ou boa noite, conforme o local e a pessoa com que se encontram no momento de espirrar.

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segunda-feira, maio 17, 2010

- Livra-te dos pesadelos de ontem, para seguires o hoje; não arrostes coisas do passado nos teus ombros !

PLACITUDE

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Ontem à noite o ascensor do meu prédio parecia ter enlouquecido, uma actividade febril levava-o a subir e descer continuamente … os meus vizinhos regressavam das "férias" da semana papal, quando mandaram ás urtigas o dito cujo visitante.

Acabaram-se as animações nocturnas silenciosas e tranquilas, de novo os televisores estrondearam, o bater, quotidiano, violento das portas, devolveu-me à realidade.

O formigueiro recebe as suas formigas de sempre e despede as que estiveram em visita …

Hoje, segunda-feira, a partir das sete da manhã, sou despertado pelo barulho das canalizações mal calculadas, por técnicos incompetentes, pelo cheiro a café, o tráfego de automóveis, a rádio que dá a hora e os engarrafamentos habituais nas nossas ruas, avenidas, estradas e auto-estradas; e voltaram todos … ou quase todos … a vida continua na mesmice.



Novamente a pressa, os rostos cansados, a preocupação no ambiente, as críticas nos cafés e pastelarias, repõem-se os iogurtes nas prateleiras dos supermercados, soam estridentes as buzinas do automóveis conduzidos pelos stressados, voltará – temo que sim – a soar o telefone para me venderem serviços para um outro país qualquer, a vida continua no mesmo ramerrão.

Mas eu tenho a minha calma renovada, os meus silêncios encontrados.

Dois novos livros lidos, tudo o que escrevi, o que senti, o prazer de ter compartido o sossego, a paz, a luz destes novos dias desta nova Primavera.



Não me mexi do meu sítio – agora que finalmente o encontrei – e observei o que há em meu redor, paciente e detalhadamente, com calma demorada, perfilando cada contorno e cada sombra, olhando as mãos e o que já não contêm, sentindo a vida sossegadamente, só para mim …

Sinto-me moderadamente feliz, assim que – suponho – a vida continue igual.

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terça-feira, maio 11, 2010

- Gosto de polinómios, mas só até certo grau !

EN(TERRA E CINZAS) ***

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Bom, vamos clarificar alguns aspectos importantes do contencioso que ameaçou e continua a ameaçar a visibilidade na Europa.

Primeiro e à falta de que se pronuncie a vulcanologia, parece-me normal que entre em erupção um vulcão numa zona que se chama “Eyjafjallajokull”, que queremos?

Com este nome impronunciável, estamos a provocar a ira da mãe Terra.

Imagino-me o jornalista de serviço, no momento em que chega o fax ou e-mail com a notícia da erupção, tentando sair airosamente com a pronunciação.

O certo é que nunca vem por bem que um vulcão entre em erupção, apanha-nos sempre num mau momento.



E sejamos claro de uma vez por todas, o problema dos vulcões ,é que não podemos assacar as culpas a ninguém, da sua impertinência.

Porque, para só dar um exemplo, nas inundações na Madeira, consegue-se perfeitamente confinar os criminosos, porque nem só as mudanças climáticas invadem o Urbanismo.

E aqui entramos directamente na guerra dos “mass media” e dos medíocres da comunicação; depende de que “noticeiro” compres ou qual a emissora que vejas ou escutes, existe ou não a mudança climática.

Estaremos de acordo uns com os outros, mas o mais importante e inegável é que há debate.



Por outro lado, tirando a castiça regra de três simples e envolto por dois ou três finos (imperiais) a mais, podes culpar o teu irmão político de qualquer seca, praga de chatos ou de gafanhotos.

O tema vulcânico não nos dá opção na contenda, é uma mera aleatória circunstância que depende, exclusivamente, do que lhe dá na real gana de vomitar lava pela boca, na montanha.

Ocorre exactamente o mesmo com os terramotos, que em princípio, não se podem relacionar com uma força humana.

É exactamente o mesmo que tentar esquadrinhar uma correlação entre o acelerador de partículas (instalado no C.E.R.N.) e os últimos sismos e erupções.



Não seria excessivo?

Essa máquina, um símbolo do orgulho humano, que gera tanto buraco negro e muita energia, certamente que passar-nos-á o pedágio.

Deixo-o no ar e “vocelências” tomem partido!

Passem um bom dia, com ou sem cinzas e sangue (Cendres et sang).

Se a tecnologia não falhar, com ou sem as ditas cinzas nas engrenagens, a parte que me diz respeito está feita e isto será publicado algures no INSÉTE, como um início de um novo amor, ou quem sabe, como que um urso saindo da sua hibernação.

*** "Terra e Cinzas" livro sobre a guerra de Atiq Rahimi

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sexta-feira, maio 07, 2010

- Perder-se também é caminho ! (Clarice Lispector,(1920 - 1977, escritora brasileira de origem judia nascida na Ucrânia)

"PITRÓL"

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A alta do preço do “pitról” nas últimas semanas suscitou a consequente preocupação sobre a possibilidade de que o dito movimento no mercado do crude, poderia adiantar-se ás perspectivas de recuperação das economias ocidentais, até obstaculizá-las com um incremento prematuro dos custos.

O sinal recorda-nos que os países produtores de petróleo não dependem unicamente dos EUA e da Europa quanto ás suas exportações.

A crescente demanda energética dos países emergentes e em especial do enorme crescimento que apresenta a China, mudou as regras do jogo enquanto o Ocidente trata de tentar sair, timidamente, da recessão.

De maneira que a contenção de preços a que eventualmente poderiam comprometer-se os países produtores seria mais o reflexo do seu sentido de responsabilidade a respeito dos equilíbrios da economia mundial, que uma necessidade imposta pelos seus clientes industriais de antanho.



Os países mais desenvolvidos estão obrigados a persuadir, especialmente os governos do Golfo sobre os interesses comuns que os uniria no momento de desenhar a política imediata de preços do crude.

Mas a tentação dos produtores de petróleo converterem-se em árbitros determinantes de uma nova ordem económica global é demasiado grande para que Washington e Bruxelas se confinem à posição de liderança que desempenharam no passado os países de ambos os lados do Atlântico.

De pouco serve a promessa de que o preço do petróleo não excederá os 100 dólares o barril, se o seu incremento persiste nas próximas semanas, gerando uma subida em cascata nos preços de serviços e produtos essenciais para a reactivação das economias ocidentais, começando pelos custos do transporte.



Enquanto que a Europa parece conter a respiração ante as dúvidas de solvência financeira que proporiam os sócios da União com maiores índices de défice público, começando pela Grécia, poder-se-ia colocar uma nova incerteza de carácter global se a cotização do crude afecta o preço do combustível final e este retrai o já de si débil e limitado impulso da economia ocidental.

Os EUA e a Europa não podem esperar para ver se se confirma ou não tal eventualidade, senão, têm que tomar a dianteira negociadora, conscientes de que a sua aposta pelas energias renováveis dará frutos muito tardios.

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domingo, maio 02, 2010

- Que as mulheres estejam caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar.
Se querem ser instruídas sobre algum ponto, interroguem em casa os seus maridos !

(São Paulo, apóstolo, ano 67 d.C.)

sábado, maio 01, 2010

GAYS e CARECAS …

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Aqui, neste lugar da Terra onde passarei feliz o resto dos meus dias e mais alguma noite ou outra, contam-me que um sábio sabichão um dia estabeleceu o seguinte e inapelável axioma:

Os povos costumam ser governados por idiotas ou mentecaptos, por avarentos ou tacanhos e por ambiciosos ou egoístas cuja única missão consiste em tentar converter os seus administrados em codiciosos descerebrados.
Existem sempre algumas excepções, sim, mas vai tu à procura delas
.”

Acabo de ler as última paridas, soltadas pelo Exmo. Snr. Presidente da Bolívia, DOM Evo Morales, na Cúpula Mundial dos Povos sobre as Mudanças Climáticas e os Direitos da Mãe Terra.

Todo ele é sábio, DOM Evo botou faladura: “O frango que comemos está carregado de hormonas femininas.

Por isso, quando os homens comem esses frangos, têm desvios … em serem como homens (!!!)”.


Claro que os frangos feminilmente hormonados não só são os culpados dos nossos desvios amaricados e do marfinizar com que ficam os peitos dos machos maioritariamente europeus, senão que, além do mais, a calvície já é uma epidemia na Europa:
Ali todos são calvos e é pelas coisas que comem, porque nos povos indígenas não há carecas” (sic).

Pois bem, DOM Evo Morales, daqui, dos arrabaldes da Maia, envio-te o Prémio Nobel da Bioquímica, uma foto do meu pinto (do aviário de comédias) para que faças um caldo de galinha e uma mecha com os meus fartos e brancos cabelos sessentões.

Claro que a mouraria fanática iraniana, tão justa e piedosa como é e com o seu mentor supremo à cabeça, DOM Ahmadinejad à frente, piscou os olhos a Morales:
Muitas mulheres não se vestem recatadamente e conduzem os jovens por maus caminhos, corrompendo a sua castidade e disseminando o adultério na sociedade o que, por consequência, aumenta os terramotos caindo sobre nós a ira de Ala” (sic”).




HOMENS DE TODO O MUNDO, UNAMO-NOS!!!

Porque estamos rodeados por exultantes hormonas femininas e assim nos luze o cabelo: terramotos, frangos maricas, pederastas, maus caminhos e adultérios.

Ou seja, por manda-chuvas imbecis e por misóginos clérigos desequilibrados.

E os seus assistentes!

Aqui mesmo, nestas linhas, um cavalheiro amigo (professor universitário) terminava por aclarar o problema da efebofilia no seio papal.

A culpa de tudo tem-na, naturalmente, o 68.

Não o 69 tão sumarento, não.

O 68, 1968:
“ A revolução sexual de 1968 não fracassou, segundo pretendem alguns, de maneira frívola e voluntarista.

Penetrou em todos os âmbitos sociais, também nos ambientes religiosos.

O Papa (isto é invenção minha: vá lá, Santo Padre ?), está a colocar limites a estes excessos e por isso colocou-se no centro da hipocrisia.

(Masca pastilhas de goma! – isto também é meu – ) dos mesmos investigadores da revolução sexual”.



“Onde estará a hipocrisia?”, suponho que se está a procurar afanosamente junto ao sacana iraniano e ao desopilante senhor Morales.

É claro que tudo fica claríssimo e possivelmente a encontrem imediatamente graças ao senhor, outro DOM, Donald Rumsfeld, que foi secretário da Defesa dos EUA lá para 2002:
“As informações que dizem que algo não passou sempre me pareceram interessantes.

Há coisas que sabemos que sabemos.

Também há coisas desconhecidas conhecidas, isto é, que sabemos que há coisas que não sabemos.

Mas também há coisas desconhecidas que desconhecemos.

Por exemplo: as coisas que não sabemos que sabemos.

Pois é, meu povo e minha pova, estamos rodeados e a situação é desesperada.

O que fazemos?

Por certo, fixaste-te na quantidade de penugem que derramam as árvores por todos os lados?

Isto é, que se masturbam, vítimas também elas, das hormonas femininas.

Ou maricas, vá se lá saber.

Com DOM Donald.

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