O VIDEIRINHO

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

- Vivemos numa época em que o homem dando sopa, é apenas um homem a distribuir comida aos pobres !

ATOUCINHADOS

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Não se sabe se a saúde será a primeira, como asseguram, por ordem de preferência, os horóscopos.
(O dinheiro que é algo e o amor que é tudo, vêm depois).

O que se sabe é que aos governos modernos preocupa-os muito.

Sabe-se que não querem que nos sintamos mal para podermos continuar a trabalhar, já que uma população sã garantirá o pagamento de impostos.

Agora difundiu-se a preocupação ante o problema da obesidade, que nunca foi um problema no pós-guerra, onde os gorditos eram suspeitos de se dedicarem frutuosamente ao contrabando, palavra já em desuso, ainda que não a sua prática.

Converte-se assim, que metade dos portuguesitos, ou portuguesões, sofre do que antes era um gozo; quando se pesam numa farmácia, correm o risco de lhes sair um papel “autografado” que diga: “pese-se só um de cada vez”.


A percentagem de adultos obesos cresce de modo imparável e a das crianças numa maneira difícil de parar.

Antes escasseavam os gordos, mas não as gordas.

Já se sabe que quando a portuguesa pesa, pesa de verdade, mas agora com a paridade, ficou tudo muito igualado.

O retrato “robot” deste panorama, mostra que os compatriotas, em conjunto, incluídos os que não são partidários de que os incluam na pátria, estão deprimidos, têm sobrepeso visível à distância e padecem de riscos cardíacos.



Devo reconhecer, ainda que não seja com orgulho, que não sou um português médio.

A mim, o único que pode deprimir-me é que um médico me aconselhe que vá “cerrando os olhos para ganhar tempo”.

Tão-pouco estou gordo e não fumo.

Nem sequer tenho tosse, ainda que não goste que alguém tussa e jamais me aborreci, nem sequer vendo televisão durante as campanhas eleitorais.

Creio que foi Séneca que disse que, a parte mais sã do nosso corpo é a que mais se exercita.

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quinta-feira, fevereiro 25, 2010

- Fazer amor induz a fumar.
Consequentemente: fazer amor produz cancro, impotência, mata e cai o cabelo !

A GUERRA PODE MATAR

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Teríamos que ampliar o número de dissertadores da “La Tabacalera”, que iniciou as suas operações na República Dominicana em 1902 sob o nome de “La Habanera”.

Todos sabemos que fumar “pode ser a causa de uma morte lenta e dolorosa”, mas há gente que não sabe que os bombardeamentos no Afeganistão podem acarretar as mesmas consequências, sem a intervenção da nicotina, nem do alcatrão ou sequer do monóxido de carbono, que segundo os “experts” que mo explicaram, é o mais prejudicial, nos cigarros e restante família.

Lá para os lados de Uruzgán, uma província do Afeganistão, uma unidade mista da OTAN e do exército afegão, mataram por erro, salvo erro, 27 civis que iam a passar por ali.

São as vítimas colaterais de todos os conflitos bélicos, onde o mais seguro é estar na primeira linha de fogo.


A nova matança de inocentes já foi desculpada pelos seus autores.

Ninguém é perfeito e temos que compreender que no meio do barulho, se possa confundir um comboio de civis, com uma coluna de insurgentes, já que todos levam turbante na cabeça.

O que lhes terá ocorrido para passarem por ali naquele momento?

Desde que se iniciou a chamada “operação Moshtarak” a contabilidade contabilizou 50 contabilizáveis colaterais.

Eu sei que não são muitos.

Os colaterais aparecem por todo o lado.

No seu epitáfio talvez coloquem, “Lamentamos o inconveniente”, mas a verdade é que deveriam colocar mais atenção, os 6000 marines e os magnânimes pilotos, dos magníficos aviões.

Se continuarem a falhar assim, perdem a clientela.



Em tempos passados, sem dúvida que, tão maus como estes, definiu-se a guerra como um “retrocesso na selecção”.

As nações escolhiam, para darem o corpo ao manifesto, que é o mesmo que darem a vida pela pátria, os jovens mais sãos e fortes e eram descartados para essa nobre missão, os doentes, os entrevados e os velhos.

Agora as guerras tornaram-se muito mais democráticas e não excluem ninguém.

A OTAN devia advertir que bombardear prejudica gravemente a saúde do inimigo e dos que estão ao seu redor.

O mesmo que dizem que faz o tabaco, mas muito mais rapidamente.

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quarta-feira, fevereiro 24, 2010

- Hoje vou falar-vos da minha vida sexual ... já está !

MICROECONOMIA

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O G-20 aprovaram, (há uns tempitos),para não dizer que concederam um sobressalente (destacável), uma nova ordem financeira para fazer frente à crise económica.

Vamos a ver se ela deixa.

As medicinas económicas avançaram que é uma barbaridade, mas nem sempre superam a velocidade das enfermidades, que “correm que se pelam”.

Como aquele pároco que afirmava colericamente do alto do seu alabastrino púlpito que a ele, quanto a modéstia, ninguém lhe ganhava; o nosso Primeiro Ministro não está disposto a que se lhe adiante algum colega em optimismo e se atreva a estabelecer o calendário da crise.

Na sua opinião, que há que supor que está bem cimentada, ainda que careça de apoios, a recuperação económica produzir-se-á lá para meados do ano, quando muitos já não têm forças para miar.



Não disse a hora, nem o dia.

Tão-pouco profetizou se será pela manhã ou pela tarde.

Ainda bem que há um português que acredita que o nosso futuro é melhorável e que além do mais, esse compatriota seja quem rege os destinos e os desatinos do país.

Pior seria que nos augurasse a miséria continuada, mas as promessas parece que têm prazo de validade como os iogurtes e a manteiga e que há gente mal intencionada que tomou nota desse prazo.

“A crise já bateu no fundo e tudo se verá melhor no segundo semestre do ano”, assegurou.

Oxalá os deuses financeiros, que são os que governam o sistema, se rejam por idênticos calendários.


Muito terão que trabalhar os “experts” em macroeconomia e muito terão que aguentar os desempregados, especialistas em microeconomia doméstica.

A cifra oficial, que nunca será a real, de desempregados, talvez ascenda aos 600.000 portugueses, mais os que entretanto foram despedidos do seu trabalho neste tempo de Páscoa, enquanto não se fazem novas contas e tu lias estas linhas, passando a página e proporcionando-te uma aragem fresca …

Como a eles, mas mais suave.

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terça-feira, fevereiro 23, 2010

- Estou intrigado: se sei coisas que não sei se aprendi nesta vida, que mais saberei sem saber que sei ?

AMANHÃ HÁ LUAR ???

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Para que o ser humano tenha mais motivos para sentir vergonha biológica, descatalogaram-se, graças à intervenção de Obama, os documentos que delatam as torturas da CIA.

Quatro memorandos que recolhem a mais abjecta antologia da maldade, ou seja, da crueldade deliberada e programada, do sadismo e da cobardia.

Os métodos usados nos cárceres secretos acabam por vir a público e agora sabemos, com todo o luxo de monstruosos detalhes, as repulsivas técnicas que Bush autorizava antes e depois de ir-se descansar para o seu grande rancho.


Fernando Botero


Em poucas coisas são tão unânimes os norte-americanos e os inimigos da América do Norte, como considerar o ex-presidente Bush como o mais cretino e desalmado dos hóspedes da Casa Branca, ao longo de toda a sua história.

O homem que tanto falava do “eixo do mal” era ele que o sustentava.

A abrumadora necessidade do ex deve-se à desmedida esperança que todos temos depositado em Barack Obama.

Estamos a pedir-lhe, nada menos que arranje o mundo, esse “absurdo animado”.

Só por contraste e pela sua resoluta postura em busca de soluções, já estão a compará-lo com Washington e Lincoln.



Evidentemente que é algo prematuro.

Não era em vão que Shakespeare, que colocava bem os adjectivos, chamava “enganosa” à esperança.

O que se pode passar se este prometedor e valoroso líder não consegue contentar a todos?

Tão-pouco nunca terão sido tão numerosos os que aguardam.

Obama é o pai natal, o rei mago Baltazar e estão a pedir-lhe que visite todas as varandas do planeta e que deposite ofertas em todos os sapatos, incluso no de milhões de seres humanos que estão descalços.

Ânimo, Obama, não podes decepcionar ninguém!

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segunda-feira, fevereiro 22, 2010

- Não posso dar sangue por ter pensamentos de risco !

MOSSÃO (*) de CEM SURA(**)

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Pompoff no centro e Teddy à esquerda

É uma versão trágica do famoso duo de Pompoff e Teddy, (lembro-me de há muitos, muitos anos os ter visto actuar em Madrid e mais tarde em Badajoz, não me recordando o nome do(s) circo(s).

O palhaço sério de cara de talco e o de nariz apócrifa, voltaram a deixar o pacto em banho-maria para que os acontecimentos nos continuem a atropelar com tropelias.

O(a) líder da verbal oposiç
ão pede, em surdina, aos socialistas que revelem ao seu chefe e chefe do governo, que se tem tomates, apresente uma moção de confiança, já que ele(a) não os tem para apresentar uma moção de censura.

Ou será de auto-censura?

Por muito ásperos que sejam os debates, o res
umo é sempre o mesmo: eles estão onde os outros gostariam de estar e vêem-se condenados a transmitir o tédio e aborrecimento.


Um bocejo bossal


Chamamos notícia ao que altera a normalidade, mas o normal é que não haja notícias desta agónica situação.

Salve-se quem puder, que os que podiam, já sacaram o que queriam e puseram-se a salvo.

Dizem os incontáveis “experts”, que o senho
r Sócrates, leva a palma a qualquer outro, do outro lado da “barracada”.

Será uma vitória aos pontos, não por KO, já que Sócrates, F. Leite e P. Portas, deixam grogues o público.

Será que se vão aguentar mais uns anos no mesmo combate, um, defendendo-se nas cordas e os outros atacando com a falta de socos que os caracteriza.

É só garganta.

Que ninguém deite a culpa da monotonia da vida aos pugilistas: são demasiado conhecidos e já não têm golpes.



Um jornalismo emocionante requer doses de drama.

Ninguém pode contar, por muito bem que o relate, um dia em que não se passe nada.

Durante o ano passado morreram 70 jornalistas no mundo, 31 deles nas Filipinas, enquanto exerciam o seu labor informativo.

Entre nós não morreu nenhum de tédio.

Alguns deslocaram a mandíbula ao bocejar mas uma vez recuperados dessa surdez eventual que produz o bocejo, continuam dispostos a experimentar outros, para aborrecimento de todos os leitores.

Viva a Champions.

Viva a UEFA!!!


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(*)MOSSÃO - grande amolgadela

(**) SURA - suco extraído da palmeira. Espécie de marufo

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sábado, fevereiro 20, 2010

- O dinheiro está sempre por aí.
Só mudam os bolsos !

ESFORÇO E ACORDO

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Ninguém ignora que todos os relógios parados dão duas vezes ao dia a hora exacta, mas apesar disso o tempo despenca-se por cima e às vezes aplasta-nos.

Finalmente, todos já se "deram a dar" ouvidos e olhos, de que há algo que vai mal no reino da fantasia em que temos vivido, com a honrosa excepção do primeiro ministro.

Sócrates, que continua a desejar que Deus nos guarde até que mereçamos ser mais ricos, assegura que “é a hora de grandes esforços e amplos acordos”.

Dito de outra maneira, de que vamos todos no mesmo barco, (perigosamente adornado) e não faz sentido ir nos botes salva-vidas, ao invés de remar empreguemos os remos para golpear as cabeças e comprovar que a maioria está vazia.



Talvez seja muito, pedir um esforço e um acordo.

São duas coisas que jamais se conseguiram unir ao longo da nossa História, já que a segunda se tem encarregue de anular a primeira.

Temo muito que isso, de tão repetido, de “que bom vassalo, se tiver bom senhor”, seja uma armadilha.

Se tivéssemos tido bons vassalos, teríamos escolhido outros senhores e tê-los-íamos proscrito antes, por inservíveis e abusadores.

O amor ao povo é entre nós inexcusável, evidentemente, já que todos somos povo e reverte em quem o entrega, mas dando muitos rodeios.



Cavaco “pediu” um pacto de Estado entre todos as debilitadas forças políticas que se erguem neste pantanoso terreno prontas a matar, mas que se conformam em ferir-se e repreenderem-se, para sair da crise, impulsionando o crescimento económico e a criação de emprego.

Mas os terrenos movediços em que se movem os senhores deste país, é movediço mesmo.

E quando não é, eles tornam-no.

Para logo, já é tarde.

A fome está a clamar á porta de muitos lares e não basta colocar ferrolhos para impedir a sua entrada, já que muitos não têm casa.

Nem centros de dia, que estão cheios, até de noite.

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sexta-feira, fevereiro 19, 2010

- Faço sempre amor com preservativos, mas preferia uma mulher !

QUEM ROUBA, QUEM ???

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Sempre gravitou na vida portuguesa, “este rectângulo à beira-mar plantado”, que claro, não é o mesmo que exportar as oitavas decassílabas dos Lusíadas.

Por desgraça, na nossa fauna política actual não é possível um quelónio tão inteligente como Andreotti, mas "à maneira italiana" continua a ser muito influente.

Será que
vamos ter que criar patrulhas nocturnas, para afugentarmos os ratos-de-armário e os de bancos que ainda não foram totalmente identificados?

É que os diurnos estão todos etiquetados, mesmo que continuem soltos.

Depois do dia, que é demasiado curto para tanta voragem ra
toneira, a noite vai ficar muito difícil para as pessoas mais ou menos decentes como eu.

Os que sabem que «o tempo é uma piada que se veste de luto a cada dia» renunciaram a passear ás escuras e a ter os ombros gastos pela Lua por culpa da delinquência.



Não há governante, empresa pública ou privada, hospital público ou privado, tudo que lide com dinheiro, como os incansáveis saforis sáfeos que pululam nos Urbanismos deste “rectângulo à beira-mar plantado”, que não deite a mão ...

Deve ser urgentemente regulamentada a caça ao alheio, porque o clamor social o exige, já que este “divertimento” não pode ser só dos do estado e quejandos asilados que estão em altos poleiros.

Não é que os bandoleiros sejam noctívagos (são incansáveis e não têm horário fixo), é que a sombra é sua aliada, ainda que roubem sós.

E se nos organizarmos em milícias, para roubarmos também, ou para não deixar roubar mais?



É evidente que em época de crise aumentam os delitos, o que nos faz suspeitar de algo que já sabíamos: que somos bons porque levamos boa vida, ainda que isso não seja válido para os enredados da trama corrupta.

Estas milícias dedicar-se-iam como preferência a ministros e directores de empresas, já que todos são suspeitosos, principiando pela cereja, digo 1º ministro, que nesta altura tem todos os canhões assestados.

Sei que roubando de dia, não o poderão fazer de noite, que o corpo pede descanso.

E a noite é silenciosa até certo ponto e mágica sempre ...

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quinta-feira, fevereiro 18, 2010

- Quando se trata de dinheiro todos possuímos a mesma religião !

SALÁRIOS CHORUDOS

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A entidade patronal bancária, que é uma redundância, considera que já estão vigentes as normas internacionais sobre super-remunerações.

Continuam a ser muito generosos, já que quem fez os regulamentos foram eles, mas parece que os novos tempos, que sempre são piores que os anteriores, lhes impõem uma certa austeridade no esbanjamento.

Dito de outra maneira: o que se lhes recomenda nesta época de crise é que roubem com um maior comedimento.

São coisas do Fórum de Estabilidade Financeira, FSF para os mais íntimos.

Já se sabe que em matéria de remunerações, só estão contentes os que recebem algumas das mais altas que os seus merecimentos e não há maneira de deixar satisfeitos os explorados.




Quem pode contentar os que não ganham o suficiente para viver?

A fome não se corrige ou remenda com discursos.

Estou a falar do salário máximo.

Há que baixar-lhes o salário, aos génios da economia que nos meteram nas duradouras fauces do conflito da crise?

Os países do G-20 discutiram como colocar limites aos mega-salários dos banqueiros.

Aqueles que acreditam numa versão básica do liberalismo, que exclua os infiltrados, sabem que não é de direito colocar limites à inteligência ou à morte, mas deve haver uma fronteira, exigindo que o sucesso não possa ser sinónimo de abuso.



Nunca haverá uma greve dos que cobram salários chorudos.

Há uma legislação insuficiente a esse respeito.

Pelo contrário, o salário mínimo está perfeitamente regulamentado, para que não se perca nenhuma moeda e a cara da lei: aos trabalhadores tem que se lhes pagar o suficiente para que não desfaleçam e continuem a trabalhar, já que se lhes baixa o salário, baixa-se-lhes a tensão e ,chega um momento em que não se podem levantar da cama para se deslocarem ao seu posto de trabalho.

Problema que só afecta os que continuam tendo trabalho.

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quarta-feira, fevereiro 17, 2010

- Só se realizam os sonhos dos que os têm !

ÚLTIMA PERGUNTA

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Interrogo-me, como Francois Villon, onde estarão as neves de antanho, mas é evidente o seu paradeiro: estão todas muito perto e já nos vieram visitar.

Estradas cortadas, frio, campos de futebol com o verde da relva branco, branquíssimo e tudo a parecer área de penálti.

Foi um ver se te avias para os limpa-neves, que não tiveram mãos a … meter nos bolsos, digo, como “diz” o refraneiro popular, mãos a medir.

Foi tiritar de frio …

Quando chegam estas temperaturas há sempre um irreparável abestalhado que descreve a situação contando-nos que tudo “está coberto por um branco sudário”.

Sabe-se qu
e têm preocupações mais urgentes que as de tratar de inovar a metáfora ou pelo menos iludir as que estão aposentadas, na medida do possível.



A verdade é que, um tempão as trás e, que o calendário não acaba por levá-las.

A proibição da burka, também chamada nijabs, tem poucas probabilidades de êxito em tempos assim: entendido como uma peça que abriga muito, ainda que se considere uma peça humilhante.

Claro que é mais do que realmente é, ainda que luza durante breves instantes o “scanner” corporal.

Até quando vai durar o frio?

Não é a única pergunta que fazem os ursos polares, nem os que há uns meses diziam que estávamos ameaçados pela seca.




Há também quem se interrogue sobre os planos do senhor Sócrates para remendar a manta que ele e os amigalhaços romperam, na senda do que os anteriores amigos, quer do seu cardenho, quer de outras proveniências, também rataram.

Os mais chegados e mais distantes estão espectantes.

Sabem que conseguido o bem-estar entre “velhos amigalhaços”, digo, patrícios, que têm a mesma idade que nós, serão distribuídas as migalhas à plebe.

Como será distribuído o milho?

Mais de seiscentos mil desempregados é obra feita e à vista de todos.

E por muitas mais perguntas que se façam, a última é a mais importante, não lhes importando, aos desempregados, as anteriores.


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terça-feira, fevereiro 02, 2010

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Até

Já !

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