- A vida seria tranquila sem o amor.
Segura.
Sossegada.
Estável.
E monótona !
O VIDEIRINHO
sexta-feira, outubro 30, 2009
POBRE(s)-COITADO(s)
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Ao circuito de Interlagos chega-se a partir do aeroporto de Guarulhos, depois de três infindáveis horas, se o tráfego infernal não decide que seja mais.
O “paddock” do circuito é tão velho que custa acreditar que a refinada e sibarita Fórmula 1 páre nos seus “aposentos”.
Há frequentes assaltos no exterior e qualquer reunião programa-se com uma espera segura de uma hora.
Tudo isto era suficiente para castigar sem remédio o Grande Prémio do Brasil, se não fosse pelo feitiço mágico – o samba, a alegria das suas gentes – que o converte num habitual ponto de resolução da Fórmula 1.
Ali se decidiram os últimos cinco campeões e têm lugar as corridas mais divertidas de cada ano.
Foi lá que, este ano, ganhou o Mundial, Jenson Button, na reunião mais entretida do ano.
Ali se viveu a montanha russa das emoções para a “torcida” brasileira, que já se regozijava com o seu compatriota Rubens Barrichello, por disparar na “pole position”, Button atirado para o fundo do poço da grelha de partida, (décimo quarto) e uma torrente de sensações preparadas no vetusto traçado de Interlagos, ou melhor, Autódromo José Carlos Pace, o seu verdadeiro nome.
Tudo o que poderia suceder, aconteceu mesmo na primeira volta exasperante que transformou a energia dos pilotos em fibra de carbono espalhada pela pista como equimoses na pele sobre o relvado.

Adrian Sutil bateu em Trulli quando tudo parecia encarreirar-se na quarta curva e a partir daí foi um turbilhão.
Sutil levou à frente Alonso na sua tentativa de regressar à pista em marcha atrás e a corrida terminou para o espanhol.
Enquanto o espanhol caminhava para o “barracão”, Trulli e Sutil quase chegavam a vias de facto, na sua troca de acusações sobre o culpado do acidente.
Raikkonen ficou sem o “aileron”, o mesmo sucedendo a Kovalainen que, na ânsia de entrar em pista, ao sair do abastecimento levou a mangueira agarrada e provocou um pequeno incêndio em frente ao carro do seu compatriota da Ferrari.
“Safty car”, quatro abandonos na primeira volta e Barrichelo na frente para satisfação dos seus conterrâneos.
As pessoas de Interlagos recusavam lembrar-se.
Tinham esquecido , ou queriam fazê-lo, o minuto de glória de Massa o ano passado, antes de encontrar-se a chorar quando soube que Hamilton tinha ultrapassado Glock.

O Brasil ia condecorar um brasileiro e prolongar o sonho do Mundial, até Abu Dhabai.
Mas Barrichelo realizou a primeira paragem.
Mudou de pneus e atestou de gasolina.
Transformou-se no “pobre-coitado”.
Encontrou à sua frente muito “trânsito”, baixou o ritmo e, enquanto a corrida decorria tresloucada com o progresso constante de um Kobayashi espectacular na sua estreia, Barrichelo claudicou.
De repente, é ultrapassado na paragem nas boxes por Webbery e por um surpreendente Kubica.
É assolado pelo desânimo o veterano de 37 anos.
A meio da corrida era terceiro, enquanto Button recuperava postos, vindo de trás, como Vettel.
De nada lhe serviu o ânimo dos seus.
Levou a estocada final a 17 voltas do fim e arruinou a sua candidatura ao ceptro.
Button, com a calculadora na mão, chegou até á quinta posição, suficiente para coroar-se como o sétimo britânico campeão da Fórmula 1 e o número 31 da sua história.
Para a história, fica a história dos campeões.
Os outros são pobres-coitados.
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O “paddock” do circuito é tão velho que custa acreditar que a refinada e sibarita Fórmula 1 páre nos seus “aposentos”.
Há frequentes assaltos no exterior e qualquer reunião programa-se com uma espera segura de uma hora.
Tudo isto era suficiente para castigar sem remédio o Grande Prémio do Brasil, se não fosse pelo feitiço mágico – o samba, a alegria das suas gentes – que o converte num habitual ponto de resolução da Fórmula 1.
Ali se decidiram os últimos cinco campeões e têm lugar as corridas mais divertidas de cada ano.
Foi lá que, este ano, ganhou o Mundial, Jenson Button, na reunião mais entretida do ano.
Ali se viveu a montanha russa das emoções para a “torcida” brasileira, que já se regozijava com o seu compatriota Rubens Barrichello, por disparar na “pole position”, Button atirado para o fundo do poço da grelha de partida, (décimo quarto) e uma torrente de sensações preparadas no vetusto traçado de Interlagos, ou melhor, Autódromo José Carlos Pace, o seu verdadeiro nome.
Tudo o que poderia suceder, aconteceu mesmo na primeira volta exasperante que transformou a energia dos pilotos em fibra de carbono espalhada pela pista como equimoses na pele sobre o relvado.

Adrian Sutil bateu em Trulli quando tudo parecia encarreirar-se na quarta curva e a partir daí foi um turbilhão.
Sutil levou à frente Alonso na sua tentativa de regressar à pista em marcha atrás e a corrida terminou para o espanhol.
Enquanto o espanhol caminhava para o “barracão”, Trulli e Sutil quase chegavam a vias de facto, na sua troca de acusações sobre o culpado do acidente.
Raikkonen ficou sem o “aileron”, o mesmo sucedendo a Kovalainen que, na ânsia de entrar em pista, ao sair do abastecimento levou a mangueira agarrada e provocou um pequeno incêndio em frente ao carro do seu compatriota da Ferrari.
“Safty car”, quatro abandonos na primeira volta e Barrichelo na frente para satisfação dos seus conterrâneos.
As pessoas de Interlagos recusavam lembrar-se.
Tinham esquecido , ou queriam fazê-lo, o minuto de glória de Massa o ano passado, antes de encontrar-se a chorar quando soube que Hamilton tinha ultrapassado Glock.

O Brasil ia condecorar um brasileiro e prolongar o sonho do Mundial, até Abu Dhabai.
Mas Barrichelo realizou a primeira paragem.
Mudou de pneus e atestou de gasolina.
Transformou-se no “pobre-coitado”.
Encontrou à sua frente muito “trânsito”, baixou o ritmo e, enquanto a corrida decorria tresloucada com o progresso constante de um Kobayashi espectacular na sua estreia, Barrichelo claudicou.
De repente, é ultrapassado na paragem nas boxes por Webbery e por um surpreendente Kubica.
É assolado pelo desânimo o veterano de 37 anos.
A meio da corrida era terceiro, enquanto Button recuperava postos, vindo de trás, como Vettel.
De nada lhe serviu o ânimo dos seus.
Levou a estocada final a 17 voltas do fim e arruinou a sua candidatura ao ceptro.
Button, com a calculadora na mão, chegou até á quinta posição, suficiente para coroar-se como o sétimo britânico campeão da Fórmula 1 e o número 31 da sua história.
Para a história, fica a história dos campeões.
Os outros são pobres-coitados.
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quinta-feira, outubro 29, 2009
INVENTÁRIO
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Não sei quem foi que disse e agora não interessa e não vem, por acaso, ao caso, que “o desemprego fere a nossa dignidade” e que constitui uma preocupação, talvez só superada pela que padecem os desempregados.
A cifra de desocupados atinge a expressão arrepiante: são já perto dos 520.000, sem contar os que receberam a quitação na manhã de segunda-feira, que é um bom dia para não trabalhar.
Com o desemprego ocorre algo parecido como o que escreveu aquele cronista de sucessos, relatando um acidente ferroviário: “o número de mortos aumenta à medida que falecem os feridos com maior gravidade”.
Os feridos na sua dignidade são demasiados e não podem viver, já que a protecção social, não tem os braços tão compridos que alcance todos.

À recontagem das baixas laborais uniram-se as baixas definitivas.
Não sei onde li que em Portugal produzem-se mais mortes por suicídio ou lesões auto-infligidas, que por acidentes de trânsito, o que é verdadeiramente estranho, mas que demonstra que a estrada é menos perigosa do que transitar pelas tortuosas sendas ou vielas da vida.
Ninguém sabe o que nos espera ao virar da esquina.
Os psiquiatras, que foram definidos como os únicos negociantes que crêem que o cliente nunca tem razão, repartem as culpas: o consumo de álcool, as drogas, a depressão e o stress são os que acumulam as mais graves suspeitas.

Sobretudo quando se juntam e não se sabe se actuam sós ou na companhia de outro.
O certo é que entre os feridos e os que tomam a iniciativa, sempre recomendável, na minha modesta opinião, de antecipar o último acontecimento da sua vida, não há dia em que não tenhamos que lamentar uma perda irreparável.
Nem tudo é mau, agora que não se usa luto.
Os nossos “mais velhos” não só o guardavam escrupulosamente, segundo a proximidade familiar, como o que guardavam no guarda-vestidos, prevendo uma próxima vez de utilização.
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A cifra de desocupados atinge a expressão arrepiante: são já perto dos 520.000, sem contar os que receberam a quitação na manhã de segunda-feira, que é um bom dia para não trabalhar.
Com o desemprego ocorre algo parecido como o que escreveu aquele cronista de sucessos, relatando um acidente ferroviário: “o número de mortos aumenta à medida que falecem os feridos com maior gravidade”.
Os feridos na sua dignidade são demasiados e não podem viver, já que a protecção social, não tem os braços tão compridos que alcance todos.

À recontagem das baixas laborais uniram-se as baixas definitivas.
Não sei onde li que em Portugal produzem-se mais mortes por suicídio ou lesões auto-infligidas, que por acidentes de trânsito, o que é verdadeiramente estranho, mas que demonstra que a estrada é menos perigosa do que transitar pelas tortuosas sendas ou vielas da vida.
Ninguém sabe o que nos espera ao virar da esquina.
Os psiquiatras, que foram definidos como os únicos negociantes que crêem que o cliente nunca tem razão, repartem as culpas: o consumo de álcool, as drogas, a depressão e o stress são os que acumulam as mais graves suspeitas.

Sobretudo quando se juntam e não se sabe se actuam sós ou na companhia de outro.
O certo é que entre os feridos e os que tomam a iniciativa, sempre recomendável, na minha modesta opinião, de antecipar o último acontecimento da sua vida, não há dia em que não tenhamos que lamentar uma perda irreparável.
Nem tudo é mau, agora que não se usa luto.
Os nossos “mais velhos” não só o guardavam escrupulosamente, segundo a proximidade familiar, como o que guardavam no guarda-vestidos, prevendo uma próxima vez de utilização.
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quarta-feira, outubro 28, 2009
- Os poetas odeiam o ódio e fazem guerra à guerra ! (Pablo Neruda, pseudónimo de Neftalí Ricardo Reyes Basoalto, 1904-1973. Poeta chileno, considerado um dos mais importantes eruditos do século XX. O seu pseudónimo foi escolhido para homenagear o poeta checo, Jan Neruda. A sua obra é lírica, plena de emoção e marcada por um acentuado humanismo. No seu livro de estreia, com apenas 20 anos, Crepusculário -1923-, já assinou Pablo Neruda que, em 1946, passou a usar legalmente)
MARIJUANA LEGAL - PARTE II
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... CONTINUAÇÃO




Para tua introspecção:
- Estás de acordo com a legalização da marijuana médica?
– Acreditas que a legalização é uma medida anti crise?
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... CONTINUAÇÃO
Em Março de 2009, Obama respondeu a questões “incómodas”, que os cidadãos tinham formulado e fizeram chegar à Casa Branca, através da Internet.
Segundo o próprio, uma das perguntas mais populares – entre as três milhões e meio de pessoas que participaram – foi sobre a legalização da marijuana.
Obama reconheceu diante de milhões de espectadores que o tema preocupava os americanos.
Mas na hora da verdade arrependeu-se e disse, entre sorrisos, que “não o via como uma boa estratégia para melhorar a economia”, sem explicar aos cidadãos porquê.
Obama levou na brincadeira um assunto que poderia ajudar a Califórnia a sair da alarmante crise e reduzir consideravelmente o seu, não menos preocupante, indíce de criminalidade.
Como se compra legalmente marijuana na Califórnia.
Segundo o próprio, uma das perguntas mais populares – entre as três milhões e meio de pessoas que participaram – foi sobre a legalização da marijuana.
Obama reconheceu diante de milhões de espectadores que o tema preocupava os americanos.
Mas na hora da verdade arrependeu-se e disse, entre sorrisos, que “não o via como uma boa estratégia para melhorar a economia”, sem explicar aos cidadãos porquê.
Obama levou na brincadeira um assunto que poderia ajudar a Califórnia a sair da alarmante crise e reduzir consideravelmente o seu, não menos preocupante, indíce de criminalidade.
Como se compra legalmente marijuana na Califórnia.

Segundo Venice Beach Care Center – um dos estabelecimentos de Los Angeles que dispensa marijuana médica – os seus pacientes recebem tratamento com cannabis para tratar enfermidades como HIV, cancro, diabetes tipo 1, esclerose múltipla, dor crónica, náuseas, ansiedade, enxaquecas, insónia ou perda do apetite.
Existem vários estudos de organismos médicos oficiais que demonstram que os pacientes com estas enfermidades, apresentam claras melhorias depois de usarem a marijuana como tratamento.
Um depoimento dum jovem que possui o cartão médico, com o qual pode comprar marijuana em qualquer lugar (foi surpreendente a facilidade como o consegui).
- O médico receitou-ma para tratar a ansiedade.
O único que tive de fazer foi descrever vagamente os meus sintomas.
Era uma das seis pessoas que estavam à espera da consulta para o mesmo. Deu-me a sensação que o objectivo do médico era receitar sem dedicar demasiado tempo a estudar se realmente o paciente a necessitava.
Para outro, a decisão de Obama de não permitir que se persiga quem a consome, por questões de saúde, é acertada.
Existem vários estudos de organismos médicos oficiais que demonstram que os pacientes com estas enfermidades, apresentam claras melhorias depois de usarem a marijuana como tratamento.
Um depoimento dum jovem que possui o cartão médico, com o qual pode comprar marijuana em qualquer lugar (foi surpreendente a facilidade como o consegui).
- O médico receitou-ma para tratar a ansiedade.
O único que tive de fazer foi descrever vagamente os meus sintomas.
Era uma das seis pessoas que estavam à espera da consulta para o mesmo. Deu-me a sensação que o objectivo do médico era receitar sem dedicar demasiado tempo a estudar se realmente o paciente a necessitava.
Para outro, a decisão de Obama de não permitir que se persiga quem a consome, por questões de saúde, é acertada.

"Apesar dos problemas que o sistema da cannabis médica tem na Califórnia, acredito que a medida é boa.
As nossas prisões estão superlotadas e não creio que seja eficiente encarcerar pessoas pelo simples facto de fumarem “maria”.
O nível de crimes é tão alto em cidades como Los Angeles, que a própria polícia assegura, em conferência de imprensa, que não tem tempo para perseguir os consumidores de marijuana quando há tantos crimes graves para resolver por aí fora.
Para este jovem, “a grande diferença entre apanhar um traficante de Venice Beach e acorrer a um centro regularizado é que “se pode escolher o tipo e a qualidade”, enquanto que com um traficante tens que te conformar com “o que transporte na altura”.
Além disso, a maioria dos consumidores de cannabis médica coincidem em que é muito importante para eles saberem as garantias que dá uma clínica e o que fazem é legal.
A respeito da solução da crise na Califórnia, diz que faz falta muito mais do que legalizar a “maria”.
O défice é tão elevado que os 1300 milhões de dólares não se notariam muito …”.
As nossas prisões estão superlotadas e não creio que seja eficiente encarcerar pessoas pelo simples facto de fumarem “maria”.
O nível de crimes é tão alto em cidades como Los Angeles, que a própria polícia assegura, em conferência de imprensa, que não tem tempo para perseguir os consumidores de marijuana quando há tantos crimes graves para resolver por aí fora.
Para este jovem, “a grande diferença entre apanhar um traficante de Venice Beach e acorrer a um centro regularizado é que “se pode escolher o tipo e a qualidade”, enquanto que com um traficante tens que te conformar com “o que transporte na altura”.
Além disso, a maioria dos consumidores de cannabis médica coincidem em que é muito importante para eles saberem as garantias que dá uma clínica e o que fazem é legal.
A respeito da solução da crise na Califórnia, diz que faz falta muito mais do que legalizar a “maria”.
O défice é tão elevado que os 1300 milhões de dólares não se notariam muito …”.

Para tua introspecção:
- Estás de acordo com a legalização da marijuana médica?
– Acreditas que a legalização é uma medida anti crise?
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terça-feira, outubro 27, 2009
MARIJUANA LEGAL - PARTE I
O debate sobre a legalização da marijuana está mais quente do que nunca, na Califórnia.
Desde 1996 e graças a um referendo popular, é legal plantar ou comprar marijuana sempre e quando se destine para fins terapêuticos.
Neste “estado dourado” a experiência em normalizar o consumo desta droga e ter um cartão médico que a permite comprar numa qualquer loja, das licenciadas, é algo absolutamente comum em Los Angeles ou São Francisco.
Aliás, muitas vozes pedem ao governador Schwarzenegger e ao Presidente Obama que vão um pouco mais além e a legalizem por completo.
Ainda que a legalização de cannabis possa parecer uma “utopia hippie”, o certo é que, economicamente falando, seria muito rentável para o governo dos EUA.
Estudos estimam que se a “mari” ou “maria” fosse vendida legalmente e estivesse sujeita a impostos, como por exemplo o do álcool, só o Estado da Califórnia contribuiria para os cofres do estado com 1300 milhões de dólares/ano.
Para um Estado que está em ruína financeira – e que está a cortar nos investimentos na educação e serviços sociais, porque não “há dinheiro” – esta ideia anti-crise não parece assim tão descabelada.
De facto, Schwarzenegger disse há uns dias que o momento do debate tinha chegado e que estudaria os casos dos outros países onde se vende legalmente e com impostos.
Assegurou também que não “tomaria decisões que pudessem ser perigosas só pelo facto de arrecadar dinheiro para as arcas estatais”.
Segundo as sondagens, 56% dos californianos apoiariam o governador se ele se decidir ser pioneiro na legalização.
A entrada de dinheiro nas maltratadas contas de Arnald não acabariam aqui.
Além dos 1300 milhões de impostos ao ano a redução do crime também poderá ser uma grande poupança.
O narcotráfico de marijuana na fronteira com o México e no resto do território é um dos delitos que mais trabalho dá à polícia anti-droga, que em várias ocasiões já deu indícios de estar “assoberbada”.
Não se esqueça que que a cannabis é a droga mais consumida no país.
Há um par de dias Obama deu um passo em frente e anunciou através do secretário de Justiça americano, Eric Holder, que “não perseguirá o consumo de marijuana para uso médico nos estados em que é permitido”.
As novas directrizes contradizem a política da anterior Administração Bush, que insistiu em manter as leis federais contra a marijuana, considerada uma droga ilegal, sem ter em conta a normativa de cada estado sobre o seu uso.
Além da Califórnia, a medida de Obama, afecta outros 13 estados.
A partir do Departamento de Justiça dos EUA asseguram que, agora que não se perseguirão os utilizadores médicos desta droga, “todos os recursos estarão à disposição da polícia para acabar com os traficantes, com os quais haverá tolerância zero.
A nova normativa de Obama deixa, entretanto, o grande problema da marijuana médica na Califórnia sem resolução: a regularização da abertura de lojas que a vendem.
Desde que foi legalizada em 1996, até 2007 havia na cidade de Los Angeles 186 clínicas com licença para vender.
Depois de anunciar que dentro dum curto espaço de tempo iam deixar de dar mais licenças, 800 pessoas solicitaram abrir um destes negócios.
A lentidão do processo burocrático e as lacunas de uma lei confusa provoca que muitos estabelecimentos estão a funcionar ilegalmente.
Este mapa do "Los Angeles Times" expressa muito bem como está a localização das clínicas na cidade.
Esta é a primeira vez que Obama levanta um pouco o véu sobre o assunto.
Noutras ocasiões, Obama só tocou ao de leve no assunto – inclusivamente chegou a chalacear – e tinha decepcionado os apoiantes da pró legalização.
President Obama at Virtual Town Hall on Legalizing Marijuana
CONTINUA...
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segunda-feira, outubro 26, 2009
RAIOS OS PARTAM
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A falsificação das realidades políticas por parte dos nossos dirigentes, com o único objectivo de desqualificar o oponente e magnificar as suas próprias qualidades, nunca foi algo alheio à causa política.
Como ocorre com qualquer outra atribuição (desportiva, profissional, empresarial, etc.) trata-se de uma consequência inevitável da necessidade de ganhar a qualquer preço.
A treta do que “importa é participar”, nem os primeiros olímpicos da Grécia acreditavam em tal patranha.
A novidade é o bombardeio sistemático e incessante da "guerra suja" a que nos submeteram e continuam a submeter, por terra, mar e ar (ou seja, imprensa, rádio e televisão) 24 horas por dia, 365 dias por ano.
A manipulação do público (público – aqueles que pertencem à massa geral de indigentes, que eles, os políticos ajudaram a criar e não ao jornal que lança veneno, digo e-mails de ou para Belém ou outros destinos), pois como dizia, a manipulação que sempre foi uma arte passou a converter-se numa ciência sujeita a sisudos estudos académicos, experiências e demais parafernálias ou tralhas.

Os ensinamentos aplicam-se de forma desapiedada, sem nenhum escrúpulo, sem nenhum respeito, sem qualquer contemplação.
E com a mesma frialdade do profissional que compra e vende valores em Bolsa, atendendo unicamente aos seus proventos, sem se preocupar com o descalabro que possa provocar na economia real, na vida real, em que a nós, cidadãos de pé descalço, realmente nos afecta.
A política, pois, deixou de ser uma arte para converter-se numa indústria com gabinetes de imagem, gestores de imagem, institutos de ideias, pesquisadores de sondagens, consultores eleitorais …
Uma indústria que tem em norma mais jornalistas que os próprios jornais e gasta mais recursos em pulsar a opinião do que estes.

Ao todo, milhares de pessoas vivem de e para imaginar maneiras de derrotar o oponente político a qualquer custo.
E, apesar de tudo, os políticos são tão necessários como os empresários.
Necessitamos dos empresários para organizar a nossa sobrevivência e dos políticos para organizar a nossa convivência.
Ora, pois bem, do mesmo modo que não temos ilusões com os empresários e, apesar da publicidade, realizamos um bom estudo do mercado antes de embarcarmos numa compra considerável (um automóvel, um plasma ou LCD, um electrodoméstico); na política, devemos aclarar com quem vamos jogar e fazer um bom estudo agora que já comprometemos o nosso voto por quatro anos.
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Como ocorre com qualquer outra atribuição (desportiva, profissional, empresarial, etc.) trata-se de uma consequência inevitável da necessidade de ganhar a qualquer preço.
A treta do que “importa é participar”, nem os primeiros olímpicos da Grécia acreditavam em tal patranha.
A novidade é o bombardeio sistemático e incessante da "guerra suja" a que nos submeteram e continuam a submeter, por terra, mar e ar (ou seja, imprensa, rádio e televisão) 24 horas por dia, 365 dias por ano.
A manipulação do público (público – aqueles que pertencem à massa geral de indigentes, que eles, os políticos ajudaram a criar e não ao jornal que lança veneno, digo e-mails de ou para Belém ou outros destinos), pois como dizia, a manipulação que sempre foi uma arte passou a converter-se numa ciência sujeita a sisudos estudos académicos, experiências e demais parafernálias ou tralhas.

Os ensinamentos aplicam-se de forma desapiedada, sem nenhum escrúpulo, sem nenhum respeito, sem qualquer contemplação.
E com a mesma frialdade do profissional que compra e vende valores em Bolsa, atendendo unicamente aos seus proventos, sem se preocupar com o descalabro que possa provocar na economia real, na vida real, em que a nós, cidadãos de pé descalço, realmente nos afecta.
A política, pois, deixou de ser uma arte para converter-se numa indústria com gabinetes de imagem, gestores de imagem, institutos de ideias, pesquisadores de sondagens, consultores eleitorais …
Uma indústria que tem em norma mais jornalistas que os próprios jornais e gasta mais recursos em pulsar a opinião do que estes.
Ao todo, milhares de pessoas vivem de e para imaginar maneiras de derrotar o oponente político a qualquer custo.
E, apesar de tudo, os políticos são tão necessários como os empresários.
Necessitamos dos empresários para organizar a nossa sobrevivência e dos políticos para organizar a nossa convivência.
Ora, pois bem, do mesmo modo que não temos ilusões com os empresários e, apesar da publicidade, realizamos um bom estudo do mercado antes de embarcarmos numa compra considerável (um automóvel, um plasma ou LCD, um electrodoméstico); na política, devemos aclarar com quem vamos jogar e fazer um bom estudo agora que já comprometemos o nosso voto por quatro anos.
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sábado, outubro 24, 2009
ROMPIDO
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Em certas ocasiões pode ser bastante complicado, para um ou até para ambos os membros do casal aceitar que o amor e a paixão na sua relação terminou.
De facto, num grande número de casos, o que sucede é que os sentimentos positivos vão-se apagando gradualmente e a pessoa, ou até o casal, não chega a ter consciência imediata do desgaste e paulatinamente o seu amor vai-se deteriorando.
Nem sempre é o membro do casal que primeiro se dá conta deste facto, quem toma a iniciativa de pôr fim à relação.
Ás vezes, simplesmente cala, aguenta e quiçá deseja que algo alheio á relação influa positivamente nesta e a melhore.
Talvez a realidade seja tão dura que a tentação é evadir-se e fingir que a situação do casal, está normal e boa.
Processo que, em qualquer caso, muitas vezes sucede de forma inconsciente.
Nas relações dum casal existem diversos factores que influenciam e podem dificultar que os sinais de deterioração sejam suficientemente claros.
Podem misturar-se com o desejo de que “nada mude”.
Não obstante, tende a haver indícios inequívocos que mostram à pessoa (ou ao casal) que é tempo de findar a relação.

Com demasiada frequência, o mais simples é sucumbir à inércia, alargando a relação de maneira artificial, mais de que admitir que é provável que a relação já esteja moribunda há muito.
Por vezes é o apego que pode confundir os sentimentos.
Há pessoas que o confundem com o amor.
Não obstante, o apego tem mais a ver com a força do hábito ou do costume que com a emoção amorosa.
Implica um certo grau de dependência, que ás vezes contribui para a criação de relações de amor-ódio.
Não podemos esquecer o medo.
É bastante comum encontrar pessoas que por temor a novas situações, preferem manter relações que são perniciosas, destrutivas ou, pelo menos, pouco edificantes e nada prometedoras.
Agarram-se e jogam até à última cartada.
Esquecem-se de que por muito triste que possa parecer encerrar uma porta, isso oferecer-lhes-à a oportunidade de abrir uma nova.
Com a ruptura, surge a possibilidade de que, com o tempo, outra relação pode surgir e talvez, oferecer maiores garantias de satisfação e concórdia.
Também há quem recuse terminar uma relação por medo do “que dirão”.
Dão mais importância à crítica social que ao seu estado de insatisfação e infelicidade.

Em muitas ocasiões ouvem-se “lamúrias” do que é ou pode parecer, uma ruptura bastante traumática.
Algum dos membros ou até os dois, sentem que não poderão viver um sem o outro e que o futuro já não tem aliciantes para eles.
O curioso é que ás vezes, em pouco tempo, já têm um novo parceiro e parece-lhes que é, o de toda a vida.
Sabe-se que há pessoas para as quais é mais importante agarrar-se à ideia de ter um relacionamento de casal do que uma determinada pessoa.
Ou seja, o que desejam é ter um parceiro(a), não lhe importando quem este é.
Em qualquer caso, no final, o importante é ter capacidade de autocrítica, serem honestos e valentes para realizar uma avaliação o mais objectiva possível do estado dessa relação e dos níveis de satisfação.
Chegados a determinado ponto, se a relação sentimental não é suficientemente positiva, há que tomar decisões.
Sejam para melhorá-la ou para marcar o final da mesma.
É verdade que há casais que se agarram a uma relação tormentosa e pouco viável, mas também os há que dizem, “basta” com demasiada facilidade ou muito depressa e isso tão-pouco é positivo.
O segredo está em encontrar o ponto justo.

Para tua introspecção:
- Será que eras capaz de terminar uma relação ou não pensas demasiado nisso?
– Serias tu capaz de dar o primeiro passo?
– Qual a tua experiência a este respeito.

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De facto, num grande número de casos, o que sucede é que os sentimentos positivos vão-se apagando gradualmente e a pessoa, ou até o casal, não chega a ter consciência imediata do desgaste e paulatinamente o seu amor vai-se deteriorando.
Nem sempre é o membro do casal que primeiro se dá conta deste facto, quem toma a iniciativa de pôr fim à relação.
Ás vezes, simplesmente cala, aguenta e quiçá deseja que algo alheio á relação influa positivamente nesta e a melhore.
Talvez a realidade seja tão dura que a tentação é evadir-se e fingir que a situação do casal, está normal e boa.
Processo que, em qualquer caso, muitas vezes sucede de forma inconsciente.
Nas relações dum casal existem diversos factores que influenciam e podem dificultar que os sinais de deterioração sejam suficientemente claros.
Podem misturar-se com o desejo de que “nada mude”.
Não obstante, tende a haver indícios inequívocos que mostram à pessoa (ou ao casal) que é tempo de findar a relação.

Com demasiada frequência, o mais simples é sucumbir à inércia, alargando a relação de maneira artificial, mais de que admitir que é provável que a relação já esteja moribunda há muito.
Por vezes é o apego que pode confundir os sentimentos.
Há pessoas que o confundem com o amor.
Não obstante, o apego tem mais a ver com a força do hábito ou do costume que com a emoção amorosa.
Implica um certo grau de dependência, que ás vezes contribui para a criação de relações de amor-ódio.
Não podemos esquecer o medo.
É bastante comum encontrar pessoas que por temor a novas situações, preferem manter relações que são perniciosas, destrutivas ou, pelo menos, pouco edificantes e nada prometedoras.
Agarram-se e jogam até à última cartada.
Esquecem-se de que por muito triste que possa parecer encerrar uma porta, isso oferecer-lhes-à a oportunidade de abrir uma nova.
Com a ruptura, surge a possibilidade de que, com o tempo, outra relação pode surgir e talvez, oferecer maiores garantias de satisfação e concórdia.
Também há quem recuse terminar uma relação por medo do “que dirão”.
Dão mais importância à crítica social que ao seu estado de insatisfação e infelicidade.

Em muitas ocasiões ouvem-se “lamúrias” do que é ou pode parecer, uma ruptura bastante traumática.
Algum dos membros ou até os dois, sentem que não poderão viver um sem o outro e que o futuro já não tem aliciantes para eles.
O curioso é que ás vezes, em pouco tempo, já têm um novo parceiro e parece-lhes que é, o de toda a vida.
Sabe-se que há pessoas para as quais é mais importante agarrar-se à ideia de ter um relacionamento de casal do que uma determinada pessoa.
Ou seja, o que desejam é ter um parceiro(a), não lhe importando quem este é.
Em qualquer caso, no final, o importante é ter capacidade de autocrítica, serem honestos e valentes para realizar uma avaliação o mais objectiva possível do estado dessa relação e dos níveis de satisfação.
Chegados a determinado ponto, se a relação sentimental não é suficientemente positiva, há que tomar decisões.
Sejam para melhorá-la ou para marcar o final da mesma.
É verdade que há casais que se agarram a uma relação tormentosa e pouco viável, mas também os há que dizem, “basta” com demasiada facilidade ou muito depressa e isso tão-pouco é positivo.
O segredo está em encontrar o ponto justo.

Para tua introspecção:
- Será que eras capaz de terminar uma relação ou não pensas demasiado nisso?
– Serias tu capaz de dar o primeiro passo?
– Qual a tua experiência a este respeito.

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sexta-feira, outubro 23, 2009
- A saudade é um pouco como a fome.
Só passa quando se come a presença.
Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda.
Esta vontade, de um ser o outro para uma unificação inteira, é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida ! (Clarice Lispector, escritora brasileira de origem judia nascida na Ucrânia)
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Só passa quando se come a presença.
Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda.
Esta vontade, de um ser o outro para uma unificação inteira, é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida ! (Clarice Lispector, escritora brasileira de origem judia nascida na Ucrânia)
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PREJUÍZOS MENTAIS

Depois de todos os erros e de algum outro erro, que tenha omitido, a banca portuguesa decidiu revelar os últimos, talvez para nos fazer pena.
A agência "Moody's", que qualifica os riscos, profetiza que aflorarão percas de milhares de milhões de euros, (na banca portuguesa), ou seja que no sector bancário passa-se o mesmo que em Espanha, nas "Tablas de Daimiel"(*) que depois dum rugido enorme chegam à borda do abismo, ou com a liquidez quase sólida (assim tipo caca, para não dizer merda).
As humidades económicas foram absorvidas pela terra e pela avareza ou imprevisão, vá-se lá saber porquê ou de quê e por quem.
A única coisa que se sabe é que o governo terá de disponibilizar milhões aos milhões já disponibilizados.

Má notícia para o passageiro e para a paisagem.
Não ficará uma tábua onde agarrar-se.
Sempre foi temerário fazer balanços a não ser que se disponha de um desses livros que ajudam a triunfar, que sempre são livros de contabilidade e podem ter-se em duplicado.
Conta Wooy Allen, que um dia teve a curiosidade de saber, com uma aproximada exactidão, o dinheiro que lhe restava e chegou à conclusão que tinha o suficiente para viver, mas com a condição de não gastar nada.
Ocorre em quase todas as ocasiões e por isso é aconselhável não fazer contas, mas com a condição de não se gastar “nenhum”.
Inclusive quando somos assaltados por sonhos de riqueza aleatória e pensamos como distribuiríamos a nossa fortuna se acertássemos no Euromilhões, faltam-nos uns milhares de euros que ainda não possuímos.
Já se sabe que o primeiro impulso é sempre generoso.
Há que reprimir este impulso antes de chegar o momento de reparte.
Em qualquer caso, o capítulo dos danos ou percas das entidades financeiras tem bastante menos letras que as nossas, ainda que tenham as mesmas páginas.
Ou errar ou transformar a banca.
É igual.
Os que fazem as leis continuam a ser os mesmos.

(*) Parque Nacional espanhol, inserido nas zonas húmidas e classificado como reserva da biosfera pela UNESCO.
Situa-se na confluência do Guadiana com o seu afluente sazonal, Gigüela.
Está à beira de uma catástrofe se não chover ou se não se fizer um transvase de água do Tejo, para o Segura e deste para o Cigüela.
Como somos governados por bruxos e adivinhos, não sei qual deles profetizou (na verdadeira acepção da palavra, visto que só um profeta teria tal premonição) esta alteração de clima e na Convenção de Albufeira, em 1998, já se precavia este problema (???) se surgisse alguma notícia.
Veja-se a seguir, o que publicou o JN no dia 15:

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A agência "Moody's", que qualifica os riscos, profetiza que aflorarão percas de milhares de milhões de euros, (na banca portuguesa), ou seja que no sector bancário passa-se o mesmo que em Espanha, nas "Tablas de Daimiel"(*) que depois dum rugido enorme chegam à borda do abismo, ou com a liquidez quase sólida (assim tipo caca, para não dizer merda).
As humidades económicas foram absorvidas pela terra e pela avareza ou imprevisão, vá-se lá saber porquê ou de quê e por quem.
A única coisa que se sabe é que o governo terá de disponibilizar milhões aos milhões já disponibilizados.

Má notícia para o passageiro e para a paisagem.
Não ficará uma tábua onde agarrar-se.
Sempre foi temerário fazer balanços a não ser que se disponha de um desses livros que ajudam a triunfar, que sempre são livros de contabilidade e podem ter-se em duplicado.
Conta Wooy Allen, que um dia teve a curiosidade de saber, com uma aproximada exactidão, o dinheiro que lhe restava e chegou à conclusão que tinha o suficiente para viver, mas com a condição de não gastar nada.
Ocorre em quase todas as ocasiões e por isso é aconselhável não fazer contas, mas com a condição de não se gastar “nenhum”.
Inclusive quando somos assaltados por sonhos de riqueza aleatória e pensamos como distribuiríamos a nossa fortuna se acertássemos no Euromilhões, faltam-nos uns milhares de euros que ainda não possuímos.
Já se sabe que o primeiro impulso é sempre generoso.
Há que reprimir este impulso antes de chegar o momento de reparte.
Em qualquer caso, o capítulo dos danos ou percas das entidades financeiras tem bastante menos letras que as nossas, ainda que tenham as mesmas páginas.
Ou errar ou transformar a banca.
É igual.
Os que fazem as leis continuam a ser os mesmos.

(*) Parque Nacional espanhol, inserido nas zonas húmidas e classificado como reserva da biosfera pela UNESCO.
Situa-se na confluência do Guadiana com o seu afluente sazonal, Gigüela.
Está à beira de uma catástrofe se não chover ou se não se fizer um transvase de água do Tejo, para o Segura e deste para o Cigüela.
Como somos governados por bruxos e adivinhos, não sei qual deles profetizou (na verdadeira acepção da palavra, visto que só um profeta teria tal premonição) esta alteração de clima e na Convenção de Albufeira, em 1998, já se precavia este problema (???) se surgisse alguma notícia.
Veja-se a seguir, o que publicou o JN no dia 15:

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quinta-feira, outubro 22, 2009
SALA DE ESPERA
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Sala de espera que segundo alguns sítios na Net, é de um Banco de Esperma na Ucrânia.
Outros dizem que é uma sala de espera duma Clínica de Ginecologia (não localizada).
Vá-se lá saber onde.
Aceitam-se esclarecimentos de utentes.
Sala de espera que segundo alguns sítios na Net, é de um Banco de Esperma na Ucrânia. Outros dizem que é uma sala de espera duma Clínica de Ginecologia (não localizada).
Vá-se lá saber onde.
Aceitam-se esclarecimentos de utentes.
A Providência foi substituída, nem sempre vantajosamente, pelo Fundo Monetário Internacional.
Cada vez há menos gente que diga, “Deus providenciará” e ainda mais quem olhe para o PSI 20.
Claro que também escasseiam as pessoas que vão de gabardina para as procissões onde se pedem chuvas ou outra dádiva do céu.
A esperança entendida como préstimo que rogamos ao futuro, não atravessa os seus melhores momentos, já que todos os vaticinios são lúgubres.
Agora ouve-se dizer que o nível da riqueza anterior à crise não se poderá recuperar antes de 2014, quando estivermos mortos e enterrados, que é sem dúvida uma dificultosa cultura, se estamos dentro de um pote de cinzas, por muito sentido que tenham e por muito enamoradas que continuem a estar.
O presente é uma portentosa divindade, segundo se diz e os portugueses não o adiaram.

O futuro, que não tem a menor ideia da pontualidade, ao menos teve a cortesia de anunciar-nos um atraso.
Está a caminho, mas o desemprego e o tsunami da construção civil ou do imobiliário estão a atrasar a sua chegada.
Quem espera desespera.
O meu amado Omar Khayyam, grande poeta, convenceu-me a despreocupar-me com o: “amanhã todos abandonaremos esta pousada e nos parecemos a mortos de há dezassete mil anos” (frase completa: Dizes que cada nova manhã nos traz mil rosas; sim, mas onde estão as pétalas das rosas de ontem? Irmão: não nos preocupemos com o amanhã. Aproveitemos este sopro de vida. Amanhã todos abandonaremos esta pousada e nos parecemos a mortos de há dezassete mil anos".

Essa paisagem da morte é inevitável, mas é sumamente desagradável que na pousada se coma tão mal e trágico, que a muitas pessoas não lhes concedam acesso.
Cinco anos na sala de espera pode parecer-nos muito tempo, sobretudo para os que não somos VIP.
Dentro de cinco anos poderemos não estar aqui para contá-lo, nem para decepcionar-nos com aquelas promessas.
No meu caso particular nem sei desejo ser testemunha desse bem-estar.
Avante vocês.
Desejo que tudo corra bem.
Muita sorte para todos.
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Cada vez há menos gente que diga, “Deus providenciará” e ainda mais quem olhe para o PSI 20.
Claro que também escasseiam as pessoas que vão de gabardina para as procissões onde se pedem chuvas ou outra dádiva do céu.
A esperança entendida como préstimo que rogamos ao futuro, não atravessa os seus melhores momentos, já que todos os vaticinios são lúgubres.
Agora ouve-se dizer que o nível da riqueza anterior à crise não se poderá recuperar antes de 2014, quando estivermos mortos e enterrados, que é sem dúvida uma dificultosa cultura, se estamos dentro de um pote de cinzas, por muito sentido que tenham e por muito enamoradas que continuem a estar.
O presente é uma portentosa divindade, segundo se diz e os portugueses não o adiaram.

O futuro, que não tem a menor ideia da pontualidade, ao menos teve a cortesia de anunciar-nos um atraso.
Está a caminho, mas o desemprego e o tsunami da construção civil ou do imobiliário estão a atrasar a sua chegada.
Quem espera desespera.
O meu amado Omar Khayyam, grande poeta, convenceu-me a despreocupar-me com o: “amanhã todos abandonaremos esta pousada e nos parecemos a mortos de há dezassete mil anos” (frase completa: Dizes que cada nova manhã nos traz mil rosas; sim, mas onde estão as pétalas das rosas de ontem? Irmão: não nos preocupemos com o amanhã. Aproveitemos este sopro de vida. Amanhã todos abandonaremos esta pousada e nos parecemos a mortos de há dezassete mil anos".

Essa paisagem da morte é inevitável, mas é sumamente desagradável que na pousada se coma tão mal e trágico, que a muitas pessoas não lhes concedam acesso.
Cinco anos na sala de espera pode parecer-nos muito tempo, sobretudo para os que não somos VIP.
Dentro de cinco anos poderemos não estar aqui para contá-lo, nem para decepcionar-nos com aquelas promessas.
No meu caso particular nem sei desejo ser testemunha desse bem-estar.
Avante vocês.
Desejo que tudo corra bem.
Muita sorte para todos.
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quarta-feira, outubro 21, 2009
INTERSEXUAIS
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A atleta sul africana, Caster Semenya, campeã do mundo dos 800 m, investigada por dúvidas sobre a sua condição feminina, constitui o último caso polémico sobre o sexo de uma desportista.
Curiosamente só elas são susceptíveis de ser acusadas de não serem mulheres.
Assume-se que o homem, no desporto, graças à sua potência muscular extra que lhe faculta o adicional de testosterona circulante, tem sempre a vantagem por doping fisiológico face à mulher.
Até aqui tudo parece claro.
Se assumimos que a nossa espécie é composta por homens e mulheres, fica claro que a questão é discriminar; bem e que não se cole nenhum indivíduo ao grupo a que não pertence.
O problema assalta-nos reiteradamente cada vez que surge uma atleta cujo “sexo” não é fácil de determinar.
À primeira vista parece ser simples resolver o problema, bastando explorar os seus genitais e tirar as dúvidas.
Esta primeira aproximação é a que praticavam na Grécia clássica, em cujos Jogos Olímpicos da época, para se precaverem de alguma surpresa a esse respeito, optaram que os atletas, só homens, evidentemente, competiriam nus, ficando o assunto resolvido – e à vista de todos -.

Sem dúvida, esta alternativa hoje em dia seria “bestial”, se adoptada, fazendo subir as audiências desportivas, se bem que se continuaria sem deslindar uma boa parte destes polémicos casos.
O desenvolvimento sexual é um longo processo que se inicia com a fecundação e que se concluirá em ciclos posteriores ao nascimento.
No caso dos homens supõe-se uma constante diferenciação no sentido masculino, de um corpo que tende a desenvolver-se no sentido feminino.
Assim, elas, simplesmente amadurecem como fêmeas.
A questão fulcral é que se há dois sexos, legais, bem definidos no bilhete de identidade (masculino ou feminino), a natureza não é tão liminar e ficam excluídos os transexuais e intersexuais, que ainda hoje não têm reconhecida a sua identidade sexual e do género, vendo-se obrigados por lei, a serem “homem” ou “mulher” – não se contemplam mais opções - no seu documento de identidade.
A identidade do género tem a ver com a consciência de ser homem ou mulher, geralmente em consonância com o desenvolvimento genital externo.
No caso dos transexuais, a coisa não é tão simples e há discrepâncias entre a identidade do género que se nota (sentir-se homem ou mulher) e o do sexo legal ou assinalado na base dos genitais, claramente de homem ou mulher, no caso dos transexuais.
No caso de intersexuais, pode fazer-se uma atribuição do género no momento do seu nascimento – declarando-os homens ou mulheres -, que não tenha correspondência com os seus sentimentos e com a sua anatomia ambígua.
O conjunto de pessoas com diferentes tipos de intersexualidade, entre as que figuram classicamente denominadas hermafroditas, podem ver-se especialmente afectadas quando decidem dedicar-se ao desporto professional, posto que o seu desenvolvimento – diferenciação – sexual não culmina com uma mais ou menos clara identificação como homens ou mulheres.
A competição desportiva supõe para os intersexuais uma prova mais para além das dificuldades de se situarem na sociedade, que só há poucos anos começa a compreender – e só no âmbito dos especialistas do tema – o fenómeno intersexual, o desenvolvimento intersexual e a identidade intersexual.
O que é claro, é que esses conhecimentos científicos devem transcender a realidade social que tem de abrir o espectro do sexo legal e superar a dicotomia masculino feminino, considerando opções tais como transexual e intersexual.
Que estas pessoas se possam reconhecer como transexuais ou intersexuais sem pressioná-las para que se definam como homens ou mulheres, supõe um passo mais para o respeito com os seus direitos sexuais convertendo-se numa sociedade mais justa, saudável e sábia.

No caso dos atletas, como Caster Semenya, seria saudável e sensato reconhecer a sua condição de intersexual se o é, ser igualmente respeitoso com a atleta de maneira que não seja expulsa do mundo desportivo e portanto, da condição de mulher, lançando-a numa forçosa condição de homem que não corresponde à realidade.
Se fosse assumida e também reconhecida pela sociedade a condição da intersexualidade, estas situações não chamariam a atenção.
De qualquer maneira, como podemos ver, o debate não é tão simples como a classificação em homens ou mulheres.
Se o que se pretende é que se dêem características similares para que a competição seja mais justa, talvez não seja suficiente agrupá-los segundo a aparência dos seus genitais, ou melhor, ter-se-ia que procurar outras referências como os níveis de testosterona no sangue, ou a massa muscular.
Esta polémica não parece importante porque ajuda a que saltem à vista as dificuldades com que se podem deparar os intersexuais e transexuais.
Penso que este tema dá pano para mangas e para quem aprofundar os conhecimentos, recomendo os estupendos livros: sobre a intersexualidade, "Middlesex", de Jeffrey Eugenides, com o qual ganhou um Prémio Pulitzer; também sobre transexualidade, "O enigma de Jan Morris", (para muitos, Jan Morris, é o maior escritor britânico do pós-guerra - leiam "Veneza").
São dois belos livros e que entretêm.

Para tua introspecção:
- Consegues colocar-te na situação pessoal e afectiva em que podem ficar as atletas expulsas da competição desportiva por “não serem mulheres”?
– Conheces casos de pessoas cuja vida desportiva e sobretudo a pessoal, tenha sido afectada pela ignorância e repulsão social da intersexualidade?
Curiosamente só elas são susceptíveis de ser acusadas de não serem mulheres.
Assume-se que o homem, no desporto, graças à sua potência muscular extra que lhe faculta o adicional de testosterona circulante, tem sempre a vantagem por doping fisiológico face à mulher.
Até aqui tudo parece claro.
Se assumimos que a nossa espécie é composta por homens e mulheres, fica claro que a questão é discriminar; bem e que não se cole nenhum indivíduo ao grupo a que não pertence.
O problema assalta-nos reiteradamente cada vez que surge uma atleta cujo “sexo” não é fácil de determinar.
À primeira vista parece ser simples resolver o problema, bastando explorar os seus genitais e tirar as dúvidas.
Esta primeira aproximação é a que praticavam na Grécia clássica, em cujos Jogos Olímpicos da época, para se precaverem de alguma surpresa a esse respeito, optaram que os atletas, só homens, evidentemente, competiriam nus, ficando o assunto resolvido – e à vista de todos -.

Sem dúvida, esta alternativa hoje em dia seria “bestial”, se adoptada, fazendo subir as audiências desportivas, se bem que se continuaria sem deslindar uma boa parte destes polémicos casos.
O desenvolvimento sexual é um longo processo que se inicia com a fecundação e que se concluirá em ciclos posteriores ao nascimento.
No caso dos homens supõe-se uma constante diferenciação no sentido masculino, de um corpo que tende a desenvolver-se no sentido feminino.
Assim, elas, simplesmente amadurecem como fêmeas.
A questão fulcral é que se há dois sexos, legais, bem definidos no bilhete de identidade (masculino ou feminino), a natureza não é tão liminar e ficam excluídos os transexuais e intersexuais, que ainda hoje não têm reconhecida a sua identidade sexual e do género, vendo-se obrigados por lei, a serem “homem” ou “mulher” – não se contemplam mais opções - no seu documento de identidade.
A identidade do género tem a ver com a consciência de ser homem ou mulher, geralmente em consonância com o desenvolvimento genital externo.
No caso dos transexuais, a coisa não é tão simples e há discrepâncias entre a identidade do género que se nota (sentir-se homem ou mulher) e o do sexo legal ou assinalado na base dos genitais, claramente de homem ou mulher, no caso dos transexuais.
No caso de intersexuais, pode fazer-se uma atribuição do género no momento do seu nascimento – declarando-os homens ou mulheres -, que não tenha correspondência com os seus sentimentos e com a sua anatomia ambígua.
O conjunto de pessoas com diferentes tipos de intersexualidade, entre as que figuram classicamente denominadas hermafroditas, podem ver-se especialmente afectadas quando decidem dedicar-se ao desporto professional, posto que o seu desenvolvimento – diferenciação – sexual não culmina com uma mais ou menos clara identificação como homens ou mulheres.
A competição desportiva supõe para os intersexuais uma prova mais para além das dificuldades de se situarem na sociedade, que só há poucos anos começa a compreender – e só no âmbito dos especialistas do tema – o fenómeno intersexual, o desenvolvimento intersexual e a identidade intersexual.
O que é claro, é que esses conhecimentos científicos devem transcender a realidade social que tem de abrir o espectro do sexo legal e superar a dicotomia masculino feminino, considerando opções tais como transexual e intersexual.
Que estas pessoas se possam reconhecer como transexuais ou intersexuais sem pressioná-las para que se definam como homens ou mulheres, supõe um passo mais para o respeito com os seus direitos sexuais convertendo-se numa sociedade mais justa, saudável e sábia.

No caso dos atletas, como Caster Semenya, seria saudável e sensato reconhecer a sua condição de intersexual se o é, ser igualmente respeitoso com a atleta de maneira que não seja expulsa do mundo desportivo e portanto, da condição de mulher, lançando-a numa forçosa condição de homem que não corresponde à realidade.
Se fosse assumida e também reconhecida pela sociedade a condição da intersexualidade, estas situações não chamariam a atenção.
De qualquer maneira, como podemos ver, o debate não é tão simples como a classificação em homens ou mulheres.
Se o que se pretende é que se dêem características similares para que a competição seja mais justa, talvez não seja suficiente agrupá-los segundo a aparência dos seus genitais, ou melhor, ter-se-ia que procurar outras referências como os níveis de testosterona no sangue, ou a massa muscular.
Esta polémica não parece importante porque ajuda a que saltem à vista as dificuldades com que se podem deparar os intersexuais e transexuais.
Penso que este tema dá pano para mangas e para quem aprofundar os conhecimentos, recomendo os estupendos livros: sobre a intersexualidade, "Middlesex", de Jeffrey Eugenides, com o qual ganhou um Prémio Pulitzer; também sobre transexualidade, "O enigma de Jan Morris", (para muitos, Jan Morris, é o maior escritor britânico do pós-guerra - leiam "Veneza").
São dois belos livros e que entretêm.

Para tua introspecção:
- Consegues colocar-te na situação pessoal e afectiva em que podem ficar as atletas expulsas da competição desportiva por “não serem mulheres”?
– Conheces casos de pessoas cuja vida desportiva e sobretudo a pessoal, tenha sido afectada pela ignorância e repulsão social da intersexualidade?
VENEZA
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