O VIDEIRINHO

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

RIO POLUÍDO → AUTO-ESTRADA → PARQUE FLUVIAL

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Rio Cheonggyecheon

As cidades asiáticas crescem a um ritmo diferente das grandes urbes europeias ou americanas.

Se há que desalojar um milhão de pessoas para construir uma sede olímpica, que procurem outro local.

Se há que criar uma ilha artificial para ampliar um aeroporto, ganham-se hectares ao mar.

Se há que desafiar as leis da gravidade e construir arranha-céus mais altos, corre-se este risco.

Conseguem-se assim grandes urbes, modernas e vanguardistas, mas que perderam o encanto de antanho.

Ainda que outras vezes, este urbanismo arriscado tenha resultados que estimulam a vida de uma cidade.

Cheonggyecheon é um dos sítios favoritos dos coreanos.

Depois da guerra da Coreia, Seul construiu por cima dos escombros uma cidade que não parou de crescer e que hoje alcança os dez milhões de habitantes.

Este “progresso” repentista, secou o rio com o mesmo nome da cidade, Cheonggyecheon e mais tarde construíram sobre o seu leito uma auto-estrada de seis faixas de rodagem, que cortava a meio o coração da cidade.

Até que em 2003, o equivalente a presidente da câmara, Lee Myung-bak, apostou numa arriscada operação para recuperar o rio.

Apesar das críticas da oposição, derrubou a “M-30 de Seul” e construiu um parque fluvial de oito quilómetros de comprimento, para lazer dos seus cidadãos.

Dois anos e seiscentos milhões de euros depois, inaugurou este parque fluvial, que se transformou na zona de encontro para os habitantes de Seul.


Cheonggyecheon é dos locais favoritos dos coreanos

Onde antes circulavam 180.000 veículos por dia, agora famílias, casais, pares e turistas, passeiam pelas margens do rio.


Vinte e duas pontes cruzam-no, para manter unidas as duas partes da cidade que antes só se miravam uns aos outros com a auto-estrada de permeio.


Converter uma auto-estrada num parque é possível.


A recuperada artéria é o local predilecto dos pequenos que no Verão podem até refrescar-se nas cristalinas águas, onde se incluem 19 espécies de peixes.


Mais de 50 milhões de pessoas já passaram por aqui, desde a sua abertura em 2005 e muitos, fazem-no simplesmente para sentar-se tranquilamente, escutar o fluir da água e esquecerem-se por instantes do tráfego e os arranha-céus que os rodeiam.


Ainda que também haja detractores, que criticam o facto de serem elevadas mecânicamente as 120.000 toneladas de água que diariamente são necessárias para manter vivo o rio artificial, a maioria dos cidadãos apoiam e aplaudem o projecto e confiaram em Lee Myung Bak que iniciou as obras.


De tal modo que o elegeram para o actual cargo, nem mais nem menos que o Presidente da Coreia do Sul.



Converter uma auto-estrada num parque é possível

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domingo, fevereiro 01, 2009

- As ideias não se matam. Copiam-se !

ORGASMO = TAMANHO da CARTEIRA !!!

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Um homem com dinheiro é um afrodisíaco!!!

O dinheiro não dá felicidade … mas sim … orgasmos!!!

No sexo o que importa é o tamanho da carteira!!!


Isto poderiam ser títulos de um estudo de psicólogos ingleses da Universidade de Newcastle, Thomas Pollet e o co-autor Daniel Nettle, em que se afirma que “ o nível socioeconómico dos homens contribui para que a mulher tenha orgasmos com maior frequência”.

Assim, relaciona-se o tamanho da … conta corrente com o prazer feminino.


Segundo publica a página digital do Times, isto deve-se a uma adaptação evolutiva que faz com que as mulheres elejam os homens em função da sua posição social.

Ah! Maria Cavaco Silva!

Os dados foram extrapolados de uma sondagem chinesa a 5000 pessoas, em que se incluíam perguntas, entre outras, sobre as contas bancárias e a vida sexual.

Foram seleccionados os dados de 1534 mulheres com companheiro sentimental, marido ou namorado: 121 destas mulheres atingiam sempre o orgasmo durante o sexo, 408, disseram que o atingiam amiúde, 762 ás vezes e 234 chegavam raramente ou nunca tinham um orgasmo.

Segundo os autores, o número correlacionava-se positivamente com o nível socioeconómico.

Parece que o nível socioeconómico, o dinheiro do casal, se atribui exclusivamente ao homem.

Como se as mulheres não contribuíssem para a riqueza.

Quando, precisamente na China, a grande maioria das mulheres trabalha e a equiparação de salários é uma das mais altas do mundo.

Por outro lado, parece estranho que a um melhor bem-estar económico se tenham mais orgasmos.

O Dr. Alfred Kinsey, o famoso sexólogo que realizou o primeiro e mais amplo estudo sobre a conduta sexual, por altura dos anos 50 – cuja vida parece que está bem narrada num filme com o seu nome, “Kinsey”, de 2004 (não sei se passou pelos nossos ecrãs) – e descobriu que a um maior nível socioeconómico, mais preliminares e maior o desfrute sexual.




É claro que quando não temos problemas de qualquer espécie, quando as necessidades vitais estão a coberto de qualquer anomalia de falta de dinheiro, quando não há necessidade de lutar pelo trabalho diário, enfim, quando se têm menos dores de cabeça na vida, somos mais felizes e essa felicidade reflecte-se na esfera sexual.

Assim, dizer que “o aumento da conta bancária teve um efeito positivo na auto-estima da mulher” é uma verdade – apetece-me redundar e dizer verdade, verdadeira – ou obviedade, na mulher e nos homens também.

As pessoas que se sentem economicamente seguras têm mais possibilidade de desfrutar da sua sexualidade e isso não quererá dizer, que os demais não tenham, mas cientificamente o dinheiro aporta a estabilidade e a confiança e permite dedicar mais tempo a desfrutar os prazeres da vida e o maior, pelo menos para mim, é sem dúvida o sexo.

O que não gostei do estudo é que enfoca o tema, como se as mulheres fossem as únicas afectadas pela questão do dinheiro e a sua motivação por um homem esteja directamente relacionada com o “tamanho da sua carteira”.

O êxito e o dinheiro têm o seu atractivo, poderosíssimo, que ninguém pode negar.

Mas vivemos num mundo de assalariados e eles e elas, vivem dum salário ou de dois que é repartido equitativamente.

Esta é a realidade para a maioria das pessoas.

O demais são dislates, que nos contam os filmes das mulheres caça fortunas e do ricaço.

O príncipe encantado que te tirará do mundo laboral e te reclusará num castelo, ou nos tempos modernos, numa mansão ou chalé com piscina e demais mordomias, não será assim tão frequente.

Quantas mulheres estarão dispostas a depender económica e exclusivamente do marido?

Quantos casos conheces?

Alguns haverá, não o nego, mas tão poucos que não serão representativos.




Para tua introspecção:


- Parece-te que a segurança económica influi no número de orgasmos?


– Pensas que para as mulheres, o dinheiro é um factor determinante na eleição do parceiro?


– E para o homem?


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