Chama-se “sexting” (o sexting é a palavra inglesa sex + texting) e que, em termos gerais, quer dizer que os jovens do século XXI andam por aí, tipo Tarzan e Jane, nesta selva da vida, a escrever mensagens eróticas e a tirar fotografias a si próprios, nus ou seminus, com “pilas” com e sem pêlos e com “rachas", também com e sem pêlos, enviando-as de seguida para os telemóveis de namorados e amigos.
Para uns, dissolução moral, (educadores), para outros brincar com o fogo (pais), inocentes e sexy brincadeiras, (quem o pratica), pornografia infantil, (Justiça).
E talvez esta última esteja mais perto da realidade.
Com a facilidade de se trocarem imagens, um dia, um inocente corpo nu, que estava no telemóvel … aparece na Net.
Não se sabe onde começa a ficção ou a realidade, mas está na “onda” .
Não há percentagens de “dissolutos” que utilizam este meio, que como moda corre como pólvora, mas acreditam os “expert” que ronde os 20 %, nos jovens entre os 13 e os 17 anos … (mas não são só entre os jovens …)
Não sei se recordam daquele caso, tinha que ser nos EUA, do jovem que tinha no telemóvel fotos da namorada nua e que a mocinha era de menor idade (só no BI, acrescento eu) expulsaram-no da Universidade e foi inscrito numa Lista de Agressores Sexuais, ou lá como se chama a lista, porque o tema “sexo” infunde respeito.
Entre muitos outros, temos o caso mais mediático de Jessie Logan, de 18 anos que se suicidou porque uma(?) foto sua, onde aparece nua, andou a circular … (filme no YouTube sobre a mocinha).
O tema é muito sensível, já que, em muitos casos, ainda que sejam os jovens que se fotografem, poder-se-ia considerar produção de pornografia infantil, ou será que quem as divulga ou reenvia pode ser considerado distribuidor dessa pornografia e quem as recebe pode ser um possuidor de pornografia infantil?
Normalmente são adolescentes os jovens que não têm qualquer pudor em enviar imagens dos seus próprios nus.
Mas o mais preocupante é que estão completamente inconscientes do que pode ocasionar essa sua acção leviana.
Um dia, um pai divorciado e economicamente bem na vida, descobre que a sua mimada filha única, de 13 anos, que passa horas infindas no computador num “chat” com “um jovem de 16 anos” (?), com quem estabelecera uma relação virtualmente íntima e que a pedido dele lhe havia enviado imagens dela nua, em diversas posições, através da webcam, tenta entrar em contacto com o jovem.
A miúda não era consciente de que o “jovem” com quem se relacionava virtualmente, muito possivelmente não era a pessoa por quem se fazia passar e não correspondia minimamente ao perfil que lhe “oferecera”.
De facto, a partir daí perdeu-lhe a pista e com isso as suas imagens nuas que lhe enviara.
Noutro caso, uma jovem inteligente, jeitosa e bonita, tipo “fatal”, zanga-se com o seu namorado ou ex-noivo e este como vingança, por ela o ter deixado, difundiu um rol de imagens sexualmente explícitas; concretamente com ela realizando sexo oral ao seu actual namorado.
Não é que eles fossem depravados e tivessem mantido relações íntimas à vista de todos, mas ao ser despeitado por ela, já com más intenções, conseguiu
as fotos através duma janela.
O pior é que enviou as imagens a todos os seus amigos e uns foram reenviando e em pouco tempo, na pequena vila, já toda a gente as possuía.
A moça teve sorte porque os pais apoiaram-na.
A mãe, uma pessoa bastante sensata, disse-lhe para levantar a cabeça bem alto, que era jovem, que como toda a gente, gostava de sexo e que não se envergonhasse, porque quem se deveria envergonhar era o ex.
Teve o apoio dos amigos e era o que deveriam ter feito os adultos que na posse das fotos só cochichavam entre si.
Teve a sorte de ser forte, ter pais que actuaram devidamente e assim, ainda que lhe continue a custar, está a conseguir sair de uma situação difícil.
Já não houve cochichar, nem olhares furtivos quando sai à rua e a pouco e pouco está a retomar a vida normal.
Certo é que, tanta facilidade para obter e oferecer informação, escrita ou em imagens, podem ocasionar situações difíceis de controlar para os implicados.
Aos jovens :
Muito cuidado com quem, donde e a quem ofereceis informação.
Imagens e textos sobrevivem na internet.
Veja-se o caso da professora inglesa, de Educação Física (ou “físico”), Natacha Grey, que até pode ser suspensa da escola, por colocara fotos suas em lingerie.
Pode ser visto aqui, sendo necessário criar uma conta no Flickr, o que é fácil.
Natasha Grey
Para tua introspecção:
- Conheces algum caso de imagens sexualmente explícitas que escaparam ao controlo dos seus protagonistas?
– Há imagens ou textos teus, nas mãos de outra pessoa que não gostarias que fossem difundidos.
– Sofreste alguma vez consequências de uma difusão inadequada das tuas imagens ou textos?
.







