O VIDEIRINHO

terça-feira, novembro 02, 2010

À ATENÇÃO dos URBANISTAS PORTUGUESES

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ATENÇÃO QUE ESCREVI URBANISTAS PORTUGUESES.
NÃO LADRÕES!!!
LONGE DE MIM
TAL PENSAMENTO.
SÓ SEI QUE PORTUGAL, DE NORTE A SUL, DE NASCENTE A POENTE, FOI RETALHADO, PARA FAZER FORTUNAS
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TERRENOS PRODUTIVOS; MARGENS E LEITOS DE RIOS; COSTA ATLÂNTICA; SERRAS; COLINAS; LEZÍRIAS; ATÉ VIAS PÚBLICAS... EM TUDO O QUE ERA SÍTIO, CONSTRUIU-SE À TRIPA FORRA!!!!!


VIVAM OS EMPREITEIROS !!!



A maldita crise está a provocar estragos nas nossas carteiras, também nas economias e no nosso ambiente natural.

Os orçamentos para o meio ambiente adelgaçaram até se tornarem quase invisíveis, tesourada que vai deixar reduzidos à mínima expressão os já de si exíguos recursos destinados à protecção da natureza.

Como o dinheiro não flui ás arcas públicas como há uns tempos atrás, alguns estados procuram novas fontes de financiamento, inclusive debaixo das pedras.

No Reino Unido, tão práticos são, o actual governo decidiu fazer uma caixa de aforro, com nada mais que, as suas árvores, se
gundo informou o diário The Telegraph na sua edição de 23 de Outubro.

Para reduzir o actual défice nacional, venderá metade dos ± 750.000 hectares de bosques públicos, até agora intocáveis por estarem sob gestão de uma Comissão Florestal inglesa.



São
± 350.000 hectares de arvoredo do que se quer aproveitar tudo: a sua madeira para fazer móveis, mas também e especialmente o seu solo, o lugar perfeito para a construção de toda classe de campos de golf e parques temáticos.

A decisão ob
rigará a retirar uma secular protecção que provém nada mais nada menos do que da época do rei Guilherme (I), o Conquistador, no século XI.

Velhos bosques, relíquias antigas, cheios de história como o famoso Sherwood, refúgio de Robin dos Bosques, estão agora ameaçados pelo mercantilismo governamental.

Mais do que um ecologista agarrará no arco e nas flechas da razão para defenderem destes novos “João Sem Terra” tão valiosos redutos de biodiversidade, ainda que esteja complicado.



Mas como sempre sucede, temo o sindroma do copianço.

Se isto é feito pelo Reino Unido, modelo mundial de protecção extraordinária dos seus escassos recursos ambientais, nem quero pensar que se expanda o exemplo e o nosso governo decida empreender uma segunda desamortização, desta vez com os montes de utilidade pública.

Será que tal é possível?

Atrever-se-ão a copiar o que é mau?

Tenho a certeza que as velhas raposas do Urbanismo, deste país de corruptos e não só, do Norte a Sul, já estão a esfregar as mãos de contentes e a fazer contas ás suas contas.

Tanta madeira para queimar e campos para urbanizar ...

O que me contas?

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4 comentários:

Táxi Pluvioso disse...

Que saudades tenho do J. Pimenta. Ele fez Lisboa, arredores (Lisboa é arredores).

É uma boa ideia, que se alcatife o mundo de cimento e betão, para evitar o desconforto da terra e areia. A seguir Cameron venderá as jóias da rainha, mas ficarão os dedos.

De acordo com disse...

Aqui também tem desses desparates com a natureza. Já perdemos 70% da floresta amazônica, vê! Se os poderosos presidentes se reunissem p criar políticas ambientais descentes, tudo seria diferente. Abs!

xistosa - (josé torres) disse...

Táxi Pluvioso

E não virá mal ao mundo.
O sol continuará a nascer todos os dias e os "herdeiros" de J. Pimenta continuarão a enxamear os verdes campos de Portugal com betão.
A terra a quem a "trabalha"!!!

xistosa - (josé torres) disse...

De acordo com

E a Amazónia não é só brasileira.
É da humanidade.
Os humanos ir-se-ão extinguir em breve...
Por leis e decretos as árvores não crescem.

Cumprimentos.