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Começo a ver os frutos da deterioração no sistema educativo
deste país e agora entendo que não é uma deterioração casual, mas sim
cruelmente premeditada.
Por detrás esconde-se a estratégia de nos tornar
imbecis, submissos, para aniquilar qualquer lampejo de pensamento crítico.
Educam-nos para escolher uma única opção e agarrarmo-nos a ela.
Educam-nos no
branco ou no negro, no comigo ou contra mim.
Educam-nos para não duvidar, nem
comparar, nem pensar antes de falar.
Nem depois de falar.
Educam-nos para
opinar sem ter reflectido antes o que dizemos: do acto reflexo da boca sem
passar pelo cérebro.
Procuramos argumentos que justifiquem os nossos actos e
não o contrário.
Primeiro actuamos e depois construímos as desculpas necessárias.
Além disso blindamo-nos contra as demais opções.
Não escutamos nem analisamos
argumentos contrários aos nossos.
Só defendemos o próprio e acreditamos
reforçá-lo atacando o contrário.
Clara demonstração disso são os distintos
meios de comunicação deste país, ou pelo menos a maioria deles.
Já não
informam: adoutrinam.
Só servem para reforçar uma postura na base de
menosprezar a contrária.
Acabou a autocrítica, morreu a dúvida.
Somos fieis a
um tal diário, fieis a uma linha editorial.
Agora os colunistas, os directores,
ou as estrelas da rádio são gurus que te dizem o que tens de pensar e, deste
modo, evitas o esforço de pensar por ti mesmo.
Sucede-me amiúde no meu local onde tomo café, no
meu meio.
Escuta, por exemplo, qualquer discussão de bar.
Não opinam: repetem o
que já disseram outros.
E quanto mais pobres os seus argumentos, mais gritam.
26DEZ2013
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2 comentários:
Caro José, a maioria reflete ideias expressas pelo partido de que e simpatizante, ora isso é errado, e o sentido critico?
A doutrina dos partidos políticos, nunca serve um pensamento descomprometido.
Grande abraço
E tem que ser assim, nós somos idiotas, eu sou idiota, não tenho problemas em admitir, não temos capacidade para aprender outras coisas.
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