As campanhas e balanços da última noite do ano, vêm a ser para alguns como o gongo do último assalto dos combates de boxe: se um não perdeu por KO, chega a hora do balanço.
Já me tentaram explicar que os cidadãos com afinidades agrupam-se para sempre.
Eu nunca os deixaria agrupados, excepto se não envolvessem um perigo real para o poder e a decência, mas este argumento levar-me-ia um tempão mais triste a desenvolvê-lo.
Portanto:
Os meus maiores desejos para 2010:
- Que os nossos superiores deuses, parem de nos roubar à fartazana, sem dó nem piedade.
- Que de todos os departamentos de Urbanismo, de Norte a Sul, sejam escorraçados os corruptos que vendem o país em talhões, para os urubus e abutres urbanizarem (um pequeno exemplo).
- Que os nossos impostos não se destinem a esburacarem cada vez mais os bolsos e alforges da corruptela e clientela política.
- Que todos os portugueses tenham direitos e deveres e não só a "populaça" que é espezinhada e espremida.
Enfim!!!
- Que haja pachorra para nos prepararmos com a conclusão (???) do processo Casa Pia, onde os putos deverão ser exemplarmente condenados por se colocarem em posições eróticas para essa gentelha que foi apanhada, já que os outros … já fugiram ... ou melhor, "superiormente ilibados" das malhas da justiça.
- Que não acusem injustamente o nosso "primeiro" no caso Freeport, (O Freeport - construção numa Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo) porque ... são bastas as vezes em que se vê envolvido em torpes mentiras ...
NOTA:
- Que o processo "face oculta", seja isso mesmo, sem caras nem carantonhas, até à vitória final da corrupção ... caducada.
Que se importem mais "roubálos" para se efectuarem pagamentos entre entidades de bem ... (evita-se gastar euros. Que maravilha da modernice!!!).
Fica a boa acção de Armando Vara, um dos arguidos do processo Face Oculta, que pediu a SUSPENÇÃO (palavra sua!!!) com efeitos imediatos do seu mandato como vice-presidente do Millennium BCP.
(Só um esclarecimento em adenda ao bando dos três: Maria Adelaide Carvalho Monteiro, Joaquim Raposo, Fernanda Vara, arquitecta, esta pertencente à Direcção Regional de Ambiente e Ordenamento do Território, não passam duma súcia de amigos com indícios de tráfico de influências, corrupção, financiamento a partidos e branqueamento de capitais).
AH!!!
Fernanda Vara integrou a comissão que deu parecer favorável ao Estudo de Impacto Ambiental que permitiu o licenciamento do projecto Freeport, em Alcochete.
Coincidências ...
- Que ninguém se imiscua no negócio de vasos de guerra que flutuam e submergem e aviões que ficam em terra, porque a prescrição ainda está distante e ...
- O que é feito dos militares que são suspeitos de favorecerem uma empresa - a troco de "luvas" - para a manutenção periódica dos mísseis "Harpoon" e "Seasparrow" que equipam as fragatas "Mekko", as mais modernas da Armada portuguesa.
A manutenção destes mísseis é muito cara porque algumas das suas peças - como sensores e o combustível - que é feito à base de nitroglicerina - têm de ser substituídos frequentemente.
- E como está "PORTUCALE"?
Já prescreveu ou está em banho-maria à espera do golpe final ???
Que se continue impunemente com o abate de sobreiros e se tal não for possível, que se decrete.
Sabe-se que a cortiça pode dar "sabor" ao vinho.
Vivó plástico!!!
- Como está a investigação de depósitos em dinheiro de vários milhões de euros nas contas do CDS, PSD e PCP ???
- E a criminosa actuação da C.M. do Porto com as benesses ou sinecuras a clubes de futebol por sinécticos sobejamente conhecidos.
- As denuncias anónimas - mas com pormenores ao pormenor e bem reveladores - (não se pode dar a face neste país de agiotas ou onzeneiros) sobre a gestão de Paulo Portas no Ministério da Defesa.
E as suas fotocópias???
- E o processo "Operação Furacão"???
(O processo é um dos maiores até hoje em Portugal e envolve no rol de suspeitos empresários e advogados).
- Onde pára a polícia, (ou, melhor dizendo, a JUSTIÇA) n(d)estes casos :
- Operação Paella
- Operação Rastro
- E estes comezinhos casos:
Abílio Curto – PS, Guarda, por fraude, João Luís Semedo – PS, Fronteira por burla agravada e falsificação de documentos, Edite Estrela – PS, Sintra, por abuso de poder e quebra do dever de isenção, José Custódio – PS, Lourinhã, por burla agravada, Luís Monterroso – PS, Nazaré, por falsificação de documentos e burla agravada, Luís Gabriel Rodrigues – PSD, Santa Cruz, Madeira, por burla qualificada, peculato e falsificação de documentos, Mário Pedra – PSD, Valença, por corrupção passiva e falsificação de documentos, João Rocha – PSD, Vagos, por corrupção passiva, burla agravada, prevaricação e furto de documentos, Avelino Ferreira Torres – CDS/PP, Marco de Canaveses, por peculato de uso (este até moteja da justiça), António Cerqueira – CDS/PP, Vila Verde, por peculato, abuso de poder e falsificação de documentos, Jacinta Ricardo – CDU, Montijo, por peculato de uso, Patacão Rodrigues – CDU, Vila Viçosa, por fraude ...
UF!
Há mais?
Pois claro que há mais casos nebulosos!!!
Que tudo termine em "bem" como no "Apito Dourado" que afinal não apitou
... Andaram os nossos investigadores a dar à perna dia e noite e afinal não ouviram nada, não viram nada, não fizeram nada, não souberam nada, não investigaram nada ... que se lixe !!!
Foi tudo fruta da boa e na época, que apodreceu nas fruteiras da justiça.
Um lamentável equívoco de ouvidos.
E outros ... muitos outros ... ???
“(…) o combate à corrupção em Portugal está, e há-de continuar a estar paralisado, por força da própria corrupção de alguns poderes públicos, da incapacidade conjuntural do MP para a detecção e combate do fenómeno e duma inevitável estratégia de combate ao crime que, por razões várias, ignora imprudentemente o problema-corrupção”, Maria José Morgado, Maio de 2006.
“Há uma criminalidade em Portugal, da mais nociva para o Estado e para a sociedade, que anda aí impunemente.
Muitos exibem os benefícios e os lucros dessa criminalidade e não há formas de lhes tocar. Alguns até ocupam cargos relevantes no Estado Português”,Marinho Pinto.
Ouvia-se dizer, como piada, que os portugueses gostavam de ser como os italianos.
Estes são corruptos e ricos.
Infelizmente, os portugueses não são ricos.
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