- Todos os sonhos se cumprem.
Talvez não em quem os sonhou, mas noutros !
O VIDEIRINHO
sábado, junho 20, 2009
PÉNIS PARTIDO
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Este é um tema de que se fala muito pouco, mas o certo é que o pénis pode partir-se.
É uma situação pouco frequente, mas muito dolorosa.
No pénis, os corpos cavernosos estão cobertos por uma cápsula que suporta uma grande tensão nos momentos da rigidez (túnica albugínea).
A fractura do pénis consiste na rotura de um ou de ambos os corpos cavernosos, a qual, por sua vez, pode unir-se a uma lesão no corpo esponjoso.
Nos casos mais graves, pode para além disso, estar associada a uma lesão uretral.
A grande maioria destes casos ocorre num só corpo cavernoso, uma pequena percentagem afecta ambos os corpos e em casos esporádicos a lesão estende-se à uretra.
A primeira descrição de uma fractura do pénis foi realizada por Malis em 1925.
Como disse no início, é uma lesão rara e a sua incidência é de cerca de um caso, por cada 175.00 casos de internamento em hospitais.
Muito provavelmente, um grande número de casos não chegam a diagnosticar-se.
Muitos passam despercebidos já que não se sabe muito bem o que ocorreu ou por o considerar vergonhoso.
A causa mais frequente é um traumatismo directo e cauterizante sobre o pénis em erecção.
Geralmente ocorre durante algum movimento brusco e inesperado durante o coito.
É claro que pode produzir-se no decurso de uma actividade sexual muito vigorosa e bastante eufórica.
Ainda que também possa suceder pelo efeito indirecto de algum percalço durante o coito.
Posto que, para que se fracture, o pénis tem que estar em erecção e o mais comum é que se produza durante uma actividade sexual frenética, mas não necessariamente.
Alguns casos há de uma “erecção instantânea no momento errado”, mas esse é outro assunto.
Pode ocorrer, por exemplo, porque o pénis “salta” da vagina acidentalmente “sem que o indivíduo se dê conta”.
Então continua a empurrar, choca violentamente contra a pélvis e provoca a fractura.
Também pode produzir-se devido a que o par cai, perde o equilíbrio e o apoio que tinha ou muda de postura repentinamente.
Não dá tempo suficiente para o homem recolocar o seu pénis ou mudar o ângulo de penetração.
Tende a ocorrer em maior número quando o homem está deitado e a parceira fica por cima, tipo cavaleira.
Se ela muda de postura bruscamente, o pénis pode não suportar a repentina mudança de ângulo de penetração.
Ao fracturar-se o pénis produz um ruído parecido com o som de um estalido.
Quase sempre a dor é imediata, mas nem sempre e perde-se a erecção.
Então produz-se uma curvatura do pénis, do lado oposto à fractura e aparece um hematoma genital.
Na maioria dos casos o hematoma só é visível no pénis, mas pode estender-se também até à zona perineal, escrotal …
Segundo alguns especialistas, muitos dos pacientes que apresentam fractura, (uma fractura dos corpos cavernosos), contam com uma predisposição para sofrê-la.
A pressão que pode suportar a sua membrana testicular é muito menor que a de outro que conta com uma estrutura normal.
No caso duma fractura do pénis, é muito aconselhável ir, rapidamente, ao hospital mais próximo e solicitar que seja atendido o mais rápido possível.
Hoje em dia o tratamento é simples, ainda que requeira uma pequena intervenção cirúrgica, sob anestesia.
O hematoma é drenado e é restaurada a fissura produzida no corpo cavernoso.
Ao cabo de umas semanas, o hematoma desaparece e o pénis está pronto … para “atacar” novamente e ter prazenteiras novas erecções.
Não obstante a recuperação psicológica desta experiência, pode levar um pouco de mais tempo.
O que é flagrante é que o pénis recupera rapidamente.
Para tua introspecção:
- Que sensações tiveste ao ler o post?
– Se és mulher, podes imaginar a experiência?
– Tens alguma anedota relacionada com este tema?
– Conheces algum caso de fractura do pénis?
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Este é um tema de que se fala muito pouco, mas o certo é que o pénis pode partir-se.
É uma situação pouco frequente, mas muito dolorosa.
No pénis, os corpos cavernosos estão cobertos por uma cápsula que suporta uma grande tensão nos momentos da rigidez (túnica albugínea).
A fractura do pénis consiste na rotura de um ou de ambos os corpos cavernosos, a qual, por sua vez, pode unir-se a uma lesão no corpo esponjoso.
Nos casos mais graves, pode para além disso, estar associada a uma lesão uretral.
A grande maioria destes casos ocorre num só corpo cavernoso, uma pequena percentagem afecta ambos os corpos e em casos esporádicos a lesão estende-se à uretra.
A primeira descrição de uma fractura do pénis foi realizada por Malis em 1925.
Como disse no início, é uma lesão rara e a sua incidência é de cerca de um caso, por cada 175.00 casos de internamento em hospitais.
Muito provavelmente, um grande número de casos não chegam a diagnosticar-se.
Muitos passam despercebidos já que não se sabe muito bem o que ocorreu ou por o considerar vergonhoso.
A causa mais frequente é um traumatismo directo e cauterizante sobre o pénis em erecção.
Geralmente ocorre durante algum movimento brusco e inesperado durante o coito.
É claro que pode produzir-se no decurso de uma actividade sexual muito vigorosa e bastante eufórica.
Ainda que também possa suceder pelo efeito indirecto de algum percalço durante o coito.
Posto que, para que se fracture, o pénis tem que estar em erecção e o mais comum é que se produza durante uma actividade sexual frenética, mas não necessariamente.
Alguns casos há de uma “erecção instantânea no momento errado”, mas esse é outro assunto.
Pode ocorrer, por exemplo, porque o pénis “salta” da vagina acidentalmente “sem que o indivíduo se dê conta”.
Então continua a empurrar, choca violentamente contra a pélvis e provoca a fractura.
Também pode produzir-se devido a que o par cai, perde o equilíbrio e o apoio que tinha ou muda de postura repentinamente.
Não dá tempo suficiente para o homem recolocar o seu pénis ou mudar o ângulo de penetração.
Tende a ocorrer em maior número quando o homem está deitado e a parceira fica por cima, tipo cavaleira.
Se ela muda de postura bruscamente, o pénis pode não suportar a repentina mudança de ângulo de penetração.
Ao fracturar-se o pénis produz um ruído parecido com o som de um estalido.
Quase sempre a dor é imediata, mas nem sempre e perde-se a erecção.
Então produz-se uma curvatura do pénis, do lado oposto à fractura e aparece um hematoma genital.
Na maioria dos casos o hematoma só é visível no pénis, mas pode estender-se também até à zona perineal, escrotal …
Segundo alguns especialistas, muitos dos pacientes que apresentam fractura, (uma fractura dos corpos cavernosos), contam com uma predisposição para sofrê-la.
A pressão que pode suportar a sua membrana testicular é muito menor que a de outro que conta com uma estrutura normal.
No caso duma fractura do pénis, é muito aconselhável ir, rapidamente, ao hospital mais próximo e solicitar que seja atendido o mais rápido possível.
Hoje em dia o tratamento é simples, ainda que requeira uma pequena intervenção cirúrgica, sob anestesia.
O hematoma é drenado e é restaurada a fissura produzida no corpo cavernoso.
Ao cabo de umas semanas, o hematoma desaparece e o pénis está pronto … para “atacar” novamente e ter prazenteiras novas erecções.
Não obstante a recuperação psicológica desta experiência, pode levar um pouco de mais tempo.
O que é flagrante é que o pénis recupera rapidamente.
Para tua introspecção:
- Que sensações tiveste ao ler o post?
– Se és mulher, podes imaginar a experiência?
– Tens alguma anedota relacionada com este tema?
– Conheces algum caso de fractura do pénis?
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sexta-feira, junho 19, 2009
SEXUALIDADE dos GARANHÕES
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Segundo algumas estatísticas, um em cada quatro homens tem uma primeira experiência sexual insatisfatória.
Explica-se isso que pode ocorrer devido à ejaculação antes de começar a penetração; porque perde a erecção antes do coito; por causa de não colocar devidamente o preservativo ...
Não se sabe se a estatística é fidedigna, num país pouco dado a rigores, mas é lógico que a falta de informação adequada tende a ser uma das causas principais nos problemas sexuais.
No caso dos homens, complica-se quando ele, mais do que admitir a dificuldade, tenta manter certos mitos vigentes e prefere mentir.
É provável que, com o afã de ficar como um “campeão”, conte aos seus amigos, que a mulher com quem esteve lhe disse que ele era o melhor e que lhe deixou claro que desejava repetir.
A cultura sexual machista cria pressões sobre o homem e gera diversos problemas, por estar fundamentada no medo de não ser suficiente homem e, ter uma educação orientada para o rendimento sexual como meta, que fomenta a competitividade entre “machos”.
Um homem amiúde, considera que tem que provar a si mesmo, sexualmente e que há-de demonstrar a sua virilidade com a sua parceira, aos seus amigos.
Por ele, amiudadas vezes sente a responsabilidade de que a sua relação seja satisfatória, porque, caso contrário, acredita que a parceira pensará que não esteve à altura e que o contará “por aí”.
Na nossa cultura existem muitos mitos em torno da virilidade.
Um bom número destes, fazem clara referência ao rendimento do homem durante o coito.
Eis algumas das mais comuns falsas crenças.
É falso:
- Muito poucos jovens têm uma experiência sexual insuficientemente satisfatória no seu primeiro coito.
Se a têm, isso indica que terão problemas sexuais ao longo da sua vida.
– Só 5 % dos homens experimentam problemas de disfunção eréctil antes dos 40 anos.
– Um fracasso, “uma nega”, indica o início inevitável de disfunção eréctil.
– Fumar não afecta o rendimento sexual.
– Se a mulher não consegue chegar ao orgasmo, durante o coito, porque necessita de estimulação adicional, isso significa que o homem é inadequado como amante.
– Pénis é a melhor opção para a virilidade.
– Quanto maior o pénis no estado flácido, maior será erecto.
– Ter um orgasmo simultâneo é a melhor meta a que pode aspirar um casal e, isso requer uma completa e firme erecção.
– O êxito do coito é da completa responsabilidade do homem e o fracasso também é culpa sua.
– Um verdadeiro homem é capaz de conseguir uma erecção com qualquer mulher, em qualquer momento e em qualquer situação.
– A principal causa da disfunção eréctil é ter baixa testosterona.
– Uma consequência normal da idade é a perda da capacidade de ter erecções.
Que fique bem claro que todas as anteriores afirmações são falsas.
Representam mitos muito arreigados na nossa cultura, cujo impacto é muito difícil de neutralizar ou extinguir.
Estes mitos estão fundamentados num modelo competitivo do que significa ser homem, especialmente um homem sexualmente activo.
Curiosamente, formular perguntas ou admitir debilidades, não entra no papel tradicional do homem.
Não obstante, se não se fazem perguntas e não se investiga, se não se é honesto consigo próprio, é quase impossível corrigir deficiências e resolver problemas.
O conhecimento é uma ferramenta poderosa.
Quanto melhor se conheça uma pessoa e compreenda a sua sexualidade, mais fácil será vivê-la com satisfação, tanto no caso do homem, como no das mulheres.
Para tua introspecção:
- Identificas-te com algum ou alguns destes mitos?
- Conheces mais algum mito que tenha impacto na nossa cultura?
– Qual a tua experiência a este respeito?
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Segundo algumas estatísticas, um em cada quatro homens tem uma primeira experiência sexual insatisfatória.
Explica-se isso que pode ocorrer devido à ejaculação antes de começar a penetração; porque perde a erecção antes do coito; por causa de não colocar devidamente o preservativo ...
Não se sabe se a estatística é fidedigna, num país pouco dado a rigores, mas é lógico que a falta de informação adequada tende a ser uma das causas principais nos problemas sexuais.
No caso dos homens, complica-se quando ele, mais do que admitir a dificuldade, tenta manter certos mitos vigentes e prefere mentir.
É provável que, com o afã de ficar como um “campeão”, conte aos seus amigos, que a mulher com quem esteve lhe disse que ele era o melhor e que lhe deixou claro que desejava repetir.
A cultura sexual machista cria pressões sobre o homem e gera diversos problemas, por estar fundamentada no medo de não ser suficiente homem e, ter uma educação orientada para o rendimento sexual como meta, que fomenta a competitividade entre “machos”.
Um homem amiúde, considera que tem que provar a si mesmo, sexualmente e que há-de demonstrar a sua virilidade com a sua parceira, aos seus amigos.
Por ele, amiudadas vezes sente a responsabilidade de que a sua relação seja satisfatória, porque, caso contrário, acredita que a parceira pensará que não esteve à altura e que o contará “por aí”.
Na nossa cultura existem muitos mitos em torno da virilidade.
Um bom número destes, fazem clara referência ao rendimento do homem durante o coito.
Eis algumas das mais comuns falsas crenças.
É falso:
- Muito poucos jovens têm uma experiência sexual insuficientemente satisfatória no seu primeiro coito.
Se a têm, isso indica que terão problemas sexuais ao longo da sua vida.
– Só 5 % dos homens experimentam problemas de disfunção eréctil antes dos 40 anos.
– Um fracasso, “uma nega”, indica o início inevitável de disfunção eréctil.
– Fumar não afecta o rendimento sexual.
– Se a mulher não consegue chegar ao orgasmo, durante o coito, porque necessita de estimulação adicional, isso significa que o homem é inadequado como amante.
– Pénis é a melhor opção para a virilidade.
– Quanto maior o pénis no estado flácido, maior será erecto.
– Ter um orgasmo simultâneo é a melhor meta a que pode aspirar um casal e, isso requer uma completa e firme erecção.
– O êxito do coito é da completa responsabilidade do homem e o fracasso também é culpa sua.
– Um verdadeiro homem é capaz de conseguir uma erecção com qualquer mulher, em qualquer momento e em qualquer situação.
– A principal causa da disfunção eréctil é ter baixa testosterona.
– Uma consequência normal da idade é a perda da capacidade de ter erecções.
Que fique bem claro que todas as anteriores afirmações são falsas.
Representam mitos muito arreigados na nossa cultura, cujo impacto é muito difícil de neutralizar ou extinguir.
Estes mitos estão fundamentados num modelo competitivo do que significa ser homem, especialmente um homem sexualmente activo.
Curiosamente, formular perguntas ou admitir debilidades, não entra no papel tradicional do homem.
Não obstante, se não se fazem perguntas e não se investiga, se não se é honesto consigo próprio, é quase impossível corrigir deficiências e resolver problemas.
O conhecimento é uma ferramenta poderosa.
Quanto melhor se conheça uma pessoa e compreenda a sua sexualidade, mais fácil será vivê-la com satisfação, tanto no caso do homem, como no das mulheres.
Para tua introspecção:
- Identificas-te com algum ou alguns destes mitos?
- Conheces mais algum mito que tenha impacto na nossa cultura?
– Qual a tua experiência a este respeito?
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quinta-feira, junho 18, 2009
SARDINHA AO CAIXÃO
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As praias portuguesas, salvo as desonrosas excepções, foram declaradas aptas para o banho.
Há muitas, já que a península ibérica tem vocação de ínsula ou ilha e este verão vai haver “overbooking”.
Por desgraça, os nossos políticos, que continuam sem compartilhar as suas próprias opiniões, estão empenhados em estragar-nos a festa.
Podemos metermo-nos no mar com garantia, mas o que vai ser mais difícil é fazermos a digestão.
Começaram com a batalha das barraquinhas, esses castelos rasantes da gastronomia popular e agora promoveram as sardinhas onde os garfos as viram com finos ou imperiais, nas grelhas.
As sardinhas de níquel e sombra são o maná do estio.

O que se passará se Rui Pereira (ministro da administração interna), ou alguma associação ecológica proíbe as zonas de grelhas ou espetos?
Por muito que subam de preço, as sardinhas baixam o colesterol e sobretudo estão óptimas.
Se não tivéssemos a superstição de julgar os alimentos pelo seu preço ou se houvesse menos, estariam justamente valoradas.
Recordo um meu amigo, (que sou eu próprio), grande prosélito, que se irritava quando lhe serviam uma posta de pescada e gritava, “isto é para doentes!, outra vez pescada!, logo agora que estão boas as sardinhas!”.

O autor da imortal “Fisiologia do Gosto”, o grande Brillat de Savarin, disse que havia gente capaz de distinguir se a coxa de determinadas aves era do lado direito ou do esquerdo.
Isso já não é possível , nem entre os políticos, porque tinha uma explicação: ambas as partes tinham levado uma vida muito desigual até chegar à caçarola: uma, encolhiam-na e a outra suportava todo o peso do corpo ao dormir.
Pois bem, há comedores de espetadas ou assados na brasa que distinguem o local que ocupou no assador.
Valorizam mais a última e a penúltima, que herdaram as gotas de gordura das anteriores.
Isto é cultura.
E com isto querem acabar os que legislam à distância.
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As praias portuguesas, salvo as desonrosas excepções, foram declaradas aptas para o banho.
Há muitas, já que a península ibérica tem vocação de ínsula ou ilha e este verão vai haver “overbooking”.
Por desgraça, os nossos políticos, que continuam sem compartilhar as suas próprias opiniões, estão empenhados em estragar-nos a festa.
Podemos metermo-nos no mar com garantia, mas o que vai ser mais difícil é fazermos a digestão.
Começaram com a batalha das barraquinhas, esses castelos rasantes da gastronomia popular e agora promoveram as sardinhas onde os garfos as viram com finos ou imperiais, nas grelhas.
As sardinhas de níquel e sombra são o maná do estio.

O que se passará se Rui Pereira (ministro da administração interna), ou alguma associação ecológica proíbe as zonas de grelhas ou espetos?
Por muito que subam de preço, as sardinhas baixam o colesterol e sobretudo estão óptimas.
Se não tivéssemos a superstição de julgar os alimentos pelo seu preço ou se houvesse menos, estariam justamente valoradas.
Recordo um meu amigo, (que sou eu próprio), grande prosélito, que se irritava quando lhe serviam uma posta de pescada e gritava, “isto é para doentes!, outra vez pescada!, logo agora que estão boas as sardinhas!”.

O autor da imortal “Fisiologia do Gosto”, o grande Brillat de Savarin, disse que havia gente capaz de distinguir se a coxa de determinadas aves era do lado direito ou do esquerdo.
Isso já não é possível , nem entre os políticos, porque tinha uma explicação: ambas as partes tinham levado uma vida muito desigual até chegar à caçarola: uma, encolhiam-na e a outra suportava todo o peso do corpo ao dormir.
Pois bem, há comedores de espetadas ou assados na brasa que distinguem o local que ocupou no assador.
Valorizam mais a última e a penúltima, que herdaram as gotas de gordura das anteriores.
Isto é cultura.
E com isto querem acabar os que legislam à distância.
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quarta-feira, junho 17, 2009
DAR COM A LÍNGUA NOS DENTES - PARTE II
.
... CONTINUAÇÃO
Ocultar à parceira que tomam fármacos pró-erécteis (Viagra, Cialis ou Levitra) antes de cada relação sexual; ter relações unicamente com a luz apagada; tê-las unicamente, por exemplo, no sofá, ou noutro local que não seja o leito conjugal, que se evita, salvo para dormir; adoptar posturas que dificultem que a parceira veja ou toque no seu pénis; são algumas das condutas que demonstram a preocupação de ocultar e manter o seu segredo sexual.
Com estas atitudes de escusa, outorgam à parceira o poder de ridicularizá-los, ao mesmo tempo que se sentem incomodados e assustados.
Levados por um egoísmo mal entendido, alguns mantêm a parceira, não por autênticos vínculos de ternura e afecto, mas pela compreensão que mostram, aceitando-os com o seu “defeito” e a descrição que guardam sobre o seu segredo.
De facto, não é infrequente que mantenham relações com prostitutas ou alguma relação paralela.
A parceira depositária do segredo sexual não tende a ser uma inocente atraiçoada na sua confiança.
Com frequência, comparte o ambivalente vínculo porque assim o prefere, não vendo o que não lhe interessa ver.
Manter uma imagem é um status económico, social, familiar; assegurá-lo para os seus filhos, são por sua vez motivações que com frequência equilibram esta instável relação.
Assim, costuma suceder que também as mulheres, por sua vez, com o tempo, guardem uma parcela do prazer extraconjugal com eventuais amantes ou relações paralelas.
Alguns segredos não são bons companheiros de viagem.
Os sexuais tão-pouco.
Se além do mais, o homem – neste caso – pretende mantê-los inclusivamente com a pessoa com quem tem uma relação de maior intimidade, corre alto risco de que deteriore o seu mútuo vínculo afectivo.
Para além de que, quanto mais se tenta esconder algo, mais ele se destaca.
Envergonhar-se por ter problemas, que são resolúveis, é uma forma simples de incrementá-los.
Se temos vergonha por alguma questão sexual, é saudável pensar no risco de solucioná-lo – rompendo o segredo e toda o sua negativa influência – antes de condicionar toda a nossa vida ao nos convertermos em zelosos vigilantes do mesmo.
E se no médico te propusessem:
Se comentas este assunto, o que é que de pior, te pode suceder?
O que é mais terrível?
E as fantasias catastróficas superam com juros as temidas vivências.
... CONTINUAÇÃO
Ocultar à parceira que tomam fármacos pró-erécteis (Viagra, Cialis ou Levitra) antes de cada relação sexual; ter relações unicamente com a luz apagada; tê-las unicamente, por exemplo, no sofá, ou noutro local que não seja o leito conjugal, que se evita, salvo para dormir; adoptar posturas que dificultem que a parceira veja ou toque no seu pénis; são algumas das condutas que demonstram a preocupação de ocultar e manter o seu segredo sexual.
Com estas atitudes de escusa, outorgam à parceira o poder de ridicularizá-los, ao mesmo tempo que se sentem incomodados e assustados.
Levados por um egoísmo mal entendido, alguns mantêm a parceira, não por autênticos vínculos de ternura e afecto, mas pela compreensão que mostram, aceitando-os com o seu “defeito” e a descrição que guardam sobre o seu segredo.
De facto, não é infrequente que mantenham relações com prostitutas ou alguma relação paralela.
A parceira depositária do segredo sexual não tende a ser uma inocente atraiçoada na sua confiança.
Com frequência, comparte o ambivalente vínculo porque assim o prefere, não vendo o que não lhe interessa ver.
Manter uma imagem é um status económico, social, familiar; assegurá-lo para os seus filhos, são por sua vez motivações que com frequência equilibram esta instável relação.
Assim, costuma suceder que também as mulheres, por sua vez, com o tempo, guardem uma parcela do prazer extraconjugal com eventuais amantes ou relações paralelas.
Alguns segredos não são bons companheiros de viagem.
Os sexuais tão-pouco.
Se além do mais, o homem – neste caso – pretende mantê-los inclusivamente com a pessoa com quem tem uma relação de maior intimidade, corre alto risco de que deteriore o seu mútuo vínculo afectivo.
Para além de que, quanto mais se tenta esconder algo, mais ele se destaca.
Envergonhar-se por ter problemas, que são resolúveis, é uma forma simples de incrementá-los.
Se temos vergonha por alguma questão sexual, é saudável pensar no risco de solucioná-lo – rompendo o segredo e toda o sua negativa influência – antes de condicionar toda a nossa vida ao nos convertermos em zelosos vigilantes do mesmo.
E se no médico te propusessem:
Se comentas este assunto, o que é que de pior, te pode suceder?
O que é mais terrível?
E as fantasias catastróficas superam com juros as temidas vivências.
Para tua introspecção:
- Tens ou tiveste já, algum segredo sexual?
– Tiveste medo que contassem alguma intimidade sexual tua?
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terça-feira, junho 16, 2009
DAR COM A LÍNGUA NOS DENTES - PARTE I
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Esta é a preocupação imediata que têm alguns homens, quando se referem ao seu problema sexual.
Tal é a sua insegurança que nem à sua própria parceira se permitem confiar as suas mais íntimas inquietações.
Mais comumente, as justificações são as de que, em caso de rompimento do vínculo, a sua parceira vá contar a amigos ou conhecidos o que foi a vida sexual …
E como vivemos numa sociedade que converteu os assuntos de entrepernas no maior secretismo, a sua revelação deixá-los-ia nus – como metáfora de desprotegidos – frente a um mundo hostil.
Não é por acaso que a nossa legislação se subordina à Convenção 108 do Conselho da Europa, "Convenção para a Protecção de Pessoas Relativamente ao Tratamento Automatizado de Dados de carácter Pessoal", que situa a vida sexual entre os dados especialmente protegidos, (tal é considerada a identificação sexual no universo íntimo).
E quem tem medo do íntimo?
Assim como o nu preocupa, na medida em que se sente a insegurança com o próprio corpo, a revelação de aspectos da nossa sexualidade suscita medo, no entanto percebêmo-la como pouco correcta, por anormal ou problemática.

Alguns homens com problemas de disfunção eréctil, ejaculação precoce ou com complexos sobre a sua anatomia genital – o mais comum é o complexo do pénis pequeno – sentem-se agradecidos ás suas parceiras porque os aceitam assim, ao contrário dos que vivem assustados ante a possibilidade de que as parceiras possam revelar os seus inconfessáveis segredos.
Cada vez mais as mulheres “obrigam” os homens a procurar ajuda médica, quer seja fisiológica ou psicológica antes de deixá-los, se não enfrentarem o problema.
Alguns deixam consumar a separação e voltam ao médico para saber, se como profissionais, não revelam a ninguém o seu “problema”.
Tal é o grau da sua obsessiva preocupação.
É entre os homens com disfunção eréctil de longa duração que se encontram a maioria dos que apresentam um largo grau de desconfiança e de receio ante a parceira.
Mantêm uma ambivalência no que diz respeito ao feminino, sentem-se atraídos pela parceira ao mesmo tempo que desconfiam de qual seria a sua atitude ante uma possível separação.
Particularmente aterra-os que seja revelado o que consideram ser o seu vergonhoso segredo sexual.
Na maioria dos casos, não é mais do que uma projecção, da sua própria desconfiança ante a parceira, inteiramente compartida por ela, que pelo contrário, tende atribuir a ambígua atitude dele a questões, tais como a sua preocupação como “homem” pelos seus problemas de erecção ou ao stress laboral.
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Esta é a preocupação imediata que têm alguns homens, quando se referem ao seu problema sexual. Tal é a sua insegurança que nem à sua própria parceira se permitem confiar as suas mais íntimas inquietações.
Mais comumente, as justificações são as de que, em caso de rompimento do vínculo, a sua parceira vá contar a amigos ou conhecidos o que foi a vida sexual …
E como vivemos numa sociedade que converteu os assuntos de entrepernas no maior secretismo, a sua revelação deixá-los-ia nus – como metáfora de desprotegidos – frente a um mundo hostil.
Não é por acaso que a nossa legislação se subordina à Convenção 108 do Conselho da Europa, "Convenção para a Protecção de Pessoas Relativamente ao Tratamento Automatizado de Dados de carácter Pessoal", que situa a vida sexual entre os dados especialmente protegidos, (tal é considerada a identificação sexual no universo íntimo).
E quem tem medo do íntimo?
Assim como o nu preocupa, na medida em que se sente a insegurança com o próprio corpo, a revelação de aspectos da nossa sexualidade suscita medo, no entanto percebêmo-la como pouco correcta, por anormal ou problemática.

Alguns homens com problemas de disfunção eréctil, ejaculação precoce ou com complexos sobre a sua anatomia genital – o mais comum é o complexo do pénis pequeno – sentem-se agradecidos ás suas parceiras porque os aceitam assim, ao contrário dos que vivem assustados ante a possibilidade de que as parceiras possam revelar os seus inconfessáveis segredos.
Cada vez mais as mulheres “obrigam” os homens a procurar ajuda médica, quer seja fisiológica ou psicológica antes de deixá-los, se não enfrentarem o problema.
Alguns deixam consumar a separação e voltam ao médico para saber, se como profissionais, não revelam a ninguém o seu “problema”.
Tal é o grau da sua obsessiva preocupação.
É entre os homens com disfunção eréctil de longa duração que se encontram a maioria dos que apresentam um largo grau de desconfiança e de receio ante a parceira.
Mantêm uma ambivalência no que diz respeito ao feminino, sentem-se atraídos pela parceira ao mesmo tempo que desconfiam de qual seria a sua atitude ante uma possível separação.
Particularmente aterra-os que seja revelado o que consideram ser o seu vergonhoso segredo sexual.
Na maioria dos casos, não é mais do que uma projecção, da sua própria desconfiança ante a parceira, inteiramente compartida por ela, que pelo contrário, tende atribuir a ambígua atitude dele a questões, tais como a sua preocupação como “homem” pelos seus problemas de erecção ou ao stress laboral.
CONTINUA ...
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segunda-feira, junho 15, 2009
EXCITÂNCIAS ou LANGUIDEZAS
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És independente, sensual, inteligente e sexualmente insaciável?
Ou pelo contrário, gostas de cozinhar?
Li um artigo muito divertido em que eram comparadas as diferenças entre uma mulher “tipo” Madame Bovary e uma “mulher fatal”.
Não te parece que estamos no século dos posicionamentos?
Ou estás comigo ou estás contra mim, ou és frígida ou estás com o cio, o branco ou o negro, direita ou esquerda.
Que stress!
Neste caso em foco, agora, é a diferenciação entre estes dois tipos de mulheres: a romântica ou a sexual (anda que …).
Por um lado temos a Madame Bovary: sensível, romântica e algo “pastelona” que ainda acredita nos casamentos de branco e com flor de laranjeira, nos versos de Neruda, nas noites estreladas e na brisa que corre na Malecón de Havana (avenida que se desenvolve ao longo da costa norte da cidade, donde se observa o mais espectacular pôr-do-sol da ilha).
No outro extremo a “mulher fatal”: sensual, independente, que sabe bem o que quer, que “fareja” algo no ar e que só faz o que lhe der na real gana, porque na maioria das vezes é só mulher e o que tem de fatal é uma máscara fatal.
Ainda não percebo muito bem porque é que se gostas de sexo, não tens que gostar de cinema, ou se gostas de cozinhar para o teu marido bolachas de manteiga, não podes ter um vibrador na gaveta da tua mezinha de cabeceira (o que costuma ser o coração da gaveta íntima. Meninas vamos lá …).
E tu de quem és?
E vocês rapazes, o que fazem mais?
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És independente, sensual, inteligente e sexualmente insaciável?
Ou pelo contrário, gostas de cozinhar?
Li um artigo muito divertido em que eram comparadas as diferenças entre uma mulher “tipo” Madame Bovary e uma “mulher fatal”.
Não te parece que estamos no século dos posicionamentos?
Ou estás comigo ou estás contra mim, ou és frígida ou estás com o cio, o branco ou o negro, direita ou esquerda.
Que stress!
Neste caso em foco, agora, é a diferenciação entre estes dois tipos de mulheres: a romântica ou a sexual (anda que …).
Por um lado temos a Madame Bovary: sensível, romântica e algo “pastelona” que ainda acredita nos casamentos de branco e com flor de laranjeira, nos versos de Neruda, nas noites estreladas e na brisa que corre na Malecón de Havana (avenida que se desenvolve ao longo da costa norte da cidade, donde se observa o mais espectacular pôr-do-sol da ilha).
No outro extremo a “mulher fatal”: sensual, independente, que sabe bem o que quer, que “fareja” algo no ar e que só faz o que lhe der na real gana, porque na maioria das vezes é só mulher e o que tem de fatal é uma máscara fatal.
Ainda não percebo muito bem porque é que se gostas de sexo, não tens que gostar de cinema, ou se gostas de cozinhar para o teu marido bolachas de manteiga, não podes ter um vibrador na gaveta da tua mezinha de cabeceira (o que costuma ser o coração da gaveta íntima. Meninas vamos lá …).
E tu de quem és?
E vocês rapazes, o que fazem mais?
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