Este é um tema de que se fala muito pouco, mas o certo é que o pénis pode partir-se.
É uma situação pouco frequente, mas muito dolorosa.
No pénis, os corpos cavernosos estão cobertos por uma cápsula que suporta uma grande tensão nos momentos da rigidez (túnica albugínea).
A fractura do pénis consiste na rotura de um ou de ambos os corpos cavernosos, a qual, por sua vez, pode unir-se a uma lesão no corpo esponjoso.
Nos casos mais graves, pode para além disso, estar associada a uma lesão uretral.
A grande maioria destes casos ocorre num só corpo cavernoso, uma pequena percentagem afecta ambos os corpos e em casos esporádicos a lesão estende-se à uretra.
A primeira descrição de uma fractura do pénis foi realizada por Malis em 1925.
Como disse no início, é uma lesão rara e a sua incidência é de cerca de um caso, por cada 175.00 casos de internamento em hospitais.
Muito provavelmente, um grande número de casos não chegam a diagnosticar-se.
Muitos passam despercebidos já que não se sabe muito bem o que ocorreu ou por o considerar vergonhoso.
A causa mais frequente é um traumatismo directo e cauterizante sobre o pénis em erecção.
Geralmente ocorre durante algum movimento brusco e inesperado durante o coito.
É claro que pode produzir-se no decurso de uma actividade sexual muito vigorosa e bastante eufórica.
Ainda que também possa suceder pelo efeito indirecto de algum percalço durante o coito.
Posto que, para que se fracture, o pénis tem que estar em erecção e o mais comum é que se produza durante uma actividade sexual frenética, mas não necessariamente.
Alguns casos há de uma “erecção instantânea no momento errado”, mas esse é outro assunto.
Pode ocorrer, por exemplo, porque o pénis “salta” da vagina acidentalmente “sem que o indivíduo se dê conta”.
Então continua a empurrar, choca violentamente contra a pélvis e provoca a fractura.
Também pode produzir-se devido a que o par cai, perde o equilíbrio e o apoio que tinha ou muda de postura repentinamente.
Não dá tempo suficiente para o homem recolocar o seu pénis ou mudar o ângulo de penetração.
Tende a ocorrer em maior número quando o homem está deitado e a parceira fica por cima, tipo cavaleira.
Se ela muda de postura bruscamente, o pénis pode não suportar a repentina mudança de ângulo de penetração.
Ao fracturar-se o pénis produz um ruído parecido com o som de um estalido.
Quase sempre a dor é imediata, mas nem sempre e perde-se a erecção.
Então produz-se uma curvatura do pénis, do lado oposto à fractura e aparece um hematoma genital.
Na maioria dos casos o hematoma só é visível no pénis, mas pode estender-se também até à zona perineal, escrotal …
Segundo alguns especialistas, muitos dos pacientes que apresentam fractura, (uma fractura dos corpos cavernosos), contam com uma predisposição para sofrê-la.
A pressão que pode suportar a sua membrana testicular é muito menor que a de outro que conta com uma estrutura normal.
No caso duma fractura do pénis, é muito aconselhável ir, rapidamente, ao hospital mais próximo e solicitar que seja atendido o mais rápido possível.
Hoje em dia o tratamento é simples, ainda que requeira uma pequena intervenção cirúrgica, sob anestesia.
O hematoma é drenado e é restaurada a fissura produzida no corpo cavernoso.
Ao cabo de umas semanas, o hematoma desaparece e o pénis está pronto … para “atacar” novamente e ter prazenteiras novas erecções.
Não obstante a recuperação psicológica desta experiência, pode levar um pouco de mais tempo.
O que é flagrante é que o pénis recupera rapidamente.
Para tua introspecção:
- Que sensações tiveste ao ler o post?
– Se és mulher, podes imaginar a experiência?
– Tens alguma anedota relacionada com este tema?
– Conheces algum caso de fractura do pénis?
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1 comentário:
Credo cruzes. Pensei que servisse para partir...
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