
Pintura de Mario Tendinha
Olaripo’tivelêeee…*
-Eh!
-Nainduka! -Eh!
-Matxiririka! -Eh!
E palavras
mãos batidas ao luar do peito
entrelaçam cumprimentos
saudações matinais.
Dias de sol
espargem do céu
o presente matinal de luz
gazelas cirandam
e no trilho das boiadas
os pastores Kuanhamas
vêm cantando
enquanto o chão levanta
sem canseiras
omufitos de seios ao vento
e ao mesmo tempo
sobre a anhara luzidia
uma voz vem perguntando
lá do fundo imtemporal do Tempo:
- Quem matou a rainha do Kuanhama?
*Primeira estrofe saudações em idioma Kuanhama, Sul de Angola, provincia do Cunene.
Omufitos – areia fina, que voa facilmente com o vento.
Anhara – savana.
-Eh!
-Nainduka! -Eh!
-Matxiririka! -Eh!
E palavras
mãos batidas ao luar do peito
entrelaçam cumprimentos
saudações matinais.
Dias de sol
espargem do céu
o presente matinal de luz
gazelas cirandam
e no trilho das boiadas
os pastores Kuanhamas
vêm cantando
enquanto o chão levanta
sem canseiras
omufitos de seios ao vento
e ao mesmo tempo
sobre a anhara luzidia
uma voz vem perguntando
lá do fundo imtemporal do Tempo:
- Quem matou a rainha do Kuanhama?
*Primeira estrofe saudações em idioma Kuanhama, Sul de Angola, provincia do Cunene.
Omufitos – areia fina, que voa facilmente com o vento.
Anhara – savana.
1 comentário:
Quem andou pelas paregens cuanhamas - eu andei - era um espectáculo imperdível, normalmente pela manhã quando se viam pela primeira vez no dia e se entrecuzavam dois cuanhamas, mesmo quando ambos,ou só um, circulavam de bicicleta. Era uma troca de palavra para lá, um EH! para cá, depois repetido no sentido inverso, que me explicaram ser o cumprimento cuanhama, a perguntar se a pessoa estava bem, mesmo bem, mesmo muito bem, e a mulher, e o filho A, e a filha B, e ... enfim uma lista infindável.
E a(s) bicicleta(s) continuava(m) a rodar, um pouco mais lenta só. Eram cumprimentos de minutos. De vozes e palavras que se iam perdendo ao longo do caminho, até o cumprimento estar completo.
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