O VIDEIRINHO

domingo, junho 03, 2007

Françoise d'Eaubonne


PIONEIRA DO FEMINISMO FRANCÊS

Françoise d'Eaubonne, escritora e pioneira do movimento feminista dos anos 60, morreu, num dia 5 de Agosto, (2005), aos 85 anos.

Jornalista, por desporto e de vez em quando, professora e romancista, obteve o Prémio dos Leitores, em 1947 pelo seu primeiro romance, "Comme um vol de garfants", editado nesse mesmo ano.
A este, sucederam-se, " Les tricheurs" em 1960 e "Y-a-t-il encore des hommes", em 1965.

Em 1944 inaugurou, com "Le coeur du Watteau", uma enorme série de biografias.
Publicou pelo menos umas 10, entre elas, "vida de Madamme de Stäel", "Le couronne de Sable", dedicada à aventureira, Isabelle Eberhardt e, à dos poetas, Arthur Rimbaud e Paul Verlaine.

Ensaista de renome, Françoise d'Eaubonne nunca separou o seu trabalho de escritora, muitíssimo prolífica, com a sua vida militante, que se iniciou, com os alvores da II Grande Guerra, ao comprometer-se com a resistência, no Sudoeste de França.

Esta figura iconoclasta da inteligência francesa, nasceu a 12 de Março de 1910 em Toulouse e foi a 3ª filha de um anarquista crente, o conde Etienne d´Eaubonne, originário da Bretanha e, duma filha dum chefe carlista, Rosita Martinez Franco.

Françoise d'Eaubonne, descreveu em "Chienne de Jeunesse", 1966, com uma dureza e inclemência pouco habitual para a época, a sua vida de adolescente, durante a ocupação.

Depois de uma breve passagem pelas fileiras do partido comunista, ao chegar a libertação, foi uma ferverosa militante contra a guerra da Argélia e figura entre os subscritores do Manifesto dos 121, que apareceu em Setembro de 1960 e proclamava os direitos à insubmissão para os recrutas.

A leitura do livro de Simone de Beauvoire, "O segundo sexo", publicado em 1949, ( presume-se que lhe provocou um revulsivo acicate), induziu-a na luta feminista.

Co-fundadora do Movimento de Libertação das Mulheres, (MLM), ao longo dos anos 60, lançou em 1972, com o escritor e jornalista, Guy Hocquenghem, "Frente Homossexual de Acção Revolucionária", (FHAR).

Nos anos 70, publicou os seus mais destacados ensaios, entre eles, "Les femmes avant le patriacay", (Payot, 1976) e "Le feminisme ou la mort", (Pierre Horay, 1974).
Com este ensaio, amplamente comentado pela crítica, "proclama energicamente a necessidade vital da utopia", segundo escreveu Dominique Desant, no Le Monde, em 1974.

Amiga de Michel Foucoult, Françoise d'Eaubonne, mãe de dois filhos, anunciou em 1976 nas colunas do diário, Libéracion, o seu casamento, aos 56 anos, com o "preso, Pierre Sanna, nº 645.513, em Fresnes, condenado a 20 anos de prisão, por um assassinato que não cometeu".

Apareceu de novo, no ano seguinte, na Tribuna da Mutualidade, junto do comediante Guy Bedon e da cantora Yvon Dautin, para pedir a abolição da pena de morte.

Provocadora, valente e frequentemente veemente, Françoise d'Eaubonne, criou em 1978 o movimento, Ecologia-Feminismo, que pouco eco teve em Paris.
Teve muito maior êxito na Austrália e nos estados Unidos, onde foi criada uma cátedra sobre esta questão.
Françoise d'Eaubonne, era frequentemente convidada para dar conferências.

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