

Revela o "Expresso" que Paulo Portas, uma semana antes das eleições de 2005 que o afastaram do Governo, mandou copiar nada mais nada menos que 61.893 páginas de documentação que se encontrava no seu gabinete do Ministério da Defesa.
Muitos desses documentos eram, segundo a empresa de digitalização encarregada do serviço, confidenciais.
Portas garante que se tratava apenas de "notas pessoais".
Estranho, no entanto, é que, sendo notas pessoais, boa parte (diz Portas) sobre o CDS, não as tenha simplesmente levado consigo e as tenha mandado copiar …
Feitas as contas, enquanto foi presidente do CDS e ministro da Defesa, Portas terá, assim, escrito 24 páginas de "notas" pessoais por dia, incluindo domingos, feriados e dias santos de guarda.
O que dá algo como uma página de "notas pessoais" por hora, mesmo no banho e mesmo durante as horas de merecido sono (pelos vistos, não é só Deus que não dorme, Portas também não).
Onde param agora os documentos (alguns teriam, ainda segundo a empresa de digitalização, inscrições como "Iraque", "NATO", "ONU" ou "Submarinos") só Portas e Deus sabem.
O que eu não faria com toda essa documentação, os lucros, designadamente políticos, que não tiraria dali!
Mas eu sou um crápula, e felizmente Portas é um homem honrado.
Por outras palavras, Crónica de, Manuel António Pina, no JN de 2007.11.12
1 comentário:
São notas pessoais ou está à procura de notas para uso pessoal.Qualquer dia aparece nas bancas um livro com autoria de P.P. com o título confidencialissimo.
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