

Quem me dera ser poeta,
ter esse poder superior
que só o poeta que é poeta,
sabe expressar como fingidor.
Quem me dera ser um fingidor,
sim, como qualquer bom actor,
para que na hora da despedida,
poder conter aquela lágrima sofrida,
ou fazê-la deslizar pela face sem cor,
desluzida, traída por ser reprimida,
corroendo-me com a dor.
Quem me dera ser poeta,
ter o poder de suster lágrimas,
que só o poeta que é poeta
as refreia como páginas.
Quem me dera ser um fingidor,
para poder soltar as oprimidas,
aquelas que nunca foram água,
mas que, como em qualquer dor,
transcursam-se em mágoa,
cachoeira, sem esplendor,
num rio duma só frágua.
xistosa
1 comentário:
Olá! Boa noite.
O seu comentário acerca da nossa superioridade (leia-se, dos nossos governantes), sobre os dos povos subdesenvolvidos da Europa, esteve bem patente no discurso do 1º deste país.
Nos anos 60 zarpei para a tal Europa de idiotas e hoje apetece-me fazer o mesmo.
Quanto ao livro, andei por aqui a ver se tinha o seu endereço, mas não sei dele.
Será muito pedir, que volte a enviar-mo?
Já viu a nova imagem do Holmes que coloquei?
Se calhar foi tirada com lentes Zeissss...
Um abraço
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